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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

FALTA PUDOR OU TELHADOS DE VIDRO?

Por Eduardo Louro

 

Uma reformada expulsou os reformados das galerias do Parlamento. Reformada de contribuição curta (desde os 41 anos) e pensão longa (até dá para rejeitar o vencimento de direito - tal e qual a primeira figura da hierarquia do Estado) a número dois do Estado não teve vergonha de expulsar os reformados de contribuição longa e pensão curta...

Não sei se é uma questão de pudor se de telhados de vidro...

SURPREENDENTEMENTE INDIGNADO

Por Eduardo Louro

 

As grandes manifestações do passado sábado, que acrescentarão o 2 de Março às datas que fazem a História deste nosso país, juntaram portugueses de todas as classes, de todos os quadrantes e de todas as idades. Mas têm sido particularmente referenciados os reformados e pensionistas.

A referência a tão grande participação de reformados não surpreende. Se é certo que os idosos e pensionistas constituíam uma das bases de apoio do poder em Portugal, mesmo uma das bases de sustentação do bloco central, não o é menos que, abrangendo hoje uma significativa fatia da sociedade, é também um dos grupos sociais mais atingidos pela austeridade que tomou conta do país.

É verdade que, numa população tão fortemente penalizada pelo desemprego, pela precariedade e pelos salários baixos, não faz muito sentido procurar os mais sacrificados. Mas, à luz de direitos perdidos, de quem tem agora muito menos do que já teve, os reformados têm razões suficientes para engrossar o número de descontentes. Fizeram-no sentir nas manifestações de sábado e fazem-no sentir em associações que temos vindo a conhecer.

Já ouvíramos falar da APRE (Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados), que de resto se fez representar nestas manifestações. Agora ouvimos falar do MRI – Movimento dos Reformados Indignados!

Que todos estão indignados já sabemos. Que quase todos têm razão para isso, também. O que surpreende é que à cabeça deste novo movimento surja um banqueiro, agora inibido, que acabou de ser condenado a pagar multas de 800 mil euros por violações graves no exercício da sua actividade na administração do BCP, a que presidiu em substituição de pensionista mais indecoroso do país – Jardim Gonçalves, seu compagnon de route na construção do maior caso de sucesso da banca portuguesa. O que surpreende é que Filipe Pinhal, com uma pensão (vá lá, está bem aquém de metade da de Jardim Gonçalves) de 70 mil euros mensais, se sinta indignado.

O que surpreende e nos deixa indignados é que se meta tudo no mesmo saco!

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