Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

CR 700. Nada mais!

Resultado de imagem para ucrania portugal

A selecção nacional disse definitivamente adeus ao primeiro lugar no seu grupo de apuramento - e com isso ao sempre desejado pote 1 no sorteio da fase final - ao perder (1-2) na Ucrânia - que garantiu já o apuramento e o primeiro lugar da qualificação - o jogo que não podia perder. Mas que nunca mereceu ganhar!

A equipa portuguesa, que já na passada sexta-feira, onde tinha feito a fraquinha selecção do Luxemburgo parecer uma equipa quase temível, foi pouco mais que sofrível. E fez parecer a equipa ucraniana uma selecção do topo do futebol europeu.

É verdade que poderia não ter perdido o jogo, e tendo em consideração as oportunidades de golo, o remate de Danilo com a bola na trave, as defesas de Piatov (que está lá para isso) e que, depois de beneficiar do penalti que fez o 1-2 (e o desejado golo 700 do Cristiano), jogou os 20 minutos finais em superioridade numérica, poderia até tê-lo ganho. Mas não é menos verdade que, pese embora tudo isso, não mereceria tê-lo ganhado. A Ucrânia foi sempre melhor equipa, e mesmo com menos um jogador, nos últimos 20 minutos e com o resultado apertado, foi a única equipa a jogar futebol que desse gosto ver.

A selecção nacional continua sem futebol. Só a espaços Fernando Santos conseguiu pôr a equipa a jogar bem, e curiosamente foi sempre na ausência de Crsitiano Ronaldo. A regra tem sido um futebol lento, sem intensidade e desligado, exclusivamente dependente de iniciativas individuais. Em regra tem sido a inspiração dos jogadores, individualmente, a resolver as coisas. E mesmo aí as coisas não têm sido fáceis, até porque é grande a tentação de Fernando Santos para não pôr os melhores a jogar.

Os regressos de João Mário e João Moutinho para esta dupla jornada confirmam essa tentação do seleccionador. Parece que já só faltam Adrien e Cedric! 

Tudo isso se confirmou no jogo de hoje, que apenas valeu pelo golo 700 de Cristiano Ronaldo, e pelo significado de tão especial marca ser atingida na selecção. Opções muito discutíveis na constituição da equipa, jogadores desligados, desconcentrados - o que custou dois golos na metade inicial da primeira parte -, e ausência completa quer de velocidade quer de dinâmicas colectivas.

O apuramento da selecção nacional não está em risco, nem se espera que venha a estar. Mas o prestígio da selecção, e o dos nossos melhores jogadores, não sai a ganhar com exibições como esta.

Já vale tudo

Por Eduardo Louro

 

 

Poderia ter sido um acaso qualquer. Ou uma estranha conjugação de coincidências. Há três meses desapareceu um avião igual a este, desta mesma companhia, e com as mesmas três centenas de pessoas. Mas que esta parte do mundo está a ficar demasiado perigosa, está…  

Não é novidade nehuma. Adivinhava-se que rapidamente ali começaria a valer tudo!

Afinal há mesmo ameaça

Por Eduardo Louro

 

Quando há duas semanas aqui manifestei o meu receio pela ameaça que a crise ucraniana representava para a paz na Europa houve muita gente que achou que era um exagero. Quando, dias depois, o presidente ucraniano foi deposto e fugiu, logo se fez a festa. Os bons tinham ganho e os maus perdido, e tudo estava resolvido. Qual ameaça qual quê!

O mal não está em que opinadores e fazedores de opinião tenham achado isso. O mal está em que quem mais obrigação tem de velar pela paz na Europa tenha afinado pelo mesmo diapasão. O mal é que estes senhores que mandam na Europa não tenham percebido a gravidade do que estava a acontecer e que não havia nada para festejar. Que - apenas - essa ameaça crescia todos os dias a passos largos...

Ameaça séria

Por Eduardo Louro

 

Há bem pouco tempo tínhamos a paz como dado adquirido na Europa. A União Europeia tinha nascido para isso, para que a Europa não voltasse a ser destruída pela guerra…

Assistimos, no início da última década do século passado, na Península Balcânica, à primeira grande ameaça a essa paz dada por garantida. Aí rompeu o primeiro e o mais sangrento conflito europeu do pós guerra. E, curiosamente, aí se percebeu também pela primeira vez quão longe estava a União Europeia de ser capaz de garantir sequer a sua mais básica missão. Aí percebemos – ou percebeu quem quis, porque há sempre quem não queira perceber o que não quer perceber – que a União Europeia nunca seria uma União. Que nunca as potências europeias renunciariam aos seus interesses particulares a favor de um interesse geral e colectivo, mesmo que em causa estivesse o seu maior e principal desígnio: a paz!

O que se passa hoje na Ucrânia, mais de vinte anos depois, é uma segunda, e de novo séria, ameaça à paz na Europa.

O que se está a passar na Ucrânia passa-se no coração da Europa. Não é lá longe, no extremo leste, às portas da Rússia. É às portas da Rússia, mas também às portas de Viena, de Varsóvia ou de Berlim. O que se está a passar na Ucrânia não é tão linear quanto possa parecer, com bons (pró-europeus) de um lado e maus (pró-russos) de outro. Lá estão o poder corrupto e autoritário e a oposição híbrida e informal, vazia de liderança. Mas também o radicalismo de extrema-direita interessado na violência acima e antes de tudo. O mesmo radicalismo que os sucessivos falhanços da União Europeia fizeram renascer e crescer por toda a Europa, como ameaçadoramente se vê já na Grécia e em França…

“Os tempos de soberania limitada acabaram na Europa”

Por Eduardo Louro

 Durão Barroso recusa interferência russa no acordo com a Ucrânia


 (Foto daqui)

 

Durão Barroso não poupou em veemência ao declarar que “os tempos de soberania limitada acabaram na Europa”. Foi com grande convicção, e com a autoridade digna do que se diria ser um verdadeiro líder europeu, que Durão Barroso vincou a superioridade civilizacional da Europa e do seu projecto.

Mas – atenção – estava a falar da Ucrânia. Nada de precipitações!

EURO 2012 (XVII) - SIGA A DANÇA!

Por Eduardo Louro

                                                                       

Ficou hoje completa a lista dos eleitos para permanecer no euro, juntando-se, como esperado, as selecções francesa e inglesa às seis já conhecidas.

Sem brilho – ambas – deve dizer-se!

A França foi apurada depois de uma derrota por dois a zero e, por mais voltas que dê à cabeça, não consigo perceber como é que já o não estava. A França – uma das favoritas – deixou de o ser. Porque perdeu – e bem, sem espinhas – com a Suécia e porque, perdendo, foi segunda classificada no grupo e caiu na boca da Espanha. Que é mais favorita, como o próprio Platini confirma!

Desse jogo com a Suécia – que foi melhor contra a França e já o havia sido contra a Inglaterra, o que deixa mais próxima da Croácia do que da Holanda – ficam as oportunidades de golo construídas pelos nórdicos, fica a segunda arbitragem de Pedro Proença - ao nível da primeira -, fica uma enorme desconfiança sobre a capacidade dos gauleses mas, acima, bem acima de tudo isso, o golão de Ibrahimovic: o melhor desta fase do campeonato agora concluída, e que, se não vier a ser o melhor, ficará para sempre como um dos melhores deste euro 2012.

O que será um prémio para este extraordinário jogador, de quem se diz que passa sempre ao lado das grandes provas europeias e mundiais de selecções. Com este golo já ninguém poderá que Ibrahimovic não passou pela Polónia e pela Ucrânia!

E como foi bonita a festa sueca! Sem grande coisa para festejar, foi bonita de ver a forma como os adeptos suecos se despediram da sua selecção. Uma lição, como a dos irlandeses!

A Inglaterra acabou por conquistar o primeiro lugar do grupo - algo pouco provável depois de, na segunda jornada, a França ter ganho à Ucrânia por 2-0 – depois de ganhar um jogo em que jogou para empatar. Finalmente com Rooney – depois de cumprido o castigo de dois jogos -, um dos melhores cinco ou seis jogadores na prova, e o autor do golo da vitória, a Inglaterra apresentou-se hoje com um jogo mais ligado. Há uma Inglaterra sem Rooney e outra com ele. Mesmo assim, voltou a não convencer. Mas venceu! E venceu porque a arbitragem voltou a estar no centro do resultado, como já tinha estado noutros três jogos anteriores.

O árbitro húngaro – o senhor Viktor Kassai, um dos favoritos da nomenklatura da UEFA – não confirmou um golo da Ucrânia, depois de a bola estar, aos olhos de toda a gente, bem dentro da baliza. Que não aos olhos do Sr Kassai, nem do seu árbitro assistente… Nem sequer dessa figura ridícula que os organismos máximos do futebol europeu e mundial inventaram, a que chamam árbitro de baliza.

O senhor que estava a interpretar essa figura não viu uma bola à frente do seu nariz dentro da baliza. Como todos os outros senhores que fazem essa figura ridícula – não sei se já repararam, mas é frequente vê-los de cócoras com a cabeça de um lado para o outro para, sem que ninguém perceba para quê – sem que vejam penaltis cometidos debaixo do seu nariz, ou sequer quem realmente tocou a bola em último lugar. Mais ridículo que estas figuras já só a UEFA se, depois de hoje, as mantiver!

É bem possível que, quando é presidida por um senhor – que foi um grande jogador mas que não tem a mínima condição para dirigir o que quer que seja – que faz do ridículo profissão, a UEFA opte por manter-se exposta ao ridículo. Depois das impensáveis declarações de Platini, e especialmente destas três últimas arbitragens (Alemanha - Dinamarca, Espanha – Croácia e Ucrânia – Inglaterra) a decidir quem seguiu para os quartos de final, dificilmente este euro 2012 deixará de ser uma das páginas mais negras na História dos Campeonatos da Europa.

Siga a dança!

 

 

EURO 2012 (XII) - INSÓLITO

Por Eduardo Louro

                                                                      

Insólito! Quando tudo parecia bem encaminhado, até o Laurent Blanc decidiu acrescentar valor à equipa, tirando os fiascos do primeiro jogo com a Inglaterra – Malouda, incrivelmente inútil como na ocasião referi, e Evra – substituídos por Clichy e Menéz, uma tempestade das sérias abate-se sobre Donetsk. Aos 4 minutos o árbitro interrompia a partida e, como nunca tinha visto, jogadores e árbitros não abandonaram o campo: fugiam do campo, como se foge de uma carga policial ou de uma catástrofe!

As bancadas ficaram subitamente desertas, não se percebendo onde, de repente, se tinha metido aquela multidão que, minutos antes, enchia um estádio com 50 mil pessoas. Como se a mesma tempestade passasse por cá, de repente, também eu tive que recolher, sem MEO. De telefone na mão, na expectativa que a teleassistência me devolvesse a Donetz antes do recomeço do jogo, de nada valeu uma hora trocas de cabos e de liga, desliga e volta a ligar box e router. Como se houvesse bruxas, e as coisas se resolvessem desta forma. Não resolveram e não consegui ver se Shevchenko continua para as curvas, nem confirmar se todos os males da França estavam em Malouda. Não confirmei isso, mas talvez não tenha sido simples coincidência que tenha sido Menéz - o seu substituto – a desbloquear o marcador logo ao oitavo minuto da segunda parte. Três minutos depois, Cabaye fez o segundo. Ambos assistência de Benzema!

E a França ganhou a uma nada fácil Ucrânia. Bem, pelo que percebi do minuto a minuto do Estádio Virtual do Sapo!

Tenho frequentemente encontrado ao longo deste europeu, e particularmente nos jogos da selecção nacional, gente que viu outro jogo que eu não vi. Pelo menos neste estou livre disso!

O que vale é que o próximo dá em canal aberto!

 

EURO 2012 (VII) - O EURO A DUAS VELOCIDADES

Por Eduardo Louro

                                                  Velhos são os trapos! (SAPO)                    

Com os jogos do grupo D concluiu-se hoje a primeira ronda desta fase de grupos do Euro.

Um clássico a abrir: França – Inglaterra!

Um jogo sempre de expectativa alta, mas que saíram completamente frustradas. Uma selecção inglesa desfalcada que, ao que pareceu, não tem mais para dar… Deu pouco - muito pouco – mas, lá diz o povo: quem dá o que tem a mais não é obrigado! Les bleus – que têm muito mais para dar – apesar de superiores aos ingleses, é que ficaram a dever muito!

As estrelas da selecção francesa não brilharam, à excepção de Nasri mas, mesmo assim, apenas na primeira parte, que não foi só o tempo dos golos, foi também a parte melhor – menos má – do jogo. Pouco Bemzema e pouco Ribery. E nada, absolutamente nada, de Malouda, um jogador que não tem como justificar a sua presença no onze. Tem duas velocidades: parado e passo lento. Se a bola lhe passar a um palmo do pé já não é para ele!

Foi mesmo daqueles jogos típicos desta fase da prova, mesmo enfadonho e pastoso. Com um ou outro safanão, mas não mais que isso. Onde a Inglaterra cometeu a proeza de, num jogo inteiro, fazer três remates. Que lástima, esta selecção inglesa!

Ouviram-se assobios e muitos, daqueles que os nossos jogadores e o staff da nossa selecção não gostam. Justificados, porque aquilo não prestava mesmo!

O resultado foi o de maior frequência nesta primeira ronda:1-1.

No outro jogo, duas selecções com menos responsabilidade - a da casa, a Ucrânia, e a Suécia – ofereceram outro espectáculo, de outro nível. Um jogo de grande intensidade, sempre em alto ritmo, quase que apetece dizer sempre em excesso de velocidade. Claramente um euro a duas velocidades. Que diferença!

Quando se presencia um jogo desta intensidade é costume dizer-se que é impossível manter aquele ritmo durante muito tempo. Até isso este jogo contrariou! Se a primeira parte foi intensa, a segunda parte não o foi menos. E deu os golos!

Começou a Ucrânia por impor esse ritmo alto, logo no início. A Suécia ainda tentou pôr água na fervura, baixando-o. Mas logo acabou por aderir àquele ritmo maluco e associar-se sem reservas à festa.

Foi um daqueles jogos em que se está sempre à espera do golo. Apareceram três, em apenas dez minutos (dos 51 aos 61 minutos) e ficamos até ao fim à espera de mais. Não foi por falta de oportunidades que não surgiram! Foi também um daqueles jogos que, mais que ninguém merecer perder, ambos mereciam ganhar. O que, como se sabe, não é possível!

Ganhou (2-1) a equipa da casa - apoiada por um público incansável - a equipa de Blokhin, um extraordinário jogador da selecção soviética e daquele fantástico Dínamo de Kiev de meados da década de 70, e a equipa de Shevchenco que, aos 36 anos e no fim de uma época em que, fustigado por lesões, quase não jogou, surgiu a altíssimo nível, fazendo os dois golos que fizeram a cambalhota do marcador. À ponta de lança, como se diz. Mas de grande categoria!

Schevchenco foi por isso o homem do jogo. Mas a Ucrânia tem muitos outros bons jogadores. Entre outros ficou-me na retina um miúdo com o número 19, Konoplianka, um ala esquerda de grande qualidade!

A Suécia teve até mais oportunidades de golo, abriu mesmo o marcador pela sua figura maior – Ibrahomovic - que teve ainda um remate ao poste e outro, de grande categoria, que saiu à figura do guarda-redes ucraniano. Lutou até ao fim pela vitória, criando ocasiões suficientes para isso e, embora tenha deixado a ideia de ser muito dependente da sua estrela – momentos houve do jogo em que víamos Ibrahomovic no meio campo a organizar jogo -, se continuar a jogar assim, e os burgueses franceses e ingleses a não fazerem mais do que hoje fizeram, as contas do grupo estão por fazer.

Não são favas contadas para Inglaterra e França, como à partida parecia. Nem nada que se pareça!

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics