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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Norris, a história que poderia ser outra!

VÍDEO – Oscar Piastri ultrapassa Lando Norris em emocionante GP de Abu Dhabi enquanto Max Verstappen domina!

Terminou o GP de Abu Dahbi, com a vitória de Verstappen - a terceira, nos três últimos GP`s do campeonato mundial de Fórmula 1. E a sexta, nos últimos nove!

Começo por aqui porque é isto - o súbito reaparecimento de Verstappen - o que mais ressalta deste mundial de Fórmula 1, completamente dominado pela Mclaren, que há muito havia assegurado o título de construtores.

Ao indiscutível mérito do piloto holandês na inesperada competitividade do final da temporada não pode, no entanto, tem que se  juntar o demérito da Mclaren. Se a superioridade da equipa britânica lhe garantiu facilmente o título de construtores, também, ao usar essa superioridade em favor de Norris, e contra Piastri, facilitou a tarefa do tetracampeão do mundo. E assim se chegou hoje à Yas Marina, com o título em aberto para Norris, Piastri e Verstappen.

O holandês, confirmando a sua superioridade pessoal das (largas) últimas corridas, largou na pole position. À frente de Norris, e de Piastri. Que, numa ultrapassagem sensacional, saiu no fim da primeira curva à frente do seu colega (na foto). Curiosamente, e mesmo com todos os incidentes e estratégias ao longo das 58 voltas, o pódio da corrida - e o do campeonato (de pilotos) - ficaria logo definido, logo ali, no arranque da primeira volta.

Para conquistar o seu primeiro título mundial, Norris precisava de ser terceiro. E foi. E só por escassos minutos, e seis das 58 voltas, poderá ter corrido o risco de o não ser. Foi quando, à 17ª volta, foi pela primeira vez trocar de pneus, saindo das boxes em nono. 

No regresso à pista, rápida e espectacularmente ultrapassou logo Lawson e Stroll. Mais à frente, para lhe dificultar o objectivo, estava Tsunoda, colega de Verstappen na Red Bull. Fez o que pôde, e até o que não podia (obrigando-o a sair da pista na ultrapassagem, o que lhe valeu uma penalização) para lhe dificultar a ultrapassagem mas, à 23ª volta, já Norris recuperava o terceiro lugar.

Nessa altura Verstappen decidiu, então, trocar de pneus deixando para Piastri a liderança, e o desafio de resistir ao máximo à inevitável paragem nas boxes. O astraliano resistiu tanto que só foi mudar de pneus quando se viu ultrapassado pelo holandês, à volta 41, quando Norris já mudara de pneus pela segunda vez. Garantindo, ainda assim, a segunda posição.

No fim, Norris foi campeão do mundo com 423 pontos, mais dois que Verstappen, e mais 13 que Piastri. É o primeiro título de Norris, e isso é que fica para a História. Mas, mais uma vez na História da Fórmula 1, ela - a História - podia ter sido diferente.

O regresso da Mclaren e a despedida de Hamilton. Para o ano há mais. E diferente!

Terminou ontem, com o Grande Prémio de Abu Dhabi, a temporada de 2024 da Fórmula 1.

Com o título de condutores já entregue - mais uma vez a Verstappen, faltava decidir o de construtores, entre a Mclaren e a Ferrari, as duas mais míticas marcas da Fórmula 1. A marca inglesa tinha alguma vantagem, e bastava-lhe ter um carro a ganhar a corrida. Com os dois carros na primeira linha da grelha, à frente de Sainz, e Leclerc, por penalização, a sair do último lugar, reforçava essa vantagem.

Mas corrida, é corrida. Logo no arranque Verstappen - intratável, está-lhe na massa do sangue, não há volta a dar -, que partira da quarta posição, atirou-se para cima de Piastri, deixando o segundo Mclaren logo fora das contas da corrida. E Leclerc partiu para uma recuperação notável (à décima volta já era sexto!) que o levaria ao terceiro lugar, atrás de Norris e Sainz. 

Nem assim houve na verdade muitas dúvidas que Norris ganharia a corrida, e que, 26 anos depois, a Mclaren voltaria a ser campeã do mundo. Foram, sem dúvida, os melhores carros e Norris só não foi campeão mundial já este ano porque Verstappen ... é Verstappen. E trazia uma vantagem muito grande da primeira parte da temporada.

Sainz despediu-se da Ferrari (vai para a Williams), entregando o seu lugar a Hamilton, que se despediu da Mercedes, desfazendo-se a mais bem sucedida dupla da História da Fórmula 1. Na despedida, um último e rijo despique com Russel, seu colega de equipa e compatriota, que animou a parte final da corrida na disputa pelo quarto lugar. Ultrapassou-o na última volta, e no fim deu espectáculo.

Para o ano há mais. E tudo indica que bem diferente!

Tetra Verstappen

F1 | Últimas Notícias, resultados de corridas e próximo GP | ge

Em Las Vegas, a duas corridas do fim, Verstappen sagrou-se campeão do mundo de Fórmula 1, e assegurou o seu quarto título mundial. Longe, bem longe, do brilho dos dois últimos - porque o primeiro ... foi o que foi - e a confirmar a mudança dos ventos que se começaram a sentir há já algum tempo, e mais ainda a partir da primeira metade da temporada.

Não foi melhor que quinto na corrida, completamente dominada pelos Mercedes, com Russel (que partira da pole) e Hamilton (apenas oitavo na grelha de partida) a fazerem a dobradinha. E a Ferrari a colocar os dois carros a seguir, com Sainz (a fechar o pódio) e Leclerc de candeias às avessas. 

Poderá não ser o fim do reinado de Verstappen, mesmo que pelo menos a interrupção pareça nesta altura inevitável, mas será certamente o fim de ciclo da Red Bull, com os motores Honda. Mesmo que matematicamente não se possa ainda dizer que já tenha perdido título de construtores, a verdade é que improvável, se não impossível, superar a Mclaren e a Ferrari. E já só fica à frente da Mercedes pelo que foi a primeira metade do campeonato.

 

 

Sim, Verstappen voltou a ganhar. Mas ...

F1: Verstappen vence o GP dos Estados Unidos; Hamilton é P2 e vê vantagem  de Perez diminuir - Notícia de F1

Verstappen - já com o título campeão no bolso, assegurado no Catar há duas semanas, a cinco corridas do final - ganhou o Grande Prémio das Américas, em Austin, no Texas. Como já ontem ganhara a corrida sprint.

A novidade não é, pois, a vitória de Versttapen - a 15ª da temporada, igualando desde já esse recorde estabelecido na época passada, dez delas consecutivas. A novidade - e grande! - é que não foi o holandês que ganhou esta corrida, mas a Mercedes que a perdeu.

Foi um grande espectáculo de Fórmula 1, e uma das mais disputadas corridas da época. Quatro carros diferentes (um Red Bull, um Mercedes, um Mclaren e um Ferrari) nos quatro primeiros lugares. E já havia sido assim na corrida sprint, a confirmar que as principais equipas se estão finalmente a aproximar da Red Bull. E a confirmar o regresso da Mclaren ao pelotão da frente, passando de surpresa a certeza nesta segunda metade do campeonato, mesmo que ainda não tenha superado (nem na classificação de pilotos, nem na de construtores) a surpresa Aston Martin na primeira.

A Mercedes demonstrou ao longo do fim-de-semana capacidade para discutir a corrida com a Red Bull (e com a Mclaren e a Ferrari, na primeira linha da grelha de partida, com Leclerc na pole, e Norris ao lado, mas logo na frente na partida). Hamilton, que já fora segundo na corrida sprint, saiu no terceiro lugar. Partiu mal, ficou logo atrás do Mclaren de Norris e dos dois Ferraris, e até poderia ter corrido mesmo muito mal se este Verstappen (levantou o pé) fosse o de há três ou quatro anos. Mas, a partir daí fez sempre uma corrida a grande ritmo, limpa e equilibrada.

Fez o suficiente para ganhar, ele que já vai para dois anos sem ganhar uma corrida. Faltou à equipa corresponder ao desempenho do carro e de Hamilton. Pareceu que tinha partido com uma estratégica de uma única paragem para mudança de pneus, que a corrida mostrou ser de todo inviável, e adiou a primeira paragem. 

Com isso, com o erro de timing para a paragem, e com a própria operação - que tão bem correu com Russel, e que foi quase desastrada com Hamilton (3,3 segundos a mudar pneus quando todos os adversários, e o próprio colega de equipa, o faziam na casa dos 2 segundos, bem próximo dos fantásticos 1,8 segundos da Mclaren no Catar) - o hepta-campeão perdeu 13 a 14 segundos para Verstappen. E deixou de o ter atrás, para passar a tê-lo à sua frente.

Em corrida, o Mercedes e Hamilton, estiveram sempre melhor que o campeão holandês. Acabou a pressionar Verstappen, e terminou a 2 segundos - chegando até a aproximar-se da diferença do segundo, que lhe daria a possibilidade de utilizar o DRS.

