Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Nada a temer

Por Eduardo Louro

Imagem relacionada

 

Após dois anos de investigação, a Comissão Europeia apresentou uma participação ao Ministério Público sobre os fundos europeus atribuídos à empresa Tecnoforma

O inquérito aberto pelo Organismo Europeu de Luta Antifraude (OLAF), em 2013, revelou a prática de infrações penais e financeiras e concluiu que a Tecnoforma e os seus dirigentes cometeram crimes susceptíveis de serem sancionados do ponto de vista financeiro e criminal.

Recordo que tem a ver com a famosa burla do projecto de formação para aeródromos, que Relvas na altura ofereceu à empresa, ao que se dizia na altura, administrada por Passos Coelho. 

Não sabemos o que o DCIAP irá fazer com essa participação, esperamos todos que não fique esquecida numa gaveta qualquer. O que sabemos é que o actual primeiro-ministro não tem que temer. Nem por onde recear. Está ilibado pelo irrefutável testemunho público do seu patrão: "o Pedro abria as portas todas"!

Sossegai, pois. Não vamos ter mais problemas com ex-primeiros ministros. Passos não vai ter qualquer dificuldade - nem precisa de nenhum João Araújo - em provar que não tem nehuma responsabilidade, nem financeira nem criminal, na fraude. Era apenas o porteiro, só abria portas, não tem nada a ver com isso...

 

 

 

Pedro e as portas...

Por Eduardo Louro

 

... "Abria as portas todas"... Mesmo que ainda hoje não saiba o que é o caso Tecnoforma, continua a abrir portas... Mesmo de uma simples queijaria do compadre do homem que conheceu mundo, que viu mundo ... e que sabe com as coisas se fazem

O Pedro sempre foi gajo de abrir portas... Portas é com ele. Nem que seja  para partir: foi por sms, foi sim senhor...

Fauna e animais ferozes

Por Eduardo Louro

 

 

Percebeu-se logo que este caso da evasão à segurança social pelo actual primeiro-ministro iria mais longe que o anterior, da Tecnoforma. Desde logo pelo caso em si, em que o Estado troca a mão pesada com que trata os cidadãos, por uma mão leve para tratar o primeiro-ministro. Mas também por ser do conhecimento público que o PSD e o CDS encheram a Segurança Social com a sua rapaziada. Mas ainda pela forma destrambelhada como, primeiro, o ministro Mota Soares, e depois tudo o que era ministro, deputado ou capataz do partido vieram a correr em socorro do chefe. Que, até perceber a gravidade do caso – e demorou três dias a percebê-lo –, quanto mais falava mais metia os pés pelas mãos

Hoje praticamente todos os jornais pegam no tema, e cada vez mais coisas novas vão surgindo. Por exemplo: que as contas que determinaram os 4 mil euros que Passos, muito contrariado, teve que ir pagar a correr, estão mal feitas. Que a Segurança Social se esqueceu dos primeiros três anos… Ou que Pedro Passos Coelho não se esqueceu apenas de pagar as contribuições que devia. Que se terá até esquecido da própria inscrição, o que quer dizer que se terá mesmo esquecido dos rendimentos que recebia. O que nem pode surpreender ninguém, toda a gente se lembra do ponto final que foi posto no caso Tecnoforma: aquilo acabou com Pedro Passos Coelho a dizer, e toda a gente a ficar satisfeita com a explicação, que não recebera remuneração de qualquer espécie, que tudo o que havia recebido respeitava apenas ao reembolso de despesas.

Quem anda aqui por este mundo sabe muito bem o que é isso. E melhor ainda o que era naquela altura…

Por tudo isso, ao terceiro dia, Passos Coelho passou ao ataque, antecipando-se ao que estiver para vir. Há mais animais ferozes …

Seja qual for a evolução de mais este caso – sabemos todos que em qualquer país onde estas coisas do escrutínio dos titulares de cargos políticos são levadas a sério, por muito menos, caem ministros, chefes de governo ou de Estado – voltou a ficar claro o tipo de gente que temos na política. Um assessor do primeiro-ministro, foi para as redes sociais desenterrar um suposto pecado antigo de António Costa, sempre desmentido e nunca confirmado: há mais de 20 anos morto e enterrado. O deputado Carlos Abreu Amorim, outro belo exemplar desta fauna política, faz ainda pior, começando por dizer que “não é assim que se deve fazer política”, para com isso, extrapolando para “telhados de vidro” fazer de conta que faz política. E por fim é o próprio Passos Coelho que empurra tudo para a comparação com José Sócrates!

