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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Que chatice!

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Com tudo pacatamente à espera que as horas passem até que cheguem as últimas doze badaladas do ano, e com o Presidente a despachar a comenda do Jorge Jesus para fazer as malas de partida para o Corvo, não se passa nada. É uma chatice... Não fosse o "sempre em pé" Augusto Santos Silva ter dito umas coisas, que não deixam de ser verdade mesmo que as não devesse ter dito - logo ele, pouco senhor da verdade -, e não se passava mesmo nada. 

É verdade que não se passa nada, na mesma. Mas fala-se. E fala muita gente. E levou troco: "as afirmações proferidas pelo ministro dos Negócios Estrangeiros só podem ser entendidas por terem sido ditas por alguém que, vivendo fechado em ambientes palacianos, há muito que não sai à rua para ver como o mundo lá fora gira e avança". O que também não deixa de ser verdade!

A verdade também é uma chatice!

A verdade da mentira

 

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Dificilmente assistiremos a alguma coisa mais deprimente, a maior demonstração de indignidade, do que aquilo que ontem pudemos ver na  entrevista da Ana Leal ao (então) Secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado.

Quem já teve Sócrates como primeiro-ministro, julgaria que já tinha expiado todos os seus pecados, e que não mereceria mais castigo. Nunca sabemos até onde nos leva esta nossa condição de portugueses no que a governantes diz respeito, mas este Sr Manuel Delgado é mau de mais para ser verdade!

Infelizmente é esta a verdade da mentira em que vivemos!

 

A verdade e a mentira na polémica da privatização da TAP

Por Eduardo Louro

 

Aí está uma nova polémica. Desta vez é a guerra aberta entre António Costa e o PS, por uma lado, e Passos Coelho, o governo e os partidos da coligação, por outro, à volta da leitura do Memorando da Troika, no que respeita à privatização da TAP.

Entre os vários links que o Quinta Emenda disponibiliza ao longo da sua margem direita, encontra-se o Memorando da Troika, logo a seguir ao Futebolês. Trata-se da tradução portuguesa da versão original, justamente aquela que António Costa reclama para a sua verdade. E  com toda a razão, como pode confirmar-se:

No capítulo "Privatizações"(3.31), na página 14, diz que  "... para o período que decorre até 2013 abrange transportes (Aeroportos de Portugal, TAP, e a CP Carga), energia (GALP,EDP, e REN), comunicações (Correios de Portugal), e seguros (Caixa Seguros)... O plano tem como objectivo uma antecipação de receitas de cerca de 5,5 mil milhões de euros até ao final do programa, apenas com alienação parcial prevista para todas as empresas de maior dimensão. O Governo compromete‐se a ir ainda mais longe, prosseguindo uma alienação acelerada da totalidade das acções na EDP e na REN, e tem a expectativa que as condições do mercado venham a permitir a venda destas duas empresas, bem como da TAP, até ao final de 2011". 

O que António Costa diz é rigorosamente o que está escrito na tradução portuguesa. O porta voz do PSD, Marco António Costa, veio defender -se com o original em inglês, sugerindo erros de tradução e dizendo que é esse que conta. 

O original em inglês - curiosamente ali é o ponto 3.30 do capítulo relativo às privatizações -  diz que "... The existing plan,elaborated through 2013, covers transport (Aeroportos de Portugal, TAP, and freight branchof CP), energy (GALP, EDP, and REN), communications (Correios de Portugal), and insurance (Caixa Seguros)... The plan targets front-loaded proceeds of about €[5.5] billion through the end of the program, with only partial divestment envisaged for all large firms. The Government commits to go even further, by pursuing a rapid full divestment of public sector shares in EDP and REN, and is hopeful that market conditions will permit sale of these two companies, as well as of TAP, by the end of the 2011".

O documento de tradução para português começa logo com uma nota que avisa e esclarece que, em caso de divergência, é original em inglês que vale. Como se vê, não há qualquer divergência. O que está traduzido para português corresponde exactamente ao que está escrito em inglês, pelo que se conclui, com grande faciidade, que o argumento porta voz do PSD não é mais do que aquilo a que já nos habituou. 

Ontem à noite, dizia-me um colega e amigo - que muito respeito, muito entendido nestas matérias, mas também algo vulnerável às teses deste governo - que o governo tinha razão. Que no original havia um "as well as of TAP" a seguir à referência á privatização total da EDP e da REN. Expressão que, a ser assim, colocaria a TAP no mesmo saco da REN e da EDP.

Não é assim. A verdade é que a expressão não se refere à privatização total mas tão só, como se lê perfeitamente quer em inglês quer em português, ao timing das respectivas operações de privatização: na espectativa de condições de mercado para as realizar até ao fim de 2011. Permanecem intocáveis, e prevalecem, os dois pilares do capítulo: "receitas de cerca de 5,5 mil milhões de euros até ao final do programa, apenas com alienação parcial prevista para todas as empresas de maior dimensão"!

Não há lugar a qualquer dúvida. António Costa tem razão. Infelizmente, como é habitual, o governo e a maioria não deixam fugir uma oportunidade para lançar a confusão, estando-se verdadeiramente nas tintas para a verdade. Como diz o outro, não lidam maravilhosamente com a verdade

 

 

 

 

A verdade da mentira

Por Eduardo Louro

 

Ouve-se nas notícias que o ex-ministro Vítor Gaspar defendeu hoje a sua sucessora no Parlamento. Olha-se para aqui e não é isso que se percebe. A não ser que, como por aí se pretende, o que esteja em causa seja outra coisa que não o facto de a ministra ter mentido ao Parlamento.

É que, o que Vítor Gaspar disse, foi mesmo que a ministra Maria Luís Albuquerque mentiu!

FUTEBOLÊS#126 VERDADE DESPORTIVA

Por Eduardo Louro

 

 

Verdade desportiva é seguramente o jargão do futebolês mais utilizado nos tempos que correm. Particularmente neste final de época!

A verdade desportiva é como qualquer outra verdade. É verdade que esta verdade anda à volta uma ideia mítica de correspondência entre o desempenho puro – bacteriologicamente puro – e o resultado produzido. Mas não deixa de ser verdade que cada um tem a sua verdade!

Verdadeiramente complicado!

A verdadeira fórmula de iludir a verdade desportiva é criar várias verdades desportivas. Se cada um tem a sua veja-se bem quantas podem existir, e de como é fácil iludir a verdadeira verdade desportiva. Que nem se chega a saber qual é!

Para baralhar mais isto há ainda quem, mesmo tendo a sua verdade desportiva, trate de arranjar mais umas quantas mentiras desportivas que, claro, vai apresentar como mais umas quantas verdades desportivas. Não há verdade desportiva que resista...

Mas como se isto não bastasse há ainda verdade desportiva produzida em laboratório. Não, não é essa, a bacteriologicamente pura. É a que é produzida nos programas desportivos das televisões onde, mesmo sem bata branca, estão aqueles cientistas que representam cada uma das três marcas que dominam o mercado.

Conseguem autênticos milagres, que só os não são porque, como se sabe, a ciência – de que são os mais ilustres representantes – não tem, nem quer ter, nada a ver com milagres.

Num desses programas, um deles, anda desde a terceira jornada do campeonato a dizer que, na sua verdade desportiva, o seu Sporting tinha mais dez pontos. Não é milagre mas está lá perto: ainda só estavam disputados nove pontos e já se declarava injustiçado em dez!

Para que o programa mantenha algum equilíbrio e não desate a inflacionar o mercado  de verdades desportivas, mesmo ao lado, está outro que não se mete nessas coisas. Acha mais apropriado conviver com a verdade desportiva oficial, de preferência à mesa de um ex-líbris da boa mesa da capital!

Por outro desses programas passa um outro que também se esforçou ao longo de todo o ano por criar uma verdade desportiva. Nessa, o seu rival foi escandalosamente beneficiado em dez jogos e, eventualmente, ligeiramente prejudicado em três. Já o seu próprio clube, esse, foi sempre prejudicado, mas não é razão para se queixar…

Pois é, a verdade desportiva é uma treta. Essa é que é a verdade que afinal eles perseguem…

Mas nem por isso deixará de ser verdade que há verdades que são mentiras enormes. E essas são como o algodão: não enganam!

Validar um golo irregular nos últimos momentos de um jogo decisivo, ou transformar uma agressão a um avançado dentro da área numa falta desse mesmo atacante, num daqueles jogos em que se percebe que a bola não quer entrar. Levantar os braços e mandar seguir a dança quando o defesa abalroa – uma vez, duas vezes – o avançado contrário dentro da área, na parte final de um jogo que carimba o título. Encontrar sempre um penalti que em tempo útil desbloqueie um jogo que começa a complicar-se ou assinalar o penalti que convém quando a bola toca no ombro de um jogador que, de costas e em movimento rotativo, salta à entrada da área, e já não o assinalar quando outro deliberadamente – porque sabe que está protegido – a corta no interior da sua área. Expulsar um jogador que, depois de lhe ser assinalada um falta, deitado no chão, bate com a mão na relva, mas não expulsar outro que, a um metro da baliza, derruba por trás o adversário e o impede de fazer golo. Ou mesmo incompreensíveis quebras sucessivas de energia no estádio, para provocar idênticas sucessivas quebras de ritmo de jogo, são apenas alguns sacos dos cheios de pedacinhos de algodão…

E, já agora, será que também haverá verdade desportiva na atribuição do título de melhor marcador? Sendo, para além da definição de quem a acompanha a desgraçada União de Leiria na viagem para a Segunda Liga, a única decisão guardada para a última jornada, será que faz sentido que o Sporting - Braga seja jogado duas horas depois dos restantes jogos?

É que, se o Cardozo não tiver marcado em Setúbal, nem o Hulk feito três golos em Vila do Conde, ao Braga bastará deixar o Lima no banco para que seja ele o vencedor desse troféu!

A VERDADE DA MENTIRA

 

 Por Eduardo Louro

 

Sabemos que uma mentira mil vezes repetida passa a verdade. Sócrates sabe isso melhor que ninguém e, como não tem sombra de vergonha – mente sem qualquer constrangimento -, já passou a barreira das mil vezes em muitas matérias. Já criou portanto uma série de verdades!

A mais fantástica dessas verdades é que Sócrates tomou posse na manhã de 11 de Março, foi a correr para Bruxelas salvar o país – “o meu país “ – dele, que por acaso também é o meu – e o euro, e regressou com tudo salvo: o país, o euro, a Europa e o mundo! E, em vez de ter o país em apoteose a recebê-lo, tinha uma oposição a dar-lhe cabo da cabeça e que não sossegou até, ao fim da tarde de 23 de Março, o obrigar a ir até Belém pedir a demissão ao Presidente da República!

Esta verdade provocou depois outras verdades: a partir de então as agências de rating desataram a empurrar pela escada baixo as notações da República, dos bancos e das principais empresas nacionais; e os mercados especuladores a fazer subir as taxas de juro como se fossem balões aquecidos.

Sabemos, como comecei por dizer, como Sócrates é capaz e competente nesta arte. Parece-me no entanto que, nas actuais circunstâncias, depois de tudo o que fez ao longo de todo este tempo, do desgaste de tantas trapalhadas pessoais e de outras tantas guerras para salvar a pele, Sócrates já não estava em condições de chegar às mil repetições – ponto de fusão da mentira em verdade. Acredito que conseguisse chegar perto das oitocentas, mas já não tinha fôlego para chegar às mil. Convenhamos que até podia cheirar a injusto: então um homem com esta determinação, com esta resiliência, e com esta fibra poderia lá morrer na praia?

Por isso surgiu muita gente a ajudá-lo. Uns mais insuspeitos que outros, mas todos sempre eficazes. Os mais insuspeitos vêm do PSD e lá vemos Morais Sarmento, Pacheco Pereira e mais um ou outro. O próprio Passos Coelho dá umas ajudas. E das boas! E já nem é preciso falar da suspensão da avaliação dos professores… Nem o Presidente Cavaco quis deixar de dar a sua contribuiçãozita!

E, claro, muitos comentadores, muitos fazedores de opinião, alguns mesmos com responsabilidades acrescidas por serem especializados no comentário económico, supostamente iminentemente técnico e desprovido de quaisquer subjectividades. Cheguei a ouvir um deles – o meu colega (é meu colega de curso) Nicolau Santos, por exemplo – dizer que as reduções da notação de rating da semana passada eram de todo incompreensíveis. E insinuar mesmo que as agências de rating não passavam de malditos aliados dos mercados especuladores. O Expresso deste fim-de-semana era um verdadeiro festival: era Teixeira do Santos nos Altos do Pedro Lima e era, ainda e de novo Nicolau Santos que, bisando no elogio e na defesa do ministro, atribuía a responsabilidade pela actual crise política ao ódio cego da oposição: “…teve muito a ver com o ódio que José Sócrates desperta nos seus opositores e nada com os verdadeiros interesses do país e dos portugueses”, escrevia! E ainda a concluir “uma coisa claríssima”: …”que este processo coloca-nos certamente na iminência de termos de pedir ajuda externa ao FEEF e ao FMI”.

Então mas há quanto tempo é que estamos nessa iminência? E há quanto tempo a devíamos ter pedido? Quanto nos custou já essa teimosia? Será que ninguém percebe a bagunça que vai nas contas públicas? Que ninguém entende que fomos obrigados a corrigir as contas e que o défice de 6,8% do governo é afinal de 8,6% (a inversão é mera ironia!) e seria de 10% se não fosse a batota do fundo de pensões da PT e se não tivéssemos escondido os submarinos? E que ninguém percebe por que é que toda a gente andava a falar em auditoria às contas públicas e, de repente, o Presidente Cavaco Silva os veio mandar calar a todos?

Pois, é isso que estão a pensar! E isso que estão a pensar entra pelos olhos dentro dos mercados e das agências de rating! Não é preciso ajudar a chegar às mil repetições da mentira. O que é preciso é, de uma vez por todas, encarar a verdade: este país – o meu país de Sócrates – está falido! Sócrates, com muitos cúmplices – e com Teixeira dos Santos à cabeça – deixou-nos um país falido e desacreditado em todo o mundo. Agora não há volta a dar-lhe: vamos mesmo ter de dar volta a isto!

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