A graça de brincar com o fogo
Quando é notícia um segundo acidente mortal com um dos seus carros autónomos; quando chama de volta à fábrica 123 mil carros com problemas mecânicos; e quando a empresa está a ser fortemente pressionada em bolsa, com perdas de 20% desde o início do ano, a que corresponde uma desvalorização de 10 mil milhões - ten billions, como por lá se diz - de dólares, Elon Musk, o presidente da Tesla, resolve brincar ao primeiro de Abril, anunciando a falência da sua empresa.
Se tivesse sido um qualquer quadro da empresa a fazê-lo teria sido despedido na hora. E certamente que muito bem... Não sei se a homens - e mulheres - como Musk tudo se perdoa. Sei é que eles (e elas) estão convencidos que sim!
E sei também que nós, simples comuns mortais desprovidos de rasgo visionário, gostamos de lhes achar graça. Como aqui há uns anos achávamos às brincadeiras de Michael O’Leary, o homem da Ryan Air... A que agora já não achamos piada nenhuma!