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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

O (mau) exemplo da televisão pública

RTP recua na contratação de comentador Gonçalo Sousa após polémica | A Bola

Andamos todos - todos os que se preocupam com isso, bem entendido, porque para a maioria no pasa nada - preocupados com a degradação do espaço público da notícia e do comentário quando, na reformulação do espaço de notícia e comentário da estação pública de televisão, o novo director de informação, escolhido pelo governo de Luís Montenegro, escolhe dar palco e luz ao mais refinado produto das redes sociais.

Dando nomes ao bois, na reestruturação (refundação?) da RTP 3, rebaptizada de RTP Notícias -"Todos; Pela Verdade dos Factos" (assim, à antiga e tudo, como deve ser) - Vítor Gonçalves, o director de Informação powered by Montenegro, decidiu recrutar uma espécie de estrela porno da comunicação das redes sociais, chamado Gonçalo Sousa.

O que tínhamos por informação séria e jornalismo já não vai apenas atrás do lixo produzido nas redes sociais, abdicando da confirmação de fontes, do fact check, do tratamento e da edição. Já se manda de cabeça a recrutar os que produzem o próprio lixo.

Só depois de ter contratado influencer, depois de o ter anunciado num vídeo promocional, e depois de o Conselho de Redacção lhe ter manifestado "preocupação com o impacto ... na credibilidade e na percepção pública do novo canal de informação", é que Vítor Gonçalves deu conta que não tinha sido boa ideia

Pode dar o dito por não dito, mas não apaga nada. Pelo contrário, abre ao “macho tóxico” as portas das outras televisões. Que, agora com o currículo enriquecido por uma contratação seguida de despedimento na RTP, chamam-lhe um figo.

 

Tudo na mesma

Presidenciais? António Vitorino diz estar "à beira" de tomar decisão ...

Parece que, por cá, não se passa nada. Estamos umas semanas fora e quando regressamos encontramos tudo na mesma, mesmo que nos queiram fazer crer que não.

Por exemplo, chegamos e vemos que o PS tem um novo líder. Vamos ver e ficamos a saber que José Luís Carneiro foi eleito com o coreano resultado - norte-coreano, mais precisamente - de mais de 95% dos votos. Partido unido, o PS está a reerguer-se, e vai voltar a ser pujante - apressamos-nos a pensar. Pois ... mas olhamos com um pouco mais de atenção e ficamos a saber que o resultado de 95,4% resulta de um universo de 17.125 votantes. E que os 16.342 votos em Carneiro são praticamente os mesmos de há ano e meio, quando perdeu para Pedro Nuno Santos. A concorrer sozinho, José Luís Carneiro somou 1.649 votos aos 14.693 de Dezembro de 2023. É muito "poucochinho"!

Chegamos e vemos que António Vitorino diz finalmente que não vai ser candidato presidencial. Nem ele une partido. O António José Seguro agradeceu. E suspirou de alívio ... por pouco tempo. É que Augusto Santos Silva não o larga. E saltou logo!

Sentado nos seus 95%, do alto dos seus 16.342 votos, Carneiro assiste aos últimos estrondos do desabamento.

Chegamos e vemos que há mais um candidato presidencial. É o do PCP, e ... está tudo na mesma. Mas logo percebemos que não. Olhamos e vemos muita gente a enaltecer a escolha de António Filipe, um parlamentar de eleição, e um exemplo de cordialidade e bom trato. Viu-se até  gente na dita imprensa de referência a classificar a escolha de golpe de génio. A dizer que, com esta candidatura, o PCP dera cheque-mate a toda a esquerda. Que, com um candidato como António Filipe, mais não tinha que ficar obrigada a juntar-se-lhe. Que António Filipe seja a personificação do PCP, o rosto e a voz do anacronismo comunista, e em particular na questão ucraniana, não interessa para nada. É um gajo porreiro ... e pronto!

Ah ... e o director de informação da RTP, o António José Teixeira, foi demitido, e substituído pelo Vítor Gonçalves. Mais fofinho, ou mais laranjinha, ou lá o que é ...

Não há como não ver que está tudo na mesma!

 

Penoso

PCP. Paulo Raimundo considera que Ucrânia necessita de caminhos abertos  para a paz

A RTP está a entrevistar os líderes dos partidos políticos com assento parlamentar num espaço a que chama "Legislativas 2025". 

Ontem, nesse espaço e naquela que seria a quarta entrevista da série, um conhecido manhoso da estação pública, na verdade uma espécie de escroque que se faz passar por jornalista, travestiu-se de entrevistador para fazer de uma entrevista um interrogatório. De acusação. Do outro lado um líder político impreparado, limitado de léxico, "duro de rins, sem jogo de cintura", emperrado na velha cassete, e anjinho por natureza, era atropelado pelo ódio que José Rodrigues dos Santos (sim, é ele o manhoso que se presta a escroque) disparava à cadência de metralhadora.

No fim, 10 minutos (já passaram? - rematou Paulo Raimundo, sem alívio) dos mais penosos da televisão.

O PCP diz que vai accionar todos os mecanismos legais... Não é menos penoso!

Ministros a comunicar

Montenegro segura Margarida Blasco. Remodelação não está em cima da mesa –  Observador

O ministro dos Assuntos Parlamentares garantiu na Assembleia da República que o governo não quer uma "RTP obesa, quer uma RTP musculada". Por isso tira-lhe a publicidade, que aquilo é só gordura. 

O governo está muito preocupado com a saúde da televisão pública. Com a das privadas não. Está-se nas tintas. Que engordem à vontade. Se não se cuidam, o problema é delas. 

Com a saúde, e com a imagem. Quer uma RTP esquelética, mas com músculos para a vista. Já para as privadas, gordura é formosura! 

Já o ministro dos Negócios Estrangeiros foi à WebbSummit - ontem aberta com o espalhafato do costume, mesmo que dos espalhafatosos do costume só tenha restado Carlos Moedas - para falar de equilíbrios entre tecnologia, confiança e os valores democráticos. Era mesmo isso que constava do título da sessão -  “Equilibrar tecnologia, confiança e os valores democráticos”. 

Pois... mas Paulo Rangel achou que tinha mais graça falar de regulação. E alertar aquela gente para "a desvantagem europeia de regular em demasia". Pois é ... não é assim, com regulações que a gente lá vai.

Isto só lá vai é com cada um fazer o que lhe der na gana. E com televisões privadas feias de gordas!

E estes são os ministros que sabem comunicar. Dos outros - pronto! - das outras, nem é bom falar!

Redundâncias

 Imagem relacionada

 

Na ordem do dia está a notícia que o governo aprovou, ontem, as novas regras de reforma antecipada, que permitem que os trabalhadores com longas carreiras contributivas possam ter acesso à reforma sem qualquer penalização. As condições, pelo que percebi, são simples: mínimo de 60 anos de idade  e de 46 de contribuições.

Na RTP, as condições passaram a três:

  • "60 ou mais anos de idade";
  • "Mínimo de 46 anos de carreira contributiva";
  • "Ter começado a trabalhar com menos de 14 anos".

Surpreendidos? 

Não é caso para isso. Há redundâncias para todos os gostos. E não é só na sealy season...

A entrevista até correu bem. O pior foi o resto...

Imagem relacionada

 

O primeiro-ministro foi á RTP para ser entrevistado por dois jornalistas - o António José Teixeira e o  André Macedo - que, pelos vistos, integram agora a estação pública. Se não for assim, não se percebe.

A entrevista correu-lhe bem, pareceu-me. É, como se sabe, suficientemente tarimbado para que não lhe corresse bem. E também já não há por aí jornalistas suficientemente capazes para o atrapalhar... E deve ter abandonado os estúdios satisfeito, convencido que tudo tinha corrido bem.

O que não lhe deve ter passado pela cabeça é que a RTP da Ana Lourenço (ok. Eu mudo: a Ana Lourenço da RTP) chamaria a brigada "pafista" do Observador, ainda com um reforço cedido pelo Dr Balsemão, para durante uma hora lhe darem cabo da entrevista. Escolhidos a dedo: José Manuel Fernandes, Helena Garrido, David Dinis e João Garcia! 

  

Comunicação: "isto anda tudo ligado"!

 

Ontem à noite, no meio de uns zapings, dei com um desses programas de futebol falado, na RTP. Na 3, como agora se chama à que dantes se chamava Informação, depois de já ter sido N, mais de Norte que de Notícias...

Achei estranho que, em cima dos acontecimentos de Paris, com o mundo em choque, e num fim de semana que, de futebol, apenas tinha tido o jogo da selecção - como se sabe coisa pouco dada a este tipo de programas, que vivem da exploração da ignorância e da exacerbação da clubite - a direcção de programas da RTP achasse aceitável colocar em campo o seu Trio de Ataque. Passados que foram os primeiros instantes em declarações de circunstância á volta dos acontecimentos de Paris, o pivot apressou-se a abrir as hostilidades: Carrillo, era o tema!

E lá se mandaram aquelas três alminhas ao ataque, que nem gatos a bofes. Envolvido numa leitura, não ouvi uma única palavra do que disseram. Mas, ainda com as primeiras páginas dos jornais desportivos de véspera na cabeça, não queria deixar de ver até onde haveria de chegar a coragem de prolongar uma coisa daquelas.  

Não chegou longe. Pouco tempo depois alguém se lembrou de os mandar calar, e de repente aquilo acabou, com o pivot, contrariadíssimo e perante o espanto do trio de atacantes, em especial do que desloca de Lisboa e pernoita no Porto, a dizer que os acontecimentos justificavam que se ficasse por ali.

E foi então que resolvi revisitar, e olhar com mais atenção, aquelas primeiras páginas dos jornais desportivos de sábado. Sugiro-lhe, caro leitor, que faça o mesmo, na mesma fonte, mas agora fixando-se apenas nos nossos.

Havia ali qualquer coisa a dizer-me que "isto anda tudo ligado": a verdade é que no programa interrompido só se falava de Carrillo!

E quando me aprestava para a aplaudir a decisão - mesmo que tardia e a más horas - de alguém que mande na estação pública, lá tive eu de voltar atrás para reconhecer que, em comunicação, o Sporting de Bruno de Carvalho não brinca...

 

  

Estava tudo a correr tão bem...

Por Eduardo Louro

 

Estava tudo a correr tão bem... De peito cheio, embalado pela a prestação de ontem frente ao rival, Costa estava imparável. A entrevista corria às mil maravilhas, sem dificudades de qualquer ordem, sem percalços nem obstáculos... Só que de repente, sem que ninguém conseguisse perceber por quê, perante uma pergunta mais áspera, António Costa abana.

Treme, mas espera-se que se recomponha. Com a confiança em alta, traquejado, outra coisa não é de esperar, mesmo que o Vítor Gonçalves avance com uma ou outra eventualmente mais tendenciosa. Ficaremos sempre sem saber se foi aquele abanão que encorajou o entevistador da RTP a avançar, ou se aquela era a inabalável sequência  que tinha preparada para a entrevista. O que sabemos é que acto contínuo Costa caiu mesmo. Mais que perder o controlo, perdeu as estribeiras!

Deitou tudo a perder, e de repente perdeu a crista da onda para nela se embrulhar sem mais vir à superfície... Poderá porventura ter perdido quase tudo o que ontem ganhara, e só não foi pior porque o Vítor Gonçalves até não é mau rapaz. Recuou, não quis fazer sangue. Mas podia ter feito!

Boa sorte!

Por Eduardo Louro

 

Assistimos ontem - já hoje, em bom rigor - à despedida do Nuno Artur Silva do Eixo do Mal. Que concebeu e moderou até hoje, com a descrição e o brilhantismo que são a sua imagem de marca.

Surpreendentemente foi convidado para a nova administração da RTP. Não menos surpreendentemente aceitou!

Nem sempre mentes brilhantes e criativas dão executivos por aí além. Mas a verdade é que só donde há se pode tirar... E do Nuno Artur há muito para tirar. Desta vez as expectativas são altas! 

Boa sorte. Ele merece e a RTP precisa!

Espiral de disparate

Por Eduardo Louro

 

De Poiares Maduro já ouvimos tudo... Na maior parte das vezes, disparates...

Se calhar é por isso hoje já não se liga nada ao que diz aquele que foi um homem respeitado e prestigiado que chegou ao governo para substituir Relvas. E por isso ele pode continuar, hirto e firme, na sua espiral do disparate. Para negar o óbvio, e até natural, neste estado de coisas - o governo sempre mandou na RTP, e quando criou o tal Conselho Geral (e "independente") da RTP continuou a mandar, só que por interposta(s) pessoa(s) -, Poiares Maduro diz que o Bloco de Esquerda tem mais influência no órgão que criou para mandar na RTP que o governo.

Só que começa a ficar muito difícil alimentar a espiral... A fasquia do disparate está agora muito alta mesmo!

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