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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Questões de memória

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A quatro escassos dias das eleições do próximo domingo, e sem se saber bem se pela própria dinâmica da campanha, ou se pelo efeito da acusação do Ministério Público no processo Tancos -  muito provavelmente pelo efeito combinado de ambas - os dados revelados pelas sondagens apontam para respostas claras às principais questões que se levantavam para estas legislativas.

A primeira dessas respostas é a definitiva impossibilidade de uma maioria absoluta. A segunda é que o PSD mantém o seu espaço de afirmação eleitoral, e que o anúncio da morte política de Rui Rio era claramente exagerado. E a terceira, muito em consequência da segunda, é certo, é a negação da hecatombe da direita que, mesmo sem qualquer hipótese de ser maioritária, está longe da humilhação que se chegou a anunciar. Provavelmente nem baixará da votação há quatro anos, e só não conseguirá manter os mesmos resultados porque os votos estarão agora distribuídos por mais três forças políticas. 

Neste quadro podem começar-se a traçar os cenários para o dia a seguir ao das eleições. E pode começar por dizer-se que todos aqueles em que António Costa apostou as fichas são impossíveis ou improváveis: a maioria absoluta, é impossível; e uma simpática maioria com o apoio do PAN é muito improvável. A terceira da linha de prioridades de Costa, não era aposta, era pura ilusão. Admitir a possibilidade de uma maioria com o PCP é um erro que não abona a sagacidade política de António Costa. Nunca o PCP entrará sozinho em qualquer cenário de governação, deixando o Bloco de fora, a capitalizar o descontentamento e a ocupar-lhe - ainda mais - o seu espaço. Custa a perceber como poderia António Costa não ter isto por claro!

António Costa deveria ainda ter percebido que a geringonça não é facilmente replicável, e por isso deveria ter sido mais prudente nas apostas. Preferiu arriscar e foi traído pela soberba. Pela soberba da maioria absoluta, e pela soberba de menosprezar Rio e o PSD, elegendo o Bloco como adversário principal para esta disputa eleitoral.

As expectativas que agora se levantam vão prender-se com questões de memória. Pode ser que ainda no próximo domingo comecemos a ver quem tem memória curta. Ou - quem sabe? - capacidade de perdoar!

  

 

 

Manipulações

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Há quem diga por aí que as sondagens merecem tanto crédito quanto os "twittes" que a TVI utilizou para avaliar as entrevistas de António Costa e da Catarina Martins, os #CostaBem #CostaMal e #CatarinaBem #CatarinaMal.

Pode até ser que sim, mas o que querem é que pareça que sim. Pretender comparar resultados obtidos através de técnicas e métodos científicos - há sempre que se atreva a manipular alguma coisa, mas nunca todos manipulam tudo - com resultados expressos através das redes sociais, muitos deles obtidos através de perfis criados exclusivamente para o efeito, e falsos, é da mais grosseira e despudorada manipulação que já se vai vendo por aí. 

 

 

Revisitando a Rã de La Fontaine

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A sondagem da Multidados para a TVI, ontem divulgada e por isso a mais recente actualmente disponível, contraria a possibilidade de maioria absoluta do PS, que vinha ganhando forma nas últimas semanas, confirma a tendência de subida do BE e, e esta a grande novidade, aponta o PAN como quarta força política nacional, deixando para trás CDU e CDS.

É relevante o afastamento definitivo da possibilidade de maioria absoluta do PS nas legislativas de Outubro, a que os mais recentes acontecimentos, e as mais recentes trapalhadas, provavelmente darão normalidade. É também relevante o crescimento do PAN mas, numa espécie de espiral populista urbana, pouco surpreendente. Ainda por cima, a forte concentração do voto nas duas grande metrópoles do país potencia sempre grandes resultados na hora de eleger deputados. Relevante e surpreendente é o afundamento do CDS!

Os resultados das sucessivas sondagens confirmam que a história de Assunção Cristas candidata a primeira-ministra não passa de um episódio da Rã de La Fontaine. "Presunção e água benta, cada um toma a que quer" - diz o ditado. E sabe-se como Cristas não é muito comedida em presunção, e aprecia água benta...

Mas nada disto seria tão relevante se não se começasse a perceber em Assunção Cristas uma espécie de fuga para a frente, direitinha à sinalização mais marcante da extrema-direita. Se não se  começasse a perceber a introdução de alguns ódios e fobias no seu discurso. E isso nota-se nas posições assumidas sobre o acesso à universidade. Ou à saúde...

Está tudo a correr tão bem, não estava?

