Roger Federer colocou ponto final na sua extraordinária carreira, que fez dele um dos maiores tenistas da História e, acima de tudo, um exemplo de desportivismo.
Fez do seu maior rival - Rafael Nadal - o seu maior amigo, e isso diz tudo. De ambos. Há quem diga que diz também tudo do ténis, como modalidade que continua a demonstrar que a competição, ao mais alto nível, não é só compatível com urbanidade e cavalheirismo como é também um espaço de relação, de afectividade e de sentimentos.
Quis que a sua despedida acontecesse ao lado do seu amigo e rival maior, e assim foi. Em Londres, ontem, na quinta edição Laver Cup, o torneio de ténis masculino entre equipas da Europa e do resto do mundo. Perdeu, mas o resultado é o que menos interssa. E acabou em lágrimas. Pela despedida, não pela derrota.
Federer ficará como, se não o maior, o mais elegante tenista de sempre. Mas ficará também como intérprete maior do papel de uma grande estrela!
Chegou ao fim, em Nova Iorque, o último dos torneios do Grand Slam do ano, que trouxe Novak Djokovic de volta à sua condição natual de um dos melhores tenistas de sempre. Onde João Sousa fez história, ao passar da primeira semana e chegar aos oitavos de final...
Nada que fosse suficiente para fazer do melhor tenista nacional a estrela poruguesa no US Open. Os olhos do mundo acabaram postos num desconhecido Carlos Ramos, o árbitro português que Serena Williams transformaria em vedeta maior do espectáculo. E a final feminina no centro do fim-de-semana, com a vencedora - a nipónica Naomi Osaka, de apenas 20 anos, que foi sempre superior à americana - a pedir desculpa por ter ganho!
A culminar uma época brilhante Rui Costa sagrou-se hoje campeão mundial de estrada, em ciclismo, competição realizada na região italiana da Toscana, com chegada a Florença. O pódio completou-se com Joaquim Rodriguez, que o ciclista português venceu sobre a meta, e Alejandro Valverde, até aqui colega de Rui Costa na Movistar.
Portugal tem, pela primeira vez, um campeão do mundo de ciclismo!
Ao contrário do que é habitual nas provas do campeonato do mundo de estrada, provas habitualmente desenhadas para roladores, esta era uma corrida destinada a seleccionar os melhores – como o próprio pódio confirma - com muita e variada montanha nos seus mais de 200 quilómetros. Um aprova para fazer jus ao título de campeão do mundo!
Foi, para Rui Costa, a cereja no topo do bolo, depois da vitória na Volta à Suíça e da brilhante Volta à França, com vitória em duas etapas, que fazem deste o ano de ouro do ciclismo português. Também Rodriguez e Valverde confirmaram, com a sua presença no pódio, a excelente época que fizeram.
Como se esperava o alemão Tony Martin venceu ontem a prova de contra-relógio, revalidando o seu título de campeão mundial da especialidade pela terceira vez consecutiva. Nos restantes lugares do pódio ficaram o brtânico Bradley Wiggins) e o suíço Fabian Cancellara.
Depois do tenista João Sousa se ter hoje tornado hoje no primeiro português a vencer um troféu do ATP, ganhando o torneio de Kuala Lumpur, bem se pode dizer que este foi um domingo de ouro para o desporto nacional!
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