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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Nos limites do paradoxo

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Hoje, no último dia do prazo, o Banco de Portugal entrega finalmente na Assembleia da República a lista dos grandes devedores da banca, depois de, em Janeiro passado, ter sido aprovada a lei que obriga as instituições de crédito a divulgar informação sobre os créditos que provocaram as perdas que as  conduziram ao pedido de auxílio do Estado.

Depois de tanta resistência em fornecer esta informação, levantando sempre os maiores problemas, sempre perdidos nos excessos das tecnicalidades apenas acessíveis aos seus altos quadros, o Banco de Portugal acabou por fazer chegar ao Parlamento não uma, mas duas listas: uma para os deputados, e outra para divulgação pública.

É sempre assim, cada vez que falamos de transparência...

Amanhã, os alunos das escolas portuguesas, depois de em Março terem aderido ao grande protesto mundial dos estudantes ("não há planeta B"), vão participar numa greve climática para desenvolver acções de protesto pelas agressões ambientais em 34 cidades.

Mas há testes marcados para esse dia. E os alunos vão ter falta injustificada, justificada por todos os directores escolares, mesmo pelos que saúdam o seu abraço à causa, e juram encontrar toda a justificação para o protesto. 

Somos assim, sempre nos limites do paradoxo! 

Tudo certo

Por Eduardo Louro

 

Já aqui tínhamos dado conta da indepedência do funcionamento do Estado. Não é só com este governo, mas em moldes especialmente grosseiros com este governo. Da forma como, contra os cidadãos, inverte o ónus da prova. Ou como é o pessoal da administração interna que comanda os inquéritos às polícias. Ou como é o das finanças a inquirir os actos do pessoal das finanças, e de como "no fim bate tudo certo".

Mas quando em causa está pessoal que é mais que pessoal vai-se directamente ao mais restrito círculo pessoal. Por isso o inquérito sbre as listas VIP foi comandado por uma senhora que era, até há bem pouco tempo, adjunta do secretário de Estado da Admnistração Pública, colega de Paulo Núncio. E do mesmo Ministério das Finanças... 

Tudo compatível. Tudo bate certo!

 

No fim bate tudo certo!

Por Eduardo Louro

 

 

Nada de novo. Tudo como dantes: quartel general em Abrantes... A Inspecção Geral de Finanças, inspecciona .... as Finanças. E, claro... no pasa nada!

A famosa lista VIP de Paulo Núncio não tem nada de mal e já está tudo arrumado. Porque afinal é como a pescada... Antes de o ser, já o era. Já existia, mesmo antes de ser criada... Não digam que não é notável.

É assim que, por cá e com esta gente, as coisas se passam. A ministra da Administração Interna também deu trinta dias para o inquérito da IGAI à actuação do polícia em Guimarães, e da polícia no Marquês de Pombal, nos festejos do Benfica...

É com esta independência, e com esta transparência toda, que as coisas se resolvem. A malta das Finanças investiga a malta das Finanças. A malta da Polícia investiga a malta Polícia... E por aí fora... No fim bate tudo certo!

 

 

A Europa quer e o DEO aparece...

Por Eduardo Louro

 

Afinal o DEO não levou o sumiço do avião da Malaysia Airlines, e vai ser apresentado hoje, ao fim da tarde. Pode não ter estado tão desaparecido como esse avião, mas tem pelo menos estado tão escondido quanto o fugitivo de S. João da Pesqueira. Vale que tinha data limite para aparecer - era hoje, e de hoje a Europa não deixava passar. 

Como tudo é tão transparente, com este governo... E previsível. Basta a Europa querer... 

 

TRANSPARÊNCIAS

Por Eduardo Louro

  

Depois dos ministros que abandonam o governo para se passarem para as administrações das empresas, muitas com negócios nas áreas que tutelavam. E de deputados que transitam do parlamento para empresas bem chegadas a matérias tratadas nas comissões parlamentares por onde passaram. E de responsáveis pelos serviços secretos do Estado que trocam a excitante actividade da espionagem pela confortável vida da gestão em empresas privadas, surgem agora os magistrados do Ministério Púbico a fazer o mesmo.

Dizia-se hoje por aí que o Procurador Orlando Figueiredo, que teve a seu cargo a investigação do caso BES Angola, teria trocado o Ministério Público pelo BIC. Um banco, o tal que ficou com aquele bocadinho pequenino de lombo que deixaram esquecido no BPN! E um banco de capitais angolanos. Luso-angolanos, corrigir-me-ia agora Mira Amaral…

Que já negou tudo. Tanta gente mal informada... É difícil ter mão neste país!

Por este andar desconfio bem que, dentro de pouco tempo, veremos uma boa parte dos deputados a transferirem-se para as administrações de empresas de águas de mesa. A informação - seguramente privilegiada - que guardam, agora  que a Assembleia da República concluiu que a água da torneira que lhes queriam impingir fica 30 vezes mais cara que a engarrafada, abre-lhes seguramente as portas dos conselhos de administração das melhores empresas do negócio. 

Tudo tão transparente como a água. Dentro da garrafa, do jarro ou do copo!

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