DE S.BENTO AO RATO
Por Eduardo Louro
Temos por aí um dia agitado, com o PS e Seguro transformados no centro da crise, no alfa e no ómega do beco sem saída em que nos meteram.
As reuniões de hoje, primeiro com Passos Coelho, logo pela manhã – em resposta afirmativa à carta de ontem – e depois com a troika, no Rato, a que chegou já atrasado depois de sair de S. Bento, que lançaram Seguro numa roda-viva, são uma e a mesma coisa. E têm os mesmos protagonistas!
Foi a troika que as marcou, a ambas. A do início desta tarde, directamente. A desta manhã, por entreposto Pedro Passos Coelho!
Toda a gente percebe que não era agora que o primeiro-ministro, que continua convencido que lhe basta a maioria que por enquanto o suporta no parlamento, e tão obcecado e cego que nem se apercebe que ela já está desfeita, iria de mão estendida pedir o braço de Seguro. Toda a gente percebe que foi a troika que o obrigou a isso!
Chegados aqui, depois de dois anos de sacrifícios e de empobrecimento para nada, de completo e total falhanço das soluções da troika entusiasticamente abraçadas por Passos & Gaspar, é preciso mais!
Mesmo que esse mais acabe de vez com a democracia!
A troika exige que as suas soluções prevaleçam sobre a vontade dos portugueses. Que, votem como votarem, não as possam colocar em causa. É isso que neste momento está em causa. Nada mais!