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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

(V)AR da sua graça

Polémica no Benfica-FC Porto: Pizzi empatou mas golo foi anulado por fora de jogo

 

Foi um grande jgo de futebol, este clássico em versão meias finais da Taça da Liga. E, se não foi uma grande exibição do Benfica, também não andou lá muito longe. 

Não lhe valeu de muito, porque não evitou a derrota, a primeira de Bruno Lage. Injusta, e tão mais injusta por ter sido ditada pela inaceitável anulação do segundo golo do Benfica, por um fora de jogo inexistente que o árbitro assistente assinalou sem qualquer motivo, e que o VAR não quis contrariar. Vá lá saber-se por quê.

Estava então a primeira parte no fim, e o jogo teria ido para intervalo empatado a dois golos. Que seria o resultado justo para uma primeira parte jogada a alto nível, com uma intensidade rara no futebol que se joga em Portugal, se outras anormalidades não tivessem acontecido.

Não foi assim, e a segunda parte iniciou-se mesmo com o Porto a ganhar. Nada que levasse os jogadores do Benfica a desistir de ganhar o jogo. Logo no arranque Seferovic, isolado e com o guarda-redes do Porto batido, podia ter refeito o empate, mas a bola acabou por sair a milímetros do poste direito. Pouco depois seria João Félix a fazer o mesmo, ainda dentro dos primeiros cinco minutos da segunda parte.

Não foi por falta de oportunidades de golo que o Benfica não ganhou o jogo. Na segunda parte esteve sempre por cima do Porto, que passou largos períodos em cima da sua área, onde aglomerou todos os seus jogadores. Depois, nos minutos finais, quando o Bruno Lage apostou tudo, porque não tinha outra coisa a fazer, uma perda de bola resultou num lançamento, ainda no meio campo do Porto, que permitiria ao recem entrado Fernando correr sozinho até à baliza de Svilar e fechar o resultado num mentiroso 1-3.

Mentiroso pelo jogo jogado e mentiroso porque a arbitragem lhe roubou a verdade. Carlos Xistra é já um clássico. E o VAR, que se estreou nesta competição com muito ar da sua graça fez o resto: tentou levar Carlos Xistra a anular o primeiro o golo do Benfica, vendo o que se não via, e não o contrariou na anulação do segundo, sem ter visto qualquer razão para o fora de jogo (porque ningué vê), nem conseguiu ver as faltas (no primeiro, falta clara de Oliver sobre Gabriel e, no segundo, de Marega sobre Grimaldo) que precederam os dois golos do Porto. 

Foi pena que alguns benfiquistas tenham abandonado a Pedreira antes do fim do jogo, porque os jogadores mereciam os aplausos de todos, e não apenas dos que ficaram. Porque este jogo não deixou razão nenhuma para abalar o trajecto que está a ser feito. Este resultado, e as suas circunstâncias, não podem pôr nada em causa! 

 

Marcha-atrás?

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O Benfica assegurou a presença na final four da Taça da Liga, com um empate na Vila  das Aves, interromendo a série de vitórias iniciada com a abortada chicotada psicológica, que já ia em sete.

Num jogo que teve muito de regresso ao passado recente, que julgávamos ultrapassado, em que o Desportivo das Aves foi quase sempre melhor. Rematou mais - muito mais - e criou muito mais oportunidades de golo, mesmo que o Benfica tenha tido mais bola e tenha atacado mais. 

Ao intervalo parecia que o Benfica tinha o jogo controlado, mas logo no arranque da segunda parte a equipa da Vila das Aves chegou ao golo, e tudo mudou. Nunca mais o Benfica conseguiu controlar o jogo, entrando numa espiral de instabilidade emocional que deixava a equipa muito vulnerável às inicidências do jogo. 

O jogadores do Aves começavam a cair a torto e a direito, por tudo e por nada. Só que, quando se levantavam, davam sucessivos esticões no jogo, quase sempre levando o perigo à baliza do intranquílo Svilar, e criando sempre mais oportunidades de golo que o Benfica, que o procurava. Foram vinte minutos assim!

Até Sferovic ter feito o golo do empate, numa jogada em que, à vista desarmada, parte em posição legal mas que, com VAR, teria provavelmente sido invalidado. Haveria ali uma unha qualquer adiantada... Já não teria sido necessário VAR para assinalar dois penaltis a favor do Benfica, especialmente aquele na primeira parte, sobre o André Almeida.

Não foram melhores os restantes vinte e quatro minutos. Antes pelo contrário, fazendo levantar muitas dúvidas... Uma das quais é se isto hoje foi uma manobra de interrupção de marcha ou se foi mesmo uma de marcha-atrás. Que em muitas situações é proibida!

 

Quando se tira tudo, não fica lá mais nada para tirar

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Muito tempo depois, o Benfica regressou aos jogos da Taça da Liga. Nunca o interregno tinha sido tão grande.

Anunciavam-se muitas estreias e um ou outro regresso. Mas nem foi tanto assim, tal como o futebol apresentado não diferiu muito daquilo que se tem visto até aqui. Com as mesmas virtudes e os mesmos defeitos. E, na mesma, muito desperdício: desperdício de muitas oportunidades de golo, mas desperdício também de muitas ocasiões para definir melhor. Daí que tenha ficado na diferença mínima mais um jogo que poderia ter acabado em goleada.

O 2-1 final é um resultado apertado, mas nunca o jogo esteve apertado. O Rio Ave fez o golo aos 60 minutos, no primeiro remate à baliza de Svilar, na jogada seguinte a mais um desperdício flagrante do Benfica, no caso de Seferovic. E, com mais meia hora para jogar, regressado ao jogo, como se diz na gíria, fez apenas mais outro remate à baliza e teve, então sim, uma oportunidade de golo ao minuto 89. 

Mais nada, num jogo com uma arbitragem péssima, uma verdadeira lástima. E com uma moral, como as histórias: quando se lhe tira tudo, ninguém fica com nada para dar. 

E a Samaris até o número da camisola tiraram... Claro que não tem lá nada para dar!

 

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