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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Serviço público de televisão

Por Eduardo Louro

 

Ouvi por aí que o Direito de Antena do PS, passado na RTP no dia das mentiras - para o efeito aproveitado com toda a oportunidade - foi visto por mais de um milhão de portugueses, número deveras surpreendente para um simples espaço de propaganda partidária.

Um grande share, digno de um grande programa. Que na verdade é!

Ali há apenas uma única manipulação - a que coloca a promessa lado a lado com a realidade. A partir daí é a verdade que fala, nua e crua. A verdade da mentira desavergonhada em que vivemos!

O PS fez serviço público de televisão. Que a RTP foi obrigada a transmitir...

 

DE CALÇAS NA MÃO

Por Eduardo Louro

                                                        

O presidente do Conselho de Administração da RTP, Guilherme Costa, foi apanhado de calças na mão no notável caso da contratação de Paulo Futre.

A Direcção de Programas decidiu contratar o antigo futebolista que virou entertainer naquela inenarrável conferência de imprensa da campanha de Dias Ferreira para a presidência do Sporting. Diz-se que era para comentar o europeu de futebol na estação pública, e ofereceram-lhe, para isso, 30 mil euros por mês. Consta que qualquer coisa como o sêxtuplo do que a TVI lhe pagara para o programa que agora terminou com uma rábula de fuga (a captura do ex-craque para ir cumprir o que lhe restaria do serviço militar) bem ao nível da sua qualidade e da dos protagonistas!

Não importa agora – embora, evidentemente, importe e muito a noção de serviço público e de gestão dos dinheiros públicos desta gente que manda na RTP – se a contratação faz algum sentido. E não faz, obviamente. Desde logo porque o Paulo Futre não é comentador do que quer que seja, nem de futebol. Importa que o ministro Miguel Relvas - que não tira o olho da RTP - soube da marosca e mandou parar o baile. Com estrondo, em voz alta e grossa!

Guilherme Costa começou por dizer ao ministro e à comunicação social que não sabia de nada. De calças na mão!

Depois, passou a dizer que afinal sabia dessa intenção, mas que só por cima do seu cadáver. Que ele nunca assinaria uma coisa daquelas. E de novo de calças na mão!

Finalmente, ao que se diz, a Direcção de Programas vai levar mesmo a sua avante. Vai mesmo contratar Paulo Futre, se bem que por muito menos dinheiro. Quanto muito menos é que se não sabe!

O presidente do Conselho de Administração da televisão pública é que já não está de calças na mão. Já as deixou cair por completo!

 

SERVIÇO PÚBLICO DE RÁDIO E TELEVISÃO

Por Eduardo Louro 

 

Quando se nomeia um grupo de estudo sobre qualquer coisa é condição sine qua non que as pessoas escolhidas detenham conhecimentos profundos da coisa. Que sejam especialistas! Se não, não vale a pena!

Claro que ser especialista numa coisa – na circunstância em serviço público de rádio televisão – não implica abstenção ideológica. E as convicções ideológicas de cada um influenciam, naturalmente, a sua visão das coisas. Na razão inversa da sua especificidade técnica, é certo, mas nunca lhe ficando indiferente. Daí que a constituição de um grupo de trabalho deva incluir especialistas e, tanto quanto possível, de suficiente amplitude ideológica.

Ora, o que se passou com o Grupo de Estudo do Serviço Público de Rádio e Televisão, foi bem diferente. Apenas dois especialistas na matéria: um demitiu-se e o outro, reconhecendo-se-lhe competências, está mais virado para o conflito e para o ajuste de contas. Num grupo presidido por um Professor de Gestão mais conhecido pelo seu referencial ideológico que propriamente por outras razões, não admira que o Relatório final seja uma coisa pouco menos que ridícula.

Ninguém, seja qual for a sua posição perante a rádio e a televisão pública, reconheceu qualquer mérito àquele Relatório. Nenhuma ideia estruturante, apenas ideias preconceituosas. E disparates, muitos disparates!

Sou, como tenho por diversas vezes manifestado, favorável à privatização da RTP. E entendo que o serviço público – um serviço público a sério - deveria ser objecto de contratualização com os diferentes operadores como contrapartida da atribuição das respectivas licenças. Não sou um especialista e tenho esta posição apenas por razões pragmáticas, à cabeça das quais está logo a utilização da RTP como o covil de favores políticos, onde cabe sempre mais um.

Talvez por isso me sinta confortável na denúncia do embuste que é este Serviço Público de João Duque. Serviço Público e João Duque são, de resto, de convivência difícil!

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