Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Não foi bonito, não

Esta tarde, em Toulouse, o Benfica escapou a uma eliminação humilhante neste "play off" de apuramento para os oitavos de final da Liga Europa, mas não escapou a mais uma exibição deprimente. Salvou-se o apuramento, mas a prestação da equipa voltou a ser medíocre.

Roger Schmidt apresentou uma equipa estranha - para não lhe chamar outra coisa - para os objectivos que certamente estabelecera para este jogo. Com uma vantagem escassa, de apenas um golo pelo 2-1 da Luz, há uma semana, o objectivo não poderia ser o que, no fim, pareceu ser único - defendê-la. Teria de ser mandar no jogo, dominá-lo, marcar e ganhar. Com a evidente diferença de qualidade para o seu adversário - sim, ganhou no último jogo do campeonato no Mónaco, mas é o 13º classificado do campeonato francês - não poderia ser outro.

Por isso é que é estranha a equipa apresentada. Na defesa a novidade foi o regresso de António Silva, depois do falecimento do avô. De resto tudo normal, até porque é cada vez mais claro que ainda não foi desta que se resolveu o problema do lateral esquerdo, lá terá de estar Morato. O que não é normal é que esteja cada vez menos adaptado.

No meio campo poderia não haver João Neves, em sofrimento pela perda da mãe, no domingo, logo após o jogo. Mas quis jogar, e jogou. E foi extraordinariamente confortado pelos adeptos. Ao seu lado João Mário, como no jogo com o Vizela. Só que este era outro jogo. Pelo que jogara no domingo passado, na frente teria de haver lugar para Neres. Rafa e Di Maria têm, como João Mário, lugar cativo. O nove voltou a ser Tengstedt, e a equipa acabava por ser de quatro jogadores para defender e seis para atacar.

Poderia parecer uma equipa para atacar, dominar o jogo e ganhá-lo. Mas era apenas uma equipa partida a meio, com tudo a cair em cima de João Neves, agarrada a todos os santinhos para defender o 0-0.. 

Enquanto, na primeira parte, o Benfica conseguiu impor a superioridade técnica dos seus jogadores, e com isso ter bola, ainda foi possível disfarçar um bocadinho que as duas metades estavam escaqueiradas. Ainda deu para três boas oportunidades de golo, desperdiçadas por Rafa, Di Maria e António Silva. Os jogadores do Toulouse encolhiam-se e só davam uns "safanões" de vez em quando. Quando o faziam, usando o poder físico, e a velocidade e explorando as faixas laterais, os problemas da equipa do Benfica ficavam à mostra.

O pior foi quando, "perdidos por um perdidos por cem", à medida que o tempo avançava pela segunda parte dentro, os "safanões" passaram a ser constantes. Aí é que já não deu para disfarçar nada. As alterações de Schmidt ao intervalo não só não mudavam nada de estrutural - Morato e Tengstedt ficaram no balneário para entrarem Alvaro Carreras e Cabral - como correram mal ao nível da prestação individual. 

Aursenes (para a saída de Neres) só entrou a 20 minutos do fim, já não havia por onde colar a equipa. E Kokçu, a 5 minutos do fim, por troca com Di Maria, já só entrou para servir de "bombeiro".

Não foi bonito, não. Foi mesmo feio de mais, e valeu Trubin e mais uns santinhos quaisquer.

 

 

Adversários difíceis

O Benfica fez mais um jogo fraquinho, esta noite, com o Toulouse, uma equipa que anda pelos últimos lugares do campeonato francês, e que se apresentou na Luz nessa condição, exactamente como fazem as equipas do campeonato português que lutam pela fuga ao últimos lugares.

Não deveria, até por isso, ser novidade para o Benfica. Não havia razão para qualquer tipo de surpresa, e a equipa deveria estar mais que preparada para enfrentar o tipo de dificuldades que na realidade a equipa francesa lhe colocou. 

O problema é que o Benfica já só sabe jogar de uma única forma, e sempre sem velocidade, sem intensidade, sem profundidade, sem linha de fundo. E assim todos os adversários são difíceis, como invariavelmente Schmidt declara.

Não. Este Toulouse não é um adversário difícil, o Benfica é que o tornou, como repetidamente vem fazendo, em mais um adversário difícil. 

Na primeira parte o Benfica criou apenas duas oportunidades para marcar. Primeiro num belo remate de Rafa, que terminou com a bola no ferro do ângulo superior direito da baliza do jovem (18 anos) guarda-redes francês, completamente batido. E, depois, praticamente no último lance, num remate de João Mário, a concluir a melhor jogada que construiu em todo o jogo. Pouco, muito pouco!

Esperava-se que tudo mudasse na segunda parte. Mas o que mudou foi que o Toulouse percebeu que o Benfica estava a jogar tão pouco que acreditou que dificilmente perderia este jogo. Era só deixar passar o tempo, que continuadamente foi queimando, e ir acumulando faltas, sempre com a complacência do árbitro. No Benfica nada mudou. 

Continuou sem agressividade, sem velocidade e a tentar entrar na área pela zona central, onde os jogadores da equipa francesa montavam uma autêntica muralha de pernas. Até que, finalmente num cruzamento para a área, e já com Neres (em vez de João Mário) e Bah (no lugar de Aursenes que, com a saída de Carreras, passou para a esquerda)  em campo, a darem um safanãozito no jogo, um jogador adversário saltou com a mão a uma bola. O penálti era claro. Tão claro quanto disparatado. Mas o árbitro não o viu. Não deve mesmo ter visto porque foram precisos três minutos para o VAR o convencer a ir verificá-lo nas imagens. 

Di Maria converteu-o em golo e, como habitualmente, pensou-se que o mais difícil estava feito. Que a partir daí tudo mudaria. Mas não, outra vez. Bastaram pouco mais de 5 minutos para os franceses empatarem, ao segundo remate que fizeram à baliza, na ressaca de uma bola que subiu até ao céu dentro da área de Trubin, com toda a defesa "a olhar para o balão". Caricato. Mas intolerável, para profissionais.

No quarto dos 7 minutos de compensação - só no penálti passaram mais de quatro, o resto ficou por conta das substituições, sem que nada sobrasse para compensar o tempo queimado pelos jogadores do Toulouse a cada reposição de bola, onde quer que fosse - surgiu o penálti salvador (numa pisadela a Marcos Leonardo que, em mais uma substituição estrondosamente assobiada, tinha entrado para o lugar de Arthur Cabral) que Di Maria voltou a converter. E que valeu a vitória. Justa - talvez a derrota do Toulouse seja mais justa que propriamente a vitória do Benfica - mas que não esconde a realidade que o Sr Schmidt teima em negar.

Pior que esta negação da realidade só as tochas que uns energúmenos voltaram a lançar lá do topo deles. Como pode haver quem queira tanto mal ao Benfica?

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2023
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2022
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2021
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2020
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2019
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2018
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2017
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2016
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2015
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2014
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2013
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2012
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2011
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2010
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics