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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Vender a alma

 

 

Esta coisa de tudo se vender, de tudo servir para fazer o dinheiro que não vem de onde deve vir, ou que não há de todo, dá sempre nisto.

Chamam-lhe naming, mas é um negócio de alma. Quando não há mais nada para vender, vende-se a alma. Foi aí que chegamos, com toda a gente a vender a sua própria alma e, depois, a vender todas as que lhe apareçam pela frente, mesmo as que não estão à venda.

A Rosa Mota não terá aceitado vender a sua quando, ao que se diz, aceitou a proposta de Rui Moreira para mudar o nome do velhinho Pavilhão Rosa Mota do Palácio de Cristal para o recuperado pelo dinheiro da cerveja "Pavilhão Rosa Mota – Super Bock Arena". Mas terá vendido parte dela, o que para o Presidente da Câmara do Porto, especialista no negócio, bastava. E bastou para, do alto da sua hipocrisia, reduzir tudo a um pequeno nada: de "Pavilhão Rosa Mota – Super Bock Arena" a "Super Bock Arena Pavilhão Rosa Mota", não vai grande diferença.

Por maior que esteja à vista!

 

Rebuçado? Porquê?

 

Resultado de imagem para antónio costa e rui moreira

 

A cedência do governo à insensatez e ao populismo mais parolo é já deveras preocupante. A imediata resposta ao resultado da insensata cedência ao populismo de Rui Moreira foi a incompreensível, populista e insensata decisão de transferir o Infermed de Lisboa para o Porto.

Ninguém consegue perceber um mínimo de racionalidade na decisão, que ninguém consegue perceber se não como rebuçado.  Mas... porquê um rebuçado para Rui Moreira? 

O que é que se vai fazer com as 400 pessoas que lá trabalham? 

Vão ser deslocadas para o Porto, com subsídios disto, daquilo e e mais alguma coisa?

Vão de manhã e regressam à tarde?

Ou anda tudo doido, ou alguma coisa me está a escapar...

Há coisas que nunca mudam...

 Imagem relacionada

 

Rui Moreira, o presidente da Câmara Municipal do Porto, regressou ao futeboleiro tempo dos que queriam ver Lisboa a arder. Eleito - muito provavelmente - à custa da notoriedade das palavras na bola, no polo oposto ao seu antecessor, e sem oportunidade para abrir as portas e as varandas da câmara aos festejos do seu clube, para por elas entrar o ar que lhe segurará os votos, à falta de outras asas, Rui Moreira agarra-se às da TAP. E pelo caminho vai distribuindo uns pontapés por Lisboa...

Há coisas que nunca mudam...

 

 

 

Futebolês #45 Passar ao lado do jogo

Por Eduardo Louro

  

 

Em futebolês, passar ao lado do jogo não tem a ver nem com o sítio onde se passa. Nem com o local de realização do jogo!

Quando, com um jogo do Sporting a decorrer em Alvalade, no Alvalade XXI, eu passo na segunda circular ali junto ao Campo Grande, não estou a passar ao lado do jogo. No entanto, lá dentro, em pleno campo de jogo, há quem esteja a passar ao lado do jogo.

Fui buscar este exemplo porque não podia ir buscar outro, não fiquem já a pensar que há aqui ponta de maldade. Na realidade também passo muitas vezes na mesma segunda circular, em frente ao Estádio da Luz. Mas nunca quando lá se joga: nessas ocasiões ou estou também lá dentro ou não estou a passar por fora. É certo que acabei há pouco de ouvir a entrevista do presidente do Sporting, que me pareceu estar também a passar ao lado do jogo. Tenho de admitir que me possa ter viciado o raciocínio!

Passar ao lado do jogo é passar pelo jogo sem dar por isso. É andar lá mas a vê-los passar: colegas, adversários e bola! É alhear-se do jogo, ou simplesmente as coisas não lhe correrem de feição. Não saírem… Há dias assim, e às vezes acontece aos melhores.

Quantas vezes o Cristiano Ronaldo passa ao lado do jogo? Muitas. Diria que na selecção é quase sempre. Esperemos agora que, com tantas declarações de amor e provas de confiança do Paulo Bento, as coisas passem a melhorar. Já a partir de hoje com a Dinamarca, que bem necessário é!

Mas nem só os jogadores passam ao lado do jogo. Muita outra gente passa ao lado do jogo em muitas circunstâncias da vida. Mas aqui é mais assobiar para o lado: não tanto a alhearem-se do jogo mas a fingir que não percebem. Não porque não percebam, apenas para ver se os outros não percebem!

No passado fim-de-semana vieram a público mais umas escutas do famoso apito dourado. Pouco acrescentavam ao que já conhecíamos: o mesmo teor, o mesmo vocabulário, os mesmos objectivos, enfim, a mesma vergonha. Uma novidade: desta vez apareciam mesmo altos agentes da Justiça que, se nada de muito comprometedor revelavam directamente, ajudam a perceber muitas coisas. Podem ajudar a perceber por que é que os tribunais ilibaram o que Justiça desportiva condenou. Ou por que é alguém está em Espanha quando é procurado em casa…

À entourage portista, que passa a vida a desvalorizar os factos para salientar a decisão judicial, essa sim, impoluta, definitivamente imparcial e justa e exercida por agentes da justiça a sério, por verdadeiros juízes acima de qualquer suspeita. é que isto não convinha nada. Não gostou que estas escutas viessem a público. E reagiu mal. Muito mal, como aqui se pode ver!

A divulgação das escutas é ilegal! É pidesco! É um atentado! É terrorista!É a inquisição! É um auto de fé!

Foi com estas expressões que o Sr Rui Moreira abandonou um programa de TV: o trio de ataque da RTP!

Quer dizer, para esta gente arregimentada para branquear um longo período de batota no futebol português, não são os factos, que as escutas tornam indesmentíveis, que importam. Não, o que importa é que a sua divulgação é ilegal! Entre a ilegalidade (e a vergonha) dos factos comprovados é mais determinante a ilegalidade de os divulgar. Estranha forma de avaliar a ilegalidade! Ou de passar ao lado do jogo?

Eles querem é levar-nos a passar ao lado deste jogo sujo. Muito sujo e que lhes dá muito trabalho a branquear!

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