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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Uf... estamos no Mundial

Não fizeram a vontade a Cristiano Ronaldo. A música não foi interrompida para que o hino fosse cantado à capela, e ficou chateado. Visivelmente chateado, mas não amuou. Se amuou, passou-lhe logo que o árbitro apitou.

Não que tivesse desatado a jogar. A primeira vez que tocou na bola foi aos 14 minutos, logo na primeira oportunidade de golo do jogo. Isto porque, ao contrário do que se esperaria, a equipa da Macedónia mandou claramente no jogo nos primeiros 15 a 20 minutos, ocupando bem todos os espaços, ganhando todas as bolas divididas e obrigando até os jogadores portugueses a serem eles a correr atrás da bola. Ao contrário de tudo aquilo que se estava à espera.

Os macedónios conquistaram até os primeiros cantos. Dois, de enfiada. De canto, o primeiro da selecção portuguesa, surgia a segunda oportunidade de golo, num remate de cabeça de Diogo Jota, cima para baixo, como deve ser. A bola saiu poucos centímetros por cima da barra, com o guarda-redes macedónio completamente batido. Começou aí a mudar o jogo, e  passou mesmo a mudar pouco depois, à meia hora, com o golo de Bruno Fernandes, até aí pouco menos que desastrado, como que a confirmar que a selecção não é mesmo a sua praia. Pode não ser, por culpa própria ou alheia, mas acabou por se tornar no "homem do jogo". Não porque tivesse finalmente conseguido uma exibição à altura do seu estatuto, mas porque marcou os dois golos do jogo - bons, ambos, mas de grande qualidade técnica o segundo. 

E quem marca os golos tem que ser o "homem do jogo"!

Sem fazer um grande jogo, e mesmo sem qualquer brilhantismo, a selecção nacional foi sempre melhor. Nunca deixou que nos passasse pela cabeça  a ideia que a presença no campeonato do Mundo no Catar pudesse estar em causa, e justificou por completo a vitória. Mesmo que todos os planos para o jogo tenham saído furados.

A equipa esperaria certamente um jogo diferente. À luz do que a Macedónia fizera contra a Itália, na meia-final do play-off, esperar-se-ia um autocarro à frente da baliza, e um jogo com muita bola, na procura constante de espaço, e de uma brecha para o remate. E, encontrado o espaço, e aberta uma brecha, encontrar pela frente um guarda-redes inspirado, a defender tudo, ou perto. 

Não foi nada disso. Faltou espaço, é certo, quando a equipa esteve em ataque continuado. No pouco tempo em que teve oportunidade de jogar dessa forma. Mas nunca a selecção da Macedónia apresentou o autocarro, nem metade dos remates que os italianos tinham feito, o guarda-redes fez apenas uma defesa, e os dois golos, em três remates enquadrados com a baliza, resultaram de transições rápidas. O primeiro a partir uma recuperação de bola do Bruno Fernandes, na intercepção de um passe de risco do Ristovski (que jogou no Sporting), e o segundo em puro contra-ataque.

E ainda bem que não foi nada disso. Que tudo correu bem, e que acabou bem. Nem tudo está bem quando acaba bem, e na verdade a selecção, tendo sido mais equipa, nem esteve assim tão melhor do que tinha estado no falhado apuramento directo. E está muito longe de poder alimentar a ilusão do seleccionador de ser campeão do mundo. Jogadores não faltam, alguns até sobram - e outro, garante, joga quando quiser, ele é que manda - mas falta muito futebol.

Mas a verdade é que, de pé frio, o homem não tem nada!

Maleitas escondidas com rabo de fora

A selecção nacional mantém aberta a perspectiva da presença no campeonato do mundo de futebol, no final do ano. Lá para o Natal porque, depois de terem obrigado a tanta coisa, os petrodólares do Catar, mesmo que cheirem mal, também a isso obrigam.

