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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Futebol da treta

Dyego Sousa:

 

Foi a hecatombe. Todas as quatro equipas portuguesas foram varridas da Liga Europa logo à primeira, numa brutal demonstração das fraquezas deste pobrezinho futebol português. E ainda ouvíamos por aí uns iluminados a dizer que a Liga Europa era a competição europeia à medida dos clubes portugueses...

Mas pronto. Aí estão agora todos contentes, limitados à competiçãozinha interna que faz de conta que é competitiva.

Com três equipas a jogar em casa, todas com derrotas tangenciais e com golos marcados fora na primeira mão, apenas o  Benfica não perdeu. Mas não ganhou nada com isso, com um empate a 3 golos, e foi afastado pelo Shaktar Donetz.

Na primeira parte o Benfica conseguiu superiorizar-se claramente ao adversário ucraniano. Fez o primeiro golo - cheio de classe, por Pizzi - bem cedo e ficou logo à frente da eliminatória. Mas por pouco tempo. Logo a seguir, com mais um auto-golo, mais uma vez de Rúben Dias, o Benfica deitou fora a vantagem. Voltou a marcar, na redenção de Rúben Dias, que marcou na sequência de um canto, e saiu para o intervalo com a eliminatória empatada. E sem tirar qualquer vantagem da superioridade que de facto exibiu, e que lhe deveria ter permitido resolver logo ali tudo o que havia para decidir. 

Entrou bem na segunda parte, fez logo o terceiro, numa falha da defesa adversária. E voltou a ter a chave do sucesso na mão. Só que essa vantagem não durou mais de dois minutos. Num canto, e no primeiro remate, o Shaktar fez o segundo golo. Um remate, dois golos. 

É azar? É! E é mais da quando, ao segundo remate, faz o terceiro e o empate final. Um remate feliz, ainda por cima na sequência de um corte em que a bola poderia ter sobrado para qualquer sítio menos para aquele.

Mas a verdade é que na segunda parte o Shaktar fez do jogo o que quis. Sempre com um futebol  superior, estruturado, onde tudo saía com naturalidade, sem esforço. Controlou o ritmo do jogo como bem entendeu, explorou todos os espaços que Benfica concedeu, entrou como e por onde quis, numa banhada monumental de Luís Castro a Bruno Lage. Chegou até a parecer uma equipa do topo do futebol europeu. Que não é, nós é que estamos engolidos pela mediocridade, a anos luz da simples mediania.

O resto são tretas deste futebol da treta!

Mais do mesmo

 

Nova derrota, mais dois golos sofridos... em mais dois erros defensivos grosseiros. Que só não foram três, em três erros difíceis de aceitar, porque o VAR estava lá e anulou, por fora de jogo, um terceiro. Que até seria o primeiro, ainda na primeira parte.

Nada de novo, portanto, nesta noite fria na Ucrânia. Os mesmos erros, mesmo que de maneira diferente. As mesmas dificuldades colectivas, a mesma falta de intensidade, e a mesma má forma na maioria dos jogadores. As mesmas opções. E quando não é possível manter as mesmas, nada de novo vem das novas. Como se viu com Florentino, a quem também não seria possível exigir muito mais!

A equipa reage, é certo. Mas nunca age, nunca é pro-activa. Reagiu ao primeiro  golo sofrido, e chegou ao empate, numa bela iniciativa de Tomás Tavares. Estranhamente o árbitro foi ver as imagens e assinalou penalti, bem convertido por Pizzi, anulando o merecido golo do miúdo (na imagem).

Percebeu-se depois que já estaria fora de jogo quando tocou a bola para a baliza, e que antes tinha havido falta para penalti sobre Cervi, com quem executara a tabela final.

A equipa pareceu satisfeita com o empate, e pouco depois foi a vez de Rúben Dias ter mais uma paragem. Duas, foram duas no mesmo lance que deu o golo da vitória ao Shaktar, de Luís Castro. Que naturalmente conhecia perfeitamente o Benfica. Mais a mais este Benfica doente.

Voltou a reagir, mas já não deu para evitar a terceira derrota em quatro jogos. E muito menos para, quatro jogos depois, voltar a fazer aquilo que há poucas semanas só sabia fazer. Ganhar!

A eliminatória permanece aberta, mas se a mentalidade se mantiver não será fácil vencê-la, na próxima semana na Luz. Hoje viram-se alguns sinais de  melhoria, em Ferro, mas especialmente em Grimaldo e Chiquinho. Mas muito pouco para animar as hostes...

 

 

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