Para esta gente não há bem e mal. O mal logo deixa de ser mal se o outro tiver feito igual. Ou parecido. Depois … é só dar um pequenino passo e já nem é preciso que alguém tenha mesmo feito o que quer que fosse, basta fazer crer que isso aconteceu mesmo.

Na forma de fazer política desta gente que tomou conta dela, a verdade conta para muito pouco. Para atingir o adversário vale tudo, e a verdade já nem para acessório serve.

Repare-se como o governo espanhol, para atingir o Podemos, pela via da desacreditação do governo grego, anunciou o terceiro programa de resgate para a Grécia, negado pelas autoridade europeias. A lembrar o que o governo do mesmo partido fez com os atentados de Atocha, na véspera de eleições, faz dentro de dias 11 anos  …

Abre-te Sésamo

Por Eduardo Louro

 

CENTRO PORTUGUÊS para a COOPERAÇÃO – dito assim, com este nome pomposo, até parece que estamos a falar de coisa séria e respeitável, acima de qualquer suspeita. Ouvido assim, de braço dado com uma palavra de honra, parece salvo-conduto. Abre-te Sésamo, sem ladrões mas com mil e uma noites.  Resolve tudo. Não se fala mais nisso…

E ninguém pergunta o que é isso. Nem para que uma empresa privada precisa de uma ONG. Nem por que os administradores de uma são os administradores da outra…

Nem para que servem tantas Fundações e ONG`s, tudo farinha do mesmo saco…

Parede de fumo

Por Eduardo Louro

 

 

O PSD tinha ontem anunciado que o primeiro-ministro esclareceria hoje tudo e, mesmo que ainda antes do início do debate quinzenal já os jornais adiantassem que a explicação estava nas despesas de representação, a expectativa era, por isso, grande.

António José Seguro teria certamente percebido que este debate de hoje, nestas circunstâncias e nesta altura, a dois dias das eleições internas, mais que mais uma oportunidade, era uma oportunidade única caída do céu, depois dos debates televisivos com o seu opositor. Se bem que já todos saibamos do que Seguro (não) é capaz, esperava-se que a súbita capacidade de combate recentemente revelada desse agora em alguma coisa.

A Procuradoria Geral da República, provavelmente fazendo o que teria de fazer, fez o que se esperava que fizesse. Que chutasse para canto, como Passos Coelho bem sabia quando, depois de se ter refugiado na Assembleia da República, decidiu pedir-lhe a investigação.

Era este o cenário que dominava o debate quinzenal desta manhã, o último reduto que sobrou a Passos Coelho. Por escolha própria ou porque fosse a parede a que se foi encostando, mais que deixar-se encostar.  

Encurralado, socorreu-se do último argumento a que agora podia lançar mão: a sua palavra de honra, que para uns pode valer muito e, para outros, nada. Antes, fazendo-a valer ainda menos, mais uma cambalhota: as despesas de representação eram ainda terreno muito movediço – como bem sabe quem dedica alguma atenção às coisas da Contabilidade e da Fiscalidade – e era preciso corrigir isso para pagamento de despesas, mesmo que ninguém lhe lembrasse que para se efectuarem despesas em serviço é preciso estar ao serviço, mesmo que a abrir portas. E que se está ao serviço de alguém de forma remunerada ou a título gratuito… E que, como ainda ontem dizia o António Lobo Xavier, poderia não se lembrar de quanto ganhara em cada um dos meses dos últimos vinte anos, mas lembrava-se perfeitamente quando trabalhara de graça…

No fim de contas, depois da estranha coisa de não se lembrar de coisa nenhuma, de, pela mão de um Secretário Geral fiel, diligente e disposto a meter os pés pelas mãos, buscar ilibação na Assembleia da República, e de procurar ganhar tempo e poeira na PGR, Passos Coelho pensa que, entre aplausos de dezenas de deputados "encarneirados", conseguiu criar a parede de fumo suficiente espesso para continuar em cena.

Esta cabia-lhe a ele, ninguém o podia substituir. Agora a máquina trata do resto!

Um país a arder...mesmo sem fogos*

Convidada: Clarisse Louro

 

À entrada da recta final do mandato, o governo dá mostras de uma exaustão que, se até poderia entender como normal no final de uma legislatura como esta, marcada por uma intervenção externa duríssima, que se encarregou de tornar ainda mais difícil, não deixa de causar alguma estranheza, e de revelar até alguns paradoxos.

Tanto mais que, depois da gravíssima crise da meia-idade, aquela que Paulo Portas desencadeou a meio do mandato, com a sua irreversível mas revertida demissão, do próprio governo emergiu um primeiro-ministro com algumas capacidades políticas escondidas, e até surpreendentes. E alguns sinais de insuspeitável coesão que lhe deram algum fôlego, muito reforçado por uma oposição inócua, e mesmo inexistente. Das inevitáveis derrotas eleitorais de permeio, nas autárquicas e nas europeias, não tirou a oposição quaisquer dividendos. Antes pelo contrário, como também inevitavelmente se viu no seu principal opositor!

A um governo supostamente reunificado sucederam-se dois governos: o do PSD e o do CDS. De um governo, passou-se a dois governos. Um de continuidade, mal ou bem fiel à sua estrutura ideológica e agarrado à sua matriz, e outro de rotura consigo próprio, decidido a marcar a sua actuação a partir de um marco histórico por ele próprio inventado, um tal 1640 inventado para Maio de 2014. Como rapidamente a realidade se encarregou de demonstrar essa invenção, também rapidamente o governo do CDS passou as fronteiras do ridículo, passando os seus protagonistas principais – Paulo Portas e Pires de Lima, evidentemente – a surgir frequentemente como verdadeiras caricaturas, ou mesmo autênticos cromos.

O governo ia no entanto fazendo o seu percurso, um percurso cada vez mais facilitado por um PS inoperante, e agora virado exclusivamente para si próprio, em processo autofágico. Inevitável, repito. Até que, na rentrée, surgem a abertura do ano lectivo e a do ano judicial, dois acontecimentos propícios a incidentes, e normalmente momentos quentes da governação.

O ano climático tratou de arrefecer o terceiro momento quente da governação desta altura do ano – os incêndios. O Verão não foi generoso para as férias dos portugueses, mas foi-o para o governo, poupando-o às agruras das faltas de meios e de políticas de prevenção que sempre fazem mossa. Só que, o que as condições climatéricas lhe deram, a inépcia e a incompetência de alguns ministros lhe tiraram. E logo dois dos três principais focos de incêndio que consomem os portugueses começaram a soltar labaredas de proporções gigantescas. Se na Saúde, com gente que morre à espera de intervenções cirúrgicas e greves de enfermeiros e médicos, ainda foi possível – porque mora por lá alguma competência, o que faz sempre a diferença – controlar os fogos, na Educação e na Justiça tudo está a arder sem qualquer tipo de controlo. E o país está verdadeiramente a arder, como se estivéssemos no pico de um Verão que não chegou a aparecer!

Num governo dado como arrogante e autoritário surgiram até os pedidos de desculpa. Com o Ministro da Educação, um especialista da Matemática, a pedir desculpa por fórmulas matemáticas erradas, e a Ministra da Justiça a pedir desculpa por não saber em que cítius se deixou a Justiça.

No meio disto tudo os ministros do CDS fazem-se agora de mortos, e só dão sinais de vida para falar em baixar impostos, e o primeiro-ministro faz por puxar a carroça sozinho, arranjando uns números bem preparados – o da Tecnoforma, em que levanta uma lebre para depois ser ele a caçá-la, é de mestre – para distrair o pagode

 

* Pubicado hoje no Jornal de Leiria

O tiro pela culatra

Por Eduardo Louro

 

Quis que o tiro fosse grande e certeiro. Sabe com o que pode contar, com gente espalhada por todo o lado, e com poucos escrúpulos. Uns querem vir a ser Presidente da República, outros querem simplesmente manter o tacho do topo administrativo da casa da democracia que o partido lhe pôs à frente. Capazes de tudo: no pasa nada, foi tudo sem querer, já prescreveu... Capazes até de meter a Assembleia da República no lamaçal... 

