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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Para já, o petróleo sobe ...

 

 

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Sabe-se que Trump não lê. Não lê nada, nem relatórios de segurança, nem sequer pequenas notas ... Nem ouve, especialmente conselhos avisados. Não ouviu Macron. Nem Merkl. Nem May. Mas ouve Netanyahu. E ouve Salman. E gosta do que ouve, soa-lhe bem...

E então, pois claro - rasgou os acordos de desnuclearização assinados com Irão, em Viena, há menos de três anos, como de Telaviv e de Riade reclamavam. E é isso: um ultra fanático israelita e o não menos fanático, sanguinário e terrorista regime árabe manipulam como uma marioneta a figura a quem o mais poderoso país do mundo entregou o seu destino. E põem e dispõem da paz mundial!

Para já, o petróleo sobe... Mas isso é o que de menos mau aí vem!

Efeméride do dia

 

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Passa hoje um ano sobre a eleição de Donald Trump como 45º presidente dos Estados Unidos da América. Faz hoje um ano, aconteceu o que ninguém julgaria possível acontecer. NInguém imaginava que um tipo bizarro e embecil pudesse rapidamente passar de superempresário de falências a candidato republicano. Daí a presidente da ainda maior potência mundial, só em ficção... Só no mundo de Homer Simpson!

Mas às vezes o impossível acontece, e Trump lá está. E em 10 meses de presidência, não se limitou a admitir e despedir pessoas ou a dizer diariamente disparates no twitter. Teve ainda o imenso mérito de fazer de Goerge W Bush um presidente  (quase) inteligente, (quase) respeitável e (quase) moderno e progressista!

Revelação da semana

   

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Sem surpresas, já fora eleito (apesar disso) com essa promessa, Trump mandou oficialmente o Acordo de Paris às ortigas.

Para isso não disse apenas "covfefe", disse alarvidades bem maiores. Disse que não há quaisquer problemas ambientais. Que não passa de invenção, essa história de o Homem andar a dar cabo do planeta. E que o Tratado de Paris não tem nada a ver com clima e alterações climáticas, mas tão só com a forma que o mundo encontrou de tramar a América.

E, já se vê, para tramar a América está lá ele, não precisa nada que seja o mundo a fazê-lo.

Claro que também trama o mundo. Mais do que isso - assusta-o. Mas trama antes de tudo a América, primeiro isolando-a do resto do mundo e, depois, deixando-a para trás no caminho do desenvolvimento técnico, científica, industrial e económico.

É com desafios como os que hoje o planeta e as alterações climáticas colocam que, como diz o poeta, "o mundo pula e avança". Com Trump, a América não só não sai do mesmo sítio, como recua. A América não é apenas a América rural e profunda, de ignorância, crendices e fundamentalismos que elegeu Trump. A América é também a maior e a mais dinâmica economia do mundo, a maior e mais dinâmica comunidade científica do planeta, e o maior centro de inovação do globo. E esta América não quer ficar para trás. Sabe que não pode ficar para trás, e sabe quanto lhe custa (directamente, em mercado) estar do lado errado da História.

Por isso as elites americanas estão contra Trump. Por isso, os responsáveis máximos das maiores e mais icónicas empresas da América e do mundo, e até os das petrolíferas americanas - tidas como as mais interessadas no "covfefe"- estão contra esta decisão "covfefiana". E é por isso legítimo admitir que, se  os EUA se estão nas tintas para o ambiente, as empresas e a economia americana, não. 

E, se assim for, as consequências de mais uma estúpida decisão de Trump pouco mais serão que "covfefe".

E pronto: já descobriram que fui eu a decifrar o maior enigma do mundo nesta semana. É isso - "covfefe", quer dizer isso. Nada.

Não quer dizer nada. Podia lá ser outra coisa?

Decorar não é agir!

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Assinalam-se hoje os 100 dias de Guterres como Secretário Geral da ONU. Ontem viram-se algumas críticas à sua (in)acção, em especial da parte de uma directora da Amnistia Internacional, que falou mesmo de "completa inacção". 

Ontem, também, reunidos em Madrid, os primeiros ministros dos sete países europeus do Sul, entre os quais naturalmente António Costa, apressaram-se a revelar "compreensão" pelo ataque americano à Síria. "Compreensão" complementada pela advertência que "não pode haver solução militar para o conflito".

Se "compreender" um ataque militar num "conflito que não pode ter solução militar", é obra; "compreender" o brusco e unilateral ataque americano, sem "compreender" os interesses e as motivações pessoais de Trump, não o é menos. E vem isto de pequenos países do marginalizado sul da Europa, bem longe de serem potências instaladas, que ainda há semanas, o melhor que tinham para dizer de Trump era falar de um burgesso mentalmente instável.

Por isso, e voltando ao princípio, pode ser fácil acusar Guterres de completa inacção. Mas a verdade é que, como estávamos fartos de saber, ninguém liga nenhuma ao lugar que ocupa. É uma figura decorativa que às vezes dá jeito ter à mão. Mais nada, e sem novidade nenhuma. Decorar não é agir!

Traição à América

Procuradora-geral americana pede ao Departamento de Justiça para não apoiar decreto de Trump

 

 "You are fired" -  a expressão que Trump não deixou em casa, ou na sua Torre, e levou para a Casa Branca. Já não há dúvida, Trump comporta-se na presidência da América como na administração das suas empresas. Quem se lhe opuser é acusado de anti-americanismo, e demitido. Para já. Lá mais para a frente, mais se verá certamente.

Não é nada de novo. Pensavamos era que isto se passava apenas na América Latina, nunca ninguém achou possível que pudesse acontecer no farol da liberdade... Aos Estados Unidos da América acaba de chegar o maior crime da sua História: o da traição à América!

No sentido obviamente dual.

E ao sétimo dia...

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...  Depois de uma primeira semana em rédea solta, o fim-de-semana começa a mostrar os primeiros travões a Trump. Não é só a rua, é o próprio sistema a reagir.

As instituições funcionam. Têm de funcionar!

E há todo um mundo para além da meia dúzia de admiradores de Trump. E há até quem se encarregue de mostrar que o terrorismo que se alimenta das suas ideias não é em nada diferente do outro. Porque terrorismo é simplesmente terrorismo

Um manual político escarrapachado num muro

 

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Faz hoje uma semana que Trump tomou posse como presidente dos Estados Unidos da América, e o que já se pode dizer é que não está a defraudar as expectativas. Nenhuma das ameaças corre o risco de se não concretizar: o Obamacare, já era; a mentira, quotidiana e permanente, é uma infindável sucessão de factos alternativos; a comunicação social é para estar calada, e para ser desacreditada todos os dias; a tortura funciona "absolutamente" e por isso é um instrumento legítimo na estratégia de "combate ao fogo com o fogo"; os tratados comerciais já foram rasgados; e o muro na fronteira com o México já começou a ser construído. 

Hoe recebe a visita da primeira-ministra britânica, Theresa May, mas para a semana já não irá receber a do presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, que a cancelou depois de Trump ter reafirmado que o muro iria ser pago pelos mexicanos. Depois de cancelada, Trump voltou ao tema e, para a confusão que tanto preza, e de que necessita como ar para respirar, lançou ele o conselho ao seu congénere e vizinho para que, se não queria pagar, não viesse.

E rapidamente garantiu que pagariam. A bem ou mal. E já que não pagam a bem pagarão a mal, através de um imposto de 20% sobre os bens importados do México, que trará uma receita de 10 mil milhões de dólares por ano.

Ora, vamos lá a ver: admitamos que Trump pode fazer isso, contra o Tratado em vigor entre os três países do continente, designado por NAFTA. Que não pode. Admitamos que, com o imposto, as importações não caem, apesar de 20% mais caras. Admitamos ainda que esse aumento no custo dessas importações não tem qualquer efeito na economia americana. E admitamos, finalmente e para facilitar, que a receita do imposto seja mesmo aquela. Mas quem é que paga esse imposto? Não são os americanos?

Então onde é que estão os mexicanos a pagar o muro?

Evidentemente que ninguém acredita que, por mais estúpido que Trump seja, o seja tanto que não perceba isto. Ele aposta é em que os americanos o não percebam. Por isso manipula, confunde e mente. Para que a manipulação, a pós-verdade e os factos alterantivos  façam o seu caminho é preciso uma imprensa desacreditada, se não mesmo calada. Se resistir é incendiária, e lá vem o fogo, que se combate com o fogo...

É todo um manual político escarrapachado num muro!

Como o feitiço se virou contra o feiticeiro...

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Mês e meio depois depois das eleições, desta vez na segunda terça-feira de Novembro porque na primeira era feriado - e para os americanos os feriados são para descansar e "curtir", não são para votar - cumpre-se hoje, e só hoje, a verdadeira e decisiva eleição do presidente dos Estado Unidos da América.

É verdade: é hoje que Trump será eleito presidente, porque é hoje que os grandes eleitores eleitos há mês e meio vão cumprir a constituição, votando eles agora directamente nos candidatos que então se apresentaram ao voto popular. Que, como bem se sabe, foi em maior parte para a candidatura de Clinton: mais de 2,5 milhões de votos a mais!

Em tese, os resultados da voltação de hoje deste colégio eleitoral podem impedir a eleição de Trump. Não faltaram de resto manifestações e processos com esse objectivo, e o espírito da lei constituicional é esse mesmo: que uns cidadãos mais esclarecidos possam corrigir a vulnerabilidade popular à demagogia e ao populismo.

Ironia máxima: a lei que a Trump aproveita foi exactamente feita para evitar que Trump fosse eleito. Como o feitiço se virou contra o feiticeiro...

No fundo sempre achamos que haveria de aparecer a barreira que travaria Trump, o crivo por onde não poderia passar. Como todos falharam, ainda há quem queira pensar que seja este, no último, "in extremis" que tudo acabe por se resolver. Como quando acordamos de um pesadelo. Mas isso é continuar a dormir...

O homem que faz do governo da maior potência mundial um clube de milionários - para reunir tanto dinheiro como Trump junta na sua administração, numa pequena sala. era preciso encontrar um local onde coubesse um terço dos americanos! -, que já distribuiu todas as raposas por todos os galinheiros, e que já começou a brincar com o fogo, vai mesmo ser hoje confirmado com o 45º presidente dos Estados Unidos da América. E daqui por um mês, como sempre a 20 de Janeiro, passará mesmo a ocupar a Casa Branca de pleno direito.

 

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