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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

E se falássemos de outras coisas?

Maduro acusa Portugal de ato de "terrorismo e pirataria". Barco da ...

 

Um navio comercial a navegar sob bandeira portuguesa chocou com uma lancha da marinha de guerra venezuelana, a norte da ilha de La Tortuga, a pouco menos de 200 quilómetros a nordeste de Caracas. Consta que do choque terá resultado o afundamento do barco venezuelano, e que não há vítimas a lamentar.

O incidente carece naturalmente de investigação, como acontece em todas as ocorrências do género. Para começar, não há como não  partir da hipótese de se tratar de um acidente. No fim, confirma-se  esta ou outra hipótese e apuram-se responsabilidades. 

Para Nicolas Maduro, não é nada assim. Simples e inequivocamente o barco da sua marinha foi brutalmente abalroado num acto de terrorismo e de pirataria internacional. Não há qualquer acidente para esclarecer, há sim um acto terrorista para investigar!

E lembrar-mo-nos nós que ainda há tão pouco tempo se vendiam casas e computadores. E pernis de porco. E promessas de amor...

PS: Quando ia a preencher as tags reparei que, pela primeira vez em muito dias, não tinha qualquer referência ao coronavírus. Escolhi o título e pensei: até que enfim... Foi então que me lembrei que me tinha faltado referir que Maduro proferira aquelas declarações no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, durante a activação do Conselho de Estado para debater soluções para combater a pandemia da covid-19. E pronto. Lá teve de ser...

 

Entretanto, na Venezuela...

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Francamente. Não sei se os acontecimentos dos últimos dias na Venezuela foram mais uma machadada no regime de Maduro se a primeira na aventura de Guaidó. Tudo falhou na estratégia do presidente interino e dos seus aliados internacionais. Falharam-lhes os apoios institucionais e falhou-lhe o apoio popular. Ambos pela mesma razão: porque o regime, fazendo dos militares uma das mais privilegiadas elites, continua a tê-los na mão. 

E contra os militares, nada a fazer... Nem o povo sai de casa - as imagens dos blindados da polícia sobre as pessoas na rua mostram que a repressão não tem contemplações.

Depois de dois dias de desinformação e contra-informação,  e de se concluir que a "Operação Liberdade" de Juan Gaidó acabou por se saldar na libertação de Leopoldo Lopez, percebeu-se que foi Diosdado Cabello, o presidente da Assembleia Constituinte investida por Maduro, e figura maior do narcopoder instalado, quem verdadeiramente ficou a mandar em Caracas. E que esta é uma mudança para ainda pior.

É que, se Maduro poderia facilmente salvar a pele, Diosdado Cabello é alvo de suficientes mandatos de captura internacionais para se barricar na Venezuela até às últimas consequências.

 

 

Sempre a tropeçar no mesmo sítio

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De tempos a tempos o PCP tropeça nos conceitos da liberdade e da democracia, e lá cai com grande atrapalhação nas suas dificuldades de identidade. Não é surpresa para ninguém, e parece que toda a gente sabe lidar com isto: o PCP vai tentando que os intervalos entre esses tempos sejam cada vez maiores, tentando fintar a comunicação social para que não aproveite exactamente todas as oportunidades para o fustigar com a matéria.

Ontem voltou a ser dia de o PCP, mais que simplesmente tropeçar, chocar de frente com o tema e estatelar-se ao comprido.

Primeiro foi Jerónimo de Sousa, em entrevista ao Observador (pois... devia saber que cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém), atrapalhadíssimo com a democracia da Coreia do Norte (é verdade, é um clássico, mas o PCP não consegue resolver a questão!). Se não era uma democracia, era porque isso não passava de uma opinião. Ou não, o que era mesmo preciso discutir era o que é isso de democracia...

Depois, à noite, foi a vez de António Filipe ser completamente trucidado na RTP, no Prós & Contras, a insistir, mais uma vez atrapalhadíssimo, na defesa da indefensável legitimidade democrática do regime de Maduro na Venezuela.

Uma coisa é a fidelidade a princípios e valores que sustentam uma matriz ideológica. Outra, completamente diferente, é cristalizar na sua projecção, deixando de ver tudo à volta. Que é o que o PCP, indiferente ao tempo que passa e às gerações que mudam, continua a fazer.

Vista da paróquia

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O governo português associou-se aos restantes países europeus, e às instituições europeias, no reconhecimento de Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela.

Todos os governos que partilharam esta posição a justificam com razões de democracia, de liberdade, etc. Por princípios!

O governo português, não. Justifica-a por conveniência. Por entender ser a que melhor defende os interesses da comunidade luso-venezuelana. É assim ... Nem nas grandes questões da política internacional perdemos a nossa visão paroquial do mundo!

Ultimato: última oportunidade perdida

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Já só faltam dois dias para expirar o prazo dado pela União Europeia, com o apoio expresso de Portugal, a Nicolas Maduro para marcar eleições. O mais provável é que o prazo se esgote perante a indiferença do tresloucado presidente venezuelano.

Sem surpresa. Sem surpresa de Maduro, mas também sem surpresa da União Europeia, que perdeu por completo qualquer capacidade de intervenção na ordem mundial. Quando mais necessária era a sua intervenção, quando mais importante era ter voz...

Em vez de se perfilar com a autoridade moral de um grande espaço de democracia, com a autoridade histórica de uma civilização decisiva na construção do mundo actual, com a independência de quem não está prisioneiro de interesses escondidos, e com a clarividência política de quem já percebeu que só deste forma pode ser respeitado no actual contexto mundial, a União Europeia (e Portugal, e Espanha) optou pela arrogância do ultimato.

E assim se pôs de fora de qualquer intermediação,  dinamitou o espaço de negociação que se exigia que abrisse, e desperdiçou mais uma oportunidade de sair da irrelevância internacional a que se condenou. E, no fim, nem sequer pode lavar as mãos... sujas do sangue que se exigia ter-se esforçado que evitasse.

Que a solução só pode estar em eleições, não há dúvida. Que a melhor forma de a matar é impô-las por ultimato, também não!

(O) cair de Maduro

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De maduro, Maduro está a cair!

Se Hugo Chavez já tinha feito grande parte do caminho de destruição da Venezuela, Nicolas Maduro fez o resto. Mas em ritmo muito mais acelerado, e ninguém terá muitas dúvidas que chegou ao fim. Que Maduro está a cair!

Ainda não se ouviu estrondo... Mesmo a cair de maduro, pode ser bem grande o estrondo da queda. E acrescentar mais dramatismo à dramática situação política e social da Venezuela! 

 

Notícia e não notícia

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Na sequência da fantochada eleitoral de domingo na Venezuela, foi notícia que a administração americana congelou todos os bens de Maduro nos Estados Unidos. 

Não me parece que seja notícia. Notícia é Maduro ter bens e contas na América. Porque, para a esconder, Maduro fazer que "no pasa nada", fazendo-se de parvo e de ainda mais ignorante do que é, também já não é notícia.

Que coisa!*

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Bem sei que o Papa Francisco está a chegar, que os pastorinhos estão a passar a santinhos, e que o dia é de fé e comoção. Bem sei que nunca é bonito falar de merda, e que é bem possível que hoje seja o pior dia para falar disso.

Mas a actualidade é o que é – podia dizer de maneira diferente, mas tento ser comedido – e também não podemos todos estar a falar do Papa, dos pastorinhos, ou da aparição, que afinal, 100 anos depois, já não precisa de ser aparição e se aguenta com o estatuto de visão. 

E a actualidade que não passa por Fátima, passa por Caracas, onde a revolta merda – perdão: medra - a olhos vistos.

A Guarda Nacional venezuelana não se tem poupado a esforços para garantir a tranquilidade de Maduro, para que o homem possa dançar e beber uns copos sem ser incomodado. Carrega com tudo, ferindo e matando sem dó nem piedade, numa luta sempre desigual, com tanques, metralhadoras, jactos de água e bastões de um lado, e apenas pedras do outro.

Os manifestantes, maioritariamente jovens, como é normal, e fartos de levar porrada, acharam que tinham que queimar etapas, e saltar rapidamente da idade da pedra - literalmente - para a actualidade.

Encheram frascos de merda, chamaram-lhe "poopootov", e desataram a mandá-los para cima dos polícias. O sucesso foi ainda maior que o do Salvador Sobral na Eurovisão.

Mas durou pouco. Rapidamente o regime de Maduro acusou os manifestantes de batota. Essa é uma arma proibida!

O "poopootov", sentenciou a Inspetora Geral dos Tribunais da Venezuela, é uma arma biológica. E o uso de armas bioquímicas é um crime severamente punido!

Que merda!

 

PS: a imagem não deixa dúvidas sobre a sofisticação da arma, nem sobre a exigência dos procedimentos de artilharia.

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

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