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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

O mestre ou artista?

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A histérica reacção de Sócrates às palavras de António Costa sobre as maiorias absolutas ("os portugueses não gostam de maiorias absolutas"), em carta publicada no passado fim de semana no Expresso, foi levada  a crédito da sorte política do actual primeiro-ministro. Para António Costa, nesta altura, nada melhor que a hostilidade expressa de Sócrates.

Na entrevista de ontem à noite à SIC o tema veio a terreiro, tendo António Costa respondido que não quis atingir José Sócrates: “Não me passou isso pela cabeça”.

Poderia parecer que, com esta resposta - em vez de, por exemplo "cada um faz as interpretações que quer" - , estaria a desbaratar a vantagem que é ter Sócrates do lado de lá. Mas não está. Dando por certo que essa é uma vantagem que já ninguém lhe tira, com esta resposta Costa quis reduzir Sócrates à inexistência. 

É por estas e por outras que lhe chamam mestre. Poderá nem ser um mestre na política, mas é um mestre na arte do jogo político. A dúvida é se a isto se chama mestre, ou se chama artista.

 

 

Já nem se enxergam...

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O antigo director de um jornal tido por de referência, que há dois anos mantém na gaveta os Panama Papers, revelou esta semana um segredo que guardou duante nove anos, quando disse na SIC Notícias (que entretanto retirou o vídeo da rede), que recebeu de Sócrates, para publicar, uns mails trocados entre jornalistas do Público. E disse que não os publicou por não lhe ter sido permitido revelar as fontes, próximas do primeiro-ministro...

No mesmo programa, o mesmo corajoso e impoluto jornalista que guardou para si durante 9 anos e não deu noticia de facto tão relevante como um primeiro-ministro ter violado correspondência privada entre jornalistas para manipular informação em proveito próprio, desancou de alto a baixo na jornalista Fernanda Câncio pela posição pública que agora assumiu.

Isto está tudo mais podre do que se podia imaginar. Já nem se enxergam. Já nem sentem o próprio cheiro...

"A tragédia de Sócrates"

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Os mais mal intencionados verão uma relação qualquer entre o artigo de Fernanda Câncio, hoje no DN, e a posição que o PS revelou na semana passada, relativamente a Sócrates. Sabendo-se como é mal amada - não, não estou a fazer ironia - por grande parte do pessoal, em especial do mais conservador, não vai faltar quem lhe caia em cima a acusá-la de tudo e mais alguma coisa.

E no entanto este artigo de opinião da jornalista que foi namorada de Sócrates, que com ele privou na intimidade durante alguns anos e que assistiu por dentro ao luxo da vida do antigo primeiro-ministro, é verdadeiramente notável. Diz que foi enganada na intimidade, como todos o fomos publicamente. Que se sente abusada, como todos nós devemos sentir-nos. E que só ela, e só nós, podemos estar envergonhados, porque, ele, não tem nem nunca terá vergonha.

E, the last not the least, dá uma verdadeira lição ao PS e a António Costa que, en passant, acusa - e bem - de terem reagido tarde e mal, deixando claro que não é preciso qualquer julgamento de natureza criminal para condenar politicamente José Sócrates. Bastam os mais elementares critérios de avaliação de ética, de moral e de traição, fundamentais em política. E que isso deixa nua a hipocrisia do "à Justiça o que é da Justiça e à política o que é da política"!

 

Todo um Tratado (Parte II)

 

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Quando se julgava que as declarações de vergonha e outras que tais, que finalmente ouvimos do PS a propósito de Sócrates, resultavam de uma posição maturada e assumida pelo partido, rendido às evidências e decicido a abandonar a suicida atitude de manter a cabeça debaixo da areia, eis que, aos poucos, vamos vendo que ... nada disso.

Primeiro, António Costa e, depois claro, logo toda uma multidão, vieram dizer que não foi nada disso. Que tudo não passou de umas declarações avulso de uns tantos que aproveitaram a boleia de Manuel Pinho e de ... Arons de Carvalho, em mais uma demonstração que ... o PS não aprende. 

