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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

COISAS SEM SENTIDO

Por Eduardo Louro

 

António José Seguro soma e segue…

Depois da abstenção violenta, a aprovação violenta. E depois da aprovação violenta, a ameaça mais violenta ainda!

Absteve-se com estrondo na aprovação dos orçamentos – do inicial e do primeiro rectificativo (porque virão ainda outros) – e hoje aprovou, com não menos violência, a ratificação do novo tratado da chamada regra de ouro. Aprovou, mas sempre garantindo que não estava minimamente de acordo com o que aprovava. Tanto não estava que propunha uma adenda ao contrato, a coisa mais sensata deste mundo: num acto de ratificação, propõe-se uma adenda! Estamos todos a ver o governo chegar a Bruxelas e dizer: “aqui estamos, fomos os primeiros a ratificar o tratado mas, tenham lá paciência, têm de lhe juntar esta adenda. Os restantes 24 países agora que ratifiquem isto, com a adenda do Seguro”!

Mas nem perante este cenário ridículo Seguro perdia a sua convicção. Tanta que garantia que adenda não era para ser adenda. Era qualquer coisa que para aí ficava, sem que ninguém percebesse nem onde nem para quê!

Mas era tão importante e uma posição de princípio tão fundamental que nem mesmo depois de saber que a maioria não estava para aí virada, se desviou um milímetro da sua posição de ratificar o tratado. Uma ratificação violenta, bem entendido…

Tão violenta quanto a ameaça que se seguiria: “o CDS e o PSD vão arrepender-se”! Ao recusarem a fundamental adenda quebraram um consenso histórico e vão arrepender-se disso!

Este é mais um episódio bem ilustrativo da oposição que temos. Não seria bem mais fácil, mais afirmativo e digno dizer, por exemplo, que o tratado é estúpido e que não faz sentido nenhum. Que não faz sentido que uns pelintras que andam por aqui às voltas com transferências de fundos de pensões e outros que tais para esconder défices de 7 e 8%, vão a correr para serem os primeiros a ratificar um tratado que os obriga a cumprir um défice de 0,5%. Ou que não faz sentido ir a correr ratificar um tratado que o provável substituto de Sarkozy - daqui a menos de um mês - já disse que iria para o caixote do lixo.

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