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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Dois anos de guerra

Guerra na Ucrânia: há um “pessimismo crescente” na UE, só 10% dos europeus  acreditam na vitória dos ucranianos - Expresso

Era coisa para se resolver num fim de semana. Era coisa simples. Nada mais que pôr os pontos nos is que Putin vinha desenhando desde que sentara no trono do Kremlin. 

Não foi bem assim, e já lá vão dois anos. Cumprem-se hoje. Foi a 24 de Fevereiro de 2022 que a Rússia invadiu a Ucrânia, e o que Putin tinha por mera formalidade tornou-se numa guerra sem fim à vista.

Que não falte apoio aos ucranianos para continuarem a resistir. A nossa liberdade depende da sua resistência!

O elefante na sala ... escura

Conselho Europeu decide abrir negociações de adesão com Ucrânia e Moldávia  | Euronews

O Conselho Europeu decidiu encetar o processo de adesão da Ucrânia (e da Moldova, mas é a primeira que, evidentemente, conta) à União Europeia, decisão que está a entusiasmar muita gente, mesmo que o único entusiasmo compreensível seja o de Zelensky. 

As decisões de alargamento, como praticamente todas as que respeitam á União, têm que ser tomadas por unanimidade. É o que está nos Tratados - que também só podem ser alterados por decisão unânime dos países membros -, não há volta a dar-lhe.

Polónia e Hungria opunham-se à entrada da Ucrânia. Com a recente mudança de governo na Polónia, subsistia a oposição da Hungria. De Viktor Orbán, o elefante na sala. Em todas as salas do edifício da UE.

O elefante saiu da sala na altura da votação, e os 27 fizeram-se 26. Que, com Orbán lá fora - não se sabe a troco de quê, mas, no mínimo, de muitos milhares de milhões - aprovaram por unanimidade a adesão da Ucrânia. Quando regressou à sala pôde continuar a opor-se, e a gritar ilegalidade. Com a razão toda!

Bem pode Charles Michel, o presidente do Conselho Europeu - o tal que estava reservado para António Costa - vir, no fim, dizer que "é um sinal claro de esperança para os cidadãos destes países e para o continente europeu". Se há algum sinal claro é o de que tudo está cada vez mais escuro!

 

 

Alguma coisa está a acontecer na Rússia

Who Is Yevgeny Prigozhin, Russian Tycoon and Putin's Ex-Confidant

 Entretanto, na Rússia, alguma coisa está acontecer ...

Depois de muito falar, Yevgeny Prigozhin está a mexer-se.  A caminho de Moscovo, diz-se.

Do líder do Grupo Vagner nada de bom há a esperar. Independentemente do sucesso desta sua aventura a caminho de Moscovo, uma coisa parece certa: nada vai continuar como está. A começar pela guerra na Ucrânia. Que Prigozhin declara inaceitável, e exclusivamente assente na mentira do Kremlin e na ambição da nomenklatura militar russa.

A rota de colisão com Putin parece estabelecida. Se é para levar a sério, não é ainda uma certeza. Certeza é que Prigozhin não é melhor, por muito que muitos o achem útil.

 

Em bicos de pés

Lula diz que EUA e Europa prolongam guerra na Ucrânia | Ucrânia e Rússia |  G1

A presença de Lula na Assembleia da Pepública no 25 de Abril já era suficientemente polémica. Por tudo e mais alguma coisa, a começar no "pecado original" de Marcelo, que abriu a "caixa de trapalhadas" que se seguiu.

Agora, com Lula em bicos de pés na cena internacional, aumentou. Sempre que Lula se põe em bicos de pés, as coisas tendem a correr mal. Não é de agora, nem será por ser baixinho.

Ou talvez seja!

 

 

Um ano depois

Rede Sagrado | Gazeta Digital - GUERRA DA UCRÂNIA

A guerra já vai para dez anos, mas só contamos um. Faz hoje um ano que, naquela quinta-feria, a Rússia invadiu a Ucrânia. Com a ideia declarada que seria para resolver a guerra, já velha, num simples fim-de-semana.

Não foi nada disso, as contas de Putin estavam mais uma vez erradas.

Um ano depois, a Ucrânia resistiu, e uma boa parte do mundo, e também a parte boa, uniu-se à sua resistência. Uns, genuinamente, outros, com muita hipocrisia. Como a ilusão da integração europeia. Ou as sanções económicas á Rússia. Para a elite global só contam as sanções que não toquem nos seus interesses. Esses estão sempre noutro patamar, bem acima do dos valores, do dos princípios, e do sofrimento do povo ucraniano.Ou de qualquer outro. 

Um ano depois, Putin continua a poder financiar a guerra. E, enquanto o puder, não dará espaço à paz. E quando o vier a deixar de poder, pode até ser pior.  

Um ano depois, encheu um estádio de futebol, com 200 mil pessoas num comício de "Glória aos Defensores da Pátria", em êxtase,  a validarem uma operação de lavagem ao cérebro de duas horas. Como se não via na Europa desde 1935, na Alemanha.

Um ano depois, morreram nesta guerra 100 mil militares ucranianos (e 180 mil do lado russo) e, oficialmente, 8 mil civis. Que poderão ser, na realidade, 30 mil.

Um ano depois, oito milhões de ucranianos (20% da população) são refugiados em diversos países europeus. E seis milhões são desalojados no seu país.

Um ano depois, o PIB da Ucrânia caiu mais de 30%.

Um ano depois, a destruição provocada pelos bombardeamentos russos nas estruturas e equipamentos da Ucrânia rondará os 750 mil milhões de dólares.

Um ano depois, os danos ambientais da guerra ultrapassarão os 48 mil milhões de dólares.

Um ano depois, depois de nos terem sido "vendidas" tantas vitórias  e derrotas, já não conseguimos fazer ideia do que seja uma vitória e uma derrota. Sabemos apenas que, não tendo o mundo, afinal, mudado assim tão completamente, se tornou num lugar muito mais perigoso!

 

Dez meses de guerra

Expresso | Guerra na Ucrânia: Rússia disparou Zircon, o míssil de cruzeiro  hipersónico que Putin diz ser “invencível”

Dez meses depois Putin refere-se pela primeira vez à guerra como guerra. A palavra proibida, que dava até pena de prisão, é agora palavra apropriada ao que continua a passar-se na Ucrânia, 10 meses depois do dia da invasão..

O que mudou?

Nada. Simplesmente uma "operação militar especial" não pode durar 10 meses, um ano, dois, três... Sabe-se lá quantos...

Não. Não é "lapsus linguae" de Putin. É apenas a confirmação de boca própria que a estratégia falhou em toda a linha. E a forma que encontrou de o continuar a negar!

Visita bem sucedida

Zelensky de visita a Washington. Acompanhe em direto

Em vésperas de 10 meses de guerra, e às portas do Natal, Zelensky foi a Washington, na sua primeira saída do país depois da invasão russa. Foi uma visita de "charme", para conquistar corações americanos. Democratas, e acima de tudo republicanos, bem mais frios... 

De lá, trouxe promessas de mais apoio militar, incluindo os mísseis Patriot. Promessas de amor para toda a vida e avisos para Putin... 

Mas foi acima de tudo uma visita para voltar a "dar gás" à causa ucraniana. Para voltar a colocá-la no topo da actualidade mundial. Zelensky sabe que deixar cair a guerra das primeiras páginas dos jornais, e do "prime time" noticioso das televisões, é o primeiro passo para o esquecimento. 

Isso vai muito para além de todas as promessas. E conseguiu-o!

 

Copo de água às portas do apocalipse

Biden diz que é “improvável” que míssil que atingiu Polónia sido disparado  da Rússia | Ucrânia | PÚBLICO

Os restos dos mísseis que ontem caíram em território polaco, junto à fronteira com a Ucrânia, matando duas pessoas, quase abriam as portas do apocalipse. 

Os falcões da guerra salivaram, e no extremo leste da NATO gritou-se em uníssono pelo artigo 5º. Biden puxou de imediato de um copo de água, que serviu de imediato ao Sr Jens (falcão) Stoltenberg. 

Se o copo de água serviu para lhe limpar a saliva, ou para meter lá dentro a tempestade, é a dúvida que sobra.

Para Zelensky é que a água não coube no copo. Foi de mais e ficou sem pé. Saltou para fora de pé, contra o mundo, mesmo que não se saiba exactamente se contra as evidências, e arrisca afogar-se.

Um copo de água pode estar meio cheio. Ou meio vazio. Mas também pode partir-se.

No copo meio cheio, podemos ver sinais de esgotamento. São já nove meses meses de duro e exigente teste à sua resistência física e mental. No copo meio vazio podemos ver simplesmente um sinal de deslumbramento. Mais preocupante é que o copo se tenha partido e entornado toda a água se, no fim de contas, ele tiver razão, e o míssil seja mesmo russo!

 

Dia histórico na Ucrânia

Cidadãos de Kherson celebram regresso das tropas ucranianas

Um mês depois do referendo fantoche de Putin, Kherson caiu. As tropas russas simplesmente retiraram, e a cidade e a região estão em festa. Como Kiev, e toda a Ucrânia. 

A bandeira da Ucrânia - e também, sintomaticamente, a da União Europeia - está de novo hasteada em Kherson. 

Que a guerra tinha virado há muito, já sabíamos. Que tinha virado tão decisivamente é que não. Mais do que a importância da vitória ucraniana em Kherson, é a forma como as tropas russas retiraram que confirma a viragem decisiva no percurso da guerra. Que, contudo, ainda não acabou. E poderá nem estar perto disso.

Mas que hoje, como disse Zelensky, é um dia histórico, lá isso é! 

 

A escalada da loucura para a cobardia

Rússia planeava ataques "desde o início de outubro", diz a Ucrânia

Os ataques de mísseis russos hoje lançados sobe Kiev, e outras cidades, todos contra alvos não militares, áreas residenciais e locais mais movimentados - os maiores desde o início da invasão - não são uma resposta ao acto de sabotagem do fim de semana, sobre a ponte que liga a Rússia à Crimeia. Até porque um ataque desta dimensão teria que já estar preparado. São, antes, a resposta de Putin às sucessivas derrotas das suas tropas no terreno de batalha, e à onda de contestação interna que inequivocamente enfrenta. É um acto de cobardia!

Sem capacidade de resposta, interna e externa, à guerra que desencadeou, Putin reage como os cobardes. Se até aqui se temiam os actos de um louco, agora acresce o terror e medo que um cobarde acrescenta a um louco! 

 

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