Afastada a Turquia, esta noite no Dragão, falta agora; à mesma hora e no mesmo local, dar a volta à ... Macedónia do Norte. Isso mesmo, ganhou à campeã europeia. E a Itália falha o segundo mundial consecutivo, coisa nunca vista.

A selecção apresentou-se com alguns jogadores que não têm sido presença habitual na equipa, o que não quer dizer nada de renovação. De novidade só mesmo o jovem guarda-redes do Porto, Diogo Costa, que é bem capaz de ter acabado com o velho reinado de Rui Patrício. O resto eram repescados, por força das ausências de Cancelo, Rúben Dias e Pepe, e velhos conhecidos de Fernando Santos. Ganhou e teve até momentos em que jogou bem. Mas não apagou nenhum dos  males que há muito a apoquentam, e que lhe cortam as asas que a actual geração de extraordinários jogadores lhe dá. Continuam lá, bem vivos.

Como de costume, a selecção até entrou bem. Com Cristiano, claro. E para todo o sempre. Marcou ainda cedo, ao quarto de hora de jogo, e como de costume, em vez de aproveitar o balanço, abanou. E durante largos minutos, à volta do meio da primeira parte, entregou-se à pressão da equipa da Turquia. E de repente passou a perder sucessivamente bola sempre que saía a jogar, não conseguindo ligar uma jogada. O Diogo Costa passou a chutar a bola para a frente, e com a ajuda das segundas bolas, acabou por passar conseguir ultrapassar o problema e voltar a ficar por cima do jogo. E marcou o segundo, já perto do intervalo.

Com 2-0 ao intervalo, estava resolvido, terá toda a gente pensado. Todos, menos os que desconfiam sempre ... 

Com a entrada na segunda parte parecia que não haveria razões para desconfiar. Mas rapidamente começaram a surgir sintomas de outro dos males da selecção - adormecer ela própria quando decide adormecer o jogo. Adormeceu - estavam mesmo a dormir - e a Turquia marcou. A equipa, que tinha sobrevivido à pressão turca depois do primeiro golo, não sobrevivia ao seu adormecimento. E de repente, com meia hora para jogar, com aquele golo entregou o ouro ao bandido, como tinha feito com a Sérvia, que a meteu nestas alhadas do play-off

Mesmo sendo este um bandido um bocado mais fraquinho, poderia mesmo levar o ouro. Até porque, logo a seguir, apareceu um penálti que o VAR não deixou passar. Valeu a Nossa Senhora de Fátima de Fernando Santos, e o Burak Ylmas atirou para a bancada. E valeu a tamanha diferença de qualidade dos jogadores portugueses que, com o adversário adiantado à procura do empate falhado com o penálti desperdiçado, dava para construir sucessivas jogadas de transição que iam pondo em sentido os turcos. E deu ainda para o terceiro golo, já bem dentro dos cinco minutos de compensação.

Mesmo com as maleitas do costume deu para ganhar a esta selecção turca. Como terá que dar para ganhar à Macedónia do Norte, por maior que seja a sensação que transporta na bagagem que traz para o Porto. Mas, se continuarem apenas escondidas e sem ser tratadas, estarão de volta no Catar. E Fernando Santos, hoje bestial - dizem eles -, voltará a ser besta!

Um orgulho, estes campeões

Portugal é campeão europeu de futsal. Bicampeão, numa sequência tremenda: campeões da Europa, campeões do Mundo e, de novo, campeões da Europa.

Só com vitórias, e remontadas épicas. Foi assim a abrir, com a Sérvia, a virar o 0-2 para um 4-2. Foi assim nas meias finais, na sexta-feira, com a Espanha, que entrou a ganhar, com um golo logo na saída de bola, a que acrescentaria o segundo ainda na primeira metade da primeira parte. Num jogo épico, com uma primeira parte em que os postes da baliza espanhola foram autenticamente bombardeados, e com a arbitragem a não apitar a sexta falta - se no futebol os árbitros marcam faltas a meio campo que não assinalam dentro da área, no futsal marcam faltas até à quinta que não assinalam a partir daí - que terminou com os espanhóis a ganharem por -2-0. Para depois, na segunda parte, a selecção nacional virar o resultado, com o terceiro golo já no último minuto, e afastar, com todo o mérito os espanhóis, a selecção mais assertiva e dominaf«dora da competição, com sucessivas goleadas, incluindo o 4-1 com a Ucrânia - afastada pela Rússia da final - com que assegurou o terceiro lugar.