Claro que  ninguém poderá garantir que, sem os erros da primeira troca de pneus, Hamilton ganharia. Mas quando se acaba a 2 segundos, e se desperdiçaram 14, é difícil deixar de concluir que foi a equipa da Mercedes que perdeu esta corrida. Muito antes de Verstappen a ganhar!

PS: Soube-se, já no dia seguinte ao da corrida, que Leclerc e Hamilton foram desqualificados porque os blocos de derrapagem, que se situam por debaixo dos carros dos dois pilotos, não estavam de acordo com os requerimentos. Não altera nada do que foi a corrida. Altera, e muito, as classificações. E deixa mais difícil o "assalto" de Hamilton ao segundo lugar da classificação do mundial de pilotos, que parecia ter tudo para ser bem sucedido.

 

 

Grande Prémio de Espanha

A questão, na fórmula 1 actual, não é quem é primeiro. Verstappen e a Red Bull, não permitem discussão - faz a "pole", ganha, lidera as corridas da primeira à última volta, e faz o melhor tempo de volta. No fim, também não será quem é o segundo. Perez, mesmo alternando boas classificações com últimos lugares na classificação, contará sempre com a supremacia do carro da Red Bull para as mais surpreendentes recuperações em corrida.

A questão é, pois, quem se consegue entre-por na esmagadora superioridade da Red Bull. Com o  melhor carro, a melhor estratégia de corrida, e a maior competência nas boxes. 

Hoje, em Barcelona, no Grande Prémio de Espanha, não foi diferente. Aconteceu tudo isso, com Verstappen a apenas mudar de pneus quando tem garantida a saída, na mesma, na frente. A fazer a pole, a volta mais rápida, a seguir na frente do arranque até à bandeira de xadrez, a conquistar a 40ª vitória da carreira, a consolidar a liderança no campeonato, e a consolidar, a meio da temporada, o mais que anunciado terceiro título mundial consecutivo . E com Perez a sair dos últimos lugares da grelha para acabar em quarto. 

A novidade foi a Mercedes, com Hamilton, a sair da quarta posição na grelha, a terminar em segundo, e Russel em terceiro, saído da 12ª posição, à partida. Na primeira vez em que outra equipa, que não a Red Bull, conseguiu dois lugares no pódio. Mercedes já é segunda no mundial de construtores, quando parecia já ter sido ultrapassada até por construtores há pouco tempo de segunda linha.

É verdade que a Ferrari continua a desiludir, como voltou hoje a fazer. Sainz tinha obtido o segundo melhor tempo na qualificação, e saiu na primeira linha da grelha. Mas nem isso lhe valeu mais que o quinto lugar no fim. E Leclerc que, penalizado, tal como Pierre Gasly, começou por partir das boxes, nem nos pontos acabou (11ª lugar). 

 Quando até a Maclaren (com Norris na terceira posição na grelha, mas a afundar-se na corrida) a ameaçava empurrar ainda mais para baixo, já depois de claramente ultrapassada pela Aston Martin, a Mercedes ressuscitou em Barcelona. A dúvida, agora, é se esta é a evolução normal do seu W14, ou se apenas um caso de especial apetência pela pista catalã. Seja o que for, a aproximação à Red Bull continua difícil!

Aos espanhóis, naturalmente figuras do cartaz, é que a sua corrida não correu nada bem. Sainz ainda fez figura na qualificação, com o segundo tempo, mas acabou em quinto. E Alonso ficou sempre atrás do seu colega Stroll. Na qualificação, onde não conseguiu melhor que o oitavo tempo, com Stroll em quinta. E na corrida, em sexto, mas ainda atrás do seu colega de equipa.

 

Max Verstappen - bi-campeão

F1: Resultado final do GP do Japão em Suzuka

Max Verstappen sagrou-se hoje em Suzuka bi-campeão do mundo de Fórmula 1, depois de ter vencido o Grande Prémio do Japão, ainda com quatro corridas por disputar.

Este segundo título do holandês, ao contrário do primeiro, no ano passado, não sofre a mínima contestação. Creio que nunca ninguém tinha ganhado com tamanha vantagem, nem nunca um campeonato se tinha decidido com tanta antecedência. Ganhou o melhor piloto, com o melhor carro e a melhor equipa. Que, como se tudo isso não bastasse, contou com ainda todos os favores dos safety car, em todas as suas variantes. Com todo o tipo de influências da poderosa máquina da Red Bull, inclusivamente com uma segunda equipa, a Alpha Tauri, sempre disponível para manobras tácticas de favor. E sempre, ao longo de toda a época, com a desastrada gestão das corridas da Ferrari, o único carro que poderia fazer frente ao Red Bull.

Ainda assim, e pesem todas as circunstâncias, e todo o mérito do piloto e da equipa, e mesmo sendo a conquista do título uma mera questão de tempo, esta conquista antecipada não está isenta de polémica. 

A chuva, que caiu durante todo o fim de semana em Suzuka, levou à interrupção da corrida poucas voltas, e cerca de 10 minutos, depois do arranque, levando-a para o limite das três horas de duração previsto nos regulamentos. Os carros regressaram à pista com pouco mais de meia hora para preencher a corrida, que ficava reduzida a 45 minutos. Os pontos em disputa são atribuídos em função do número de voltas realizadas.

No fim das três horas de corrida, e cumpridas 28 das 53 voltas do GP, Verstappen cortou a meta na frente, com larga vantagem sobre o Ferrari de Leclerc, que trazia colado o Red Bull de Perez. Na última volta, na disputa pelo segundo lugar, Leclerc saira de pista e cortara a chicane, mantendo-se à frente de Perez.  Admitia-se que fosse penalizado, e que viesse a perder a segunda posição. Como viria a suceder, com uma penalização de 5 segundos. A pontuação a atribuir - no caso 75% dos pontos totais em disputa, por terem sido cumpridas metade das voltas -, e mesmo com o terceiro lugar de Leclerc, não era suficiente para Verstappen garantir desde logo o título, como ele próprio e a equipa reconheciam.

Pouco depois, perante a surpresa geral,  a FIA anunciava a atribuição da pontuação total, com o argumento que os regulamentos tinham sido alterados, e que, agora, atribuição parcial dos pontos apenas acontece se a corrida for interrompida sem que seja reiniciada.

Estranho não é que esta alteração seja absurda, porque de absurdos estão os regulamentos cheios. Estranho é que ninguém tivesse conhecimento dessa alteração. 

Max Verstappen nem mereceria isto. Mas é assim, nem na conquista de um título indiscutível, a vitória de Verstappen deixa de ser assombrada.

 

A história de uma corrida com moral (da história)

Hamilton vence o acidentado GP da Arábia Saudita e iguala Verstappen. Título decide-se na última corrida

Lews Hamilton e Max Verstapen saem da Arábia Saudita em igualdade pontual para discutirem o título mundial na última etapa deste Mundial de Fórmula 1, no Abu Dhabi, no próximo fim de semana. Só por uma vez, em 1974, dois pilotos tinham chegado empatados em pontos à última prova do campeonato - então Emerson Fitipaldi (cujo neto sofreu hoje um grave acidente, neste mesmo circuito, na prova de fórmula 2) e Clay Regazzoni. Isto depois de Hamilton ter vencido o seu 103º Grande Prémio, e o terceiro dos últimos três, que o relançou para o seu oitavo Mundial, que chegou a parecer perdido.

Foi uma grande corrida, este Grande Prémio esquisito e cheio de coisas estranhas. Desde logo com três partidas da grelha de formação, duas bandeiras vermelhas e já nem sei quantas intervenções do safety car. E muita manha, e outras coisas que tais.

A corrida iniciou-se com os dois pilotos da Mercedes, Hamilton e Botas, nos dois primeiros lugares, donde partiram, com Verstapen em terceiro. À décima volta o primeiro acidente, com Mick Schumacher, e primeira entrada do safety car, que os pilotos da frente aproveitaram para mudar pneus. Todos, excepto o holandês, que quando ia entrar recebeu ordens da equipa para não o fazer, ficando na frente da corrida. Percebeu-se que a Red Bull apostava na bandeira vermelha, que interromperia a corrida, e a relançaria para nova partida, donde sairia na pole, que ontem falhara ao embater no muro à saída de uma curva, quando se aprestava para a conquistar. Quatro voltas depois, aí estava a antecipada bandeira

Nova partida, agora com Verstapen a partir na frente, e com pneus novinhos. Hamilton, em segundo, arrancou bem. Como Verstapen e Ocon. Encontravam os três lado a lado na primeira curva onde Hamilton, quem mais tinha a perder, teve se cortar, Verstapen adiantou caminho por fora da pista, e Ocon, ficando em segundo, seria primeiro pela infracção do holandês. Cá atrás duas molhadas de carros, com Perez, o segundo piloto da Red Bull, a ficar fora da corrida. Nova bandeira vermelha, e nova grelha de partida, desta vez negociada, ao vivo e a cores, entre a direcção da corrida e as equipas: Ocon. Hamilton e Verstapen. Que no arranque, tirando partido dos pneus macios escolhidos para o efeito, mas de risco face às voltas em falta, quando os adversários optaram por duros para durarem o resto da corrida, passou de terceiro para primeiro, à frente de Ocon e de Hamilton, que pouco demorou a ficar a trás do seu rival para o título.

Começou então a perseguição, interrompida de quando em vez por acção do safety car virtual, por força de inúmeros toques em pista que a iam pulverizando com os pequenos destroços que daí resultavam. E começaram os já habituais truques de Verstapen para evitar a ultrapassagem. Numa dessas ocasiões empurrou Hamilton para fora de pista. Foi penalizado, com a obrigatoriedade de lhe ceder o lugar. Nada mais que uma nova oportunidade para outro truque: em vez de abrir para o deixar passar, travou à sua frente, para que lhe batesse por trás. Hamilton ficou com a asa dianteira destruída, e portanto com o carro desequilibrado. Não chegou a passar, mas Verstapen contava com o estrago provocado, mesmo que tivesse de voltar a ceder-lhe a passagem. Como aconteceu, para de imediato tirar partido disso, e voltar à frente.

Mas já não tinha pneus. Os que contara para ganhar na partida não lhe davam para ganhar a corrida. E Hamilton, mesmo com o carro naquelas condições, passou para a frente e fez até a melhor volta da corrida, que lhe deu mais um pontinho. E ganhou claramente uma das corridas mais difíceis de ganhar. Em competição, nem sempre a verdade ganha.. Desta vez ganhou!

Verstapen é um extraordinário piloto, disso não há duvidas. Dúvidas há é que seja um verdadeiro desportista. Para mim, evidentemente!

Uma coisa é a manha, o chico-espertismo. Cabem sempre no desporto. Outra é a batota. Quando a Red Bull arrisca na estratégia e Verstapen arrisca na pista, não há nada a dizer. Mas quando lhe acrescentam batota, já é outra coisa. E fazem-no vezes de mais!

 

Desporto a alto nível

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Acaba de terminar, de forma espectacular, o grande prémio do Abu Dhabi, e com ele a septuagésima edição do campeonato do nundo de fórmula um. 

Nada estava já em disputa. Lewis Hamilton tinha já assegurado o título de pilotos, na antepenúltima etapa, no México. O quinto, como Fangio, só atrás de Schumcher, com sete. E a Mercedes também já confirmara o título de construtores no último grande prémio,  no Brasil.

Hamilton voltou a ganhar, com Vettel na segunda posição, como na classificação final do campeonato, e o extraordinário e irreverente Verstappen em terceiro, quarto no campeonato, atrás de Raikkonen.

Este campeonato do mundo foi espectacular, teve de tudo o que um grande espectáculo de automobilismo tem que ter. Emoção, coragem, força mental, sangue frio, estratégia, sorte e azar, que também fazem parte do desporto. E se Hamilton foi quem teve mais disto tudo, Verstappen, o autor das mais fantásticas recuperações ao longo da época foi, de longe, quem mais aportou  emoção,  coragem, sangue frio e ... até loucura e mau feitio. Um grande campeão na forja, sem dúvida!

Mas, o que mais de espectacular teve este último grande prémio da época, que já nada tinha para decidir, foi a despedida de Fernando Alonso, o decano campeão e provavelmente o exemplo máximo desta disciplina de élite do que é estar no sítio certo na hora errada. Concluída a última volta da corrida, não sei se programado, se espontâneo - pouco importa -, os dois primeiros esperaram por Alonso e fizeram uma derradeira volta em escolta, ao logo da qual brindaram o público com séries de manobras espectaculares acabada num abraço a três, no mais arrepiante gesto desportivo numa das mais competitivas modalidades individuais do desporto mundial, num abraço que unia os três campeões mundiais que terminaram a corrida. Faltou Raikkonen, o quarto campeão, que não pôde terminar o grande prémio. Não fosse isso, e teria sido ainda mais bonito!

Como bonito foi o desportivismo entre os dois grandes rivais dos últimos anos - Hamilton e Vettel. Bonito como foi juntar-se-lhes Verstappen, o fantástico bad boy!

Para a próxima época a fórmula entra mais pobre, com menos um campeão. Já só três!

 

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