Afinal o tiro está a sair-lhe pela culatra!

Um verdadeiro mestre

Por Eduardo Louro

 

Perante as notícias da ilegalidade de determinados recebimentos da Tecnoforma, Passos Coelho limitou-se a dizer que não se lembrava e que a Assembleia da República se devia pronunciar sobre isso. Ontem, na sua homilia dominical Marcelo tinha sossegado o país: nada fora intencional e tudo já prescrevera. Hoje, a Lusa alavancou a ordem de Passos e pôs a questão aos serviços do Parlamento, que logo disseram que à época o actual primeiro-ministro não usufruia do subsídio de 10% sobre o vencimento que ditaria a exclusividade. A notícia encheu os jornais e ecoou por toda a comunicação social, como Passos desejava...

Nesta altura estará o leitor a perguntar onde é que está a notícia para além da notícia de que não houve qualquer ilegalidade. Ou, mais, se depois da divulgação da notícia da ilegalidade, não é mais que justificada a amplificação da notícia que a nega?

Pois, mas a notícia é outra. A notícia é a mestria com que Passos Coelho trata destas coisas, a forma exímia como ele lida com as técnicas de imagem na construção do culto da personalidade. 

Há dois dias atrás dei aqui conta do estranho que era, não só Passos Coelho não se lembrar, como remeter para esclarecimentos da Assembleia da República. E, dizia eu ainda, que era muito estranho que, perante matéria de um assunto como a Tecnoforma, Passos Coelho não tivesse uma resposta preparada na ponta da língua. Hoje temos a resposta, não foi preciso esperar muito. Não era mesmo para esperar muito...

Um político, chamemos-lhe normal, do tipo convencional, teria realmente dado a resposta pronta, teria marcado uma posição, como referi no paralelo estabelecido com Luís Filipe Menezes. Mas Passos Coelho já joga noutro campeonato, e é hoje insuperável na arte do cinismo político. Evidentemente que sabia que não estava em exclusividade, e que por aí não havia qualquer ilegalidade. Mas sabia que tinha muito mais força parecer que não dava importância nenhuma ao assunto. E ainda mais fazer com que fosse a Assembleia da República, e não ele, a dar a resposta!

Por isso a agência Lusa lhe fez de imediato o frete. Com serviço completo...

E, claro... Que Passos Coelho recebesse 5 mil euros por mês por, ao mesmo tempo que era deputado, ser porteiro da Tecnoforma nunca mais tem importância nenhuma. Nem qualquer relevância política!

Está um mestre, este Passos Coelho... Quem o menosprezar está a cometer um erro que pagará bem caro... Ouviu António Costa?

Coisas estranhas (I)

Por Eduardo Louro

 

 

Não faço a mínima ideia se o que por aí se fala de Luís Filipe Menezes e de Pedro Passos Coelho é simplesmente coisas de jornais, com ligação ou não à forma com a Justiça atingiu recentemente os socialistas, quer no processo Face Oculta quer no caso Maria de Lurdes Rodrigues. Não faço ideia e recuso-me a qualquer especulação sobre o assunto.

Também não meto no mesmo saco as notícias sobre o anterior presidente da Câmara de Gaia e do actual primeiro-ministro, mas não consigo deixar de notar que as reacções de cada um a essas notícias são completamente opostas.

Menezes negou com veemência as acusações que lhe são feitas. Valha isso o que valer, a verdade é que marcou uma posição!

Passos Coelho diz que não se lembra do que se passou há 15, 17 ou 18 anos, "não tem presente". E remete a investigação do caso para a Assembleia da República, o que não deixa de ser estranho. Mas, com toda a franqueza, o que não convence ninguém é que alguém possa receber 5 mil euros por mês durante 30 meses sem disso se lembrar. Mais a mais em acumulação com as funções de deputado em regime de exclusividade, e sabendo que isso era ilegal.

É muito estranho que não se lembre de nada disto. Mas é ainda mais estranho que seja essa a única resposta que tenha para dar quando o tema é Tecnoforma, que ele sabe que há muito o persegue. E que mais o irá perseguir a partir do momento em que o seu ex-patrão há apenas quatro meses dizia que ele abria as portas todas... Para um tema destes um primeiro-ministro tem que ter uma resposta na ponta da língua. E minimamente convincente!

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics