Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Sem honra nem glória. Apenas vexame!

 

Já sabíamos que Fernando Santos acredita mais em milagres que na capacidade de um conjunto de jogadores que estão entre os melhores do mundo, e que integram as melhores equipas do planeta. O que é absolutamente inacreditável é que, agarrado ao milagre do título europeu, tenha transformado tão extraordinário lote de jogadores numa selecção mediocre.

Mais inacreditável ainda é que Fernando Santos ache que faz tudo bem. Os jogadores, é que não. Os jogadores é que não conseguem. Aqueles jogadores não conseguem ligar o jogo, garante. Não conseguem ter bola. Diz e repete, como se nos quisesse convencer que jogadores que são dos melhores que há, e que jogam nas melhores equipas mundiais e que disputam as mais exigentes competições do futebol mundial, não sabem jogar à bola. 

A selecção nacional tinha a obrigação de ter garantido o apuramento para o malfadado mundial do Qatar bem antes de chegar a este jogo decisivo, em casa, em que lhe bastava um empate. Mesmo que aquele golo na Sérvia - já agora onde a selecção teve em metade do jogo, na primeira parte, a única prestação minimamente condizente com a qualidade dos jogadores -, que não contou, tivesse desde logo empurrado a decisão para este último jogo. Porque, em boa verdade, já foi por Fernando Santos ser o que é que a selecção empatou um jogo que ganhava por 2-0 ao intervalo, depois de exibir uma enorme superioridade sobre a equipa sérvia.

A Sérvia é uma selecção de terceira linha do futebol europeu, mas os outros adversários eram ainda muito mais fracos. Por isso, a partir desse jogo na Sérvia, o mais normal seria que as duas equipas ganhassem todos os jogos. A Sèrvia foi infeliz na Irlanda, e empatou esse jogo. Onde a seleccão portuguesa foi incompetente, e também empatou ... mas com muita sorte. Num jogo miserável que marcou, e muito, o de hoje.

Hoje bastava o empate para conseguir o apuramento. Era Fernando Santos nas suas sete quintas e, com jogadores de topo mundial, armou uma equipa para não perder com um adversário de terceira categoria, dentro da sua estratégia de eleição. Com a sorte de marcar no primeiro minuto, o que podia ser o melhor, foi o pior. A partir daí só uma equipa jogou à bola.  A Sérvia empatou pouco depois da meia hora (num frango monumental, para acentuar o vexame), e depois de já ter tido uma bola de golo no poste. Na segunda parte Fernando Santos jogou com três trincos - Danilo (é incrível como foi titular), Palhinha e Ruben Neves!

A Sérvia marcou o golo da vitória que lhe deu o apuramento ao minuto 90. Nada mais que o merecido castigo. Acreditar agora que no play-off é que vai ser, é pouco menos que acreditar em milagres. Fernando Santos acredita. Mas já ninguém acredita nele. Os senhores da Federação Portuguesa de Futebol podem estar-se nas tintas para os adeptos, mas convinha que não se esquecessem que nesse "ninguém" se incluem os jogadores. 

Há mais de 11 anos, Cristiano Ronaldo abriu a porta da rua a Carlos Queirós com uma frase: "assim não, Carlos, assim não". Se quer estar no seu último mundial é hora de se lembrar disso.

 

 

Imagens

Polémica: Veja o último lance do Sérvia 2-2 Portugal que tirou os três pontos às Quinas

 
A segunda partida do torneio de apuramento para o Mundial do Qatar não limpou a má imagem que a selecção nacional deixara na última quarta-feira, em Turim.
 
A primeira parte foi enganadora, e enganou toda a gente, incluindo - o que é grave - o seleccionador, e os jogadores. A equipa nacional não fez mais que um jogo sofrível, que só poderá ter parecido bom pela fragilidade do adversário, uma equipa perdida numa anarquia táctica que já não se usa. E pelo resultado, pelos dois golos de Jota, nos dois único remates à baliza da selecção nacional em todo o jogo. 
 
A selecção não precisou de jogar bem para dominar completamente a selecção da Sérvia, que durante a primeira parte foi uma equipa perdida no campo, muito à imagem do que é o seu historial. E mesmo a jogar com dez - estavam 11 em campo, mas só dez jogavam - foi claramente superior.
 
Bastou que, ao intervalo, o seleccionador sérvio tivesse dado alguma sentido táctico à equipa - bastou-lhe tirar um dos dois avançados para entrar um trinco, e meter um lateral direito que antes não tinha - para que a segunda parte fosse completamente diferente, e para a equipa da Sérvia deixasse à mostra a fraquíssima exibição da selecção nacional. Se não levou um banho de bola, andou lá perto.
 
A Sérvia marcou logo no primeiro minuto, e a partir daí tomou conta do jogo, chegando ao empate ao quarto de hora, e desperdiçando mais um bom par de oportunidades, com o seleccionador nacional firme e hirto a assistir a tudo isto. Não mexeu na equipa, e quando o fez ficou curto, com Nuno Mendes a entrar pelas dificuldades por que João Cancelo estava a passar, e Renato Sanches a dar o músculo que já faltava a Sérgio Oliveira. Deixou em campo Danilo, há muito em sub-rendimento. E guardou a entrada de João Félix para quando já só faltavam 5 minutos para o jogo acabar. 
 
Ia dizer que não se entende que tenha continuado a jogar com dez. Mas isso é pecado. Não se pode dizer. Até porque agora só se fala do golo na última jogada do encontro que o árbitro não sancionou. Um golo caído do céu, mas como a bola entrou pela baliza dentro, devia ter valido. 
 
E por isso digo que não se entende por que não há VAR nestes jogos de apuramento. Como é que para a UEFA há VAR nuns jogos e não há noutros? Nada disto altera nada do que foi o jogo, mas já o primeiro golo da Sérvia, no primeiro minuto da segunda parte, havia sido precedido de claro fora de jogo.
 
No fim, ao contrário de Portugal, a Sérvia limpou a imagem, Cristiano Ronaldo atirou com a braçadeira ao chão e o árbitro pediu desculpa.
 
 

Servia um jogo. Mas foram três!

Resultado de imagem para servia portugal

(Foto ANTÓNIO COTRIM/LUSA)

A selecção nacional acabou de conquistar em Belgrado o único resultado que lhe SERVIA, numa exibição que, não tendo sido brilhante, teve momentos suficientemente brilhantes para garantir a vitória.

O jogo teve várias caras. Parece até difícil caberem num único jogo tantos jogos diferentes.

Na primeira metade da primeira parte foi um jogo entre duas equipas de níveis completamente diferentes, e de aspirações antagónicas. Como se costuma dizer um jogo entre uma equipa grande e outra pequena. A equipa portuguesa era a grande, e parecia dominar por completo o jogo, com 75% de posse de bola. A da Sérvia era a pequena, apenas preocupada em defender, sem sair do seu meio campo. 

Pode parecer paradoxal, mas a verdade é que a equipa nacional jogou pouco bem esse jogo. Teve a bola mas não fez nada de interessante com ela. Nem um remate, nem uma oportunidade para marcar. Nada, e o jogo acabou empatado, a zero. Como não poderia deixar de ter sido!

Ao entrar na segunda metade da primeira parte iniciou-se outro jogo, com duas equipas completamente diferentes. Se o anterior não tinha corrido bem, este esteve bem perto de correr ainda pior, com a selecção sérvia a superiorizar-se a olhos vistos. Partiu para a frente e mostrou que possui jogadores para jogar este jogo, e não o anterior. A equipa portuguesa passou por alguns maus bocados, mas nem tudo foi mau: mesmo á beirinha do fim o guarda-redes sérvio chocou com um colega, e a bola ficou ali á frente de Wiliam Carvalho, em cima da linha de golo. Foi só empurrar e, na primeira oportunidade, um golo. O da vitória. Nesse jogo.

Com a segunda parte iniciou-se outro jogo, aquele que verdadeiramente todos estávamos à espera. Incluindo Fernando Santos, surpreendido no primeiro pelo adversário e, no segundo, pelo primeiro.

E aí, sim. A equipa portuguesa fez finalmente um bom jogo, e deixou claramente vincada a superioridade sobre um adversário cheio de bons jogadores, mesmo que nenhum de verdadeira excelência, que se aproxime dos nossos melhores.

Cedo, Gonçalo Guedes - de novo aposta do seleccionador, em detrimento de João Félix, mantendo a mesma equipa que há três meses venceu a final da Liga das Nações -, depois de Cristiano Ronaldo ter ameaçado por duas vezes, com a bola a sair escassos centimetros ao lado do poste direito do guarda-redes, já claramente batido, fez o primeiro golo deste jogo, e o segundo no agregado. E que golo!  

Tudo parecia resolvido, mas dez minutos depois, num canto, a defesa portuguesa devolveu a gentileza do fim da primeira parte. Com o golo a Sérvia cresceu, e poderia até ter chegado ao empate, pouco depois, negado por Rui Patrício. Outro tanto tempo depois, Cristiano Ronaldo marcou o seu golo da ordem, a concluir com classe mais uma excelente jogada de futebol. Que, com VAR, teria sido provavelmente anulado.

De novo com um resultado confortável a equipa jogava então bem, e controlava verdadeiramente o jogo. Só que, cinco minutos depois... mais um brinde, e a Sérvia chegava ao segundo golo, só não voltando a lançar a dúvida no resultado porque, no minuto seguinte, Bernardo Silva - o melhor dos melhores - fechou-o, com a classe. 

Faltavam 4 minutos para os 90, e o jogo já só teria para mostrar a qualidade de João Félix, que substituíra Gonçalo Guedes, em duas ou três ocasiões. 

No fim deste último dos três jogos num jogo só, ficam quatro golos em quatro remates enquadrados com a baliza. Pobre guarda-redes!

O resultado poderia até ser mais desnivelado. Mas isso só se não tivessem acontecido os tais erros defensivos...   

Pouco brilho e muito pragmatismo

Por Eduardo Louro

 

Sem brilho, mas com algum pragmatismo e alguma maturidade, a selecçao nacional ganhou (2-1) à da Sérvia, cheia de caras conhecidas, onde é regra que bons jogadores não formem uma boa equipa. Hoje, se bem que de maneira bem menos flagrante, não foi muito diferente, e a Sérvia foi sempre de menos para ganhar a uma selecção portuguesa pouco vibrante, mais segura que entusiasmante.

A selecção nacional foi Moutinho - verdadeiramente a única grande exibição - e Tiago. E foi Cristiano Ronaldo, porque é sempre Cristiano Ronaldo, mesmo quando troca, como foi hoje o caso, a sua inesgotável classe pela sua insuperável capacidade de trabalho. De ninguém se poderá dizer que tenha estado francamente mal, mas Danny voltou a confirmar que não é jogador de selecção. Definitivamente, não rende na selecção!

O resultado - hoje ninguém se pode queixar da sorte - acaba por ser o melhor do jogo. Porque - não haja dúvidas - a Sérvia é o adversário mais forte do grupo, mesmo que já praticamente arredada do apuramento. Ao invés, agora praticamente garantido pela selecção nacional!

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2017
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2016
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2015
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2014
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2013
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2012
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2011
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2010
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics