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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Contas a pagar

 

 

Rui Rio e André Ventura reuniram-se e falaram sobre o Orçamento do ...

 

Rui Rio perdeu o pé, e entrou no desespero em que tudo lhe serve desde que dê pata agarrar. Bastou António Costa lançar uns piropos à esquerda para Rio se virar para André Ventura, à procura aconchego. A aconchegar-se.

Rui Rio não percebeu que não estava a agarrar-se ao Chega. Estava a dar -lhe a mão. Não percebeu que André Ventura, e o Chega, podem até estar a crescer muito mas, por muito que cresçam, sozinhos nunca chegam onde pretendem chegar. Que, ao dar-lhe  a mão, não se está a agarrar, está a puxá-lo para cima.

André Ventura, mais esperto, sabe que dali não tinha nada a perder. Agarrou a oportunidade que Rio lhe ofereceu de bandeja e, em vez de sair de lá, como desastrada e ingenuamente Rio lhe propusera, chamou-o para lá. E sob ameaça: se não vier, destrói-o.

Em política, como no resto, os erros pagam-se. Rui Rio começa a correr riscos de insolvência...

 

Debates, democracia e populismo

Bloco central” aprova fim dos debates quinzenais. Primeiro ...

 

Hoje debate-se o estado da nação. No Parlamento, onde se vai passar a debater menos.

António Costa e Rui Rio acordaram (de acordo, mas também de acordar, com espreguiçadela e tudo) em acabar com os debates quinzenais, propostos pelos próprios social-democratas há treze anos, governava um tal de José Sócrates. Tanto quanto se conhece a proposta partiu mesmo de Rui Rio, com o argumento que o chefe do governo tem de trabalhar. Primeiro ministro é para trabalhar, não é para debater, entende o presidente do PSD. Não pode fazer duas coisas ao mesmo tempo!

A António Costa dá jeito. E dá especialmente jeito que tenha partido do seu principal adversário, transformado em aliado principal.

O parlamento é o centro do debate democrático. É assim em todas as democracias. Os cidadãos já têm a sensação que a democracia lhes é limitada ao exercício do direito de voto de quatro em quatro anos. E quantos sentirem isso, mais crescerá a abstenção. Desvalorizar o Parlamento é desvalorizar ainda mais a democracia, e é acelerar a dinâmica viciosa da abstenção. 

O populismo gosta disto, evidentemente. Não é preciso chamar-se André Ventura para ser populista. E já tínhamos percebido no desprezo de Rui Rio por muitos dos rituais da democracia a sua própria maneira de ser populista. E se é inaceitável que tenha imposto a disciplina de voto aos deputados do seu partido numa matéria como esta, é simplesmente chocante que, no fim, tenha declarado que o Parlamento saiu dignificado.

 

Há racismo na sociedade portuguesa, sim senhor!

Racismo nas redes sociais portuguesas é sintoma social? | NOTÍCIAS ...

 

Não há dúvida que as manifestações de ódio racista se voltaram a instalar no nosso mundo ocidental, onde volta não volta se põem à vista coisas que não gostamos de ver. Mas que existem.

Não é por Rui Rio afirmar que não há racismo na sociedade portuguesa, que não constatamos todos os dias evidências que a descriminação étnica está enraizada em Portugal.  No último Eurobarómetro sobre racismo, 67% dos portugueses inquiridos indicavam isso mesmo, que a discriminação com base na origem étnica estava profundamente difundida na sociedade portuguesa.

Quando ouvimos responsáveis políticos, como Rui Rio, dizerem que não há racismo na sociedade portuguesa podemos sempre admitir que estão mesmo convencidos disso, ou que estão deliberadamente a desvalorizar o tema. na expectativa que, não lhe dando importância, se mantenha mais ou menos adormecido, e limitado a ocorrências mais mediáticas, que de vez em quando o tragam para o topo da actualidade.

Nenhuma das razões é boa. E se uma declaração não está suportada por boas razões, não vale para grande coisa. Se numa determinada declaração política o seu autor nega a existência problema, nunca poderá ter a solução. Ninguém procura soluções para o que não é problema. Se o quer manter adormecido, vai dar no mesmo: o problema existe, mas como se quer esconder, é como se não exista.

Há coisas que têm de ser enfrentadas com coragem. Esta, do racismo na sociedade portuguesa, é uma delas. Porque a Constituição, se não se fizer cumprir, não basta. E nem sempre se consegue escapar por entre os pingos da chuva...

 

Desconfinamento político

Rio sobre TGV: "O Dr. Costa ouviu a notícia, acreditou nela. Já ...

 

O desconfinamento chegou também à política. O André Ventura desconfinou do CM - jornal e TV - onde tão confortavelmente estava há anos confinado, tranquilamente a tecer a teia que teceu.

Há quem diga que esse chega para lá tem alguma coisa a ver com a ajuda do Estado aos media, a que o também desconfinado Rui Rio se atirou como gato a bofes, e com a fatia - a terceira maior do bolo, logo atrás da que calhou à Media Capital e à Impresa, a maior de todas - que chegou à Cofina, agora entretida em dar cabo do tipo dos cruzeiros do Douro, que se limitou a correr aos saldos que o Paulo Fernandes obrigou a Media Capital a abrir. Quem sabe?

Rui Rio, que em confinamento jurava, todo ele fervor patriótico, apoio ao governo para o que desse e viesse, saltou fora. E de repente, de político altamente responsável, dos interesses do país acima de tudo, concentrado no apoio ao governo no combate ao inimigo invasor, passa a vilão. A simples populista, a quem tudo serve para se abater sobre as instituições do país, algumas delas, como a Justiça e a Comunicação Social, velhos - e sempre suspeitos - ódios de estimação pessoal.

Poderá parecer que estes extremos estão demasiado esticados. Mas é apenas um zoom para melhorar a nitidez da imagem.

É certo que as coisas não estão nada fáceis para Rui Rio. As sondagens não ajudam nada, e até as presidenciais, donde nada de mal haveria a esperar, provam que, para que nos piores momentos as coisas corram mal basta que possam correr mal, como, para fazer lei, dizia o engenheiro Murphy, lá para meados do século passado. Mas, aproveitar o desconfinamento para logo começar a ziguezaguear por aí fora, não as melhora. E cada vez mais se sujeita a ser preso por ter e por não ter cão!

 

 

Rio a caminho da foz

 

Rui Rio acabou com o tabu que não existia e anunciou a recandidatura à liderança do PSD. Bem anunciada, e no momento certo. Esperou que os adversários saíssem da toca, aparecessem e dissessem ao que vinham. Depois de lhes tirar as medidas, anunciou o que não poderia deixar de anunciar e fechou o lote de candidaturas às directas de Janeiro. E já ninguém o poder acusar de demorar mais tempo a tomar a decisão que António Costa a formar um governo... Que ontem ficou também concluído, com mais 50 Secretários de Estado. Se o tamanho importa...

Anunciou que não o fazia por interesse pessoal mas pela obrigação de "impedir um PSD de perfil eminentemente liberal", liderado pelo "cinismo e a hipocrisia do politicamente correto" e tomado por "grupos organizados e pouco transparentes". 

Nem mais. Os adversários, com muito pouco para dizer e nada para acrescentar, não lhe exigiam mais. Perdoam-se-lhe até os eufemismos ... E aproveitou para anunciar que até ao congresso - e obviamente até às directas, que o antecedem - acumularia com a liderança parlamentar. Voltou a acertar, o palco parlamentar e os debates com o primeiro-ministro, garantem-lhe suficientes ganhos de visibilidade para os adversários. 

Desta vez Rio está a fazer as coisas bem... Pelo menos corre a caminho da foz, seja lá ela no centro ou lá onde for...

 

 

O debate... e as pequenas coisas

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Não sei se Rui Rio ganhou o debate - e até tendo a achar que sim, na medida em que superou as expectativas gerais - mas não tenho dúvida que ganhou o pós-debate: "combinamos que não falaríamos no fim, e eu cumpro"!

António Costa veio depois e falou. E por isso perdeu. Não cumpriu!

Sabe-se que a nossa política não prima pela valorização do cumprimento. Mas, ao falar - rompendo um compromisso - sem dizer nada, Costa perdeu mesmo! 

Acho eu... que valorizo estas pequenas coisas... Nem sempre assim tão pequenas, mas enfim...

Diálogos curtos

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- Rui Rio afirmou que não se sente particularmente entusiasmado pela função de deputado. Está a dar mais um tiro no pé?

- Não. Está a ser totalmente sincero, e a reproduzir mais um momento de honestidade.

- E isso é bom para a política?

- Claro que não. Por isso é que, a seguir, haverá de vir dizer que não foi nada disso que disse...

