PONTAL
Por Eduardo Louro
Foi dado o pontapé de saída na rentré política: aconteceu na (ainda) capital de Verão do país e esteve a cargo de Passos Coelho. Não já no pinhal, nem no calçadão, mas numa sala fechada da mesma Quarteira, porque os protestos impõem um certo resguardo ao primeiro-ministro. Resguardo e segurança – muita segurança, como se vê em Manta Rota!
E do Pontal que já não é no Pontal, e do discurso que já não é para o povão laranja mas para o povão verde e vermelho, nada sobre o Orçamento que aí vem e que, não fossem as férias, estaria a deixar o país em suspenso. Isso era o que exigiam os media, mas o discurso tem o povão como destinatário. Como exigem os seus ideólogos!
Se para o orçamento ainda não há solução, para a crise já há: 2013 será o ano da inversão. A tal que ainda há pouco o ministro das finanças garantia para este ano!
É uma das novidades do discurso: não é lá grande coisa, mas é uma novidade!
A outra é que afinal Passos Coelho já não quer que se lixem as eleições, como bem desconfiávamos. Só quer que se lixem as próximas autárquicas. E as europeias. Porque, as legislativas, quer ganhá-las! Quer continuar a obra - que diz já estar a meio quando ainda só cumpriu um quarto do mandato - para além destes quatro anos.
Mas, com tamanha produtividade, não se percebe bem a necessidade de mais quatro anos!