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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Benficaaaaa.... O Benfica deu-me o 37!

Benfica Campeão Nacional

 

18 de Maio de 2019 - o dia V, de vermelho. De Benfica. De 37. De reconquista. De reconquista de um título mal perdido há um ano. Mas, acima de tudo, de reconquista de título que há cinco meses estava de novo perdido.

Começou a pintar-se de vermelho no Jamor, com uma conquista nova - a Taça de Portugal, pela equipa feminina de futebol, em ano de estreia. Na segunda divisão, por onde começou, com um desempenho 100% vitorioso. Perdeu um único jogo em toda a época, nas meias finais desta Taça, com o campeão nacional, o Sporting de Braga. Em casa, porque em Braga goleou o campeão e virou a eliminatória, garantindo a presença na final de hoje com o primodividonário Valadares, de Gaia. Hoje goleado no Jamor (4-0), na festa da Taça!

E continuou logo a seguir, na Luz. Esgotadíssima, com 65 mil nas bancadas, para a final desta Liga 18/19. A última de 18 finais que o Benfica em Janeiro tinha pela frente. Com 7 pontos de desvantagem, no quarto lugar da tabela classificativa da prova.

O opositor vinha dos Açores,visitava pela primeira vez a Catedral, a nova Luz, e trazia na bagagem uma bonita história competitiva e a melhor pontuação da sua história da Primeira Liga. E muita ambição. Tudo bem embrulhado num rótulo de futebol de grande qualidade. Melhor, bem melhor do que a sua excelente prestação pontual. Como de resto se vira em Alvalade e no Dragão onde, perdendo sempre por 0-1, foi sempre bem melhor que os adversários.    

Não se poderia desejar melhor para uma final. Para a última final.

E o jogo não desiludiu. Menos ainda o Santa Clara, que justificou tudo o que trazia na bagagem. E, passados que foram os primeiros instantes que se sucederam à bola de saída, em que o Benfica parecia que iria tomar conta do jogo, começou a impôr o seu futebol e a ser a melhor equipa sobre o relvado. Pertenceu-lhe por inteiro o primeiro quarto de hora do jogo, mesmo que não tivesse criado qualquer oportunidade de golo. 

Só que, e não foi a primeira vez que isto sucedeu, no primeiro remate, ao minuto 16, o Benfica fez golo. E que golo. Abertura brilhante de Samaris, grande desmarcação de Seferovic, fantástica recepção e belo remate em rotação. Golo 100 do Benfica no campeonato, e 22 de Seferovic, a garantir-lhe desde logo o título de melhor marcador da competição.

E, como em tantas outras vezes, a equipa soltou-se. Passou a pressionar bem melhor, o carrocel começou a funcionar, o bom futebol que a equipa sabe produzir passou a fluir e o excelente Santa Clara começou a passar por dificuldades. Como se tudo isto não fosse suficente, o Benfica saltou para níveis de eficácia pouco comuns. Sete minutos depois chegou o 2-0, em mais um monumento ao futebol: recuperação de bola de Rafa seguida de bailado dentro da área e entrega da bola para trabalho sublime de João Félix, a sentar um adversário e a rematar sem defesa. O terceiro tardou mais quinze minutos, e chegou ao minuto 38, com uma abertura de 30 metros de João Félix, cruzamento perfeito de André Almeida para Seferovic, e a bola a sobrar para Rafa fusilar. 

Quatro oportunidades de golo criadas, quatro remates e ... três golos. Nesta altura o 37 já não fugia, não tinha por onde. E eu dizia para quem estava ao meu lado que era uma pena que os jogos tivessem intervalo. Não me lembro de alguma vez ter desejado tanto que um jogo não fosse interrompido. Estava tudo a correr tão bem, tão perfeito, que era uma pena que o intervalo acabasse com aquele espectáculo. Não era simplesmente possível retomar o jogo àquele nível... 

E não foi. A segunda parte continuou a ser um bom espectáculo de futebol, que voltou a contar com a participação da qualidade da equipa açoreana. Os jogadores do Benfica começaram a procurar a exuberância e o jogo ficou mais dividido. O quarto golo, e segundo de Seferovic, a confirmar a liderança da tabela de marcadores, e a igualar o recorde de 103 golos num campeonato, estabelecido pelo Benfica de Eusébio na época 1963/64, surgiu com naturalidade e, de novo, com elevada nota de classe: uma finalização, de primeira, de um excelente cruzamento de Grimaldo.

Aos 54 minutos o marcador acusava nova goleada, e a partir daí, já com Jonas, nitidamente de despedida, a entrar em lágrimas, a equipa - e o próprio - não fez outra coisa que procurar oferecer-lhe o golo. Que acabou por não surgir, acabando por acontecer o golo de honra do Santa Clara, que em boa verdade fez amplamente por merecer.

Depois, depois foi a festa. Linda e inesquecível, que nem uns incidentes fora do Estádio com a polícia, sempre indesejáveis e lamentáveis, conseguem manchar. 

E agora, vamos para o Marquês. Para a maior festa do futebol em Portugal. Que tudo seja festa. E apenas festa!

 

 

 

 

 

Estranho, só o resultado...

 

No segundo jogo da era Bruno Lage - durante quanto mais tempo os jornalistas continuarão a perguntar-lhe se é o último jogo? - os jogadores do Benfica voltaram a mostrar como Rui Vitória tinha chegado ao fim da linha.

Depois da surpresa do afastamento de Ferreyra do lote dos convocados, o novo treinador do Benfica guardava mais uma supresa para o onze inicial, com duas alterações em relação ao jogo do passado domingo, com o Rio Ave, saindo os dois alas argentinos - Cervi e Salvio - e entrando, sem surpresa, Zivkovic e, surpreendentemente, o brasileiro Gabriel. Que conseguiu aproveitar para, finalmente, apresentar alguma coisa que justificasse a contratação!

Viu-se que os jogadores estão mais bem distribuídos em campo, e confirmou-se a pressão alta e a intensidade posta na disputa da bola. Para isso, Gabriel contou. E muito. E contou Fejsa, finalmente a abandonar a cadeira lá atrás, onde passava os jogos sentado, e a subir à grande área adversária para aí entrar nas tarefas de recuperação da bola.

Bastou isto, e Zivkovic e Pizzi nas alas, para que a equipa passasse a ter jogo interior, deixasse de chutar a bola para a frente e deixasse de passar por sobressaltos, como sempre passava contra este tipo de adversários. Depois, para o resto,  lá estão João Felix, Grimaldo e Seferovic.

Hoje em Ponta Delgada foi de tal forma assim, foi de tal forma gritante a superioridade do Benfica, que a única coisa que se não percebe é o resultado. É inacreditável como um jogo destes acaba com um simples 2-0!

O Benfica criou bem mais de uma dezena de oportunidades de golo, daquelas em que simplesmente a bola não quer entrar. Todas através de jogadas de encher o olho, que bem podiam caber em números de Circo.

Mas não se pode dizer que o Benfica tenha feito uma grande exibição, sem ponta de mácula. É bom que os jogadores percebam isso, e vão perceber. Percebemos que o Bruno Lage percebeu isso bem, e não vai deixar de lhes explicar que o circo não é actividade de estádio, normalmente decorre numa tenda. 

Se em vez do espectáculo de circo, na segunda parte os jogadores se tivessem dedicado apenas ao futebol, tinham feito uma grande exibição e teriam saído dos Açores com um resultado que constiuiria um recorde imbatível!

 

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