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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

O vírus da irresponsabilidade*

Resultado de imagem para conferencia de imprensa ministra da saude

 

Portugal foi dos últimos países a ser atingido pelo Covid -19. Já a epidemia, agora pandemia, ia avançada em muitos países do mundo, mas, diga-se também, controlada em alguns outros, quando cá chegou.

Quer isto dizer que nós, portugueses, tivemos mais oportunidades que outros para nos prepararmos para enfrentar esta calamidade. Parece-me que somos cada vez mais os que pensamos que não tiramos grande proveito disso. Que não aproveitamos, como devíamos, essas oportunidades.  

Tem sido notório que as autoridades portuguesas têm tido como principal objectivo evitar alarmismos. Seria normal que assim fosse. Manter a tranquilidade em circunstâncias altamente críticas, e evitar situações de alarme social, é prova de responsabilidade.

O problema está no tom com que isso tem sido feito, que não se adequa nada ao laxismo e à irresponsabilidade que nos caracteriza. E que caracteriza de uma forma geral toda esta gente cá do sul da Europa.

As pessoas continuam a achar que não têm nada a ver com isto, que é sempre com os outros, sem quererem perceber a dimensão colectiva do que está em causa, e a responsabilidade cívica, em primeiro lugar, mas também criminal, que lhes advém dos seus comportamentos.

As Universidades fecham para que as pessoas cumpram o isolamento social, mas os estudantes inundam as esplanadas. Criam-se condições de quarentena, mas as pessoas aproveitam-nas para no primeiro dia de sol encher as praias. Fecham-se os estádios de futebol, mas as pessoas vão apoiar o seu clube do lado de fora.

Discute-se o encerramento das escolas, mas chamam-lhe antecipar as férias da Páscoa. Não. As escolas não fecham para os alunos irem de férias. Fecham para evitar contacto social e reduzir as condições de propagação da doença.

Este é o momento de ganhar a batalha pela contenção do vírus, e não de outra coisa qualquer. É vital para todos nós ganhar, e depressa, essa batalha. Quem está informado e consciente da gravidade deste momento está profundamente alarmado. Os que não querem saber, os indigentes morais, têm que ser abanados para acordar para esta realidade. E isso não se faz sem alarme social. 

Percebemos ontem à noite que o primeiro-ministro já percebeu isto. E que percebeu que tinha de comunicar em aberta contramão com aquelas duas senhoras que andamos fartos de ouvir. 

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

As responsabilidades (não) servem para ser sacudidas

 

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Já se começou a perceber que a responsabilidade é uma batata quente a saltar das mãos da Protecção Civil para as do SIRESP ao ritmo da Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna. Mais que os relatórios, que não convencem ninguém de que sirvam para mais que, cada um, fugir com o rabo à seringa, é essa insustentável batuta nas mãos da ministra que mais lhe pesa nesta altura.

As responsabilidades podem ser sacudidas - do SIRESP para a Protecção Civil, da Protecção Civil para a GNR... - como entenderem, mas nunca saem do MAI. E quando caírem, é lá que caem. É que não podem cair noutro lado.

Parece-me que a senhora ministra já percebeu isso... Que, quando os ventos não as ajudam a empurrar, não adianta sacudir responsabilidades. Acabam por cair sempre ali!

Não saber respeitar os outros. Nem a si próprio...

Por Eduardo Louro

 

Paulo Portas é capaz de tudo. Até de dizer que o rendimento social de inserção só foi retirado às pessoas que tinham depósitos acima dos 100 mil euros

Se tivesse o mínimo sentido de responsabilidade, Portas já teria a esta hora publicado a lista das pessoas nessas circunstâncias. Já sabemos que nem o tem esse sentido nem faz ideia do que seja. E por isso se está nas tintas que pensemos que somos governados por perigosos loucos e criminosos, que impunemente atribuiram subsídios sociais a gente rica, de riqueza bem à vista, que não estava escondida debaixo de colchão nenhum. Mas também por isso, e em alternativa, se está igualmente borrifando que pensemos que é ele próprio um irresponsável, um aldrabão que mente e engana sem olhar a meios, nem que sejam disparates destes…

Não respeita os outros, mas também não se respeita a si próprio. O que também não é exactamente uma grande novidade!

 

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