Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Nem ética nem vergonha

 

 

Imagem relacionada

 

Há em Portugal um naipe de gestores de élite que começou a cair como um castelo de cartas.  Habituámo-nos a confundi-los com as próprias empresas que dirigem, sempre monopolistas, onde acabaram por ir parar sem que se lhes reconhecesse particular especialidade ou especial experiência. E a vê-los condecorados com as maiores comendas que Cavaco tinha à mão.

Estes "super gestores" são gente súper bem paga, que enche a boca com a "defesa do accionista" quando, na verdade, estão apenas preocupados com a sua própria defesa, que cuidam como mais nada e como ninguém. Fazem da gestão um exercício de administração da influência de poder, que lhes flui pela proximidade ao poder político, que cultivam nesse quintal maravilha chamado centrão.

Depois de Jardim Gonçalves, Zeinal Bava, Granadeiro, e tantos outros, António Mexia é uma das últimas cartas desse castelo, e provavelmente a mais flagrante de todas. Concentra tudo: é o mais bem pago, dirige a mais monopolista desses monopólios, dirigiu a empresa sob capital público e continuou a dirigi-la depois de "privatizada" (entre aspas, foi uma privatização que a entregou a um Estado), saiu para o governo, onde contratou com a empresa, para depois regressar e usufruir dos proveitos desses contratos, e cultiva uma imagem de exposição pública - ainda há poucos dias dizia que em Portugal a electricidade não era cara, os portugueses é que tinham casas mal construídas.

Estes "super gestores" são a imagem do país, e de um regime de captura do interesse público. Um regime que permite que o "interesse do accionista" se sobreponha ao da sociedade, e que o do "súper gestor" se sobreponha a todos os outros. 

Já sabíamos que, ao contrário do que, em falinhas mansas e voz bem colocada, sempre pretendem fazer crer, não é a ética que os guia. Não são éticos nos seus salários, não é ético negociar pelas duas partes, não é ética a transumância entre as empresas e os governos que as tutelam...

Ontem, António Mexia voltou a fazer da ética um capacho. Quando um arguido, isto é, uma pessoa sob investigação criminal, surge numa conferência de imprensa com o propósito de prestar esclarecimento público sobre o caso, e apenas fala da empresa e dos incontornáveis, blindados e sempre legais contratos, já não lhe falta apenas ética. Falta-lhe também um mínimo de vergonha!

 

 

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Posts recentes

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics