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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Os regressos de Fernando Santos

Por Eduardo Louro

 A convocatória do novo seleccionador nacional de futebol surpreendeu meio mundo. Terá indignado um quarto e agradado a outro quarto…

É uma convocatória alargada – 24 jogadores – como se tratasse de uma convocatória para uma fase final, e isso, como primeira convocatória deste seleccionador, compreende-se perfeitamente. E explicará que comporte seis jogadores do Sporting – uma das surpresas, que indignará muita gente e agradará aos sportinguistas –, algumas estreias – José Fonte e Ivo Pinto – que não cabem exactamente no conceito de renovação, que de todo não serve de mote nem alimenta a convocatória, e muitos regressos.

Foquemo-nos nos regressos, em boa verdade, a par das mais que justificadas ausências do Miguel Veloso, do Raul Meireles, do João Pereira ou do Eduardo, o mais picante da convocatória. E deixemos de lado o regresso de Eliseu, que o simples facto de estar a jogar no Benfica torna normal, para nos determos nos de Dany, Quaresma, Tiago e Ricardo Carvalho, que desde logo terão, no mínimo, soado a murros no estômago do Paulo Bento.

Destes, o regresso de Quaresma acabará por ser o mais pacífico. Traduz uma opção política, natural também numa primeira convocatória. É dar mais uma oportunidade ao Quaresma, para que dela ele faça o que entender, e assim resolver um problema que tem sido sempre incómodo. Se o jogador a agarrar está tudo resolvido. Se a deitar fora também!

Por isso se percebe. E se justifica!

O de Dany justifica-se perfeitamente porque é neste momento um dos melhores 10 que por aí andam, mesmo que, recorde-se, nunca tenha atingido na selecção o alto nível que apresenta no seu clube. Para além disso percebia-se claramente que só o mau feitio de Paulo Bento o mantinha afastado da selecção, onde tanta falta fez no Brasil.

O afastamento de Tiago da selecção não tem nada a ver com Paulo Bento. O mesmo não se pode dizer por não ter regressado, que não pode deixar de ser levado a débito do mau feitio do ex-seleccionador. Toda a gente percebeu, e o próprio Tiago ainda primeiro que todos, que há quatro anos atrás a sua carreira dava todos os sinais de ter entrado na sua decisiva fase descendente. Deixara de ser titular na selecção e terá entendido que, a ter de deixar a selecção, sairia pelo seu pé. Uma decisão legítima!

É nesta altura, e não noutra qualquer, como o anterior seleccionador deixou que se confundisse, e como muita gente tenta confundir, que Paulo Bento o tenta demover dessa decisão, com as tais deslocações a Madrid. Só que Simeone não mudou apenas a vida do Atlético de Madrid, mudou também a de Tiago. Não lhe deu um novo fôlego, deu-lhe uma nova vida tornando-o, depois dos 30, num jogador como nunca antes tinha sido. Com esta nova realidade o Tiago estava evidentemente disposto a regressar, disso deu por diversas vezes sinal, e a selecção só tinha evidentemente a ganhar com o seu regresso. Mas aí já o seleccionador punha o seu mau feitio acima dos interesses da selecção.

O regresso de Tiago, mais que justificado, é a mais merecida bofetada em Paulo Bento!

É diferente o regresso do Ricardo Carvalho, por muito que o mesmo mau feitio possa ter sido responsável pela irreflectida atitude do jogador. Nenhuma condenação pode ser eterna, por isso não há prisão perpétua em Portugal. O que neste caso deveria ter sido amplamente divulgado, e não o foi, era o castigo aplicado pela FPF pelo comportamento de grave indisciplina do Ricardo Carvalho. Um, dois ou três anos de castigo, fosse lá o que fosse, estaria já cumprido. O jogador teria pago pelo seu erro e, mesmo aos 36 anos, estaria em condições de ser convocado. Estranho é que só hoje se tenha sabido que o jogador foi castigado por um ano!

Entendia-se que Paulo Bento nunca o convocasse, tinha com ele um problema pessoal que ia para além do castigo aplicado. Da mesma forma que se entende que Fernando Santos não tenha qualquer objecção à sua convocação. Que provavelmente justificará por política de pacificação!

Veremos se lhe dará a titularidade. Apostaria que não!

Futebolês #102 GRUPO DE TRABALHO

Por Eduardo Louro

É frequente encontrar expressões do futebolês exactamente iguais às do português corrente. Nunca querem dizer o mesmo, têm significados completamente distintos. Poderíamos dizer que são expressões homófonas, que é coisa que não existe mas poderia muito bem existir!

Grupo de trabalho é uma expressão frequente na linguagem portuguesa. Por tudo e por nada em Portugal se cria um grupo de trabalho. É, muitas vezes, o primeiro passo para se não fazer nada, mas isso são contas de outro rosário. Com pior fama só mesmo as comissões parlamentares de inquérito. Não sei se será por isso – por nem sempre dar os melhores resultados, como ainda esta semana foi o caso do do serviço público de rádio e televisão, ou simplesmente pela moda dos anglicismos - que se tenha começado a substituir o grupo de trabalho por task force!

O grupo de trabalho é, em linguagem corrente, marcado pelo circunstancialismo. Cria-se um grupo de trabalho para uma tarefa específica – daí que a expressão inglesa faça mesmo sentido – que se esgota com a própria tarefa. Já em futebolês o grupo de trabalho é permanente. Não é um grupo construído para desempenhar uma determinada tarefa, mas um conjunto de equipas multidisciplinares integradas numa organização com missão, objectivos e estratégia.

Em futebolês o grupo de trabalho integra os jogadores - o plantel - e as equipas técnica, médica e administrativa, donde emerge o treinador com uma liderança absoluta. Seja na estrutura inglesa, onde o treinador – coach - é substituído pelo manager (o líder da organização que integra grupo de trabalho – Mourinho, no Real Madrid, para atingir esse desiderato não descansou enquanto não afastou o director desportivo, Jorge Valdano) seja na estrutura à portuguesa, que espalhou directores desportivos por tudo o que é sítio, mas quem manda é o treinador.

Em qualquer circunstância é claro que plantel e treinador são as peças fundamentais e a chave do grupo de trabalho. O resto, quanto menor visibilidade menor. Pede-se-lhe descrição e eficácia!

Vejamos o caso da selecção nacional. Porque está em alta, agora que tem na mão o guest card dos convidados de última hora para a festa de Junho na Polónia e na Ucrãnia, e porque, estando integrada numa organização de grande dimensão e dispondo de todas as estruturas, é actualmente um dos mais flagrantes exemplos do poder absoluto do treinador. No grupo de trabalho está lá tudo: um vice-presidente da Federação, um director desportivo, um departamento médico, etc.. Mas quem manda é o Paulo Bento! Para o bem e para o mal. Demasiadas vezes para o mal…e sempre em nome da defesa do grupo de trabalho! No futebol toda a gente põe a defesa do grupo de trabalho acima de tudo...

Para defender o grupo de trabalho foi inflexível com Ricardo Carvalho. Mas o grupo de trabalho é que deveria ter evitado o caso Ricardo Carvalho. Deveria haver lá gente que percebesse que a corda estava a esticar para intervir antes que ela partisse. Com Bosingwa deveria ter sucedido o mesmo. Logo que se percebeu que havia mosquitos por cordas alguém deveria ter actuado.

Quando, na terça-feira, Paulo Bento não resistiu ao inebriante odor do sucesso para desferir o golpe final nos dois proscritos, mostrou que não sabe liderar. Mostrou que poderá ser um bom sargentão, mas nunca um líder natural e, por muito que esta opinião vá contra a corrente, terá hipotecado um futuro de sucesso. Porque, hoje, a linha que separa a capacidade de liderança do autoritarismo gratuito é a mesma que separa o sucesso do insucesso.

O plantel da selecção nacional é a única estrutura do grupo de trabalho que não pertence à Federação. Os jogadores não são propriedade da Federação, chegam lá por empréstimo. Mas constituem os principais activos de alguns dos maiores clubes do mundo. Ora, com a sua história no Sporting e com estas posições na selecção, que grande clube poderá estar interessado em lhe entregar a gestão dos seus principais activos?

Se o caso Ricardo Carvalho se precipitou rapidamente, deixando a Paulo Bento pouca margem de gestão, já no de Bosingwa teve todo o tempo e toda a tranquilidade. Tudo começa em Fevereiro. Há um mês Paulo Bento diz que tem dois laterais direitos melhores, sabendo que toda a gente percebia o tamanho da mentira. Logo depois comunica: com ele, Bosingwa nunca mais. Finalmente, já em festejos do apuramento, explica: porque simulou uma lesão para não jogar no particular com a Argentina, em Fevereiro. Depois do jogador provar, e do médico do grupo de trabalho ter confirmado, que nada lhe permitia concluir da simulação da lesão, de ter exigido um pedido de desculpas e de, por fim, dizer que com com este seleccionador não voltará a jogar na selecção, Paulo Bento tem a lata de dizer que, com esta declaração, o Bosingwa é que se afastou a ele próprio da selecção.

Paulo Bento transformou-se, dentro e fora do jogo, num novo Scolari. Duro que nem o sargentão, desenvolve uma estratégia de grupo baseada na cumplicidade alimentada a fidelidade canina. Teimoso e fechado que nem o sargentão, concentra-se nos jogadores em vez dos conceitos de jogo. Arregaça as mangas e, incapaz na planificação técnica e táctica aposta no conflito e nas emoções. Tal como no declínio de Scolari…

 

Futebolês #92 BANANA

Por Eduardo Louro

  

Banana é fruta, como sabemos. E fruta, como também sabemos, entrou há uns anos no léxico do futebol e, daí, directamente para o futebolês. Como não podia deixar de ser…

Não sei se essa fruta tinha ou não banana, mas acredito que sim porque era fruta tropical. Que, sem banana, fica assim meio coxa. E fruta coxa não era a mais indicada para o efeito!

Há no entanto no futebol mais banana para além da fruta. Que não tem mesmo nada a ver com fruta e menos ainda com aquela fruta desse lado negro e batoteiro do futebol. Tem, pelo contrário, apenas a ver com o lado puro do jogo e com a sua incomparável estética.

Banana é aquele remate com a parte interior do pé que leva a bola a descrever uma curva. A curva da banana! É a curva inversa à da trivela, que já aqui trouxemos. É como uma irmã gémea da folha seca, de que também já falamos, e resulta num efeito espectacular pela forma como a bola contorna e ultrapassa os obstáculos que lhe tolhem o destino. Seja a barreira colocada à frente da baliza na cobrança de um livre ou apenas o guarda-redes que cobre por completo o ângulo, que é como quem diz que tapa o caminho mais próximo entre a bola e a baliza. Já sabemos da geometria que é uma linha recta a que determina a menor distância entre dois pontos. Daí a necessidade de recorrer à banana, porque o caminho mais curto está tapado!

Temos pois, no futebolês, banana na fruta da bandeja mais negra do futebol e banana como um dos mais espectaculares e eficazes gestos técnicos. E temos muitos bananastansos - no futebol!

O Capdevilla, por exemplo. Até poderá não ser exactamente um banana, mas não tenho dúvidas que se sente um banana. Eu fico apenas abananado: um tipo que é campeão do mundo e da Europa fica de fora por troca com o Jardel? Já não falo das outras contas, de estrangeiros e nacionais, e da formação. Essas ainda se aceitariam, embora se lamente que não tenham sido feitas mais cedo, no tempo próprio, antes, evidentemente, de negociar as contratações. Porque era nessa altura que se faziam contas: aos portugueses, aos da formação e aos outros. Ver capa do RecordAssim já não ficaríamos abananados com a inscrição do César Peixoto na Champions, que não está inscrito na Liga nacional e com quem o Benfica não conta. Mas que conta para as contas com que a UEFA se deixa enganar. Outro banana!

Ver capa da BolaQuem não é nada banana é Luisão. Que rima com espertalhão, o que quer dizer que há bananas por aí. É como uma moeda: se numa face está um espertalhão na outra está um banana!

Arranjou maneira de assegurar um ordenado do outro mundo até aos 35 anos. Ao que se diz pôs mais 600 mil euros por ano em cima do que já ganhava, que já de há uns anos a esta parte, sempre com a mesma estratégia, cuidava de rever anualmente. Agora não quer outra coisa que acabar a carreira no Benfica (pudera!), exalta a paixão de Jorge Jesus pelo Benfica e o carinho especial que tem pelo presidente. E, claro, aquilo que disse há dois meses quando regressou a Lisboa foi mal interpretado. Não era nada daquilo que queria dizer … e nós sentimo-nos um bocado bananas!

O Pedro Caixinha também me pareceu um bocado banana. A forma como pôs a equipa (União de Leiria) a jogar com o Porto é de um banana. Ou de outra coisa pior. Não esperou muito pela resposta e mandaram-no pregar aquele sermão - meio tolo e megalómano - para outra freguesia. Dentro de dias aí o teremos como comentador encartado nessas televisões todas, até porque houve um lugar que ficou vago.

Mas se tivesse que eleger o maior banana do nosso futebol não teria dúvidas: Ricardo Carvalho!

Não é um anjinho, é um banana!

 

 

LUGAR CATIVO: POST SCRIPTUM

Por Eduardo Louro

 

O Ricardo Carvalho já veio dizer de sua justiça. Mas disse pouco. E mal!

O que nem deixa de continuar a soar a estranho nem deixa tudo esclarecido. Diz que, de cabeça quente, errou, o que na circunstância não é suficiente. De cabeça fria, tinha obrigação de dizer mais e de não acusar o outro de mercenário, porque não tem cabimento. Diz que fizeram que se sentisse mal, o que, nem sendo claro, nem suficiente – ou simplesmente não sendo suficientemente claro – poderá não ser mais que uma escapatória para um beco sem saída. Se a história de Paulo Bento nos permite admitir que ele sabe como se fazem essas coisas, esta de Ricardo Carvalho não nos impede de concluir que esteja apenas a procurar tirar precisamente partido disso.

Futebolês #91 LUGAR CATIVO

Por Eduardo Louro

  

Lugar cativo: desconfio bem que estejam já todos a adivinhar do que é que estamos a falar!

Acredito até que lugar cativo passe a partir de agora a ter outros assentos no futebolês. Que, a partir de agora, tenhamos de acrescentar mais qualquer coisa ao lugar cativo para sabermos de que é que estamos a falar. Mesmo falando em futebolês!

Se eu falar do meu lugar cativo no Benfica toda a gente percebe que estou a falar do assento, do sítio onde sento o rabo na Catedral. Sei que aquele é o meu lugar, está reservado para mim. Mas se for, por exemplo, o Javi Garcia a falar do seu lugar cativo no Benfica, percebe-se que não está a falar do mesmo que eu.

São lugares cativos completamente distintos. Os clubes gostam dos primeiros, daqueles que servem para acomodar o rabo dos adeptos, e são cada vez mais criativos para serem bem sucedidos nos seus esforços de venda dessa parte da lotação do estádio. Alguns, os maiores entre os maiores, conseguem ter a lotação toda vendida e mesmo listas de espera para novos cativos, nome dado aos associados com lugar cativo. É assim, enquanto o Sporting, por exemplo, para conseguir vender uma cadeirinha chama-lhe game box, acrescenta-lhe ainda uns vídeos e brindes de toda a espécie (creio que até um assobio para quem não saiba assobiar), o Barcelona dá-se ao luxo de não aceitar mais ninguém.

E não gostam, ou não deveriam gostar, dos segundos. Dos jogadores que têm lugar cativo na equipa, cuja titularidade está assegurada à partida, independentemente do rendimento nos jogos, ou mesmo do trabalho nos treinos. E os adeptos também não!

Pois é! É deste lugar cativo que, como adivinharam logo de início, vamos a falar. É incontornável e está na ordem do dia: Ricardo Carvalho… Que, repentinamente ao que dizem, abandonou o estágio da selecção nacional no dia da partida para Chipre e nas vésperas do jogo que Portugal acabaria por ganhar por quatro a zero. Ao que se diz por lhe ter sido dito que não teria lugar cativo na equipa. Porque, na narrativa de Cristiano Ronaldo, na selecção não há lugares cativos!

A coisa começa a não bater certo logo por aqui. Ninguém acredita que não haja lugares cativos na selecção, mesmo nesta de Paulo Bento. Por que é que o Hélder Postiga - que ninguém quer em lado nenhum e que, juntamente com o Djalo, deu esta semana a melhor notícia que os sportinguistas receberam pelo menos nos últimos cinco anos – lá está? Se não é por ter lugar cativo é por quê?

Mas também não bate certo quando espreitamos pelo buraco da fechadura da história do Paulo Bento e da do Ricardo Carvalho. É que, por esse buraco, descobrimos em Paulo Bento um treinador de conflito fácil com os jogadores, com um rasto que vai de meros arrufos pouco mais que inconsequentes – Miguel Veloso e Djalo, por exemplo – a autênticas certidões de óbito (Stojkovic), passando choques frontais de grande violência e graves consequências com Ismailov ou Vukcevic.

Espreitando pelo outro, nada! Nenhum registo. Um ligeiríssimo desaguisado com Mourinho, no Chelsea, prontamente resolvido e sem qualquer tipo de consequências, como é público e constatável: Mourinho, que continua a proclamá-lo o melhor central do mundo, quis levá-lo para o Inter e levou-o mesmo, já em fim de carreira, para o Real Madrid. E vemos, todos, independentemente da filiação clubística, uma pessoa afável e educada, com uma imagem pública de grande serenidade.

Não conseguimos perceber ali uma pessoa irresponsável, uma personalidade instável ou o carácter de um desertor, como Paulo Bento acusou. E, no entanto, ele teve uma atitude inqualificável e altamente condenável. Que mancha, não se sabe se irremediavelmente, uma das mais brilhantes carreiras de um jogador de futebol; se não o melhor – porque isto do melhor não existe - um dos melhores centrais do mundo da última década. Que não bate certo com a imagem que temos do Ricardo Carvalho!

Por isso desconfio da história que foi contada. Por isso não acredito que a história se resuma a um simples lugar cativo… E acredito que o Ricardo Carvalho vai conseguir explicar isto e manter o seu lugar cativo, que conquistou por direito próprio, na história do futebol mundial!

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