O que se vai sabendo do Sri Lanka

O número de vítimas mortais da matança da Páscoa no Sri Lanka já vai nos 310 e, com 500 feridos, não parará por aqui. Começamos por saber que entre as vitimas havia um jovem português, recém casado em lua de mel, estilhaçado ali à frente da mulher, à mesa do pequeno almoço. E três dos quatro filhos de uma família dinamarquesa...
E ficou a saber-se que, a 9 de Abril, os serviços de informação locais enviaram um memorando ao Conselho de Segurança Nacional, alertando para a possibilidade de estarem a ser preparados ataques a templos católicos na Páscoa. E que essa informação não chegou ao governo, marginalizado pelo presidente da República, e que não tem assento naquele órgão.
E ficamos a saber que estes atentados, e estas centenas de mortos, não resultaram apenas de incompetência. Que neste país longínquo, com tanto Portugal lá dentro - o cristianismo é apenas uma das heranças portuguesas - a omissão do presidente da República, em guerra aberta com o governo (em funções depois de demitido pelo presidente mas reconduzido pelo Supremo Tribunal), tornou-o cúmplice e responsável por este acto hediondo. No mínimo tão responsável como quem o preparou, ou como cada bombista que se fez explodir para matar.
