OS GREGOS NO EURO, NO OUTRO...
Por Eduardo Louro
Provavelmente animados pela resiliência da sua selecção nacional de futebol, os gregos voltaram a votos para colocar FIM no filme de terror e suspense que passou neste último mês em todos os cinemas perto de si, por esta Europa fora. Que agora parece suspirar de alívio!
Não sei quem, neste filme, assustou mais quem. Se foi a eurocracia que mais assustou os gregos, ou se foram os gregos quem mais assustou os eurocratas. Mas acredito que dos sustos de uns e outros venha alguma mudança!
Os partidos do centrão de lá – os mesmos que trouxeram a Grécia até aqui – com a Nova Democracia à frente (nos resultados das eleições, mas também no percurso do desastre), vão poder formar governo, mercê do peculiar bónus de 50 deputados que o sistema eleitoral grego atribui ao partido mais votado.
No entanto não representam mais de 40% do eleitorado, o que, numa sociedade com grande apetência pela rua, deverá ser levado em conta. Em especial pelos poderes europeus que, tendo-se envolvido como se envolveram nestas eleições, não podem deixar agora de responder afirmativamente à revisão do acordo em vigor, que também o próprio Samaras reclama!