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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Certamente por acaso

Debates - Legislativas 2024 - Informação - Entrevista e Debate - RTP

Os debates lá vão seguindo, e deixando indicações. E não, não me estou a referir às "tareias" que o André Ventura vai somando - o homem já está grogue, perdido, de cabeça às voltas, ansiando que isto acabe, e que chegue depressa o dia 10, para depois dizer que as mesas de voto estavam cheias de comunistas e socialistas a pôr cruzes nos votos em branco, e rabiscos nos do seu partido, para contarem por nulos.

Estou a referir-me à discrepância de tempos entre uns debates e outros. Aos vinte e poucos minutos de uns - por acaso, certamente que por mero acaso, entre os candidatos da esquerda - e os quarenta de outros. Evidentemente que também por mero acaso, como aconteceu naquele entre Montenegro e Ventura. E à moderação dos moderadores, como João Adelino Faria, da estação pública. Que acha que tem mais a dizer que os debatentes, e que se acha dono da importância do que há a debater. 

Que acha - e nisso não é infelizmente o único - que os temas importantes se esgotam na imigração, na segurança, e na corrupção. Por acaso, certamente que por mero acaso, são os únicos que interessam a um certo protagonista. Quando por acaso, certamente que por mero acaso, os imigrantes são hoje decisivos na contribuição para a Segurança Social, o país está entre os mais seguros do mundo e é, também por isso, cada vez mais procurado por reformados provenientes dos mais ricos e desenvolvidos países do planeta. E está até abaixo da média europeia no Índice de Percepção da Corrupção

Também será certamente por mero acaso que não encontram importância alguma no escrutínio das actividades, seja como forma de vida, seja como acção política, dos candidatos do partido do mesmo certo protagonista. Nós lá vamos sabendo de algumas, mas tem de ser por outras vias. Pelas televisões é que não!

 

Copianço

Marques Mendes na SIC: “Este será o primeiro orçamento sem défice na ...

“Se um dia perceber que com uma candidatura à Presidência da República serei útil ao país tomo essa decisão”.

Não. Não é Marques Mendes a chegar-se para a fila da frente. É Marques Mendes a confessar que também ele acredita, e sempre acreditou, que as televisões fazem presidentes.

O problema são as cópias. Desconfia-se sempre da cópia. E mais ainda de quem copia!

Uma fraude em breaking news

É horrendo o que uma pessoa isolada pode fazer a partir de casa": Bacelar  Gouveia e as lições que temos de tirar do ataque terrorista travado na  Universidade de Lisboa - CNN

 

A Polícia Judiciária impediu um atentado terrorista na Faculdade de Ciências, em Lisboa. Ou um ataque em massa a estudantes, professores e funcionários da Faculdade. Ou - mais parece - uma experiência criminosa, mesmo carregada de terror, a um rapaz tresloucado.
 
Na verdade a PJ, alertada pelo BBI, deteve um rapaz de 18 anos, pouco sociabilizado e fascinado pelos frequentes ataques a escolas nos Estados Unidos, que teria a acção aprontada para amanhã. Sabemos que todos os dias, se calhar não tantos por cá, mas seguramente pelo mundo fora, são evitados dezenas ou centenas de actos terroristas. Sabemo-lo porque isso é noticiado. Exactamente assim, como a notícia de uma estatística.
 
Provavelmente a própria Polícia Judiciária forneceu a notícia nessa perspectiva. Mais em cima do acontecimento, é certo. Mas isso até poderá dever-se à menor frequência de notícias deste tipo que tem para dar. Como são poucas, deteve o rapaz de manhã e revelou-o ao fim da tarde.
 
E, claro, foi um filão para as televisões, todas "CMTVizadas". Umas mais que outras, mas todas na mesma onda.
 
A  CNN Portugal surgiu ainda não há três meses, prometendo revolucionar o panorama da televisão, e reclamando um estatuto único - ninguém nunca fizera nada igual e era verdade a acabar de chegar pela primeira vez a Portugal. Afinal ... limita-se a copiar a CMTV. E como copiar é fácil, é hoje uma cópia tão fiel que chega a ser difícil distinguir o original.
 
Ao final da tarde deu a noticia. Em primeira mão, como por toda a noite e a todos os minutos reivindicou. Nessa primeira notícia dava conta de um ataque terrorista - claro - que estava planeado para amanhã no Instituto Superior Técnico, e abriu logo ali o filão, começando a surgir comentadores de todo o lado com as banalidades do costume. Dez ou quinze minutos depois, o primeiro directo. Lá está, o directo - a alfa e o ómega desta forma de fazer televisão. 
 
Dois directos, logo a abrir, e anunciar novos dados. O novo dado era, então, e de fonte que não poderiam naturalmente revelar, que o atentado teria lugar no ... Instituto Superior Técnico. Que a repórter começaria por identificar por Instituto Técnico Superior. O segundo repórter não acrescentava nada, limitou-se a babar-se com a grande revelação da colega a revelar o que o pivot em estúdio, agora também ele próprio a babar-se com a nova revelação, tinha revelado na notícia inicial. Cinco minutos depois, talvez nem tanto, o Instituto Superior Técnico passou a Faculdade de Ciências, como se nunca tivessem existido nem fontes nem Instituto Superior Técnico. Ou mesmo Instituto Técnico Superior. Em fundo passavam imagens do FBI, e muitas bandeiras americanas...
 
Este foi apenas o início do festival da CNN/CMTV. Repórteres por todo o lado em directos durante toda a noite ... sempre a dizer exactamente a mesma coisa. Especialistas de tudo a perorar sobre tudo. E comentadores tudólogos a debitar generalidades. Horas e horas a fio, durante toda a noite. E certamente a repetir amanhã durante todo o dia. Em breaking news, obviamente. 
 
Esta CNN é . of course - uma fraude!

 

Sem escrúpulos

Corrida contra o tempo para salvar Rayan: menino de 5 anos está preso num  poço há

Um menino morreu, depois de mais de quatro dias de resistência ao sofrimento no fundo de um poço, no norte de Marrocos, onde caíra na passada terça-feira. No sábado, ao final do dia, depois de dias e noites de escavações para o resgatar do fundo, quando finalmente foi possível chegar-lhe, era já tarde para lhe salvar a vida.

A essa mesma hora milhares de outros meninos morreram pelo mundo fora sem ser notícia. Durante aqueles quatro dias, milhões de meninos sofreram de frio, fome, doença e guerra sem que o mundo se quisesse aperceber disso. Muitos morreram, e muitos virão a morrer nos próximos dias. com a Humanidade na mesma indiferença. 

O drama do pequeno Rayan e dos seus pais não passou despercebido, e tocou fundo em milhões de pessoas neste mundo desumanizado. Mas não ajudou a humanizá-lo, pelo contrário. Pelo menos por cá, entre nós. Não sei se foi assim por todo o lado, mas não me custa nada a admitir que sim, porque hoje tudo corre igual por todo o lado. Com os mesmos objectivos e as mesmas fórmulas!

As televisões sabem como instrumentalizar as emoções mais primárias e irracionais para conquistar audiências, e fazer negócio. A heróica resistência do pequeno Rayan, o drama dos pais, a épica tentativa de salvamento e a incerteza do desfecho eram garantias de produto de sucesso. Bastava-lhes repetir a fórmula, a receita infalível mais que testada: horas e horas de directos, sem acrescentar coisa nenhuma, e o desfile em estúdio de dezenas de "especialistas", a não dizerem mais que banalidades. Mas a encher o chouriço!

 Mas resulta. Resulta sempre!

Tanto que a Sandra Felgueiras, elevada a figura de proa do  jornalismo populista, agora encaixada no sítio certo, depois de mártir na televisão pública, correu para o FB a cantar vitória: " Uma emissão talentosa em torno da top story do dia ... pela primeira vez na sua história a CMTV registou mais audiência que a RTP 1..."

Sem escrúpulos. Não é apenas a Sandra Felgueiras que os não tem. Nem a CMTV que os não teve; a CNNP também não lhe ficou atrás!

 

A abstenção e a futebolização da política

O novo Parlamento: quem ganha e quem perde assentos - SIC Notícias

A abstenção caiu, nas legislativas de anteontem, pela primeira vez desde que há eleições democráticas em Portugal. Tinha vindo sempre a subir desde as primeiras eleições, em 1975, tendo atingido o seu máximo (51.4%)  em 2019, depois dos dos 44% de 2015. Foi ainda a terceira maior de sempre, mas caiu para 42% - perto dos 10 pontos percentuais. 

Levantam-se sempre muitas dúvidas sobre os números da abstenção, que se admitem sempre inflacionados pela hoje absolutamente incompreensível desactualização dos cadernos eleitorais. Mas, como em comparação estão números obtidos nas mesmas condições dos cadernos eleitorais, a objectividade desta queda na abstenção não é passível de contestação. Acresce ainda que esta queda acontece em contexto de pandemia - e num dos seus picos - e com mais 250 mil novos eleitores inscritos, o que valoriza ainda mais este resultado.

Alguns dirão que esta inversão se deve ao alargamento da oferta partidária. Que mais opções de escolha leva mais gente a votar. No entanto as opções que agora foram a votos já tinham estado disponíveis nas últimas legislativas, há pouco mais de dois anos. E é pouco provável que um súbito ímpeto cívico tenha chegado à sociedade portuguesa e motivado os portugueses para uma maior participação eleitoral.

A que se deverá então esta saudável inversão do abstencionismo?

Não tenho resposta. Mas coloco uma hipótese: o negócio das televisões!

As televisões descobriram que o espectáculo político também poderia gerar audiências, e socorreram-se da experiência do futebol. Se o futebol rendia, porque não replicar-lhe a fórmula de sucesso?

Os debates televisivos, outrora maçadores e desmobilizadores, foram o balão de ensaio. Introduziram-lhe o "pré-match", as "flash interview" e, depois, os infindáveis debates de comentário servidos pelas "cartilhas" dos "clubes", cada uma defendendo a sua turba. As sondagens, e especialmente essa coisa do "tracking poll" acrescentaram o sal e a pimenta à receita. E resultou em sucesso, exactamente como no futebol.

Talvez tenha sido isso - a futebolização da política - a contribuir para a descida da abstenção. Não é o mais nobre, nem talvez o melhor caminho ...

Mas é o que é. E o que somos!

 

Portugueses que não merecem os portugueses

Visão | Ferro Rodrigues sobre os ataques de negacionistas: “Trata-se de um  crime público. Espero que a PGR cumpra o seu dever"

Portugal é hoje um dos mais bem sucedidos países - porventura o de maior caso de sucesso no mundo - no processo da vacinação contra o covid-19. Por duas razões fundamentais: porque a campanha de vacinação foi bem planeada e melhor executada; e porque os portugueses aderiram em bloco!

Planeamento e rigor de execução não são atributos que geralmente nos sejam creditados, mas cá estiveram, neste processo. Também não somos especialmente conhecidos pelo empenho em causas, mas a verdade é que a História regista momentos vários de galvanização e mobilização nacional à volta de muitas e grandes causas. 

Na resposta à pandemia, na medida como acatamos as restrições a que nos tivemos de sujeitar, ou até na forma como tantas vezes antecipamos espontaneamente medidas desse género, fomos, em geral, de um notável comportamento cívico. E na adesão à vacinação, em todos os escalões etários, demos uma lição ao mundo.

Claro que há sempre alguma gente desprovida dos mínimos exigíveis de sanidade mental capazes de alinhar em teorias malucas, de negar as evidências, por mais que há muito estejam demonstradas, capazes de fugir aos mais estabelecidos padrões cívicos, e disponíveis para seguir agendas dos mais deploráveis propósitos de gente de poucos escrúpulos. E que, em sociedades abertas e democráticas, como felizmente é a nossa, têm direito a manifestar-se. 

São, felizmente, em Portugal meia dúzia de pessoas. Quando violam o Direito Democrático só têm que ficar sujeitas à lei, naturalmente. É a essa lei que têm de se submeter gente como esse senhor que por aí anda e se diz juiz, os que fizeram aquela espera, em Odivelas, ao almirante Gouveia e Melo, ou, e são evidentemente os mesmos, os que se juntaram à porta do restaurante onde almoçava Ferro Rodrigues, para o insultar e ameaçar.

É preciso que a Procuradoria Geral da República e o Ministério Público, nessa como em todas as matérias, cumpram o seu dever e activem o Código Penal. Mas é preciso mais: é preciso que a sociedade desincentive esses comportamentos, porque esses grupelhos inorgânicos ao serviço de gente perversa, de objectivos bem definidos, sabe usar os instrumentos de comunicação para os potenciar. E aí surgem outras responsabilidades, que não aquelas que a lei pode, e deve, sancionar.

Já bastam as redes sociais, desreguladas e incontroláveis, para lhes dar projecção de que se alimentam. Mas ainda têm as televisões para os fazer engordar.

Aquilo que vimos com Gouveia e Melo, com o dito juiz perante os agentes da PSP, e com Ferro Rodrigues é notícia?

É, mas poderia certamente ser dada de outra forma. E mais um pormenor: na "espera" a Gouveia e Melo, na sua visita a um centro de vacinação em Odivelas, poderia esperar-se cobertura televisiva; no deplorável confronto do tal juiz com os agentes da PSP,  cujo acontecimento era a sua audição no Conselho Superior de Magistratura, já essa cobertura é mais difícil de perceber; e na "visita" ao almoço de Ferro Rodrigues com a mulher, no fim de semana, é de todo incompreensível. Simplesmente não havia acontecimento para cobrir!

E é aqui que surge o mais rocambolesco e chocante: o jornalismo justifica o "acontecimento" na presença do médico Fernando Nobre, o ex-candidato à Presidência da República e histórico da AMI, para discursar nessa manifestação

Esse mesmo. Quem por aqui acompanha as memórias de "10 anos" tem podido revisitar a personagem, presença frequente nessa altura destas páginas. Sem qualquer tipo de surpresa, este episódio mostra ao que pode chegar uma criatura que um dia se apresentou como exemplo e personificação da cidadania.

Há portugueses que não merecem os portugueses que têm como concidadãos!

 

 

Higienização

Programas televisivos são o grande inimigo do desporto

 

A SIC parece ter dado um bom contributo para alguma higienização do futebol. Diz-se que a TVI vai seguir-lhe o exemplo, e acabar também com esses programas mal frequentados, onde gente que se diz gente chafurda durante horas a fio.

Não é no entanto o fim da linha para os amantes da chafurdice. A imundice continuará a jorrar num esgoto a céu aberto que se diz ser uma televisão. E a televisão pública também continuará a dar para o peditório, com o pretexto que lá não se chafurda, que são águas tratadas. Não são. São águas inquindadas do mesmo e ao serviço do mesmo. E dos mesmos.  

 

Não é futebol*

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Apesar da minha conhecida paixão pelo futebol, nunca o trago aqui, a este espaço. E se alguma vez o trouxe, ou vier a trazer, nunca foi, nem será, por ele próprio, mas sempre por qualquer coisa para além dele.

Aconteceu aqui há umas semanas, quando falei da Catarina Lopes, a treinadora do Beneditense, para falar de igualdade de género, que não de futebol. Como voltaria a acontecer hoje, se aqui desse conta do “balde de água fria” que é a notícia que a mesma Catarina e uma sua colega de equipa, Maria Malta, se encontra castigada com 30 dias de suspensão por insultos racistas a uma jogadora adversária, em que falaria de decência e bom porte.

Ou como acontece mesmo hoje, quando falo de Casillas e da onda de solidariedade que à sua volta se estabeleceu, na sequência do acidente cardíaco de que foi vítima, felizmente, e ao que parece, sem consequências irreparáveis para o fundamental da sua vida pessoal.

Não. Não é de futebol que falo quando, de repente, no meio da loucura fanática que atingiu o mundo da bola, e dos obscenos painéis de comentadores que por essas televisões fora envenenam uma rivalidade que deveria ser saudável e urbana, as tribos do futebol se unem à volta do infortúnio de um homem, que por acaso é jogador de futebol para, esquecendo-se das acusações, dos penaltis, do ódio e da violência de que todos os dias se alimentam, lembrar os seus feitos, celebrar a sua glória e enaltecer a sua dimensão humana e desportiva.

Não é de futebol que se trata. Como não é também de futebol que tratam esses energúmenos de fato e gravata que, por um bom punhado de milhares de euros, colocam a sua imensa ignorância e os seus parcos recursos éticos ao serviço de guerras de audiências sem escrúpulos.

 

*A minha crónica de hoje na Cister FM

Drama, horror, tragédia...

 

 

Resultado de imagem para furacão leslie na televisão

 

Foi devastadora a passagem do Leslie pelas televisões portuguesas, deixando atrás de si um rasto de destruição, com prejuízos incalculáveis e danos irrecuperáveis no jornalismo que se faz na televisão, em Portugal.

Tanto quanto se conseguiu apurar os prejuízos não estão cobertos pelo seguro, o que só faz aumentar a tragédia. Um mal nunca vem só!

Ou não tivesse sido dado ao furacão ... nome de estrela de televisão ...

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