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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Transferências

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À falta da grande transferência por que Luís Filipe Vieira anunciara perder cabeça, a grande bomba da silly season é a mudança de camisola de uma apresentadora de televisão.

A Cristina Ferreira passou-se da TVI para a SIC, e dizem que vai ganhar mais do triplo do patrão, como as grandes estrelas do futebol. Não tenho nada contra o que vai ganhar, mas sinto alguma preocupação com aquilo que hoje se valoriza. 

Bem sei que são as audiências. É isso mesmo que me preocupa...

A ironia de um ciclo

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É sempre assim. Há sempre alguém que faz um esforço enorme para atingir um objectivo e ... corre mal. Logo a seguir, sem o menor esforço, traquilamente, outro qualquer estica a mão e agarra-o.

Todos nos lembramos do esforço de Sócrates para que a PT abarbatasse a TVI. O que o homem fez, pelo que teve de passar... Agora, sem qualquer sinal de esforço, na maior das tranquilidades, aí está a TVI - mais que a TVI, a Media Capital toda, embora já sem as acções da União de Leiria - nas mãos da PT. Que já não se chama PT, e tem agora o afrancesado nome de Altice.

Pelo qual a ex-PT já paga royalties. Sim, porque, tal como nos almoços, também não há nomes grátis. E para duplicar a receita, e ajudar a compor a carteira para ir às compras, vai passará a pagá-las também pela utilização da marca, logo que a mesma Altice substitua a marca MEO. Mas aqui não há nada a dizer, toda a gente percebe uma estratégia de marketing que entra pelos olhos dentro: substituir uma marca desconhecida e sem qualquer notoriedade, como é o caso da MEO, por outra com a força e a imagem avassaladora que a Altice tem no mercado!

Os ciclos abrem-se e fecham-se. Não deixa de ser irónico que o ciclo da destruição da PT se tenha iniciado com a tentação da TVI, e se esteja a fechar com a sua aquisição.

De Espanha ... só bons ventos!

 

 

Em Espanha, o PP de Rajoy, dos negócios e das negociatas, ganhou as eleições. Não se sabe de que lhe serve, mas para já serviu para fazer de conta que ganhou alguma coisa. Não se sabe bem o quê.

Nada que se não tivesse passado com os seus amigos cá deste lado. Passos Coelho, que não teve uma palavra para dizer aos portugueses sobre o Banif que nos deixou, já correu a dizer que espera bem que os espanhóis deixem governar quem ganhou as eleições. Sobre o Banif é que... nada. Empurrou para a frente a atabalhoada Maria Luís e escondeu-se atrás dela.

A TVI,  há precisamente uma semana, com uma notícia falsa, apressou o afundanço do Banif. E com isso deixou-o mais enfraquecido e mais vulnerável no processo de venda que estava em curso e sob forte pressão de calendário. Não se sabe que proveito disso terá tirado o Santander, mas sabe-se que o banco espanhol ficou com o lombo limpinho do Banif, com activos acima da dezena milhar de milhões de euros, por uns meros 150 milhões. Do resto, de tudo o resto, mandaram-nos a factura. E sabe-se que a TVI é detida pela espanhola PRISA que, por sua vez, é participada pelo Santander.

Se calhar estas coisas não têm nada a ver umas com as outras... E de Espanha só vêm mesmo bons ventos!

O tabuleiro de Sócrates

Por Eduardo Louro

 

Entendo a prisão preventiva como um instrumento a que o sistema judicial deverá recorrer em circunstâncias excepcionais e apropriadas. De resto previstas na lei. Deploro o recurso indiscriminado á prisão preventiva, e acho ainda mais deplorável que isso seja feito à custa de uma leitura aligeirada dos respectivos requisitos legais. Recorrer á prisão preventiva para, depois de concluída a investigação, construir a acusação, é uma coisa. Para simplesmente prosseguir a investigação, é outra. Inaceitável num verdadeiro Estado de Direito... Um sistema judicial que nuns casos prende para investigar, quando manda arquivar outros que deixou prescrever sem sequer conseguir investigar, não é próprio de um Estado de Direito!

Um sistema judicial que permite - se não mesmo favorece - a utilização de matéria processual pela comunicação social não prestigia a Justiça. Pior que isso, limita-a. Peia-a!

Como se percebe, tudo isto está a acontecer com José Sócrates. E como se percebe, embora se esconda, tudo isto favorece Sócrates, peando a Justiça. Porque facilita a estratégia do ex-primeiro ministro de transformar tudo isto num processo político, em esvaziar a esfera da Justiça para encher a da Política. É neste tabuleiro que Sócrates se mexe com á vontade e mestria, e por isso tudo faz para tudo colocar nesse espaço. Sem olhar a meios, ora remetendo manuscritos directamente para os jornais, por onde começou, ora contando com a cumplicidade de Mário Soares para fazer publicar na imprensa a troca de correspondência entre ambos, por acaso exclusivamente dedicada à sua estratégia pessoal.

A estratégia está a funcionar de tal maneira bem, que a entrevista por escrito com que a TVI - e Sócrates - conseguiu tornear o sistema, e que ontem fez chegar ao público, começa a pretender instalar na opinião pública a ideia de que se trata finalmente da utilização do direito de resposta, do direito de contraditório, sempre negado a Sócrates. Muitos, e muitos deles verdadeiramente insuspeitos de integrarem a guarda pretoriana de Sócrates, estão agora a saudar esta entrevista como forma da reposição da legalidade democrática, como o legítimo direito de defesa.

Contrariando os propósitos da actual direcção do PS, e em especial de António Costa (não foi por acaso que resistiu até ao limite à peregrinação do partido a Évora), Sócrates tudo faz, e tudo continuará a fazer, para reduzir um complexo processo jurídico recheado de suspeitas de múltiplos crimes a um processo político. À Política o que é da Política e á Justiça o que é da Justiça, não é mais que um jargão. A que António Costa lançou mão, mas que não serve a Sócrates!

Não sei se Sócrates é culpado ou inocente nos crimes de que ainda é mero suspeito. Não sei sequer se virá a ser acusado. Sei tão bem da dificuldade de fazer prova dos factos que lhe são imputados, quanto da fragilidade dos argumentos de defesa que apresenta. E sei bem que, passar para as páginas dos jornais aquilo que se deve apenas passar nas salas dos tribunais, serve só alguns, sempre aos mais poderosos. É por isso anti-democrático, e é a negação da própria Justiça!

 

Combinação perfeita

Por Eduardo Louro

 

 

A entrevista de Judite de Sousa a Cristiano Ronaldo foi, sem qualquer dúvida, o acontecimento televisivo da semana. E mais um grande êxito para a TVI!

O entrevistado é garantia de sucesso de audiências, sem dúvida, mas a entrevistadora, neste momento, não o seria menos. O regresso de Judite de Sousa aos ecrãs, depois do drama pessoal por que passou, e que encheu páginas e páginas das revistas que vivem da exploração sem limites de tudo o que envolva figuras públicas – quanto mais públicas, e quanto mais extremas as circunstâncias que as envolvam, melhor – seria sempre um grande sucesso de audiências. Estou convencido que o entrevistado passaria sempre para segundo plano, fosse quem fosse. Não tenho grandes dúvidas que o sucesso de audiências seria igualmente garantido se o regresso acontecesse nas conversas de domingo com Marcelo Rebelo de Sousa. As pessoas queriam vê-la e ouvi-la – como está vestida, como se apresenta, se está abatida, se a voz lhe treme… – a ela, o entrevistado viria a seguir.

Só que Cristiano Ronaldo não é uma figura qualquer. É, na circunstância, uma vedeta de primeira grandeza mundial e acrescentaria sempre mais que qualquer outro entrevistado. Nestas circunstâncias, juntar à entrevistadora Judite de Sousa o entrevistado Cristiano Ronaldo era simplesmente a combinação perfeita. Uma combinação que, confesso, me surpreendeu.

Ouvi hoje dizer que foi o próprio Cristiano Ronaldo que, virando as coisas do avesso, tratou de procurar a jornalista da TVI e de se lhe oferecer para este regresso … e isso já não me surpreendeu nada.

Acredito que assim tenha sido. Não vejo, de resto, melhor razão para esta combinação perfeita!

Mais que a entrevista, e mais que alguns pormenores de biblioteca, nada inocentes – porque com o valor comercial da imagem de CR7 ninguém brinca, é tudo a sério –, o que mais me impressiona é esta capacidade que Cristiano Ronaldo tem para engrandecer a sua dimensão.

Não é apenas o melhor jogador do mundo. É muito mais que isso! 

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