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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Maleitas escondidas com rabo de fora

A selecção nacional mantém aberta a perspectiva da presença no campeonato do mundo de futebol, no final do ano. Lá para o Natal porque, depois de terem obrigado a tanta coisa, os petrodólares do Catar, mesmo que cheirem mal, também a isso obrigam.

Afastada a Turquia, esta noite no Dragão, falta agora; à mesma hora e no mesmo local, dar a volta à ... Macedónia do Norte. Isso mesmo, ganhou à campeã europeia. E a Itália falha o segundo mundial consecutivo, coisa nunca vista.

A selecção apresentou-se com alguns jogadores que não têm sido presença habitual na equipa, o que não quer dizer nada de renovação. De novidade só mesmo o jovem guarda-redes do Porto, Diogo Costa, que é bem capaz de ter acabado com o velho reinado de Rui Patrício. O resto eram repescados, por força das ausências de Cancelo, Rúben Dias e Pepe, e velhos conhecidos de Fernando Santos. Ganhou e teve até momentos em que jogou bem. Mas não apagou nenhum dos  males que há muito a apoquentam, e que lhe cortam as asas que a actual geração de extraordinários jogadores lhe dá. Continuam lá, bem vivos.

Como de costume, a selecção até entrou bem. Com Cristiano, claro. E para todo o sempre. Marcou ainda cedo, ao quarto de hora de jogo, e como de costume, em vez de aproveitar o balanço, abanou. E durante largos minutos, à volta do meio da primeira parte, entregou-se à pressão da equipa da Turquia. E de repente passou a perder sucessivamente bola sempre que saía a jogar, não conseguindo ligar uma jogada. O Diogo Costa passou a chutar a bola para a frente, e com a ajuda das segundas bolas, acabou por passar conseguir ultrapassar o problema e voltar a ficar por cima do jogo. E marcou o segundo, já perto do intervalo.

Com 2-0 ao intervalo, estava resolvido, terá toda a gente pensado. Todos, menos os que desconfiam sempre ... 

Com a entrada na segunda parte parecia que não haveria razões para desconfiar. Mas rapidamente começaram a surgir sintomas de outro dos males da selecção - adormecer ela própria quando decide adormecer o jogo. Adormeceu - estavam mesmo a dormir - e a Turquia marcou. A equipa, que tinha sobrevivido à pressão turca depois do primeiro golo, não sobrevivia ao seu adormecimento. E de repente, com meia hora para jogar, com aquele golo entregou o ouro ao bandido, como tinha feito com a Sérvia, que a meteu nestas alhadas do play-off

Mesmo sendo este um bandido um bocado mais fraquinho, poderia mesmo levar o ouro. Até porque, logo a seguir, apareceu um penálti que o VAR não deixou passar. Valeu a Nossa Senhora de Fátima de Fernando Santos, e o Burak Ylmas atirou para a bancada. E valeu a tamanha diferença de qualidade dos jogadores portugueses que, com o adversário adiantado à procura do empate falhado com o penálti desperdiçado, dava para construir sucessivas jogadas de transição que iam pondo em sentido os turcos. E deu ainda para o terceiro golo, já bem dentro dos cinco minutos de compensação.

Mesmo com as maleitas do costume deu para ganhar a esta selecção turca. Como terá que dar para ganhar à Macedónia do Norte, por maior que seja a sensação que transporta na bagagem que traz para o Porto. Mas, se continuarem apenas escondidas e sem ser tratadas, estarão de volta no Catar. E Fernando Santos, hoje bestial - dizem eles -, voltará a ser besta!

Euro 2020 - Grupo A, de Itália

Vídeo: O resumo do triunfo italiano sobre o País de Gales

 

Hoje fechou-se o grupo A. Com a Itália já com o apuramento garantido, só com vitórias, e a Turquia só com derrotas, Suíça e País de Gales disputavam o segundo lugar no grupo, que garantia também e desde logo o acesso aos oitavos de final da prova.
 
Curiosamente usufruíam ambas de vantagens do calendário. Os galeses porque, jogando com a Itália já apurada, defrontariam um adversário em poupança, que daria descanso às suas principais individualidades, e portanto teoricamente menos difícil. Os helvéticos porque encontrariam um adversário desmotivado, que falhara em toda a linha as expectativas que trouxera para esta competição, numa dinâmica de derrota que, especialmente em torneios deste género, muito curtos, é muito difícil de inverter.
 
Nestas circunstâncias a vantagem da Suíça pareceria mais interessante. Mas no fim foi a selecção do País de Gales quem saiu a ganhar. Não tanto que a sua vantagem tivesse sido mais evidente, mas pelas próprias circunstâncias do jogo.
 
Em Roma, fazendo o pleno dos jogos de apuramento em casa, a Itália, mesmo com uma equipa de segundas linhas, com oito alterações na equipa, manteve o seu futebol, do melhor e do mais excitante deste Europeu. Com os mais utilizados, ou com os outros, as mesmas dinâmicas e a mesma qualidade.
 
Porque o jogo de ontem da selecção portuguesa ainda é actualidade, abro um parênteses para lançar um pequeno desafio: quantos jogadores da selecção italiana, posição por posição - e tiremos os guarda-redes, cujo contributo para a qualidade do futebol é pouco relevante - , são claramente melhores que os portugueses?
 
Não é preciso ir consultar o "Tranfermarket", mas se o fizermos a resposta não será provavelmente muito diferente: um. Jorginho. A selecção de Fernando Santos não tem um centrocampista como ele. O que mais se aproxima das características do italo-brasileiro é Rúben Neves. Mas não calça. Nem a equipa está rotinada para o seu futebol.
 
É isso. O melhor futebol desta primeira fase do Europeu é apresentado por uma equipa que, individualmente, não tem mais que um jogador superior aos portugueses.
 
Fechado o parênteses, a Itália voltou a ganhar, num jogo bem disputado e interessante de seguir, e fechou o apuramento com o pleno de vitórias e sem sofrer golos. Com a mesma qualidade, e ainda com a oportunidade de mostrar serviço nas bolas paradas. Foi num dos chamados lances estudados que fez o golo (por Pessina, alguém já ouviu falar?), que foi único porque assim calhou. E assim calhou porque, noutra demonstração do trabalho de laboratório a bola esbarrou no poste. 
 
Os galeses sabiam que, se escapassem à chapa 3, ficariam em boas condições de segurar o segundo lugar, mas isso não os impediu de disputar o jogo no campo todo. Foram uma equipa completa (mais um exemplo: têm três jogadores de elevado nível - Ramsey, James e Bale - mas os outros são jogadores das divisões secundárias do futebol inglês), com identidade, e que nunca se deixou atropelar pelo futebol italiano. Nem mesmo jogando em inferioridade numérica desde os 10 minutos da segunda parte. 
 
Em Baku, num Estádio que destoa neste Euro, antigo e à antiga, que a Turquia feito sua casa, o jogo valeu pelos golos. Quatro, todos excelentes. Mas com dois verdadeiramente fantásticos -o segundo da Suíça, e primeiro de Shaqiri, e o único dos turcos na prova, de Kahveci.
 
A Turquia não conseguiu resistir à dinâmica de derrota, e falhou rotundamente em especial na transição defensiva. A Suíça, com Seferovic a fazer um bom jogo (marcou o primeiro golo -bem cedo, na primeira vez em que a equipa chegou à baliza turca, e esteve soberbo no passe para o segundo, o tal primeiro de Shaqiri),  aos 26 minutos já ganhava por 2-0. Mas foi o seu guarda-redes quem mais, e mais difícil, trabalho teve em toda a primeira parte, com três defesas que eram de golo. 
 
Na segunda parte foi o inverso, aí foi o guarda-redes turco a ficar com esse papel. E Sommer não teve praticamente nada para fazer. Porque nada tinha a fazer no extraordinário golo dos turcos. 
 
Shaqiri foi, com dois golos e uma exibição fantástica, o homem do jogo. Como é diferente ser a estrela da companhia!
 
Não foi este jogo que afastou a Suíça do segundo lugar. Foi o 0-3 da Itália que lhe deu os dois golos de diferença para os galeses que os empurrou para o terceiro lugar, e os deixa de credo na boca até quarta-feira. Os 4 pontos podem não ser suficientes para fugir aos dois terceiros que vão ficar de fora. Mesmo que Portugal até possa dar uma ajuda…

O tolo

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(Roubado do Der Terrorist)

 

É mais mais um tesourinho deprimente de Trump, esta carta que fez entregar ao presidente turco e que anunciara de “muito poderosa”.

Mesmo sabendo tudo o que se sabe "deste imbecil eleito presidente da maior potência mundial", por mim, nunca imaginaria que, ao nível mais alto da diplomacia, num contexto de grande exigência formal como é o de uma guerra internacional, a indigência pudesse atingir esta dimensão. 

Não é apenas a habitual boçalidade, que Trump sempre disfarça com os excessos de informalidade e com linguagem de negócios de merceeiro. É também a completa ausência de tacto que, mesmo no final, não poderia deixar de ser mais expressiva: "Não seja um tipo difícil". Não seja tolo"!

Aí está o que, para o tolo-mor do planeta, é uma carta “muito poderosa”. Podemos ficar descansados. Não ficam dúvidas que Erdogan manda já retirar as tropas da Síria, e deixa os curdos em paz... 

Coisas dos dias que correm

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Enquanto por cá, entretidos a fazer (de) conta(s) à geringonça, vemos ressurgir Miguel Relvas, e logo a reclamar ar fresco para o partido - ao contrário do que poderia à primeira vista parecer, faz todo o sentido: os mais bafientos são os que mais precisam de ar fresco - no outro lado do Atlântico, Trump continua na  sua espiral de loucura, ao ritmo da sua profunda ignorância e da sua ilimitada imbecilidade.

Depois de decidir retirar as tropas da Síria, abrindo espaço a Ancara para avançar sobre a minoria curda no território, isto é, de abandonar os curdos, que usou para derrotar o daesh e que deram a única vitória militar aos americanos dos últimos anos, à sua sorte e às mãos de Erdogan, Trump surge no Twitter - of course - a ameaçar que, se a Turquia intervier militarmente na Síria para além dos limites definidos pela sua própria, enorme e incomparável sabedoria, destruirá e aniquilará completamente a sua economia.

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Guterres é também isto...

 

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Com o mundo de olhos postos naquela gruta da Tailândia à espera de mais um desfecho feliz em mais uma fantástica história de sobrevivência humana, na Turquia, o todo poderoso Erdogan avança pela sua lista de purgas com vista à destruição de todo e qualquer foco de oposição e de desobstruição do mínimo sinal de resitência ao seu projecto de poder pessoal e totalitário.

Aproveitando o estado de emergência que ainda vigora antes da (re)tomada de posse, e aproveitando o domingo, Erdogan fez publicar no "diário da república" lá do sítio a lista de 18500 funcionários públicos despedidos por razões de segurança nacional, elevando para 110 mil o númeos de funcionários do Estado expurgados nos últimos dois anos. 

Desta nova lista publicada ontem às 5 da manhã não consta, no entanto, o nome de Aydin Sefa Akay, o juiz do Tribunal Penal Internacional, sedeado em Haia, que António Guterres não reconduziu. Renovou por mais dois anos todos os mandatos de todos os juízes do Tribunal Penal Internacional, à excepção do deste turco por quem Erdogan não nutre especial simpatia.

Quando não dá para inscrever na lista a publicar no "diário da república", Erdogan sabe como fazer. E Guterres é também isto... Lamentavelmente, como sabemos... 

 

 

Fontes de inspiração

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Na Turquia, Erdogan chegou finalmente ao poder absoluto, ao fim de 15 anos. O "auto-golpe" de há dois anos abriu-lhe o caminho, o resto - o referendo do ano passado, e as eleições de ontem - são apenas apenas simples formalidades.

Podia ter servido de inspiração a Bruno de Carvalho. Mas não serviu. O destituído presidente do Sporting preferiu inspirar-se em Trump. Não é bem a mesma coisa... Dá menos trabalho!

O novo sultão

 

 

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Erdogan ganhou o referendo na Turquia. À tangente, e perdendo nas maiores cidades, mas ganhou. Mais que ter ganho, importa que Erdogan declarou ter ganho, e isso faz toda a diferença. Tanta que a recontagem exigida pela oposição, que garante terem sido introduzidos largos milhares de boletins de voto irregulares, cai na irrelevância a que já ficou condenada.

Erdogan vai passar agora, depois de 14 anos no poder, a dispor de poderes absolutos. A função de  primeiro-ministro será extinta, e passará ele a nomear ministros, a aprovar o orçamento, a declarar o estado de emergência, a demitir o Parlamento e a dominar as nomeações para o sistema judicial, no culminar do projecto de sultanato há muito em construção, e acelerado pelo encenado golpe de Estado do passado mês de Julho.

 

O win-win de Erdogan

 

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Depois de dominado e controlado tudo o que mexe no espaço limitado pelas suas fronteiras, o projecto de poder de Erdogan olha à volta  e vira-se para a Turquia que respira na Europa. Provavelmente não encontraria melhor oportunidade. Nem melhor forma, numa solução win-win, em que Erdogan sai sempre a ganhar: ganha se lhe permitirem intoxicar os seus súbditos em comícios por esta Europa fora; e ganha se não lhos permitirem. Como bem se está a ver!

Esta gente ganha sempre. Ganha se corre bem, mas também ganha se corre mal, porque também aí corre bem. Corre até bem quando a alguns  cai como... sopa no mel... 

 

Espiral de radicalização*

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Os dois grandes acontecimentos que dominaram o final da semana passada voltaram a evidenciar os sinais preocupantes que marcam o jornalismo e a indústria da comunicação em geral.

As redes sociais minaram o jornalismo, e o jornalismo deixou-se minar por elas, mandando às malvas os valores, os critérios, e os princípios que constituíam a deontologia com que se faziam e davam notícias.

Quando a CMTV – o mais flagrante dos exemplos disso mesmo – transmitiu imagens vivas da agonia e da morte em Nice, não estava a noticiar coisa nenhuma. Quando um “jornalista” – que nunca pode ser digno dessa designação – da TF2, de microfone em riste e câmara apontada pergunta, a um homem junto ao cadáver da mulher, o que sente, não está a relatar um facto. E muito menos a fazer notícia.

Quando as televisões, na noite de sexta-feira, cobrindo as incidências do suposto golpe de estado na Turquia, noticiavam, tudo numa mesma e única hora, que Erdogan tinha pedido asilo político à Alemanha, que a Alemanha o recusara, e que estava a aterrar em Teerão, depois do Irão ter aceite conceder-lhe asilo político, não estavam nada preocupadas com factos. Nem com rigor. E nem sequer com o mínimo sentido crítico, ou com o mais elementar bom senso, que desde logo denunciava a impossibilidade factual do que estavam a noticiar.

A informação rigorosa e objectiva é tudo o que o mundo hoje mais precisa. Mas é precisamente quando é mais desprezada e negligenciada, para dar lugar ao voyeurismo e á exploração emocional dos sentimentos mais básicos das pessoas, impedindo-lhes ou limitando-lhes seriamente qualquer a capacidade da reflexão serena sobre os factos.

Isto mata a nossa civilização. Isto só ajuda os inimigos da nossa forma de vida. Isto ajuda terrorismo. E o terrorismo conta com esta ajuda. Porque isto orienta reacções xenófobas e de descriminação étnica, que acabam por entregar o poder a radicais racistas e nacionalistas. Que, depois, pressionam, perseguem e isolam minorias, quaisquer que sejam, atirando-as para para a marginalidade, para o pântano social, numa espiral de radicalização que alimentam, para dela se alimentarem...

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Como a História se repete...

 

Depois de nos primeiros dois ou três dias que se seguiram ao "golpe de estado" ter metido na prisão, ou afastado das suas funções, dezenas de milhares de pessoas, entre os quais milhares de professores, centenas de reitores e dezenas de juízes, Erdogan declarou o estado de emergência na Turquia. Para já, para as primeiras impressões, por três meses. A seguir vem a pena de morte.

A perseguição e a arbitrariedade, essas já aí estão. A encenação é como a pescada: antes de o ser já o era. 

É curioso como a História se repete com tanta frequência. Está cheia de episódios destes, sempre com os mais trágicos destinos. 

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