Já se começou a perceber que a responsabilidade é uma batata quente a saltar das mãos da Protecção Civil para as do SIRESP ao ritmo da Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna. Mais que os relatórios, que não convencem ninguém de que sirvam para mais que, cada um, fugir com o rabo à seringa, é essa insustentável batuta nas mãos da ministra que mais lhe pesa nesta altura.
As responsabilidades podem ser sacudidas - do SIRESP para a Protecção Civil, da Protecção Civil para a GNR... - como entenderem, mas nunca saem do MAI. E quando caírem, é lá que caem. É que não podem cair noutro lado.
Parece-me que a senhora ministra já percebeu isso... Que, quando os ventos não as ajudam a empurrar, não adianta sacudir responsabilidades. Acabam por cair sempre ali!
Se tivesse o mínimo sentido de responsabilidade, Portas já teria a esta hora publicado a lista das pessoas nessas circunstâncias. Já sabemos que nem o tem esse sentido nem faz ideia do que seja. E por isso se está nas tintas que pensemos que somos governados por perigosos loucos e criminosos, que impunemente atribuiram subsídios sociais a gente rica, de riqueza bem à vista, que não estava escondida debaixo de colchão nenhum. Mas também por isso, e em alternativa, se está igualmente borrifando que pensemos que é ele próprio um irresponsável, um aldrabão que mente e engana sem olhar a meios, nem que sejam disparates destes…
Não respeita os outros, mas também não se respeita a si próprio. O que também não é exactamente uma grande novidade!
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