"Optimista e superficial"

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Fosse para agitar as águas, fosse para reforçar ainda mais o espaço para a sua recandidatura, o Presidente Marcelo falou de crise na direita, admitindo a "forte possibilidade de haver uma crise na direita portuguesa nos próximos anos" que a arrede do poder por muito tempo.

Fosse para se fazer desentendido, e continuar a assobiar para o lado como que não seja nada com ele, fosse porque não percebe mesmo nada do que se diz e nem nada do que se passa, Rui Rio achou-o "optimista e superficial". O "superficial" compreende-se. Serve para desvalorizar. E, seja para continuar a assobiar para o lado, seja para disfarçar as suas insuficiências de percepção, Rui Rio precisa mesmo de desvalorizar os conteúdos críticos.  O "optimista" é que não há mesmo forma de compreender. 

Das duas, uma: ou Rui Rio falou para não estar calado, e mais uma uma vez "nem as pensa", ou, ao dizer que o Presidente é optimista ao prever que PSD e CDS estão condenados a um longo jejum de poder, tem claro na sua mente que o cenário, para a direita portuguesa, é de mera sobrevivência. Pior que ficar afastada do poder por muito anos só mesmo desaparecer da esfera do poder!

Parece-me que não será assim tanto. Que Rui Rio é que, depois de se tornar irrelevante, está agora em vias de desaparecimento... 

 

 

É difícil, mas pode sempre fazer-se pior...

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Fica-me clara, a mim e à generalidade dos portugueses, a avaliar pelos resultados das sondagens, a ideia que dificilmente o PSD poderia fazer pior nas últimas semanas desta campanha eleitoral. Só assim se percebe que no início oficial da campanha tenha estado empatado com o seu principal adversário e que agora o veja a fugir, e já à distância de 10 pontos. Mesmo que não seja apenas por isso que o partido no governo vá ganhar umas eleições que invariavelmente penalizam quem está no poder...

Assistimos neste momento final da campanha eleitoral à maior desorientação por que que já se viu passar um partido de poder. Ontem, depois de Passos e de Ferreira Leite nas vésperas, foi a vez de surgir Luís Filipe Meneses. E que veio ele acrescentar?

Serviu para introduzir o tema das desavenças com as anteriores lideranças, lançando o mote para Paulo Rangel lançar o sound byte do PS unipessoal. Logo ele, de quem Rui Rio fugiu o tempo todo para que em nenhuma circunstância se pudessem sequer cruzar...

Rui Rio que já diz que tudo o que seja acima dos 20% (desmontando os resultados da coligação, e atribuindo ao CDS um valor eleitoral de 7%) de Passos Coelho de há cinco anos, é um bom resultado. É crescer!

Hoje chega Francisco Pinto Balsemão. Não vem a tempo de pôr ordem em coisa nenhuma... Mas pode sempre piorar.

 

 

Manual de política portuguesa

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Este fim de semana constitui um manual teórico-prático da forma de fazer política em Portugal.

António Costa percebeu depressa que a atitude suicidária do PSD e do CDS, na aprovação do projecto de contagem do tempo total dos professores, lhe abria uma oportunidade única de inverter toda uma situação adversa, onde tanta coisa estava a correr tão mal. Ainda na sexta-feira, como era de esperar, carregou nas cores do dramatismo, foi de urgência a Belém e, cavalgando a irresponsabilidade da oposição à direita, ameaçou com a demissão.

 PSD e CDS saltaram a acusar António Costa de chantagem, gritando aos sete ventos que não havia impacto orçamental. Que nem um cêntimo a mais representava. Só no sábado os dois partidos cairam em si, e perceberam o impacto do seu tiro no pé. E no domingo apareceram a roer a corda: Cristas, primeiro, e Rui Rio, depois, e depois 48 horas "desaparecido em combate". Ambos com o mesmo e fantástico argumento. Ambos dizendo agora que não aprovarão a lei na generalidade se nela não constarem condições de sustentabilidade e de salvaguarda do equilíbrio financeiro, que impeçam qualquer impacto orçamental. 

Que não existem no documento que aprovaram. Mas, pior, que ainda no dia anterior davam por absolutamente desnecessário. Se o que aprovaram não acrescentava um cêntimo à despesa, para quê condições de salvaguarda do equilíbrio financeiro? Não se restringe o que não existe!

Está aqui tudo o que é a política portuguesa: oportunismo, mentira, demagogia, farsa e falta de vergonha!

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