E foi exactamente assim na final de há pouco em Amsterdão, com a Rússia.

A selecção russa, uma potência na modalidade, de russos e brasileiros como é comum por toda a Europa, e especialmente no mais longínquo leste, foi melhor durante toda a primeira parte. E chegou ao 2-0, como a Sérvia, na primeira jornada, e a Espanha, nas meias finais. Só que desta vez, e ao contrário do que sucedera no jogo com a Espanha, o resultado espelhava a superioridade demonstrada em jogo. Mas, como das outras vezes, a selecção nacional surgiu imparável para a segunda parte- De tal forma que hoje virou completamente o resultado bem ias cedo.

Foi emocionante. Tanto quanto brilhante este triunfo da selecção nacional que nos enche de orgulho.

Cada um tem a sorte que merece

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No "caminho" torto para o Mundial do Qatar a selecção nacional juntou-se às que, em teoria, eram a selecção mais forte e a mais fraca entre todas as que disputam este play-off. Acontece que a mais fácil, a Macedónia do Norte, calhou em sorte à mais forte, a Itália. Fácil, portanto, para os campeões europeus.

À selecção nacional não calhou a mais fácil. Saiu-lhe a Turquia. E depois, se tudo correr bem, lá decidirá o apuramento com a Itália. Pior era difícil, mas é assim ... a factura da miserável prestação da selecção de Fernando Santos na fase de apuramento teria de aparecer. E é esta!

Disputa os dois jogos em "casa", mas também foi em casa que perdeu o apuramento direcro, que lhe competia. Como as coisas estão, nem essa é uma vantagem que se possa levar em conta.

Já se sabia que o caminho era torto. Agora sabe-se que também é difícil. E se calhar o castigo merecido para esta selecção!

 

Sem honra nem glória. Apenas vexame!

 

Já sabíamos que Fernando Santos acredita mais em milagres que na capacidade de um conjunto de jogadores que estão entre os melhores do mundo, e que integram as melhores equipas do planeta. O que é absolutamente inacreditável é que, agarrado ao milagre do título europeu, tenha transformado tão extraordinário lote de jogadores numa selecção mediocre.

Mais inacreditável ainda é que Fernando Santos ache que faz tudo bem. Os jogadores, é que não. Os jogadores é que não conseguem. Aqueles jogadores não conseguem ligar o jogo, garante. Não conseguem ter bola. Diz e repete, como se nos quisesse convencer que jogadores que são dos melhores que há, e que jogam nas melhores equipas mundiais e que disputam as mais exigentes competições do futebol mundial, não sabem jogar à bola. 

A selecção nacional tinha a obrigação de ter garantido o apuramento para o malfadado mundial do Qatar bem antes de chegar a este jogo decisivo, em casa, em que lhe bastava um empate. Mesmo que aquele golo na Sérvia - já agora onde a selecção teve em metade do jogo, na primeira parte, a única prestação minimamente condizente com a qualidade dos jogadores -, que não contou, tivesse desde logo empurrado a decisão para este último jogo. Porque, em boa verdade, já foi por Fernando Santos ser o que é que a selecção empatou um jogo que ganhava por 2-0 ao intervalo, depois de exibir uma enorme superioridade sobre a equipa sérvia.

A Sérvia é uma selecção de terceira linha do futebol europeu, mas os outros adversários eram ainda muito mais fracos. Por isso, a partir desse jogo na Sérvia, o mais normal seria que as duas equipas ganhassem todos os jogos. A Sèrvia foi infeliz na Irlanda, e empatou esse jogo. Onde a seleccão portuguesa foi incompetente, e também empatou ... mas com muita sorte. Num jogo miserável que marcou, e muito, o de hoje.

