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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Não eram dois. Eram quatro ou cinco!

Marcelo garante que "não houve nenhuma objeção" aos secretários de Estado  apresentados por Montenegro - TVI Notícias

Agora sim. O governo está completo. Custou, mas foi!

A tomada de posse dos secretários de Estado estava prevista para o fim da tarde de hoje, e assim será. Tudo dentro do normal.

O que não foi normal foi os nomes dos secretários de Estado terem chegado ontem a Belém ao fim da tarde e só de lá terem saído já não muito longe da meia noite. Faltavam dois, dizia-se pelas televisões ao longo da noite. Quando finalmente se viu "fumo branco"  tudo se resumia a dificuldades em finalizar a lista, e a necessidade de o Presidente avaliar todos os nomes. 

É normal que o primeiro-ministro quisesse chegar a Belém a tempo e horas. Não é normal é que lá chegasse sem a lista completa do que ia entregar. Um primeiro-ministro a entregar uma lista de nomes dos secretários de Estado do seu governo ao Presidente da República não é exactamente a mesma coisa que um miúdo a entregar os trabalhos de casa ao professor. ""Olhe "Stor"não tive tempo de fazer tudo""... 

Isso é que era normal que pensássemos. Mas não, explicou-nos o Presidente Marcelo, dizendo aos microfones das televisões que "faltavam quatro ou cinco nomes" (claro, não poderiam ser dois) que demoraram mais umas horas a responder ao convite.

Já não dá para levar o Presidente Marcelo a sério (como voltou a fazer questão de demonstrar, quando questionado sobre o Relatório da Inspecção-Geral das Actividades em Saúde ao caso das gémeas brasileiras). Se desse, ficaríamos todos convencidos que, depois de "cabular" na matéria da presidência da Assembleia da República, Luís Montenegro tinha ainda lata para não fazer os trabalhos de casa ...

Com amigos destes, Montenegro não precisa de inimigos. Bastam-lhe adversários!

 

 

Em estado de perdição

Imagem relacionada

 

Não sei o que é que o Secretário de Estado Rocha Andrade tem a ver com o novo decreto-lei do IMI que levou aos desvarios que por aí se vêem. Sei que o IMI se presta a tudo, até porque é o mais desvairado produto da burocracia fiscal. Sei que nasceu em 2003, pela pena do seu homólogo, na altura, Vasco Valdez, às ordens de Manuela Ferreira Leite e sob a égide do "gold man" Barroso. E que os critérios na sua concepção transformados em fórmulas devem ter provocado raros momentos de êxtase burocrata. Verdadeiros orgasmos burocráticos. 

Sei, evidentemente, que o que o governo agora quis fazer foi simplesmente aproveitar as teias desse monumento à burocracia que é o IMI para passar entre os pingos da chuva em mais uma tentativa de sacar mais umas massas aos contribuintes. E dessa o Secretário de Estado não se pode safar...

Até porque não lhe bastou que não tivesse conseguido passar entre os pingos da chuva. Cairam-lhe logo em cima as duas viagens a França, e os dois jogos da selecção, que a Galp lhe ofereceu.

Cometeu uma imprudência capital quando se permitiu a tal convite. E um erro grave quando o aceitou, que não é de todo remediável: dizer agora que vai reembolsar a Galp não resolve coisa nenhuma. Em política, como na vida, os erros assumem-se. E pagam-se. É assim, não há outra forma.

Vai bem o CDS quando reclama a demissão do secretário de estado. Faz parte do jogo político. É assim. O que não faz parte do jogo, nem faz qualquer sentido, é a posição do PSD: ao atribuir contornos criminais à imprudência e ao erro de Rocha Andrade, o PSD está, apenas e mais uma vez, a dar nota pública do estado de perdição em que se encontra. E donde não consegue sair. Basta reparar na imagem...  

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