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(Foto retirada do Observador)

 

Pode ser que me engane, mas desconfio que esta "Operação Teia", que tem o centro no Norte, e lá dentro mais uma história de terror feita de corrupção, de manipulação, de tráfico de influências e de caciquismo, ainda vai trazer dores de cabeça a António Costa.

Normalmente é assim. Ou tem sido sempre assim: quando tudo parece estar a correr-lhe tão bem, surge sempre um contratempo qualquer, frequentemente uma desgraça não anunciada. Hoje uma sondagem dá-lhe 40%, e 22 ao PSD... 

As eleições europeias foram o que foram e, agora, três dias dias depois, uma diferença de 18 pontos... Está tudo a correr tão bem, não estava?

 

 

Notícias do fim de semana

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Do fim de semana sobram as notícias da reeleição de Putin, e a demissão de Feliciano Barreiras Duarte, mais conhecido por "Nanito". O que é têm em comum?

Muita coisa. Estavam garantidas, não constituem surpresa nenhuma. Estão ambas recheadas de histórias aterrorisadoras. E mostram como tudo isto está perigoso e mal frequentado. 

Inesperada é a notícia da sondagem que dá a Assunção Cristas o quinto lugar, com uns expressivos 6,6% de intenções de voto. Logo a seguir ao congresso do CDS, mantido no topo da actualidade por toda a semana, quando já toda a gente acreditava que tínhamos mulher, uma sondagem com estes resultados ... Nem devia valer!

Normalidade e previsibilidade

 

 

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Os resultados de ontem em França, na primeira volta das determinantes presidenciais francesas, representam com que um regresso à normalidade, mesmo que eles representem uma enorme e profunda brecha na normalidade.

Parece um pardoxo, mas se calhar não é. Se substituirmos normalidade por previsibilidade, teremos a resposta. 

Os resultados de ontem confirmam a rotura do sistema partidário francês, tal qual o entendíamos nos últimos 50 anos, e mostram uma outra França, definitivamente afastada de França de Giscard d`Éstaing, de Miterrand e de Chirac. E mais ainda dos seus fracos e fracassados sucedâneos dos últimos anos. A normalidade está no facto deste corte com a nomalidade estar completamente assimilado, previsto nas sondagens dos últimos meses, e por isso dado por adquirido. E o regresso à normalidade é o regresso das sondagens ao seu papel, coisa que já se começava a dar por perdida. E só apreciamos a previsibilidade, e deixamos de a considerar uma chatice, quando sentimos o desconforto de a ver fugir... e de a perder!

 

Nasceu um novo cluster exportador!

Por Eduardo Louro

 

Em nenhum outro país o governo da austeridade ganhou as eleições. Portugal é diferente...Tão diferente que, onde quase tudo funciona mal, as empresas de sondagens funcionam bem. Em nenhum outro país tem sido assim!

Mais um contributo para o sucesso das exportações portuguesas, que têm segurado as pontas da nossa economia. Um novo cluster exportador: sondagens políticas. Só há que cuidar um pouco das emissões tóxicas, que isso agora anda debaixo de olho...

Danados para a brincadeira

Por Eduardo Louro

 

Esta noite decidi dedicar-me ao zaping, e passei boa parte dela a vaguear de antena para antena, para ouvir o que os especialistas do comentário político tinham para dizer sobre as sondagens. As do empate técnico e as que põem a coligação às portas da maioria absoluta. 

E ouvi coisas tão ou mais desconcertantes que as próprias sondagens. Também poderia dizer disparatadas, mas fico-me pelo desconcertante. Ouvi, por exemplo, na TVI 24, um senhor que foi director do maior e mais influente semanário nacional, e que passava de uma estação para outra quase tão depressa como eu com o comando do meu televisor, dizer que os portugueses constituem hoje um eleitorado de grande literacia, para quem a política e a economia não têm segredos. Capazes de distinguir propostas alternativas e distintas, e até de avaliar comportamentos e expectativas, sem nada deixar passar. Gente que já ninguém consegue enganar...

Estava eu a assimilar o que acabava de ouvir, e a tentar advinhar de que planeta teria acabado de cair, já a personagem dizia que os eleitores não percebem, nem querem saber da política para nada. Não entendem o discurso político, nem o discurso dos políticos, querem é saber do que irá ser da sua vida. Que agora estão preocupados com os manuais escolares, coisa com a que o discurso político não liga patavina...

Claro que personagem com tão amplo conhecimento do eleitorado português tem que ter nome. Chama-se Henrique Monteiro. Mas como às vezes também passa por Comendador - não confundir com comentador - e como minutos antes o tinha visto na SIC Notícias, aquele era mesmo o Comendador Marques de Correia. Danado para a brincadeira, como sempre!

 

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