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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Solstício de Verão

 

Por Eduardo Louro

 

Declara-se oficialmente aberto o Verão!

Desfrutem. Divirtam.se…Bem sei que já começaram ontem, para não perder tempo.

As noites são curtas...mas quentes e boas. Como as castanhas, de que já ninguém se quer lembrar. Os dias são grandes: o de hoje é maior. Dão para tudo... Dariam, se não se gastasse boa parte dele para acrescentar ao que falta da noite. Ou ao que a noite faz faltar...

Para os outros, lá de baixo...Temos pena, mas agora é a nossa vez!

Despedidas do Verão

Por Eduardo Louro

 

 

Este é o último fim-de-semana de Verão – não se deu por ele, mas ele andou por aí – que não o último dia de Verão, o dia do equinócio de Outono. Ao contrário do que geralmente se dá por bom, os equinócios da Primavera e do Outono não ocorrem sempre na mesma altura. Nem a 21 de Março e a 21 de Setembro, respectivamente.

Este ano, o equinócio da Primavera aconteceu no dia 20 de Março às 16:57. Nos próximos três anos ocorrerá no mesmo dia 20 de Março, mas às 22:45 em 2015, às 4:30 em 2016 e às 10:28 em 2017.

Já o de Outono varia entre os dias 22 e 23 de Setembro. Este ano acontecerá às primeiras horas do dia 23. No ano passado, no dia 22, às 20:44 e no próximo a 23, às 8:20, voltando a ocorrer no dia 22 em 2016 e 2017, respectivamente às 14:21 e às 20:02.

Portanto, este Verão de temperaturas baixas e muita chuva, que só deixou satisfeito o ministro da Administração Interrna, só vai oficialmente embora na próxima terça feira, com hora marcada para as 2:29!

Alguém deu pela partida do Verão?

Por Eduardo Louro

 

 

O calendário deu hoje ordem de retirada ao Verão, que não obedeceu e fez questão de se deixar ficar. Olhou para o equinócio, virou-se para o outro lado, aconchegou-se ainda melhor e esboçou um sorriso trocista ... Troçava de todos os que ainda há bem pouco tempo o negaram que nem  Pedro a negar Cristo!

Então este não havia Verão, não era?

 

Acabou o Verão. Voltemos à realidade!

Por Eduardo Louro

 

Admito que já nem todos se lembrem, mas o grande objectivo do governo e a bandeira de Vítor Gaspar, o regresso aos mercados, estava marcado para 23 de Setembro. Bem sei que não é na próxima segunda feira, é na outra!

Falta uma semana, e em vez de vermos os mercados a fervilhar de expectativa à nossa espera, ansiosos por nos receberem de braços abertos, vemo-los de costas viradas, lá muito longe, afastados como há muito não víamos. É exactamente isso que quer dizer a taxa de juro já bem acima dos 7% nos mercados secundários, ao nível do pior de 2011, quando o resgate era inevitável!

Quer isto dizer que, ao contrário do que vinha sendo apregoado pela máquina de propaganda ao serviço do governo, o país não recuperou confiança nenhuma. Os credores não acreditam que Portugal possa alguma vez pagar o que deve, e não há regresso nenhum aos mercados. Nem na data marcada por Passos e Gaspar nem em qualquer outra!

Porque, como sempre se disse, o programa da troika não batia certo e, no que batia, não foi executado. Veja-se a paradigmática reforma do Estado: absolutamente indispensável (reforma administrativa, reforma da justiça, desburocratização, eliminação de serviços duplicados e triplicados, reforma da administração local, reforma do sistema eleitoral, etc.) foi transformada numa mal amanhada junção de umas freguesias e no corte cego funcionários públicos.

E, por isso, como Vítor Gaspar enunciou sem rodeios na sua carta de demissão que quis tornar pública, tudo falhou.

Os objectivos de controlo do défice falharam sucessivamente, como irão continuar a falhar. Paulo Portas e Maria Luís Albuquerque andaram toda a semana, em Bruxelas e em Washington, a tentar convencer a troika a mais uma flexibilização (de 4 para 4,5%). Sem êxito, ao que parece, mas também sem convicção, com a ministra das finanças já hoje a garantir que a meta estabelecida é para cumprir, que não há pedido nenhum de flexibilização, em conformidade com o seu chefe natural e em confrontação aberta com o chefe que lhe foi imposto. Bonito!

A dívida, que a máquina de propaganda do governo diz ser para pagar e estar a ser paga, não parou de subir e já passa dos 130% do PIB. Impagável, como toda a gente sabe. Se antes se falava da renegociação da dívida como condição sine qua non para o sucesso da recuperação económica e financeira do país, hoje já não há economista sério que não tenha que dizer que sem perdão de dívida, sem hair cut, não há recuperação possível.

É por isto que ninguém já acredita no chamado programa de ajustamento.  Mas, para Maria Luís Albuquerque, não é por nada disto. 

É pelo Tribunal Constitucional. Exactamente em conformidade com o seu chefe natural e, mais uma vez, em confrontação com o chefe imposto!

Dramático. Por cá ninguém põe ordem nisto: não há oposição, Seguro é cada vez mais uma anedota e Cavaco auto mutilou-se. E a União Europeia continua congelada pelo frio do norte, imobilizada, como se nada percebesse do que se está a passar, como se voltou a ver hoje na reunião do eurogrupo. Ou irresponsavelmente na lua, na pessoa do seu suposto responsável máximo...

 

ADEUS VERÃO...

Por Eduardo Louro

 

Acabamos de nos despedir do Verão: pouco antes das quatro da tarde, chegava o Outono a este hemisfério Norte…

Hoje o dia iguala a noite. A partir daqui é sempre a noite a ganhar, e o dia a perder. Entretanto chegará a hora de Inverno, que mais não fará que anoitecer mais cedo.

É o Verão que mais saudades sempre deixa: o sol, a praia, as festas…

Por que será que me parece que este Verão não está a deixar saudades? E no entanto, com o que para aí vem, não se pode esperar que o próximo seja melhor….

 

BOLA DE BERLIM

Por Eduardo Louro

 

Não resisto, na praia, a uma bola de Berlim, com creme; de preferência muito, a sair daquela abertura e a escorrer por entre o açúcar. Bola de Berlim, para mim, rima com praia; não me imagino de volta de uma coisa daquelas à mesa do café, da pastelaria ou da esplanada. Nem pouco mais ou menos!

Da mesma forma que, sendo eu um fanático dos pastéis de nata, nunca me imaginaria a comer um pastel de nata na praia. É assim mesmo, há coisas que têm destinos marcados. Nasceram para aquilo e não resultam noutras circunstâncias!

Se há coisas que são só minhas – as minhas manias (e são tantas…) – não me parece que seja o caso desta. Sem que, para o efeito, tenha efectuado qualquer estudo, não tenho dúvidas em afirmar que a maior parte do consumo de bolas de Berlim ocorre na praia: há dados empíricos que são como o algodão; não enganam!

Admito que qualquer estrangeiro, que provavelmente conhece muitas outras – a Berliner, a alemã donde lhe vem o nome, a da Polónia, a da Áustria, a de look mais semelhante à nossa, a da Ucrânia ou a de Israel -, ache isto a coisa mais estranha do mundo e que vendo a malta, de dentada na bola e com a boca cheia de açúcar, a torrar ao sol, pense com os seus botões que não há quem entenda estes portugueses. Se a bola de Berlim tem tudo – frito, óleo, creme, açúcar – o que as boas práticas alimentares condenam, tem também tudo o que, à partida, faria dela um bolo de inverno. Nunca de Verão e menos ainda de praia!

Mas é assim e eu diria que é cada vez mais assim. A bola de Berlim é hoje a rainha das praias, dando uma autêntica banhada aos gelados, à razão de um para cinco: por cada vendedor a anunciar o velhinho “olhó gelado…rajá fresquinho” (Rajá confundia-se com o produto – o gelado era um rajá, como uma máquina de barbear é uma Gillette - e o pregão permaneceu mesmo após o desaparecimento da marca) há cinco a apregoar – nos mais variados sotaques, do português com açúcar dos brasileiros ao português frio do leste europeu) – “bola de Berlim, olha à bolinha”!

A bola de Berlim e a praia há muito que casaram. É, ao contrário dos outros, um casamento duradouro e, com já referi, cada vez mais sólido. Tempos houve em que as bolas de Berlim nos eram servidas por umas mãos claramente divorciadas da higiene. Depois veio a tenaz e, mais tarde, a verdadeira perseguição da ASAE. Creio que terá mesmo sido o fundamentalismo inquisitorial da ASAE que criou a autêntica instituição que é hoje a bola de Berlim. O povo saiu à rua, a reacção não passou, e a bola de Berlim aí está, mais forte que nunca! E mais higiénica, é bom que se diga!

Há sempre coisas boas que ficam das guerras. Desta guerra ficou um cartuchinho e um lenço de papel!

Foi neste cartuchinho branco e neste lenço de papel que este Verão descobri os resquícios de uma invulgar campanha de marketing: a Optimus (será que com o acordo ortográfico terá de mudar?) resolveu aproveitar aqueles espaços, alvos e virgens do cartuchinho e do guardanapo, para a sua publicidade. Não para transmitir uma qualquer mensagem publicitária, das mais estapafúrdias às mais inteligentes que saem da cabeça dos criativos, mas para, pura e simplesmente, se apresentar como patrocinador oficial da bola Berlim!

Ora aí está o que faltava: uma marca de telecomunicações arvora-se em patrocinador de uma instituição como a bola de Berlim. Qualquer dia teremos a Vodafone a patrocinar a Torre de Belém, a TMN o pastel de Belém, a ZON o cozido à portuguesa, a MEO as ondas da Ericeira ou a PT a neve da Serra da Estrela!

Por curiosidade e porque acho que esta gente da comunicação e do marketing sabe o que faz, fui tentar saber mais sobre esta campanha. Vai já no segundo ano e percebi que a ideia é que o público, que associa o Verão à bola de Berlim, passe também a associá-lo á Optimus.

Bem me parecia que Verão é praia e praia é bola de Berlim… Que é óptima! Mas ... Optimus?

SOLSTÍCIO DE VERÃO

Por Eduardo Louro

 

O Verão acaba de chegar, mesmo a horas: às 18 e 16 minutos! Hoje é o maior dia do ano, o que quer dizer que, a partir de hoje, começam a diminuir… Até chegar o mais pequeno, no solstício de Inverno, daqui por seis meses!

Por agora, viva o Verão, do sol, da praia, dos refrescos, da sangria, da imperial, das sardinhas… Como diz a cantiga dos Fúria do Açúcar: quando "os dias ficam maiores e as roupas menores"!

Como eles, eu gosto é do Verão!

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