Pior, o PS não aprende nada nem sabe aproveitar as oportunidades que lhe caem do céu, num ortodoxismo que julgavamos património exclusivo de outro partido. E isso deixa-me surpreendido, mais ainda do que se manifesta o próprio António Costa. 

Todo um Tratado

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O maior especialista em vitimização é agora vítima de mais uma injustiça: “A injustiça que agora a direção do PS comete comigo". Só porque o PS, politicamente encostado à parede, sem mais por onde fugir, teve que que quebrar o silêncio, teve mesmo de dizer alguma coisa depois do velho Arons de Carvalho ter feito prova de vida. Por mais desajeitada que fosse, como foi! E pelas pessoas menos indicadas. Ou talvez não...

A poucos dias do congresso que tratará finalmente do exorcismo, Sócrates, sempre a vítima, entregou o cartão. Não porque tenha "ultrapassado todos os limites do que é aceitável no convívio pessoal e político”, mas porque foi o PS a fazê-lo " juntando-se à Direita política na tentativa de criminalizar uma governação".

É todo um Tratado...

Era o que faltava...

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Também vi a reportagem da SIC sobre "a maior investigação judicial da democracia portuguesa". E foram muito mais as coisas que fiquei sem perceber do que as que percebi. Por exemplo, não percebi como, nem porquê, teve a televisão acesso àquelas gravações. Mas percebi o grande jeito que aquilo pode - e vai, de certeza - dar a José Sócrates. Que sabe muito mais de televisão, de entrevistas, de teatralização e de confrontação que todos os inspectores e procuradores juntos... E advogados, como se viu!

Não me parece que as televisões sirvam para isto, mesmo que imagine como as audiências tenham disparado... Era mesmo o que faltava!

 

 

 

Lata e loucura

 

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Não tive condições de assistir, ontem, à entrevista de José Sócrates à televisão pública. O que acompanhei pelo que os jornais hoje transcreveram confirma-me a ideia que não é preciso apenas lata para dizer que o ministério público não encontrou qualquer conta em seu nome. Que o quadro de Júlio Pomar que tem em casa, facturado a Carlos Santos Silva, resulta de uma troca que fez com a mulher do amigo. Que as expressões usadas nas conversas telefónicas com o amigo, que o ministério público toma por comunicação codificada, não passam de coisas de amigos. Que era o amigo que preferia entregar-lhe em dinheiro vivo os montantes que lhe emprestava. Ou que uns milhões depositados numa conta na Suíça em nome do amigo, com a condição de 80% desse valor, em caso de morte do titular da conta, ser destinado ao seu primo - já com nacionalidade barsileira - se destinavam a um negócio em curso entre o amigo e o seu tio, para a venda de umas salinas em Benguela. É também preciso uma enorme dose de loucura!

Que não me admiraria nada que ainda viesse a ser invocada...

A ironia de um ciclo

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É sempre assim. Há sempre alguém que faz um esforço enorme para atingir um objectivo e ... corre mal. Logo a seguir, sem o menor esforço, traquilamente, outro qualquer estica a mão e agarra-o.

Todos nos lembramos do esforço de Sócrates para que a PT abarbatasse a TVI. O que o homem fez, pelo que teve de passar... Agora, sem qualquer sinal de esforço, na maior das tranquilidades, aí está a TVI - mais que a TVI, a Media Capital toda, embora já sem as acções da União de Leiria - nas mãos da PT. Que já não se chama PT, e tem agora o afrancesado nome de Altice.

Pelo qual a ex-PT já paga royalties. Sim, porque, tal como nos almoços, também não há nomes grátis. E para duplicar a receita, e ajudar a compor a carteira para ir às compras, vai passará a pagá-las também pela utilização da marca, logo que a mesma Altice substitua a marca MEO. Mas aqui não há nada a dizer, toda a gente percebe uma estratégia de marketing que entra pelos olhos dentro: substituir uma marca desconhecida e sem qualquer notoriedade, como é o caso da MEO, por outra com a força e a imagem avassaladora que a Altice tem no mercado!

Os ciclos abrem-se e fecham-se. Não deixa de ser irónico que o ciclo da destruição da PT se tenha iniciado com a tentação da TVI, e se esteja a fechar com a sua aquisição.

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