Mais que uma linha de sucessão
Por Eduardo Louro
A propósito do novo mapa judiciário ouvi hoje, na Antena 1, Elina Fraga, a nova bastonária da Ordem dos Advogados (OA), dizer que fechar tribunais é afastar os cidadãos da Justiça e convidá-los à Justiça pelas próprias mãos.
Achei essa declaração deplorável e altamente demagógica. Tão demagógica que me lembrou logo o seu antecessor, numa afinidade que me remeteu inevitavelmente para uma ideia de sucessão dinástica. Marinho Pinto abriu uma dinastia na OA a que esta senhora simplesmente dá continuidade, pensei eu, sem deixar de lhe reconhecer alguma desenvoltura no discurso.
Desenvoltura, que não originalidade. É que, afinal, o sound byte que feriu a minha sensibilidade e me fez disparar o alarme da demagogia não é sequer original. Nem novo, já tem pelo menos dois anos!
Pois, há ali mais que uma simples linha de sucessão... Não é uma dinastia, é a mesma coisa por entreposta pessoa!