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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

A parcimónia que falta e a que sobra

À terceira foi de vez. As imagens da chegada de Zelensky a Portugal

Ontem foi dia de Zelensky, duas semanas depois da programada visita à península Ibérica. Depois de, no dia anterior, ter estado em Madrid, e de, pela manhã, ter dado um salto a Bruxelas, o líder - e ícone - ucraniano passou a tarde em Lisboa.

Poucos minutos depois de ter partido de Figo Maduro iniciou-se o último debate televisivo entre os principais cabeças de lista às Europeia do final da próxima semana. O único com todos - os oito - contra todos, em que Sebastião Bugalho aproveitou para declarar "dia de festa": "Parece-me que hoje é um dia feliz, a democracia portuguesa no seu 50º receber um Presidente de um país pelo PM e PR. Hoje é um dia de festa"!

Estranha noção de festa, de imediato atacada pelos oponentes à esquerda. O "puto" fez beicinho e partiu para a emenda, pior que o soneto: festa, mesmo, "é quando a Ucrânia derrotar a Rússia". À inocente noção de festa, o Sebastião acrescentava infantilidade.

O que diria o Sebastião, prodígio dos comentadores, do Sebastião político?

Se calhar diria que toda a gente sabe que o apoio à Ucrânia, o que Zelensky cá veio pedir, e o que pede, e é parcimoniosamente dado pelo Ocidente, apenas pode ter, como melhor dos objectivos, encaminhar a guerra para o impasse que permita abrir caminho para negociar os termos do seu fim. 

Mas Sebastião já não é comentador. É político. E, para já, pára-raios de Montenegro.

E por isso, sem parcimónia, faz a festa com a promessa de 26 milhões de euros que Zelensky levou de Portugal. Sim, foram anunciados 126 milhões de euros mas, desses, 100 milhões foram já pagos pelo governo anterior, em Março

Que festa faria com os 1,129 mil milhões de euros de Espanha, ou com os 977 milhões da Bélgica, (em 30 F16) que Zelensky leva de promessas deste périplo? 

Ou para que data marcará a festa da vitória da Ucrânia face à parcimónia belga que, mesmo restringindo - evidentemente - a utilização dos F16 ao território ucraniano, apenas entregará um este ano, deixando os restantes 29 para entregar faseadamente até ao final de 2028?

 

Visita bem sucedida

Zelensky de visita a Washington. Acompanhe em direto

Em vésperas de 10 meses de guerra, e às portas do Natal, Zelensky foi a Washington, na sua primeira saída do país depois da invasão russa. Foi uma visita de "charme", para conquistar corações americanos. Democratas, e acima de tudo republicanos, bem mais frios... 

De lá, trouxe promessas de mais apoio militar, incluindo os mísseis Patriot. Promessas de amor para toda a vida e avisos para Putin... 

Mas foi acima de tudo uma visita para voltar a "dar gás" à causa ucraniana. Para voltar a colocá-la no topo da actualidade mundial. Zelensky sabe que deixar cair a guerra das primeiras páginas dos jornais, e do "prime time" noticioso das televisões, é o primeiro passo para o esquecimento. 

Isso vai muito para além de todas as promessas. E conseguiu-o!

 

Copo de água às portas do apocalipse

Biden diz que é “improvável” que míssil que atingiu Polónia sido disparado  da Rússia | Ucrânia | PÚBLICO

Os restos dos mísseis que ontem caíram em território polaco, junto à fronteira com a Ucrânia, matando duas pessoas, quase abriam as portas do apocalipse. 

Os falcões da guerra salivaram, e no extremo leste da NATO gritou-se em uníssono pelo artigo 5º. Biden puxou de imediato de um copo de água, que serviu de imediato ao Sr Jens (falcão) Stoltenberg. 

Se o copo de água serviu para lhe limpar a saliva, ou para meter lá dentro a tempestade, é a dúvida que sobra.

Para Zelensky é que a água não coube no copo. Foi de mais e ficou sem pé. Saltou para fora de pé, contra o mundo, mesmo que não se saiba exactamente se contra as evidências, e arrisca afogar-se.

Um copo de água pode estar meio cheio. Ou meio vazio. Mas também pode partir-se.

No copo meio cheio, podemos ver sinais de esgotamento. São já nove meses meses de duro e exigente teste à sua resistência física e mental. No copo meio vazio podemos ver simplesmente um sinal de deslumbramento. Mais preocupante é que o copo se tenha partido e entornado toda a água se, no fim de contas, ele tiver razão, e o míssil seja mesmo russo!

 

O insulto

Zelensky e a ditadura em Portugal: "Vocês sabem o que estamos a sentir"

 

A  participação de Zelensky na sessão solene da Assembleia da República, especialmente concebida para o efeito, não frustrou as expectativas. Foi a sua 26ª intervenção em parlamentos democraticamente eleitos, pelo mundo fora. Já havia por isso uma matriz: o objectivo de mobilização internacional para a causa ucraniana substanciava-se  na excelência comunicacional, com um discurso bem estruturado e de forte carga emocional, robustecido por referências históricas, geográficas ou até de carácter civilizacional ao país e ao povo a que se dirigia.
 
Era esta última vertente da sua intervenção a que maiores expectativas suscitava. O resto não seria muito diferente, por muitos mais dados - e mais chocantes ainda - que a continuação da guerra infelizmente lhe permitiria acrescentar ao seu relato. Até apostas se faziam …
 
Não desiludiu, também nessa vertente mais ansiosamente aguardada. Referiu a dimensão populacional de Lisboa e do Porto para reforçar a imagem a passar sobre  cidades completamente destruídas, e referiu-se à ditadura que vivemos e ao 25 de Abril, que vamos festejar por estes dias. 
 
A referência geográfica ao Porto e a Lisboa não mereceu qualquer contestação ao Partido Comunista, que deixou as suas cadeiras vazias, mas não quis deixar de comentar a intervenção que não aprovara. Ainda admiti que o PCP se tivesse sentido insultado por Mariupol ser "tão grande quanto Lisboa", mas não. O insulto foi Zelensky referir-se à revolução dos cravos. 
 
Não, senhora deputada Paula Santos. A senhora, porque foi a senhora que se prestou ao serviço, os seus outros cinco colegas de bancada, e os outros todos que mandam em vós os seis, é que hoje insultaram o 25 da Abril. E seguramente mais de 10 milhões de portugueses.

Em festa

Uma introdução à teoria de “o melhor dos mundos possíveis de Leibniz” –  Vagápolis

Hoje tenho mais um neto. Nasceu o Pedro, o meu quinto neto, e por isso estou em festa!

Ainda deu para assistir ao debate entre Macron e Marine Le Pen. E para perceber que foi Putin, a Rússia e a guerra na Ucrânia que mais "enterrou" a Senhora que ilumina extrema-direita na Europa. Para ficar a conhecer as razões por que o PCP vai amanhã estar ausente da sessão na Assembleia da República onde vai "tele-participar"  Zelensky e para, sem surpresa, perceber como são tão "iguaizinhas" às da Senhora Le Pen. 

Nada que me estragasse este dia de festa. Mesmo longe do melhor dos mundos...

A coerência da incoerência

Estamos no limite da sobrevivência”. O discurso de Zelensky após ter falado  com o Papa - CNN Portugal

Zelensky virá discursar na Assembleia da República, por videoconferência, se não ainda na próxima semana, pelo menos na que se segue.

Tarde de mais, dirão uns ... Lembrando-se que já passou, desta mesma forma, por grande parte dos Parlamentos nacionais dos principais países que fazem da democracia a sua forma de vida, pretendendo lembrar que costumamos chegar sempre atrasados a esta coisas, e esquecendo-se que o nosso só agora começou a funcionar.

Cedo de mais, dirão outros ... que andam sempre atrasados, presos não se sabe bem a quê. Nem cedo, nem tarde, diz o PCP, ao som cadenciado do martelo descravado da foice a espetar os últimos pregos no seu caixão. Que simplesmente  não o quer ver por cá, sabe-se bem porquê... depois de tudo o que têm sido as suas inacreditáveis posições públicas perante a invasão russa e  esta guerra.

Coerência? A tão apregoada coerência do PCP?

Talvez. Mas apenas a coerência de quem se agarra ao passado sem conseguir ver o que está a mudar, e o que há muito mudou. A coerência de quem fecha os olhos e se recusa a ver. A coerência da incoerência. Da mais absurda e hipócrita incoerência!

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