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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Sem vergonha

capa Correio da Manhã

 

A falta de vergonha dá nisto. Andaram meses a fio a publicar e a explorar dados e informação privados, que sabiam obtidos de forma não só ilegítima como criminosa. Durante todo esse tempo tudo ia bem, o que difundiam era insuspeito e a fonte era inatacável. Hoje, o que era informação insuspeita é um "assalto", e a fonte é o "pirata dos mails". Hoje, o que difundiram é um crime, e a fonte um criminoso. Como se nada se tivesse passado. Sem um acto de contrição. Sem uma desculpa. Sem vergonha!

 

capa Jornal de Notícias

 

Fronteira da vergonha*

Resultado de imagem para ricardo salgado no tribunal

 

No âmbito de um processo judicial de contestação a uma contra-ordenação do Banco de Portugal, no valor de 4 milhões de euros, ainda em resultado da sua actividade bancária, Ricardo Salgado alegou em Tribunal, quiçá como argumento central, não dispor de meios para o respectivo pagamento.

Argumentou não ter praticamente reforma, depois da sua pensão de 39 mil euros mensais ter sido, por penhora, reduzida a dois salários mínimos nacionais. E que as despesas da família, cujo montante desconhece, são pagas pela filha, que vive e trabalha na Suíça.

Do ponto de vista individual – que não numa perspectiva de relação com a comunidade - é legítimo que qualquer cidadão utilize todos os meios legais de defesa para minorar, ou mesmo evitar, o pagamento de impostos, multas, do que quer que seja… Ricardo Salgado tem o direito de se defender. Não terá é o direito de se defender dessa maneira!

Não tem o direito de se colocar no papel de vítima, quando vítimas, e vítimas dele próprio, são praticamente todos os seus concidadãos, os que enganou directamente e os que, não tendo sido enganados, não deixaram de ser chamados a contribuir para pagar os seus desmandos e abusos. Vitimizar-se não é direito, é falta de vergonha. E de dignidade!

Independentemente de vir ou não a ser condenado por tudo de que é acusado, o simples conhecimento público da gigantesca rede de off-shores de que dispõe, e do uso que delas fez, deveria servir para delimitar a fronteira de vergonha que Ricardo Salgado não devia transpor.

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Um teste ao respeito por nós próprios

Por Eduardo Louro

 

 

Passos Coelho é capaz de tudo. É até capaz de chegar à Madeira e bater todos os recordes de aldrabice de Alberto João Jardim... Capaz de fazer do primeiro Chão da Lagoa sem Jardim, o mais charlatão de todos os Chão da Lagoa. 

Podemos dizer que esta gente perdeu o último pingo de vergonha. Podemos dizer que nunca ninguém foi tão longe no descaramento. Podemos indignar-nos com a falta de respeito pela nossa inteligência. Podemos ficarmo-nos pelo simples "é preciso ter lata"...

Mas também podemos achar que isto é apenas um teste ao respeito que temos por nós próprios... Com resultados a conhecer lá para 4 de Outubro!

 

 

 

 

Por um punhado de votos...

Por Eduardo Louro

 

aqui (no último parágrafo) tinha abordado o tema - como exemplo de falta de vergonha  - da doença da mulher do primeiro-ministro, que saltou da privacidade para a publicidade. Em toda a plenitude da palavra, no duplo sentido de tornar público e de forma de propaganda.

Hoje o Pedro Tadeu, no Diário de Notícias, encara-o de frente. O título que dá à crónica pode ser violento, mas diz tudo: "O cancro da mulher de Passos é propaganda?"

Choca. Mas não é isto chocante? Não é chocante que tudo se traia, e nada se respeite, em troca de um punhado de votos?

Apenas falta de vergonha...

Por Eduardo Louro

 

Interpelado no debate quinzenal pela deputada Catarina Martins nos seguintes termos:

"Quando o Estado tentou penhorar os bens de Dias Loureiro, ele não tinha nada em seu nome, tinha tudo em nome de familiares. Um homem que não tinha nada, mas veja lá que é tão metódico que até conseguiu, anos depois, comprar parte da editora que editou seu livro, em que aproveita para se queixar dos SMS de Paulo Portas e enxovalhar o CDS".

Passos Coelho respondeu nos termos seguintes:

"É verdade que me encontrei com o senhor doutor Dias Loureiro, e espero que ele não se sinta visado nem ultrapassado por eu ter suposto que - estou convencido que ele sabe - com o que viu no mundo e com a experiência que adquiriu, partindo de Aguiar da Beira, que não é por se viver no interior, que hoje não podemos, graças às muitas renovações tecnológicas, graças a muito trabalho de transformação da economia portuguesa, vencer na vida e ter negócios bem-sucedidos".

Não. Não é mais uma questão de cu e de calças, de bota e de perdigota, ou do que é que uma coisa tem a ver com a outra. Não é também só uma mera questão de lata. É mesmo de falta de vergonha!

A mesma velha falta de vergonha. Da Tecnoforma, dos rendimentos escondidos em despesas, da Segurança Social. Ou a da reserva da privacidade na doença, tão facilmente mandada às ortigas ao sabor do mais rafeiro eleitoralismo

E a vergonha? Não se referenda?

Por Eduardo Louro

 

Da Assembleia da República chegou-nos hoje, mais que mais um motivo de vergonha, a prova insofismável de que este regime, o regime destes partidos e desta gente destes partidos, atingiu a mais profunda e negra decadência. Está podre e a cheirar muito mal!

O referendo proposto pelos rapazolas da JSD, que as linhas com que se cozem os caducos partidos do sistema fazem que seja maioritária no grupo parlamentar, e aprovado por 103 deputados do PSD – e pela abstenção dos deputados do CDS, ao arrepio de tudo o que tinham declarado - que cumpriram a imposta disciplina de voto, revela bem o ponto a que esta partidocracia nos levou.

Onde não há respeito pela democracia nem pelo próprio parlamento, a sua dita casa. Levar a referendo uma matéria a que a Assembleia da República acabou de dar corpo de lei, é um golpe, não tem outro nome. Impor disciplina de voto numa matéria que é claramente do domínio da consciência individual é apenas reforçar o sinal do golpe.

Onde os deputados não são mais representantes de nada que não do aparelho que os comanda. São alforrecas, em vez de gente. Sem espinha que segure um corpo direito não há gente…

Onde não há futuro, porque são jovens, com a vida pela frente, os protagonistas desta pouca vergonha…

Que, evidentemente, não terá por onde passar no Tribunal Constitucional!

Que gentinha, esta...

Por Eduardo Louro

 

O Ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) pediu desculpa – desculpa diplomática – às entidades angolanas pelas investigações da Justiça portuguesa a altas figuras do regime. E disse-lhes que estivessem tranquilos, que soube pela Procuradora Geral da República (PGR) que nenhuma situação é grave.

Joana Marques Vidal, a PGR, desmente e lembra que Portugal é um Estado de Direito, onde há separação de poderes.

O Primeiro-Ministro é interpelado sobre o caso no Parlamento mas ignora-o, acha que não tem nada que responder.

Na SIC Notícias, há momentos, a deputada e vice-presidente do PSD, Teresa Leal Coelho, que já vimos que é mulher para tudo o que seja disparate, e que não sabe o que é vergonha, nega a evidência e tem lata para, perante o registo das declarações, dizer que o ministro não está a dizer aquilo que está a dizer. Perplexo, o Mário Crespo - até o Mário Crespo, vejam bem - volta a passar as declarações, para que ela se não enterre mais. Imperturbável, a senhora deputada volta a repetir que o ministro não está a dizer aquilo que continuamos a ouvi-lo dizer.

Rui Machete soma e segue e continua MNE... Porque isto é Portugal, hoje e agora!

Que gentinha, esta ...

 

 

EM PARIS...

Por Eduardo Louro

 

Depois do FMI, agora que já ninguém se lembra do que foi o seu Relatório, das boas às más propostas, chegou a vez da OCDE. Com o mesmo destino: primeiro pôr a mão por baixo das medidas que o governo anuncia e, depois, seguir para o caixote do lixo!

Neste Relatório a OCDE quer acabar com tudo. Com tudo menos com o que realmente nos aflige. Mas alegremo-nos: o défice para este ano deverá ficar nos 5,5% e já se prevê crescimento económico … para 2020!

Tudo isto dito em Paris. É verdade, um Relatório encomendado pelo governo português e sobre Portugal, é apresentado com pompa e circunstância  em ... Paris. Com a presença do primeiro-ministro. Sem ponta de vergonha, evidentemente!

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