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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

REABILITAÇÃO

Por Eduardo Louro

 

Numa pirueta com muitas voltas, truques e nuances o governo ressuscita o TGV, que matara e enterrara. E recupera um dos mais mortais pecados do governo anterior.

As obras … sempre as obras... Não há governo que consiga viver sem elas. Agarram-se a elas como lapas!

Um destes dias estaremos a ouvir falar em aeroporto!

Claro que para não ficar tão mal na fotografia nesta pirueta o governo, e em particular o ministro das finanças, precisou de umas maquilhagens. O TGV não é bem o outro TGV. Mas é um TGV. Não tem nada a ver com o outro, nem os fundos comunitários são os mesmos. Mas é o TGV!

Ah! Pois claro: o país já não está em crise. Graças à credibilidade que este governo recuperou para o país a crise já lá vai… Já podemos por isso voltar ao TGV!

Os Pedros Silvas Pereiras, Josés Lelos e companhia podem estar descansados. Ou talvez frustrados. António José Seguro pode descansar (ou talvez não!): já ninguém lhe exige mais que unifique o partido. José Sócrates está vingado. Está reabilitado e pode regressar em ombros! 

BEM APARECIDO, MAL RESOLVIDO

Por Eduardo Louro 

 

Dizia-se que o Ministro da Economia andava desaparecido. E ouvia-se responder que estava a trabalhar. A trabalhar muito, sem abandonar o ministério, à procura de soluções para a nossa pobre economia, presume-se.

Entretanto, por necessidade ou por disponibilidade – vá lá saber-se –, o ministro apareceu. Como apareceu com programas e projectos para tanta coisa podemos concluir que aquele recolhimento deu os seus frutos, e que apareceu agora para os comunicar.

Tenho algumas dúvidas que assim tenha sido. Não é por nada, é apenas porque ele apareceu a dizer o que todos os seus antecessores disseram. E como é fácil de ver, para descobrir o que os outros já tinham descoberto, não era preciso tanto recolhimento. E depois, logo a seguir, percebemos que tanto recolhimento afastou-o da realidade. Esqueceu-se que não há dinheiro!

Mas, como os seus antecessores, veio anunciar dinheiro e mais dinheiro para cima dos problemas. São 100 milhões para um programa para desempregados há mais de seis meses, são apoios à internacionalização das empresas e são alterações ao capital de risco público para financiar isto tudo. E são duas linhas de velocidade alta para levar daqui os nossos produtos, de comboio, depressa e bem. Quantos milhões? Não se sabe, mas talvez os mesmos do TGV, ou por aí perto…

Eu bem desconfiava que naquela conversa de Madrid, quando ele disse que a decisão sobre o TGV seria anunciada em Setembro, havia gato escondido com rabo de fora. Os dinheiros de Bruxelas vêm à mesma, seja para TGV ou para outra coisa. Desde que meta carris, e os comboios que lá têm para nos vender, o dinheiro vem à mesma. E a parte que nos toca logo se vê. Até porque havia muitas indemnizações para pagar…

E anunciou um grande investimento de uma das grandes multinacionais. Mas nada mais disse, é segredo. E há afinal muita gente interessada em investir em Portugal… Já não vêm é a tempo de nos ajudar a resistir ao agravamento da depressão no próximo ano!

 

 

(A)GOSTO DE ADIAR

Por Eduardo Louro

 

Afinal o TGV – o famoso TGV Lisboa Madrid, obsessão antiga – ainda mexe ou será apenas um detalhe do fascínio deste governo pelos adiamentos?

Como o governo adia tudo, porque tudo continua por estudar, acredito que quando o Álvaro diz ao governo de Madrid que em Setembro lhe dará novidades, não queira dizer que o governo não saiba muito bem que não se pode meter em aventuras. Quem disse do TGV o que Maomé não diria do toucinho não pode, agora, dizer estas coisas. Nem mesmo em Madrid!

UM GOVERNO IGUAL A SI PRÓPRIO

Por Eduardo Louro

 

Em gestão ou em pleno exercício legítimo do poder, este governo não muda na sua imensa capacidade para manter, imperturbavelmente, um discurso de costas viradas para a realidade e para o mais elementar bom senso. É o rumo de Sócrates: há muito traçado e do qual ninguém se afasta um milímetro que seja!

Hoje, enquanto Sócrates continuava a sua nobre tarefa de sacralização do PEC 4 – já a antecipar um dos seus cavalos de batalha da campanha, agora na variante da sua comparação com o que será o produto final da troika, e a adornar a sua tese conspirativa (tirou da cartola que o PSD tinha outras maneiras de provocar eleições, sem prejudicar o país) – o seu ministro mais que tudo, Silva Pereira, falava-nos de Teixeira dos Santos. Para dizer que o ministro menos que tudo está integralmente dedicado às negociações com a troika!

Isso mesmo: o ministro que Sócrates publicamente indicou como o interlocutor do governo junto da troika, o chefe mor do governo nestas negociações - na primeira afronta pública de Sócrates ao seu ministro das finanças (a segunda seria o seu afastamento das listas) - estava agora a dizer, com a maior e habitual desfaçatez, que ninguém sabe do ministro das finanças porque ele está fechado com a troika e sem tempo de sequer aparecer!

Vale a pena citá-lo: «O ministro das Finanças está integralmente dedicado, trabalhando desde muito cedo até muito tarde, para que este processo tenha um desenlace compatível com aquele que melhor serve os interesses do país», E vale a pena ainda referir que, quando os jornalistas lhe perguntaram pelo ministro das finanças, achou a pergunta “extraordinária”. Despropositada, acrescento eu! Extraordinária é no entanto a sua resposta, e volto a citá-lo: «Os portugueses sabem perfeitamente o que está a fazer o ministro das Finanças. Está a negociar o processo de ajuda externa; está a trabalhar intensamente no Ministério das Finanças com a troika europeia para defender Portugal neste processo de negociação internacional».

É fantástico! Teixeira dos Santos agora até passa por escriturário - vá lá, contabilista - de Pedro Silva Pereira!

Tão fantástico quanto o impagável (bom, com mais uma PPP talvez se consiga pagar! Lá bem mais para a frente!) ministro das Obras Públicas, António Mendonça, vir também hoje garantir que aguarda o visto do Tribunal de Contas para o TGV!

Caramba, não haverá ninguém que abane o homem?

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