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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Coisas extraordinárias

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Não deixa de ser extraordinário que, a acreditar na imprensa portuguesa - o que está a ficar cada vez mais difícil - o Sr Schauble se tenha empenhado tanto a convencer os comissários a votar contra as sanções a Portugal e a Espanha, sem ter conseguido convencer o do seu próprio país. É que, no fim, a favor das sanções, apenas restaram o inevitável Dombrovskis (Letónia), um inevitável finlandês (Katainen), uma sueca da nova vaga (Cecilia Malmstrom) e o seu compatriota Gunter Oettinger.

 

 

 

Que chatice: não houve sanções!

 

Afinal não houve sanções, o que deixou muita gente desiludida. Com o que é que esta gente haverá agora de se entreter? 

Não havia jormal, nem comentador que não fizesse a sua aposta nos milhões que haveria que entregar a Bruxelas. E quando se começava a reparar que por cá não se falava noutra coisa, em contraste com Espanha, onde o tema nem era assunto, lá apareceu ontem o El País também nas apostas, e a deixar muita gente feliz. Ao que pareceu...

Quem está inconsolável é o Sr Dijsselbloem. Nem o Sr Schauble o consegue consolar...

 

A luta continua...

Capa do Público

 

A saga das sanções continua. Esgotado todo o material de propaganda, sem mais nada à mão - não que tudo corra às mil maravilhas, apenas porque, apesar de tudo e de todos os esforços em contrário a geringonça lá vai andando, saltando obstáculos e cumprindo metas - a entourage pafista agarra-se às sanções da Europa. Já nem lhes importa que já toda a gente saiba que o incumprimento a sancionar é todo seu. Do seu Passos Coelho, da sua Maria Luís, do seu Paulo Portas, e da sua saída limpa. Nem lhes importa que venham as próprias instituições europeias desmenti-los...

No fim de semana que deixamos para trás, a notícia era o congelamento dos fundos europeus. Nada mais que 16, como se vê na primeiria página do Público, de ontem. 

E como se viu em praticamente toda a imprensa. E na televisão. A Europa desmentiu, disse que era tudo mentira. Mas ninguém lhe deu muita atenção. E, no Público, nem sequer foi notícia. Foi olimpicamente ignorada!

Não sei se o presidente Marcelo não deveria chamar hoje mais gente a Belém. Se o objectivo é pôr alguma ordem na casa, não sei ... não!

 

A competência insinuada

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Perante a impossibilidade de continuarem a fazer de conta que as sanções, que desejam e de que precisam para a sua sobrevivência política, se não devem à sua governação, falhada em toda a linha, as eminências do anterior governo dizem, agora, a culpa é do actual governo. Não porque seja responsável por elas, mas porque não se soube defender delas, conforme concluiram a Maria Luís e a Assunção.

O que, para a secretária do Sr Schauble, era até muito fácil. "Tecnicamente" muito fácil nas palavras desse génio das finanças. 

Tão fácil quanto mandar palpites. Coisa para que a competência  técnica, a ética e o sentido de Estado de Maria Luís chegam. Não dão é para mais!

A comeptência prova-se. Não se insinua por trás do fracasso...

Vamos ver se (n)os entendemos...

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...Tal como não há "almoços grátis", também não há sanções zero.

Até podem ser a cara do Presidente Marcelo, sempre pronto a quadrar o círculo. Até podem assentar tão bem a Centeno como o cachecol. Mas não há disso. Nem mesmo as sanções-incentivo, que lembraram ao Sr Schauble (todo um manual de filosofia política nesta ideia da odiosa personagem) antes de passarem pela cabeça de muito boa gente ...

Como da do presidente, por exemplo. Deste, porque o anterior fez prova de vida no Conselho de Estado precisamente com a defesa das sanções. A sério: nem zero, nem de incentivo. A penalizar mesmo. A doer a valer... Porque, esse, não conhece outra coisa!

 

 

 

Já podemos ir de férias?

 

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Acabadas as emoções, arrumado o futebol, os cachecóis e as bandeiras, e com o ECOFIN, por fim, não a pôr fim, mas a pôr zero nas sanções, poderemos agora ir de férias?

Não vamos descansados, que as coisas não estão para tanto, mas ... vá lá, deixem-nos ir de férias... Mesmo que em  sobressalto permanente, sem saber bem como vamos acordar de cada sesta... Mas vamos com este sabor a campeão, com os éteres da bebedeira ainda a baralharem-nos a cabeça. E sempre são mais uns dias em que não pensamos como os alemães, coitados, se preocupam connosco. Nem quanto é que nos vai calhar dos 150 mil milhões de euros que o maior banco deles precisa.

O quê? Ah!

Estão aqui a dizer-me que não é o Deutsche Bank que precisa desse dinheiro para evitar a falência. Diz que os outros todos é que precisam... Claro que, depois... também é gente. Banco. Pois... Bem me parecia!

Fritar em lume (nada) brando

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O bullying continua. O anúncio das sanções é adiado todos os dias. Para o próximo mês, a próxima semana, o próximo dia... submetendo o país a uma exposição diária que desgasta  e mina a sua credibilidade externa até à sua irreparável destruição. 

Em poucos dias, semanas, meses o país deixará de estar em condições de assegurar o seu financiamento, vendo-se obrigado a, com um novo resgate financeiro, voltar a franquear as portas à política do não há alternativa ditada pela toda poderosa nomenklatura de Bruxelas, com o regresso ao poder dos súbditos do Sr Schauble.

Estes, os súbditos do Sr Schauble, que falharam tudo e em toda a linha, mas sempre de cócoras ao seu lado a lamber-lhe o dito cujo, vão fazendo os seus números de autêntico circo. Tanto dizem que escrevem umas cartas a implorar clemência, como que, com eles, nada disto se passaria. Para, no fim, rematarem que se houver sanções a culpa é do governo. Mais e pior: que só haverá sanções se o governo o quiser! 

Paralelamente, e sempre sem qualquer referência ao lume (nada) brando em que Bruxelas está a fritar o país, através da guarda avançada espalhada pelas televisões, jornais e blogues, vão explicando que tudo está a correr dentro da mais transparente normalidade: com um défice orçamental de 3,2%, Portugal continuou sujeito ao procedimento por défice excessivo, e por isso sob vigilância das instituições europeias. Que é tão só isso que está a acontecer, com a agravante - continuam eles - que o governo recusa medidas adicionais para cumprir a meta dos 2,2% de défice que se propõs. E que o resto é com o Tratado Orçamental, que Portugal negociou e ratificou e que Comissão Europeia tem por função fazer cumprir.

Não é - evidentemente - nada disto. Se assim fosse, as sanções pelo défice excessivo em 0,2 pontos percentuais em 2015 - da responsabilidade das políticas definidas por Bruxelas, e da sua execução pelo seu governo - teriam que ter sido aplicadas no momento próprio. E é demasiado evidente que não cumprir com o objectivo dos 2,2% não é incumprir com a meta dos 3%, que todas as previsões conhecidas dão por claramente atingível.

Já para não falar da França. Nem de todos os países - são todos, incluindo a Alemanha - que estão a violar o sagrado, mas monstruoso,Tratado Orçamental. Nem do Brexit. Nem da destruição do ideal europeu ás mãos da direita radical agrupada - e reforçada - no PPE.

 

Surreal

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Decididamente o poder europeu apontou as baterias para Portugal. A Grécia já era... Agora a chantagem virou-se para cá. Ultrapassa a chantagem, é bullying o que os extremistas que mandam na Europa estão a fazer.

Tão surreal quanto as ameaças europeias, é que Passos Coelho e Maria Luís aproveitem esta escalada de prepotência para fazer prova de vida. Para, de bandeira portuguesa na lapela, mostrarem de que lado estão!

 

 

Se ela fosse ministra...

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Nenhuma dúvida: se ela fosse ministra não se falaria em sanções. Enquanto foi ministra, cumprindo tudo, nunca atingiu objectivo nenhum. E nunca se ouviu falar em sanções, antes pelo contrário, falou-se de saída limpa.

Não mudou muita coisa: continuou a ser ela mesma a não atingir os objectivos. Só que já não é ministra...

Parecendo que não, tem toda a razão, a senhora. Era público e notório que o Sr Schauble tinha um fraquinho por ela...

Não há sanções. Há apertos...

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Bruxelas não vai aplicar sanções por violação da meta do défice de 2015: Espanha oblige. O tal que Passos Coelho diz que é de 3%, porque varreu o Banif para baixo do tapete. O tal, que com o BES, deixaram que nos rebentassem nas mãos para não perturbarem a famosa saída limpa...

Acho que já se percebe por que é que Passos e Maria Luís, e com eles o resto da corte, vibram mais com esta notícia que o próprio governo. E por que é que escreveram e telefonaram... 

Entretanto, e como não dá ponto sem nó, a Comissão Europeia aperta o défice para este ano. Para 2,3%, com mais 700 milhões de austeridade. E lá volta o tal plano B. 

António Costa chuta para canto: Qual plano B qual carapuça, o défice que tem no orçamento é já inferior - 2,2%. Pois, o problema é executá-lo. Mas isso só se vê lá mais para a frente... Embora se note já.

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