Hoje bastava o empate para conseguir o apuramento. Era Fernando Santos nas suas sete quintas e, com jogadores de topo mundial, armou uma equipa para não perder com um adversário de terceira categoria, dentro da sua estratégia de eleição. Com a sorte de marcar no primeiro minuto, o que podia ser o melhor, foi o pior. A partir daí só uma equipa jogou à bola.  A Sérvia empatou pouco depois da meia hora (num frango monumental, para acentuar o vexame), e depois de já ter tido uma bola de golo no poste. Na segunda parte Fernando Santos jogou com três trincos - Danilo (é incrível como foi titular), Palhinha e Ruben Neves!

A Sérvia marcou o golo da vitória que lhe deu o apuramento ao minuto 90. Nada mais que o merecido castigo. Acreditar agora que no play-off é que vai ser, é pouco menos que acreditar em milagres. Fernando Santos acredita. Mas já ninguém acredita nele. Os senhores da Federação Portuguesa de Futebol podem estar-se nas tintas para os adeptos, mas convinha que não se esquecessem que nesse "ninguém" se incluem os jogadores. 

Há mais de 11 anos, Cristiano Ronaldo abriu a porta da rua a Carlos Queirós com uma frase: "assim não, Carlos, assim não". Se quer estar no seu último mundial é hora de se lembrar disso.

 

 

Fugir do amarelo para cair no vermelho

 

Mais uma miserável exibição da selecção portuguesa, esta noite, em Dublin. Tão má que terá mesmo sido a pior da já longa era de Fernando Santos que, como se sabe, não é um treinador muito dado a grandes exibições.

A selecção da República da Irlanda é uma das mais fracas da Europa, nesta altura. E no entanto foi, com aquele futebol vigoroso, bem britânico do antigamente, feito de querer e determinação, sempre melhor que a portuguesa. Já o jogo de há uns meses, da primeira volta, no Algarve, tinha sido muito complicado, com a vitória a surgir de um autêntico milagre, com aqueles dois golos do Cristiano Ronaldo, mesmo - mesmo - no fim. E no fim, nestes dois confrontos com os irlandeses, salvou-se o resultado. Hoje o empate até valia a mesma coisa que a vitória. Não acrescentava nem retirava nada ao jogo do próximo domingo, com a Sérvia,. Com a vitória, ou com este empate, sairia deste jogo sempre na frente do grupo, e a basar-lhe não perder para garantir o apuramento para esse estranho mundial do Qatar, no Natal do próximo ano.

Mas, como ensaio para esse jogo decisivo, foi mau de mais. E nessa medida não permite alimentar as melhores expectativas. Mas … já se sabe, cada jogo é um jogo. E este estava marcado pelos amarelos. Pelo grande número de jogadores em risco de ficarem fora do jogo decisivo. Fernando Santos optou por prescindir de todos eles - todos, não; manteve Palhinha, que esse, como se sabe, mesmo que seja amarelado nunca é excluído - incluindo os que, à partida, nunca seriam titulares nesse próximo jogo. E acabou por ficar sem o que, provavelmente, menos quereria perder: Pepe, pois claro. Igual a si próprio, e por isso expulso.

É como o escorpião - está-lhe na massa do sangue. É da sua natureza! Que, pela protecção que goza em Portugal - das arbitragens e da própria imprensa - não tem necessidade de reprimir. Com a bola controlada, sem qualquer adversário por perto e com tempo para tudo, resolveu metre-se em problemas, até se ver apertado. E logo que se viu apertado, já com um amarelo (mas até vermelho directo justificaria), decidiu eliminar o adversário à cotovelada, deixando a equipa exposta, com menos um jogador, e galvanizando, ainda mais, o adversário e o público que o empurrava para a vitória.

 

Campeões

Campeões!

Portugal é campeão do mundo de futsal, juntando o título mundial ao da Europa, conquistado em 2018. Acabou de vencer, por 2-1, a Argentina, detentor do título, na final deste Mundial, disputado na Lituânia.

Depois do primeiro lugar fase de grupos, em que empatou com a selecção de Marrocos, teve sempre de jogar o prolongamento para seguir em frente. Nos oitavos de final, com a Sérvia, nos quartos, com a Espanha, e nas meias finais, com o Cazaquistão, onde teve mesmo de passar pelo desempate nos penaltis para chegar pela primeira vez a uma final do campeonato do mundo. Hoje tudo se resolveu mais cedo, que não com menos sofrimento.

No seu último mundial, Ricardinho - o melhor de sempre na História da modalidade - foi eleito o melhor jogador. E Pany Varela o segundo melhor. Os dois melhores jogadores da competição são de Portugal.

Selecção em liberdade

 

A selecção logrou finalmente um jogo bem conseguido, hoje em Baku, com um expressivo 3-0, ainda assim longe da expressão que o resultado poderia ter atingido.
 
É certo que o adversário pertence ao lote dos mais fracos do grupo, e mesmo do futebol europeu. Mas também os dos dois últimos jogos - Irlanda e Qatar - eram desse nível, e esta era a mesma equipa do mesmo Azerbaijão que há uns meses jogou em Portugal, na abertura desta fase de apuramento. E quer nesse primeiro jogo, quer nestes destes dois últimos, com o Europeu pelo meio, e foi o que vimos. Não foi, por isso, pela reduzida qualidade do adversário que a equipa nacional melhorou da deplorável qualidade dos últimos tempos. Terá de se procurar outras razões.
 
Há dois factos que poderão ajudar as encontrá-las: hoje, o fraco Azerbaijão, não jogou como normalmente jogam estas equipas mais fracas e, principalmente depois de sofrer o primeiro golo, procurou jogar o jogo pelo jogo, e deu espaços à equipa portuguesa que normalmente estes adversários não concedem; e hoje não jogou Cristiano Ronaldo.
 
Com espaço, e sem Cristiano, esta equipa é outra coisa. Sabemo-lo há muito, porque qualidade é coisa que não falta a estes jogadores. Nem precisam de treinador, nem o treinador consegue estragar!
 
Não é a primeira vez que isto acontece. Para encontrarmos exibições convincentes da selecção nacional vamos ter que procurar jogos em que "o melhor do mundo" não marque presença. E encontramo-las lá para aqueles meses que se sucederam ao Mundial da Rússia, em 2018, na fase de apuramento para a final four da Liga das Nações, que viria a conquistar, como nos lembramos, já com Ronaldo.
 
É injusto para Cristiano Ronaldo? É!
 
Mas, como dizia o outro, "é a vida"... Como "é a vida", e se calhar também injusto, que Cristiano seja enaltecido por resolver os problemas da selecção, sem nunca ser referido que também os cria. Parece-me que na actual realidade, CR 7 resolve muitas vezes os problemas que cria na selecção, e nunca os problemas os problemas da selecção.
 
Não estou a esquecer, como comecei por referir, o espaço que os jogadores azeris concederam, ao não se fecharem lá atrás. Mas que a forma como jogaram todos os portugueses, a qualidade que todos puseram em campo, não tem nada a ver com o que se tem visto, é uma verdade insofismável. Bom, e se falarmos de Bruno Fernandes... 
 
Todos nos interrogamos como é que o fantástico jogador do United não passa(va) de uma nulidade ao serviço da selecção. Parece que hoje deu a resposta. Tão clara que levanta outra interrogação: o que irá acontecer agora em Old Traford?
 
Todos, não foi apenas o Bruno, estiveram a um nível que há muito se não via na selecção. E até o Bernardo marcou. E que golo fantástico! 
 
Apenas Diogo Jota, mesmo assim bem melhor que nos últimos jogos, não esteve ao seu melhor nível. Se tivesse estado teria acrescentado mais um ou dois golos ao que marcou. E, dos que entraram pelas substituições, apenas o miúdo Nuno Mendes não entrou bem. Não será certamente pelo que jogou hoje, e no último jogo com o Qatar, que os responsáveis PSG cumprirão o "acordo de cavalheiros" da cláusula de compra. É que, com a pandemia, já nem há apertos de mão! 

Charlatanices

Euro2020. Fernando Santos divulga convocados na quinta-feira

Levou cigarros para um mês. Depois do enxovalho dos alemães, em Munique, apressou-se a dizer que iríamos ganhar na final com a Alemanha. Disse e redisse que era muito difícil a qualquer selecção ganhar a Portugal; em quatro jogos disputados, perdeu dois - metade, nem mais, nem menos. Que era muito difícil marcar golos à selecção portuguesa; em quatro jogos sofreu 7 - quase dois de média por jogo. Só um adversário, apenas a Hungria, não conseguiu marcar; 75% dos adversários marcaram golos. 

 “Agora é olhar para a frente e ganhar o Mundial” - proclamou ontem Fernando Santos na conferência de imprensa, depois da vitória moral que inventou.

É demasiada charlatanice. Fernando Santos, um homem antes respeitado, está transformado num charlatão. E ninguém está a dar por isso!

Euro 2020 - O adeus português, no jogo de xadrez

 

Acabou-se o Euro 2020 para a selecção de Portugal!
 
Em Sevilha, onde era para nos deslocarmos em massa, a despedida portuguesa fez-se de dois jogos O primeiro, nos primeiros 45 minutos, foi de xadrez, tão ao gosto de Fernando Santos. O jogo de xadrez foi muito pouco interessante, aquilo foi pouco mais que trocar peões por peões, sem atar nem desatar. Até que quando aquilo já estava a ser demasiado maçador, a ver-se que não se saía dali, em cima do final veio o cheque-mate da Bélgica.
 
Terminado o jogo de xadrez teria que se passar ao jogo da bola. Perdido o jogo de xadrez, tinha de se ganhar o jogo da bola. Não seria fácil, até porque dizem os donos do jogo que a selecção belga é a melhor, a número um. 
 
Foi mais interessante o joga da bola que o de xadrez. Mas não foi bem jogado. A selecção nacional está muito virada para o xadrez, e tem alguma dificuldade em jogar à bola, mesmo tendo muita a gente a saber fazê-lo bem. Mas é assim, e já há muito que sabemos que é assim.
 
Claro que se poderá dizer que não merecíamos ter perdido o jogo de xadrez, e que merecíamos  ter ganho o da bola. Naquilo que são as estatísticas demos uma cabazada à Bélgica. Em remates, em remates enquadrados, em cantos… Até em posse de bola. A Bélgica fez apenas um remate à baliza - por acaso, ou talvez não, quando a selecção portuguesa jogava xadrez -, e Portugal até teve um remate ao poste. O que, como se sabe, é muito bom para a catarse nacional - foi azar. Ou, na melhor das hipóteses, foi uma questão de eficácia.
 
Talvez não tenha sido assim. Talvez tenha sido o castigo merecido para quem prefere o jogo de xadrez ao da bola. Quem aposta tudo no xadrez depois não consegue jogar à bola. Os jogadores desgastam-se a jogar xadrez, e quando querem jogar à bola já não conseguem.
 
Não. Portugal não jogou bem. Dos 24 remates (Fernando Santos já diz que foram 29) apenas três são dignos desse nome. E jogadas bem construídas, realmente passíveis de acabar em golo … não me lembro. Mas deve ser da minha memória.
 
Nem vale a pena falar das opções de Fernando Santos. Nem perguntar se João Cancelo não poderia até estar já hoje em condições de jogar, sem termos de levar com o Dalot. Vale a pena é perguntar por quanto mais tempo se vai continuar a desperdiçar o talento da actual geração de jogadores portugueses.
 
"Isto é futebol", diz Fernando Santos. Não é, não!

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