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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Notícias (d)e tempo

Resultado de imagem para o tempo que passa não passa depressa. o que passa depressa é o tempo que passou

 

"Durão Barroso goza férias milionárias".

"Porshe comprou a SIVA por 1 euro".

São duas notícias. A primeira data de 2003. A segunda, de hoje mesmo. Há 16 anos a separá-las...

16 anos é muito tempo... Às vezes, nem isso. É apenas muito dinheiro!

Há 16 anos Durão Barroso e a família iam passar férias com um amigo, que se deslocava num Falcon, que tinha uma ilha no Brasil, e que na Argentina tinha uma fazenda com a àrea do Alentejo. Hoje, o negócio que lhe alimentava a fortuna, que se limitava a importar, e distribuir através de uma rede de concessionários, por todo o país, apetecíveis automóveis das marcas Volkswagen, Audi, e Skoda, foi entregue aos alemães da Porshe, também donos das fábricas que produzem os automóveis que o negócio importa. E que para o negócio importam. Por 1 euro, mas porque os bancos perdoaram, para já e para as primeira impressões, 116 milhões de euros. Mas perdoarão mais, se for necessário...Trocos, pouco mais que isso, se comparado à banhada de Berardo. Nove vezes mais dinheiro. Mas muito menos tempo!

Da ilha no Brasil, e da fazenda do tamanho do Alentejo, na Argentina, não há notícias... E o Falcon já deve ter encontrado destino há algum tempo...

A traição do tempo

Por Eduardo Louro

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Lembro-me do deslumbramento com que, em criança, ouvia os mais velhos narrarem episódios e histórias de vida de há (havia) vinte, trinta anos. O tempo é das coisas mais objectivas, mais facilmente medíveis e por isso das mais absolutas, mas a noção que dele temos é a coisa mais relativa que a vida tem.

Em criança sentimo-nos esmagados pelo tempo. Se temos seis ou sete anos, ouvir falar de vinte remete-nos para uma dimensão avassaladora do tempo. Depois, os anos vão passando e só começamos a dar conta disso quando as nossas próprias recordações começam a comportar essa dimensão do tempo. E quando percebemos que as décadas começam a encurtar de forma quase assustadora: se da primeira pouco damos conta, bem sabemos como a segunda nunca mais passa, parece ela que tem os esmagadores trinta ou quarenta anos do tempo das histórias que ouvíamos. Os vinte anos  nunca mais vêm, mesmo com os dezoito a darem uma boa ajuda. A terceira já é bem mais curta, mas ainda dá - dava, já não sei se dá - para muita e muita coisa, e a terceira talvez esteja na medida. A quarta já tem bem menos de dez anos, e a partir daí os anos passam a meses...

Tudo isto me vem à cabeça neste dia em que me lembro que há cinquenta anos, em convalescença de uma intervenção cirúrgica à garganta, perdi o meu tio mais novo num estúpido - como todos - acidente de viação. Era o meu tio mais novo, e por isso o mais próximo de mim. Mas também o meu ídolo, o meu confidente, o meu amigo. 

Fazia 26 anos nesse 26 de Agosto de 1965. Estava a meio da primeira década a sério, ainda sem tempo para perceber como é traiçoeiro o tempo.

Há cinquenta anos... Há cinquenta anos, ainda a meio das férias grandes, a mais de um mês de entrar para o mundo novo do liceu, morreu o meu tio Manel. Nem sequer fui ao seu funeral... Não que fosse criança - nesse tempo a morte não era escondida às crianças, mas também eu já não queria ser criança. Foi a garganta que não aguentou a dor que vinha do coração!

Tempo: implacável com Cavaco!

Por Eduardo Louro

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A UTAO diz que há um desvio orçamental na receita - na cobrança de impostos - na ordem dos 660 milhões de euros, que põe em causa o défice de 3% fixado no orçamento, que o governo jura que é para cumprir.

A oposição, em força, quase que em jeito de festa correu a proclamar bem alto que já não vai haver nenhuma devolução da sobretaxa de IRS. Correu a agitar a mesmíssima bandeira que o governo, e a maioria, tinham agitado a semana passada. O foguetório poderá não ter sido o mesmo, mas não foi lá muito diferente...

O que não deixa de fazer sentido, e de ser até corente com uma certa lógica: é que o governo preparou a cenoura eleitoral da sobretaxa de IRS, com um simulador na página das Finanças e tudo, para apresentar em paralelo com as contas da execução orçamental do primeiro semestre. Se o anunciado bom andamento da cobrança fiscal permitia ao governo prometer a devolução - como se tivesse a devolver alguma coisa, como se não fosse apenas passar a tirar-nos menos um bocadinho - de parte da sobretaxa, naturalmente que o desmentido desse bom andamento pode permitir à oposição desmentir a devolução.

Por isso, por achar que há aí uma certa coerência lógica, não é pelos foguetes que a oposição lançou que o tema, na minha modesta opinião, merece atenção. Não gosto que se festeje o que não há para festejar. Tal como não havia festa nenhuma para fazer pelo simples anúncio de, num futuro mais ou menos próximo, porventura, eventualmente, nos poderem vir a passar a cobrar menos um bocadinho do que nos cobram em excesso. Extraordinariamente, e por isso indevidamente.  Só há pantominice... E a pantominice só tem de ser desmascarada, e nunca festejada. O que não é exactamente o que toda a oposição acaba de fazer.

O que nesta história me prendeu a atenção é mais uma vez o Presidente da República. Lembram-se certamente que Cavaco não quis perder a boleia da pantominice. Que não se limitou a dizer que é "uma boa notícia", foi mais longe e puxou dos galões. Segundo ele próprio, e bem à sua maneira, previra que, ao fim do segundo trimestre deste ano, "a evolução das finanças públicas apontava para o cumprimento de uma défice não superior a 3% e que a evolução das receitas fiscais do IRS e do IVA podia permitir alguma devolução da sobretaxa extraordinária que os portugueses têm vindo a pagar".

Depois da conhecida pontaria que o senhor que nunca se engana(va) tem para estas coisas, era mesmo uma questão de tempo. Só foi mais depressa do que se poderia esperar...

O tempo é um grande juíz, diz o povo. Implacável com Cavaco, diria eu!

Alguém viu por aí o Sol?

Por Eduardo Louro

 

Será que, enquanto andávamos todos entretidos com as praxes e com os quadros de Miró, Passos e Portas não aproveitaram para vender o nosso Sol aos chineses?

Estou mesmo a ver: saiu em mala diplomática, foi leiloado em segredo em Espanha – onde, ora em castelhano ora em francês, Portas tem andado numa roda-viva – e, no fim, foram os chineses quem deu mais…

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