Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Uma teia sem fim

 

 

 

Resultado de imagem para ricardo salgado e manuel pinho

 

Sempre se falou da porta giratória entre os governos do país e o Grupo Espírito Santo (GES). Uns atrás dos outros saíam do GES para o governo para, depois, fazerem o trajecto inverso. Toda a gente sabia disto, toda a gente falava disto mas, enquanto durou o GES e Ricardo Salgado continuva "dono disto tudo", era como se nada se passasse. 

Também, falar disso, era diminuir a democracia.

Manuel Pinho era um - entre uma multidão - desses. Chegou ao governo de Sócrates vindo, claro, do GES. Saiu - com aquela cena dos corninhos no Parlamento - e logo voltou. Foi para uma universidade americana, a expensas da EDP. E descobre-se-lhe um apartamento de luxo em Nova Iorque. Foi  mais tarde investigado por isso. E pelo que isso poderia ter a ver com as rendas excessivas da EDP, depois entregue por Passos e Portas aos chineses. Nessa investigação percebe-se agora que Ricardo Salgado pagava a Manuel Pinho, directamente para uma conta offshore, 15 mil euros por mês, mesmo enquanto estava no governo. Ao todo mais de 1 milhão de euros...

Posso estar enganado, mas se calhar seria bom que mais nenhum Centeno viesse dizer que ainda não acabamos de pôr dinheiro no Novo Banco. Ou que cá estaremos para a ajudar o Montepio. Pelo menos enquanto não conseguirem julgar toda essa gente que roubou o país durante a vida inteira. E depois metê-los na prisão, como ainda não conseguiram fazer com Armando Vara!

 

 

Fronteira da vergonha*

Resultado de imagem para ricardo salgado no tribunal

 

No âmbito de um processo judicial de contestação a uma contra-ordenação do Banco de Portugal, no valor de 4 milhões de euros, ainda em resultado da sua actividade bancária, Ricardo Salgado alegou em Tribunal, quiçá como argumento central, não dispor de meios para o respectivo pagamento.

Argumentou não ter praticamente reforma, depois da sua pensão de 39 mil euros mensais ter sido, por penhora, reduzida a dois salários mínimos nacionais. E que as despesas da família, cujo montante desconhece, são pagas pela filha, que vive e trabalha na Suíça.

Do ponto de vista individual – que não numa perspectiva de relação com a comunidade - é legítimo que qualquer cidadão utilize todos os meios legais de defesa para minorar, ou mesmo evitar, o pagamento de impostos, multas, do que quer que seja… Ricardo Salgado tem o direito de se defender. Não terá é o direito de se defender dessa maneira!

Não tem o direito de se colocar no papel de vítima, quando vítimas, e vítimas dele próprio, são praticamente todos os seus concidadãos, os que enganou directamente e os que, não tendo sido enganados, não deixaram de ser chamados a contribuir para pagar os seus desmandos e abusos. Vitimizar-se não é direito, é falta de vergonha. E de dignidade!

Independentemente de vir ou não a ser condenado por tudo de que é acusado, o simples conhecimento público da gigantesca rede de off-shores de que dispõe, e do uso que delas fez, deveria servir para delimitar a fronteira de vergonha que Ricardo Salgado não devia transpor.

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Estado de direito?

Por Eduardo Louro

Imagem relacionada

 

Ricardo Salgado saiu do tribunal sujeito prisão domiciliária, ficando em casa vigiado por dois polícias. Há exactamente uma ano também foi ouvido em tribunal. Então levado pela polícia, detido para apresentação em tribunal. Então, a medida de coação foi uma caução de 3 milhões de euros...

Desta vez a caução seria um grande embaraço. Donde viria o dinheiro, com as contas supostamente congeladas e todos os bens arrestados? 

Alguma coisa teria de ficar à mostra. Daí a prisão domiciliária, mas sem o estigma da pulseira electrónica...

Estranho? 

Mas estranho é que, há um ano, em pleno centro da crise BES/GES, Ricardo Salgado foi ouvido e sujeito à prestação da tal caução no âmbito do processo Montebranco. E que, num ano, não haja qualquer percepção de que alguma coisa tenha avançado...

Mais estranho é que um ano depois do colapso do BES, e seis meses depois de uma comissão parlamentar de inquérito ter tornado público o que tornou, a Justiça não tenha incomodado Ricardo Salgado. Estranho é que tenha acabado de ser interrogado pelo tribunal, não por iniciativa do Ministério Público, mas por processos movidos por terceiros, lesados evidentemente.

Mais estranho ainda é que, um ano depois, quando num país a sério os culpados estavam encontrados e condenados, do MInistério Público não se conheça sequer uma iniciativa. Estranho é que quando há milhares de portugueses lesados, roubados pelo BES e enganados pelo Banco de Portugal, o Ministério Público faça de conta que não ouve, não lê e não vê. Provavelmente para esconder a falta de meios para investigar... 

Mas ainda mais estranho é que se diga que vivemos num Estado de Direito!

 

 

O copo cheio que tarda em transbordar

Por Eduardo Louro

 

Ricardo Salgado voltou a falar, na circunstância a escrever mais uma carta. Cavaco voltou a mentir, ao dizer que nunca falou do BES, e a omitir, porque é um túmulo, morre com ele o que a ele for dito... 

É apenas mais um episódio da promiscuidade que mina o regime e as suas élites. Quando foi pedir ajuda a Cavaco, a Passos, a Portas, a Carlos Moedas e a tutti quanti, Ricardo Salgado achava-se com legitimidade para isso. A legitimidade de quem cobra favores!

É mais uma gota de água num copo muito cheio. Tão cheio que levou António Barreto, um institucionalista que não é conhecido por ceder facilmente ao populismo ou de armar ao popularucho, a reclamar a prisão para uma certa "tropa fandanga" de “banqueiros, empresários, administradores de empresas, ex-ministros, ex-secretários de Estado, ex-diretores gerais”.

Só não se percebe é como o copo ainda não está a transbordar!

 

E passou a haver outras coisas para contar XIII

Por Eduardo Louro

 

Em carta enviada - mais uma - à Comissão de Inquérito Parlamentar do BES, Ricardo Salagado veio agora informar que, para além dos pedidos de apoio escondidos mas já conhecidos, também bateu á porta do Presidente da República e do vice-primeiro ministro, Paulo Portas. Em Maio, poucos dias antes do aumento de capital!

Quer isto muito simplesmente dizer que, somando estes dois contactos aos outros já conhecidos e igualmente ocorridos em Maio, que antes do aumento de capital, tiveram conhecimento das dificuldades do BES e do GES, através do pedido de apoio que Ricardo Salgado - que pelos vistos todos lhe negaram -, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, o presidente da República, Cavaco Silva, o primeiro ministro, Passos Coelho, o vice-primeiro ministro, Paulo Portas, a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque o secretário de estado Carlos Moedas, e o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa. 

Com o chico-espertismo que caracteriza Paulo Portas, o CDS emitiu um comunicado pretendendo matar a notícia com a simples nota que não tinha dado provimento às pretensões do líder do BES. Todos os restantes - à excepção de Cavaco, que esse acha que não deve explicações a ninguém -, depois de conhecidos esses encontros disseram, exactamente o mesmo. Ele veio pedir ajuda, mas nós negamo-la. Não nos envolvemos com interesses privados, disseram em coro!

Não é evidentemente isso que está em causa. Em causa está simpelsmente que, curiosamente ao contrário de todos os administradores do BES já ouvidos na Comissão de Inquérito, toda a gente, do governo ao presidente da República, passando por Durão Barroso, conhecia as dificuldades do grupo e do banco. E todos eles, com Cavaco em primeira linha e, manhoso, escudando-se em informações recebidas do governo e do governador do Banco de Portugal, proclamaram a saúde financeira do banco, e as almofadas financeiras para fazer face à exposição ao grupo. O que quer rigorosamente dizer que foram coniventes com a gigantesca burla que foi o aumento de capital do BES, em que cairam milhares de pequenos aforradores. E não só, embora os outros tenham tido tempo e informação para virar a agulha e minimizar perdas! 

Note-se que, ao contrário do que Cavaco já quis fazer crer, é completamente irrelevante que as declarações tenham sido proferidas antes ou depois do aumento de capital. O que releva é que essas afirmações foram feitas por quem conhecia os problemas do banco e do grupo. Que os conhecia e que sabia que não tinham solução. De outra forma não se perceberia a recusa de qualquer tipo de ajuda ...

A Comissão de Inquérito quer agora chamar Paulo Portas e Cavaco, sendo que ao Presidente da República assiste o direito - de que, sendo quem é, evidentemente não abdicará - de não comparecer, e responder por escrito. Saberá certamente encontrar mais uma boa desculpa, mas já não encontrará certamente quem o desculpe. Está em todas!

Generosidades

Por Eduardo Louro

 

Não deixa de ser engraçado: as pessoas que estão a desfilar perante os deputados que constituem a Comissão de Inquérito ao BES foram as que, há quatro anos, pagaram para que nós fossemos reeleger o actual Presidente da República.  No total deram à campanha de Cavaco perto de 300 mil euros... Cada um deu o máximo permitido por lei: 25.560 euros. À excepção do homem da KPMG, o da auditoria. que se ficou pelos 5 mil euros.

O hoje mais célebre exemplar da generosidade nacional -  o empresário José Guilherme que, tanto quanto julgo saber, não tenciona passar por lá - arranjou maneira de, à sua conta - evidentemente sem nunca violar o tecto permitido pela lei - também entrar com 100 mil euros. Coisa irrelevane, à luz dos 14 milhões da prenda que, mais tarde, viria a oferecer a Ricardo Salgado. 

Por enquanto Cavaco não tem nada para dizer: deve manter sob reserva tudo o que é reservado. Daqui por 6 meses, talvez um ano, Cavaco haverá de dizer qualquer coisa sobre isto...

Sei lá... Que o Espírito Santo é uma coisa, e a Santíssima Trindade outra...Mais que outra coisa, é um mistério... Ou mesmo que, naquele tempo, Ricardo Salgado era um respeitável e virtuoso chefe de família... da família dona disto tudo. Ou - quem sabe? - não virá dizer que bem avisou. Que, se forem ver bem ao discurso de tomada de posse, Sócrates não passava lá de figura de retórica... Aquela carga de porrada toda, era, afinal, para os generosos Donos Disto Tudo!

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics