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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

A segunda vaga. E a terceira...*

Covid-19: «Uma segunda onda e, possivelmente, uma terceira e uma quarta são  inevitáveis», alertam especialistas – Executive Digest

Estamos em plena segunda vaga da pandemia, a tal que só surgiria na passagem do Outono para o Inverno, mas que se antecipou, e chegou na passagem do Verão para o Outono.

Está a revelar-se mais agressiva que a inicial, ao contrário do que durante algum tempo foi afirmado. Por todo o lado, e também por cá, os números de infectados e de óbitos crescem a ritmo acelerado. Impressionam os 100 mil novos caos diários nos Estado Unidos, os vinte mil de Espanha, ou os 30 mil de Itália, de França ou do Reino Unido, e no entanto os nossos cinco a seis mil casos diários são, proporcionalmente à população, bem mais graves. Muitas vezes mesmo o dobro.

Já se fala numa terceira vaga para a Primavera. E sabe-se que a vacina, mesmo que se confirmem as notícias desta semana que anunciam a validação de uma das cerca de trinta vacinas em desenvolvimento, capaz de entrar já em produção, não será solução efectiva para a pandemia antes do final do próximo ano. Há, primeiro, insuficiências da produção, de crescimento gradual, depois, de distribuição e, finalmente, de criação de imunidade.

Estamos pois ainda longe de ter a solução para a pandemia e para todos os males que arrasta. Mas não estamos já naquele contexto de incerteza, em que nada sabíamos sobre nada do que nos estaria para acontecer. Estaremos pela primeira vez desde o início da pandemia perante um cenário de alguma previsibilidade.

E isso faz toda a diferença. E tem de ser aproveitado para as respostas que, individual e colectivamente, temos que encontrar. Seja nos sacrifícios para resistir, seja na preparação da retoma.

 

* A minha crónica de hoje na CIster FM

Aí está a vacina

Dinamarca alerta mutação de coronavírus que coloca todas vacinas em risco |  Exame

 

Já há vacina. A Pfizer e a BioNTech anunciaram uma vacina, testada em 43.500 pessoas de diferentes países, que aponta para 90% de protecção conta a covid-19, que pretendem disponibilizar já no final deste mês, através de um processo de aprovação de emergência.

Não vamos, evidentemente, assistir ao início da vacinação antes da próxima Primavera. Nem provavelmente haverá capacidade de produção para responder a todas as necessidade antes do final do próximo ano. Mas as bolsas dispararam. E, mais importante, a comunidade científica exulta. 

Trump é que não. Continua em birra e amuado,  e diz que a  Pfizer e a BioNTech fizeram isto agora só para o lixar.

 

A má notícia que é boa

Covid-19: Vacina só será disponibilizada depois de assegurada segurança e  eficácia

 

A notícia da suspensão dos testes na vacina contra a covid-19, de que a Europa tinha já encomendado 400 milhões de unidades, ontem tornada pública pela farmacêutica AstraZeneca, que a desenvolve  em parceria com a Universidade de Oxford, desencadeou duas reacções absolutamente opostas que nos devem merecer alguma reflexão.

Enquanto o primeiro-ministro, António Costa, a classificava de péssima notícia, os especialistas davam a suspensão como normal e até desejável. É um passo normal no processo científico, garantem!

Isto quer dizer que uma péssima notícia para a política é uma notícia desejável para a ciência, o que é preocupante. Que a política tem um tempo e a ciência outro. Por isso temos visto políticos a anunciar vacinas como banha da cobra, para já. Putin, já anunciou a sua. Trump quer anunciá-la em Outubro, antes das eleições, pois claro. E mesmo sem recorrer a estes dois exemplos extremos, vimos por todo o lado a política a garantir que a vacina estaria disponível já no final do ano, ou o mais tardar no primeiro semestre do próximo. No entanto, da ciência sempre ouvimos falar em dois a três anos como a melhor das hipóteses para o desenvolvimento da vacina.

Os cientistas não dizem que esta suspensão é uma boa notícia por atrasar a vacina. É uma boa notícia porque significa que o processo científico não se deixou contaminar pelo político. Aconteceu um problema, como tantos acontecem nestes processos, e a decisão científica não pode ser outra: pára tudo até que tudo se esclareça. Mau, era mesmo se a pressão política se sobrepusesse, e tudo seguisse em frente como se nada se tivesse passado.

Neste caso foi assim. Em Inglaterra, com a Universidade de Oxford, e com a AstraZeneca, o tempo da ciência prevalece sobre o da política. Nada nos garante, antes pelo contrário, tudo nos leva a desconfiar, que assim seja na Rússia de Putin. Ou na América de Trump. Ainda mais de Trump a precisar de tudo para ser reeleito.

Talvez a esta hora António Costa já tenha percebido que a notícia não era assim tão má...

 

 

Vacina de confiança*

Rússia afirma ter registrado a primeira vacina do mundo contra o ...

 

Putin anunciou a vacina por que todo o planeta anseia, com o nome de Sputnik V, mas o mundo desconfiou.

Talvez comece por aqui, justamente pelo nome, a desconfiança do mundo na vacina russa. Há três boas razões para desconfiar. A primeira é que há apenas uma semana ainda não constava entre as seis que a Organização Mundial de Saúde garantia estarem mais avançadas. A segunda é a falta de acompanhamento de pares estrangeiros em relação à metodologia científica utilizada. E a terceira é o registo da vacina sem estar concluída a fase de testes. Putin anunciou que foi testada na filha, e que tudo está a correr bem. Não é bem a mesma coisa... 

Mas basta o Sputnik para desconfiar. Sputnik é a marca do programa espacial do início da segunda metade do século passado, com que os soviéticos chegaram primeiro ao espaço, ganhando essa batalha aos americanos. É a marca do poderio científico russo que Putin agora recupera para marcar superioridade face ao ocidente.

Putin é capaz de tudo. Para tudo e especialmente para marcar essa superioridade.

Confiar numa vacina não é uma questão de crença. É uma questão científica. E ninguém acredita que Putin queira arriscar o prestígio mundial da Rússia numa vacina feita exclusivamente de propaganda. Da mesma forma todos sabemos que, seja a que nível for, nunca se pode subestimar a Rússia. A História encarregou-se de nos ensinar que sempre que alguém o fez se saiu mal.

Mas nem isso faz com que, em vez de aplaudir esta vacina, o mundo continue desconfiado… É que, mais que de uma vacina contra o covid, Putin precisa de uma vacina de confiança. De credibilidade.

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

A vacina

Rússia diz que vacina chega às farmácias a 1 de janeiro de 2021 - JN

 

No dia do arranque da inédita  "final 8" da Champions, no Estádio da Luz, em Lisboa, num sempre apetecível "David" (o estreante Atalanta, de Bérgamo) contra "Golias" (PSG, onde só o salário de Neymar sobra para pagar todos os vencimentos da equipa italiana), e no dia em que finalmente se ficou a saber quem acompanha Byden na corrida presidencial (Kamala Harris, a senadora californiana, poderá vir a ser a primeira vice-presidente mulher afro-descendente) - enquanto Trump mergulhava de cabeça em mais uma das suas alarvidades (desta vez foi a gripe espanhola, em 1917, que acabou com a segunda guerra mundial, em 1945) - a notícia é outra.

A notícia é a vacina russa para a covid, que Putin anunciou ao mundo com o nome de Sputnik V. 

Talvez comece aqui, justamente no nome, a onda de desconfiança do mundo na vacina russa. Na verdade há três boas razões para desconfiar. A primeira é que não constava entre as seis que a Organização Mundial de Saúde (OMS) disse na semana passada estarem mais avançadas. A segunda é a falta de acompanhamento de pares estrangeiros em relação à metodologia científica utilizada. E a terceira é o registo da vacina sem estar concluída a fase de testes. Putin anunciou que foi testada na filha, e que tudo está a correr bem. Não é bem a mesma coisa... 

Mas basta o Sputnik para desconfiar. Sputnik não é apenas a marca do programa espacial dos gloriosos anos do início da segunda metade do século passado, quando os soviéticos, ao chegaram primeiro ao espaço, ganharam essa batalha aos americanos. É a declaração do poderio científico russo face ao ocidente, e todos sabemos o que isso vale para Putin.

Por isso, Putin é capaz de tudo. E por isso, em vez de aplaudir a vacina por que anseia, o mundo desconfia.

 

 

Notícias

Nota informativa da BAT

British American Tobacco usa folhas de tabaco na fabricação de uma ...

 

Na sequência deste meu texto recebi da British American Tabacco (BAT) uma nota informativa em que confirma que "no passado mês de abril ... anunciou que a sua filial de biotecnologia Kentucky BioProcessing (KBP) estava a desenvolver uma possível vacina para a COVID-19". Que "após a conclusão dos testes pré-clínicos, a potencial vacina demonstrou produzir uma resposta imunológica positiva". Que "já disponibilizou a documentação preliminar sobre o novo medicamento à Food and Drug Administration (FDA)", e que "está pronta para testes clínicos em humanos", já a partir de Junho, se para tal obtiver autorização das entidades supervisoras.

Informou ainda que está disponível "para investir em equipamentos adicionais para aumentar a capacidade de produção da vacina".

 

 

Notícias*

British American Tobacco usa folhas de tabaco na fabricação de uma ...

 

 

Há boas notícias. Más notícias. E notícias assim-assim…

E há notícias inacreditáveis, daquelas de primeiro de Abril, mesmo que dadas noutro dia qualquer. Hoje mesmo. Fresquinha, nada requentada.

Apenas requintada. Com muito requinte … nem que seja de malvadez…

Vamos a ela, à notícia inacreditável que diz que uma tabaqueira americana, proprietária de duas das principais marcas de cigarros do planeta, tem a cura que falta e que cientistas de todo o mundo procuram desenfreadamente noite e dia. Isso: tem nas mãos a vacina para a Covid 19.

E diz que está já na fase de "testes pré-clínicos", e que estará em condições de produzir até 3 milhões de vacinas por semana já no próximo mês de Junho, e que não tem quaisquer objectivos de lucro.

A notícia diz ainda que a tabaqueira usa as folhas de tabaco e a tecnologia utilizada para o seu crescimento rápido, e dá conta de uma série de vantagens associadas. À tecnologia e às plantas do tabaco. Muitas. Tantas que nem dá para enumerar…

Parecia uma notícia vinda directamente do twitter de Trump.

Fui investigar e lá encontrei o COMUNICADO da British American Tobacco, proprietária das marcas Camel e Lucky Strike, a confirmar tudo o que a notícia que corre em alguns meios de comunicação adiantava.

Pronto. Não vinha de facto do twitter de Trump. Se calhar porque ainda não teve tempo de chegar à Casa Branca. É tudo muito recente. Afinal o COMUNICADO, tem a data de 1 de Abril...

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

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