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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

A festa da Taça

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A Taça. O David, que voltou a vencer Golias. A comunicação social, que levou pancada do José Mota. Os adeptos, que vão além das claques. Que abandonam em massa, quando, para eles, o objectivo único de ganhar deixou de ser possível. Ou que ficam, porque é preciso continuar a agredir e a insultar. Já não sabem fazer de outra maneira... Porque os jogadores têm que ser máquinas ... de ganhar. Apenas de ganhar. E a comunicação social é para abater. É o inimigo ao serviço de todos os inimigos. E repórteres, fotógrafos e operadores são a carne e o osso do inimigo.

Foi a festa da Taça... Dizem!

Parabéns para a Vila das Aves!

Deixar de fingir... Ou não!

 

Resultado de imagem para marcelo, ferro rodrigues e antónio costa

 

O acto terrorista - bem sei que os puristas do Direito não gostam desta adjectivação - de Alcochete obrigou as principais figuras do Estado a deixar de fingir que não percepcionavam a violência instalada no futebol. Presidente da República, sentindo-se vexado, Presidente da Assembleia da República, com tão necessária veemência quanto tão desnecessária polémica e Primeiro-Ministro, anunciando mais um órgão na convicção que, assim, "protege o futebol de quem o quer o destruir", cumpriram os mínimos. Veremos se no domingo à tarde voltam a fingir tão completamente...

Agora falta o resto. Porque, do lado do futebol, se a nada for obrigado, nada fará. Percebe-se isso nas diferentes reacções dos principais clubes, e percebe-se isso no silêncio ensurdecedor do Presidente da Federação Portuguesa de Futebol!

Haja coragem!

 

O que hoje se passou na Academia do Sporting, em Alcochete, pode querer dizer que a loucura em que se transformou o futebol em Portugal bateu no fundo. 

Espero que sim. E que sirva, desde logo e em primeira instância, para que o Sporting resolva os seus problemas, a começar por se livrar do clima insustentável que o seu presidente instalou. E inevitavelmente do próprio presidente. Depois, para que o poder político enfrente de vez as coisas do futebol, sancionando severamente todos os comportamentos socialmente inaceitáveis: impedindo o acesso aos estádios a todos os adeptos que façam da violência um modo de estar; não fechando os olhos nem os ouvidos às declarações de incitamento à violência dos dirigentes; deixando de ignorar a promiscuidade entre a política e o futebol e, finalmente, passando a actuar, através da regulação, sobre as televisões no que respeita à pouca vergonha dos programas de suposto debate do futebol, que transmitem a toda a hora, pondo em causa, se necessário for, as licenças que lhes estão atribuídas.

Se o que hoje se passou em Alcochete servir para isto, em vez do dia mais negro da história do Sporting, este poderá ser um dos dias mais importantes da história do futebol português. O desafio é grande. Haja coragem! 

 

 

O negócio dos bancos também é palavras

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Foi notícia na semana passada que o Novo Banco e o Millennium BCP perdoaram ao Sporting 94.5 milhões de euros de dívida, o que deixou os portugueses - admito que à excepção de grande parte dos sportinguistas, todos os que põem a clubite acima de tudo - de cabelos em pé. É que, se o Millennium BCP é um banco privado, e que já pagou o que pediu ao Estado na hora das maiores aflições, do BES e do Novo Banco é o que se sabe... A conta já vai em 10 mil milhões de euros, e ainda este ano, mesmo depois de vendido, leva mais 800 milhões do orçamento do estado!

Foi também notícia que, interpelados pela comunicação social, nenhum dos dois bancos se dignou a tocar no assunto. Isto é, dois bancos deitaram fora quase 100 milhões de euros e acharam que não deviam explicações a ninguém. 

Já esta semana - anteontem - na apresentação dos resultados trimestrais do MBCP, Nuno Amado, o CEO cessante, questionado directamente, limitou-se a responder que só teve por objectivo defender os interesses do banco, que não tem vocação para participar no capital dos seus clientes. E que, devolver por 30 cêntimos ao Sporting cada VMOC por que tinha pago 1 euro, ter pago 135 milhões de euros e receber de volta (sabe-se lá quando) 40,5,  era um racional acto de gestão. Que é melhor perder mais de 70% da dívida (sim, ainda há os juros), mas receber alguma coisa, que não receber nada por um activo no Balanço.

À boa maneira do nosso jornalismo, a resposta serviu e não se falou mais nisso. Ninguém se lembrou de perguntar por que razão, então, o Banco subscrevera as VMOC´s.

É que, como o próprio acrónimo indica, trata-se de Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis. Isto é, trata-se de uma categoria de obrigações que, no vencimento, é obrigatoriamente convertível em capital. Mas o negócio do BCP - e o do Novo Banco, onde certamente António Ramalho fará sua a resposta de Nuno Amado, porque nestas coisas os banqueiros são todos muito iguais - não é entrar no capital do que quer que seja...

O negócio dos bancos também é palavras. E algumas são proibidas: default é delas! 

 

 

E pronto. Já está!

 

Foi o melhor Benfica dos últimos largos anos, em Alvalade. Uma equipa personalizada, ambiciosa, afirmativa, e capaz de se impôr claramente ao adversário, coisa que, como se sabe, nem sempre aconteceu ao longo desta época.

Rui Vitória fez o percurso que muitas vezes fazem os treinadores, de besta a bestial, em poucos dias. Ninguém dava nada por aquela equipa que decidiu apresentar hoje, sem Jonas e sem André Almeida. E com Douglas e Samaris...

E no entanto, o Benfica arrasou. Com Rafa em grande, espectacular mesmo, com Pizzi de regresso, e com o Jimenez dos grandes jogos, a sair do banco. Com uma primeira parte de grande nível, da qual deveria ter saído com uma vantagem de dois ou três golos. Logo no início, e descontados aqueles minutos de pirotenia que interromperam o jogo, a bola rematada por Rafa bateu no poste e não quis entrar. Voltaria a fazer o mesmo, meia hora mais tarde, quando depois de uma enorme defesa de Rui Patrício voltou a ir ao poste e a sair. 

O Sporting, na sua máxima força, engasgara porque Bruno Fernandes, o municiador do jogo da equipa, o cérebro e a sala de máquinas do futebol da equipa de Jorge Jesus, foi secado pela dinâmica do meio campo que o Benfica apresentou.

A segunda parte foi diferente, e o jogo conheceu então fases de equilíbrio. Seria difícil ao Benfica manter o mesmo ritmo endiabrado, e  o Sporting já tinha a possibilidade de reagir e reajustar posições. Mesmo assim foram do Benfica as oportunidades de golo, aquelas em que, sem o adversário já poder intervir, a bola acaba por não entrar. Do outro lado, as oportunidades que o Sporting conseguia criar eram sucessivamente anuladas pela defesa benfiquista, onde Jardel esteve insuperável. E Rúben Dias igual a si próprio, o que quer dizer bem, mas com aquela falta de cuidado na abordagem aos lances que tudo pode deitar a perder, e que o começarão a deixar marcado pelos árbitros.

Com as oportunidades desperdiçadas pelo Benfica, o Sporting acreditou que podia segurar o nulo, e passou a jogar para o zero a zero, recorrendo a tudo para destruir o jogo de ataque do adversário, incluindo à violência, como sucedeu especialmente com Bruno Fernandes. Mas também com Acuña e Piccini, sempre com Carlos Xistra a ver qualquer coisa, para que o VAR não pudesse ver nada.

No fim ficou um grande jogo, com o resultado, mais uma vez, a penalizar o Benfica, a deixar ingloriamente 4 pontos nos dois dérbis. A entregar o título o Porto e, à conta de um regulamento anacrónico que adopta, para uma competição de 34 jogos, o mesmo critério de desempate de uma eliminatória de dois jogos entre duas equipas, a relegar os ainda campeões nacionais para o terceiro lugar. Fora da possibilidade de discutir o acesso à Champions...

Há três semanas atrás faláva-se de penta, e ninguém admitia sequer tal hipótese. Hoje ainda se diz que não, que ainda falta um jogo. Mas o que é que há-de dizer quem há duas dizia que "ainda não acabou"?

Não foi hoje, nem em Alvalade, que o Benfica perdeu o campeonato. Nem sequer o segundo lugar. Foi na Luz. Há três semanas, perdeu o campeonato, quando na segunda parte fez como hoje fez o Sporting mas, ao minuto 90, deixou que Herrera fizesse aquele golo. E ao minuto 92 Artur Soares Dias fez o que sempre faz. E, na semana passada, perdeu o segundo lugar quando permitiu que o impossível acontecesse com o Tondela!

 

 

 

 

Ler os outros: "Não tens nada que agradecer, Sporting"

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A ler o João Mendes, no Aventar:

"Nunca falta dinheiro para salvar bancos. Nunca. Pode faltar na Saúde, na Educação, na Acção Social ou na Cultura, mas para salvar bancos, o que muitas vezes significa assumir calotes de devedores multimilionários que, pela posição que ocupam, poucos ousam incomodar, nunca falta um cêntimo.

De igual forma, nunca falta nos bancos dinheiro para salvar clubes de futebol. Pode faltar para as famílias, pode faltar para as empresas de outros sectores de actividade, mas para salvar clubes de futebol, o que muitas vezes significa assumir os custos de operações que, por mero acaso do destino, encheram os bolsos de meia-dúzia de agentes e dirigentes desportivos, também não falta um cêntimo que seja.

Desta vez foi o Sporting. Podia ter sido o Porto ou o Benfica, pois também eles receberam as suas borlas no passado. Uns mais que outros, é verdade, mas nenhum com grande motivo para reclamar. Mas desta vez foi o Sporting. O BCP e o Novo Banco, falido e mantido a respirar com o dinheiro dos contribuintes portugueses, perdoaram quase 95 milhões de euros de dívida que o Sporting tinha para com estas duas instituições bancárias. Reestruturaram-lhe a dívida, prática considerada profana num passado não muito distante.

Os dois bancos, tal como o Banco de Portugal, recusaram responder às perguntas dos jornalistas da SIC. Compreende-se: não é fácil de explicar. Principalmente quando um dos mecenas é um banco intervencionado pelo Estado, supostamente a parte boa que sobrou de um atentado terrorista contra os portugueses e contra as finanças públicas do país, onde só este ano iremos enterrar qualquer coisa como 800 milhões de euros. Num país onde existem crianças a fazer quimioterapia nos corredores do Joãozinho. Não tens nada que agradecer, Sporting".

Grande derbi. Grande Benfica!

Jonas empatou dérbi electrizante na Luz, em cima dos 90

 

Foi um grande jogo, o derbi de hoje. Com um grande Benfica, e com um Sporting com muita sorte e ... muito VAR!

Só isso, a sorte e a verdade desportiva do VAR, evitaram que o Benfica ganhasse um jogo que quis ganhar, e em que fez tudo para ganhar. 

Mesmo sem que se possa dizer que tenha entrado muito bem, o primeiro quarto de hora do jogo foi do Benfica. Estávamos nisto quando o Sporting fez o golo, na primeira vez que chegou à baliza do Benfica, num ressalto que sobrou para a cabeça do Gelson, numa jogada iniciada em fora de jogo. Que... lá está - a verdade desportiva é inquivocamente verde!

A partir daí, e faltava pouco menos de meia hora para o intervalo, e toda a segunda parte, o Benfica não fez mais nada que procurar o golo, imprimindo à partida, especialmente na segunda parte, um ritmo fortíssimo e uma intensidade pouco vista por cá.

Criou nove oportunidades de golo, teve mais do triplo dos ataques e dos remates do Sporting e teve muito mais bola. Mas a bola não entrava. Batia na barra e batia nas pernas e nas mãos dos jogadores do Sporting, sempre metidos dentro da sua área. 

À medida que o tempo se ia esgotando, Rui Vitória arrisacava cada vez mais. Tirou Pizzi, para entrar Raúl. Logo depois, retirou Fejsa, para entrar Rafa, e a seguir tirou mesmo o central Rúben Dias, para entrar o miúdo João Carvalho. E foram todos protagonistas!

Rafa mexeu com o jogo, e esteve finalmente à altura da sua qualidade. Raúl nem tanto, não esteve bem no remate. Mas podia ter marcado o golo da vitória, numa espectacular bicicleta que saiu a razar a trave, sem defesa. Tal como o João Carvalho, num espectacular chapéu, de fora da área.

O empate acabou por chegar já ao minuto 88. Num penalti. Finalmente, depois de tantos outros. Que Jonas transformou, com classe, marcando pela primeira vez no dérbi. Ainda sobrou tempo para mais duas claras oportunidades de golo, uma delas na tal bicicleta do Raúl.

No fim fica um empate altamente penalizador. Mas fica também aquela mensagem de crença no 37 que saiu das esgotadas bancadas da Luz. Os adeptos são assim... E fica o VAR, sempre bem pintado de verde!

Vamos falar de penaltis?

 

 

Vamos então começar por falar de penaltis. Não que seja uma conversa que aprecie especialmente, mas porque, na conversa que não despega para destabilizar o Benfica e influenciar ambientes e decisores, foi o tema desta semana, com muita conversa falada e escrita, com relógios e contas aos dias, minutos e segundos que tinham passado sobre o último penalti assinalado contra o Benfica.

Por isso, ou por outra razão qualquer, o Ederson, que se esquecera da prudência no balneário, encarregou-se de acabar com a conversa, cometendo o penalti mais patético da sua vida. Que Artur Soares Dias viu e assinalou. E Adrien converteu, permitindo ao Sporting entrar a ganhar.   

Talvez por causa do relógio, daquele relógio, o árbitro viu esse logo no início do jogo, mas não viu – e não é a primeira vez que, em Alvalade, não vê penaltis a favor do Benfica, é já tão clássico como o próprio derbi – três, claríssimos, a favor do Benfica: primeiro sobre o Grimaldo, logo a seguir sobre o Lindelof e, uns minutos depois, sobre o Rafa.

Para acabar com a conversa dos penaltis queria dizer que achei bem que o Rui Vitória não se tivesse escudado na arbitragem do melhor árbitro português – não há dúvida que o Benfica nunca tem sorte com “os melhores árbitros portugueses” – e mesmo sem que haja memória de uma arbitragem que nega três penaltis tão óbvios numa só partida, não o referiu no final do jogo. O diabo é que a comunicação do Sporting, e o treinador Jorge Jesus, aproveitaram isso para concluir que, se ninguém falou nos penaltis, é porque não existiram.

Ponto final. No “fair play”, e nos penaltis. Também!

O Sporting aproveitou o élan do golo na abertura do jogo para agarrar o jogo. E agarrou, mas por pouco tempo. Passados que foram os primeiros dez minutos, o Benfica passou a mandar no jogo. Não criou muitas oportunidades de golo – é certo, tão certo quanto certo é que muitas foram evitadas com faltas, entre as quais aquelas três dentro da área de que não volto a falar – mas dominou todas as vertentes do jogo. Apenas nas faltas cometidas – e assinaladas – o Sporting se superiorizou.

Mesmo notando-se – e bem – a falta de Jonas, mais uma vez de fora, sem recuperar, o Benfica jogou mais, e melhor, com as arrancadas de Nelson Semedo e Grimaldo, sempre sob a batuta de Pizzi. O Sporting defendia-se como podia, especialmente com Wlliam, Bruno César e Alain Ruiz a usarem e abusarem de sucessivas faltas.

A qualidade do jogo do Benfica, e o seu domínio na partida, não deixava no entanto os benfiquistas tranquilos para a segunda parte. Porque há muito que o Benfica não consegue manter o seu melhor nível durante os 90 minutos, e porque atravessa uma fase em que entra sempre mal na segunda parte. Há muitos jogos que é assim. E porque, finalmente, nunca neste campeonato o Benfica conseguiu virar o resultado: sempre que esteve a perder, o melhor que conseguiu foi empatar.

Os primeiros minutos da segunda parte começaram logo por confirmar uma das maldições. O Benfica entrou mal, e o Sporting poderia ter marcado. Cumprida essa “formalidade” – são sempre três a cinco minutos, alguns deles com maus resultados, como aconteceu com o Porto, na Luz – o Benfica voltou a pegar no jogo.

O Rui Patrício foi adiando o golo do empate até minuto 66. Aí, já depois de, nas mesmas circunstâncias, Grimaldo ter obrigado o guarda-redes do Sporting a uma grande defesa, na superior cobrança de um livre directo, o insuspeito Lindelof fez o “golão” do empate.

Os últimos jogos já nos tinham trazido duas boas notícias: o regresso dos golos de bola parada e, finalmente com a cabeça arrumada e limpa das confusões das transferências, o “regresso” de Lindelof à sua condição de jogador de top. O minuto 66 foi de confirmação dessas duas grandes notícias. Uma confirmação ao estilo dois em um!

Atingido o empate, o Benfica acentuou a pressão sobre a grande área do rival, que passou por momentos difíceis. Depois, aconteceu o que sempre acontece quando nada resulta dessa atitude mais ambiciosa, mas também de maior risco. É a velha máxima do futebol:”quando não dá para ganhar, pelo menos não percas”.

E Rui Vitória optou por segurar o empate. Que, provavelmente, deixa tudo como estava há duas semanas. Mas com dois jogos a menos por disputar.

Já só faltam quatro jogos. Já só faltam quatro vitórias!

 

 

 

Um grande derbi. O resto, é o costume...

 

O derbi eterno não foi nada do que se perspectivava: nenhuma das equipas se mostrou afectada pelo passado recente. Nem o Benfica deu qualquer sinal de desestabilização pelas duas derrotas consecutivas, e em especial pela derrota e pela exibição no último jogo, com o Nápoles, nem o Sporting se mostrou afectado pela derrota na Polónia e pela eliminação das competições europeias. Nem deixou perceber qualquer desgaste físico, nem se percebeu que houvesse ninguém engripado. Talvez por isso se não perspectivasse um jogo de tão alto nível.

A primeira parte foi mesmo do que melhor se tem visto num jogo de futebol. E nesse período o Benfica foi melhor. Saiu para o intervalo por cima no marcador - com um golo que nasce em Gonçalo Guedes (mesmo que carregado por um adversário que o deixou no chão, a torcer-se com dores), e acaba num passe fabuloso do Rafa (a novidade na equipa) para uma entrada fantástica de Sálvio - porque também tinha estado por cima no jogo. Com melhor futebol, mas acima de tudo muito mais limpo: nesse período os jogadores do Sporting paravam sistematicamente os do Benfica em falta. Muitas delas, o árbitro – Jorge de Sousa – deixava por assinalar. E as que assinalava deixava por punir disciplinarmente, quer pela sequência (William Carvalho e Zieglar, pelo menos), quer pela natureza (Ziegler, ainda).

E já que se fala do árbitro – que Jorge Jesus, como é habitual responsabilizou pela derrota, voltando a um filão que não quer abandonar, e de que outros tão bons dividendos estão já a tirar – não se pode deixar de referir aquela jogada que anulou, com lançamento de bola ao solo, quando o Gonçalo Guedes seguia isolado para a baliza do Rui Patrício, por haver uns papeis no campo. Coisa que não faria, na segunda parte, quando o mesmo sucedeu num ataque do Sporting. E porque o Sporting fala de dois penaltis a seu favor terá de dizer-se que, um, uma bola cortada com o ombro pelo Nelson Semedo, é rigorosamente igual a outro, na área do Sporting, praticado pelo Coates. Ambos na primeira parte e legais, evidentemente. O outro no início da jogada do primeiro golo do Benfica, quando o Lindelof corta a bola contra o braço de Pizzi, em movimento de saída da área, faz parte da construção do filão que o Sporting quer explorar.

Fechado este parêntesis sobre a arbitragem, que nos erros que cometeu prejudicou o Benfica, voltemos ao futebol, que continuou a bom nível. Com o Sporting a entrar para a segunda parte com Campbel, no lugar do fraquinho Bruno César, a desequilibrar mais que o Gelson, do outro lado. A uma bola do Sporting no poste, respondeu o Benfica, com mais uma grande jogada de futebol, a dar no segundo golo, pelo Raul Gimenez.

A reacção do Sporting só deu um golo, ia ainda a segunda parte a meio.

No fim fica um bom jogo, a reposição dos 5 pontos de vantagem, e a vitória moral de Jorge Jesus. As ususal… Fica a convicção de Rui Vitória que, contra tudo e contra todos, manteve Luisão na equipa. E Sálvio. E o meio campo.  E fica, esperemos, o regresso do Benfica à sua normalidade competitiva: o regresso da confiança, das boas exibições e das vitórias.

 

A não nomeação

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Poderia pensar-se que a categórica vitória do Benfica, ontem na Madeira, tivesse finalmente o condão de colocar algum tino nas cabeças dos sportinguistas mais desatinados. Pura ilusão. Nem assim.

Ontem, um deles, na estação pública de televisão, bem pago e normalmente mais bem bebido, não se limitou a defender a "estratégia da mala". Foi mais longe e ofereceu ele próprio, à sua conta, do seu bolso, mil euros aos jogadores do Nacional.

Hoje, na sua habitual homilia "facebookiana" diária, o líder e o mais desatinado dos desatinados, começa a semana com a denúncia da "escandalosa" pressão benfiquista para a não menos escandalosa não nomeação do árbitro Hugo Miguel. Veja-se só o escândalo: o Benfica está a movimentar todas as sua sinistras influências para que, para o seu último jogo, não seja nomeado o árbitro que Bruno de Carvalho gostaria que fosse nomeado.

Verdadeiro escândalo. Absolutamente inaceitável. Onde é que já se viu uma coisa destas?

Não faço a mínima ideia se Benfica está a mexer uma palha que seja para que o Hugo Miguel não "caia" na Luz. Não tenho dúvidas que este é ainda um árbitro da velha guarda. E não me esqueço das suas arbitragens nos dois últimos campeonatos que o Benfica perdeu. Nem da do último dia do último deles, o tal do minuto 92, naquele Paços - Porto final, quando logo no início arrancou um penalti numa falta a meio campo. Não fosse o diabo tecê-las...

Mas estou verdadeiramente escandalizado. Quem se acha esta gente do Benfica para - se for o caso, bem entendido - não acatar a legitimidade soberana de Bruno de Carvalho para escolher os árbitros para os jogos do adversário?

Sim, porque o problema já só está na escolha dos árbitros para o Benfica. Para os do Sporting já todos servem... Porque no futebol, em Portugal, o crime compensa. Continua a compensar.

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