Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Como tudo poderia ter sido diferente...

Resultado de imagem para benfica - zenit

 

O Benfica saiu da Champions de cabeça erguida, ao contrário do que em certa altura chegou a parecer. Fez um grande jogo na despedida, com uma bela exibição coroada com uma vitória expressiva sobre o Zenit, que saiu da Luz sem nada, quando entrara com a possibilidade de sair com tudo. Ou até com alguma coisa, com a única coisa a que o Benfica podia aspirar.

 Os primeiros momentos do jogo pareciam querer mostrar um Benfica com o tal bloqueio mental da Champions. Foi no entanto coisa passageira, aos poucos a equipa foi-se libertando desse espartilho mental e começou a soltar o seu futebol, claramente de volta, depois de tanto tempo desaparecido. 

Na primeira parte, sem criar grandes situações de golo, é certo, o Benfica esteve sempre por cima do jogo, mesmo que por duas ou três vezes a equipa do Zenit tenha conseguido ameaçar a baliza de Odysseas, que nunca teve grande trabalho. Fez apenas uma defesa, e logo das grandes, mas já a segunda parte ia alta, e o resultado em 2-0.

Na segunda parte tudo foi ainda melhor, e o Benfica voltou aos  momentos de grande brilhantismo. Logo ao segundo minuto chegou ao golo, por Cervi, com assistência do suspeito do costume, numa brilhante jogada de futebol que partiu por completo uma defesa que até aí parecia intransponível. 

A equipa continuou com o seu futebol corrido, variado e alegre não permitindo aos jogadores da equipa russa muito mais que fazer faltas, e acumular amarelos. Quinze minutos depois do primeiro golo, e de mais três claras oportunidades de golo, o Benfica chegou ao segundo. De penalti (corte da bola com a mão, a evitar a finalização de Chiquinho), com o suspeito do costume a marcar. E com expulsão, por segundo amarelo, do defesa brasileiro do Zenit.

Com 2-0, com mais um jogador em campo, e com cerca de meia hora para jogar, o Benfica tinha tudo para consolidar uma exibição notável e reduzir a equipa russa à banalidade. E foi o que fez!

O resultado atingiria a marca final de 3-0 num auto-golo (a retribuição do que, lá, tinha feito Rúben Dias) que escreveu direito. É que surgiu do canto que resultou de um golo cantado de Vinícius, que ainda está por saber como lhe tiraram aquela bola de dentro da baliza.

Entretanto em Lyon, onde se faziam as outras contas do grupo, a equipa francesa, a perder com o Leipzig desde muito cedo, estivera fora das competições europeias durante muito tempo. O mesmo tempo em que, mesmo a perder, o Zenit estivera apurado para os oitavos da Champions. Como o empate o Lyon acabou nos oitavos da prova rainha, atirando com os russos para fora da Europa, mesmo que tivesse sido o Benfica a fazê-lo.

É certo que fica um certo amargo na doce vitória de hoje, que garantiu a passagem para a Liga Europa. Como poderia ter sido diferente esta participação na Champions... 

O pesadelo continua

O Benfica - jogadores, técnicos e dirigentes - transformou a mais importante e mais bonita competição do futebol mudial de clubes, de que deveria fazer uma festa, num pesadelo para todos os seus adeptos.

Hoje, na Rússia, escreveu-se mais uma página negra na História do Benfica. 

Foi uma equipa falhada. Perdeu todos os duelos, falhou passes a um metro, nunca soube como deveria posicionar-se, quer a atacar quer a defender. 

Nada de positivo se consegue encontrar nesta lamentável e vergonhosa exibição deste Benfica desaparecido. Nem - finalmente - o golo de RDT apagou coisa nenhuma.

 

CA-TE-GO-RIA!!!

Zenit-Benfica

(foto daqui)

 

Foi com enorme categoria que o Benfica afastou hoje os milionários russos comandados por André Villas Boas, onde pontificam alguns que souberam - e continuam a saber - honrar o manto sagrado que um dia vestiram, nos oitavos de final da Champions. Segue o Benfica, este sensacional Benfica, para os quartos de final da maior competição de futebol do mundo, incluído no restrito grupo dos oito melhores.

E fez isto tudo afastando precisamente o único representante do país que está em confronto directo com Portugal nas contas do ranking europeu, reforçando ainda mais esse quinto lugar, logo a seguir às crónicas superpotências do futebol europeu.

Mas vamos ao jogo, que arrancou como é costume: a entregar-se todo ao Benfica. Foi assim durante toda a primeira parte, sempre com o Benfica bem por cima, e sem que ninguém conseguisse perceber que a defesa tinha sido mais uma vez enxertada. Apenas nos últimos dez minutos o Zenit começou a ser capaz de equilibrar as coisas, tendo para isso que partir o jogo. Benfica reagiu com muita classe e quando o árbitro apitou para o fim da primeira parte, já tinha de novo o jogo sob controlo. Mas ficava uma dívida de golos, pelo menos um, por pagar...

A segunda parte foi lançada em bases diferentes. O Benfica recuou linhas, e o Zenit, ao contrário, subiu-as. E passou a pressionar bem alto.

O jogo pedia Raul Gimenez, e Rui Vitória fez-lhe a vontade. Só que, logo a seguir, um jogador russo - desta vez era mesmo russo: Zhirkov - abalroou o Nelson Semedo e foi por ali fora, com o lateral do Benfica inanimado no chão e toda a gente à espera do apito do árbitro. Só se percebeu que o árbitro húngaro Viktor Kassai, fizera mesmo vista grossa a uma falta do tamanho da Gazprom quando Hulk - tinha de ser - metia a bola dentro da baliza do fantástico Ederson.

Faltavam 20 minutos para os 90, e o golpe poderia ter sido fatal. Mas não foi, porque este Benfica tem muita categoria, mas também tem muita alma. E logo a seguir está muito perto do golo, que o guarda redes russo, quase por milagre, negou a Lindelof. 

Foi necessário esperar - e sofrer - mais 10 minutos para a explosão de alegrial, com o golo do empate de Gaitan. E mais outros tantos, já com os 5 de compensação, para a apoteose final do golo de Talisca, acabadinho de entrar, certamente a pensar que já nem tocaria na bola.

Agarrada ao trilho

 

Foi um Benfica debilitado, ainda com a angústia de sexta-feira à noite, aquele se apresentou na Luz para começar a discutir com o milionário Zenit o acesso aos quartos da Champions.

É certo que a equipa não se descaracterizou, que se manteve fiel à sua matriz, mas sentiu-se alguma tremideira, pelo menos enquanto a equipa treinada por André Vilas Boas e capitaneada por Danny teve forças. Mesmo assim, mesmo enquanto duraram as forças dos colegas de Witsel, Javi Garcia e Garay, só o Benfica criou oportunidades para marcar. Poucas, é verdade, mas foram as que o jogo tinha para dar...

O Benfica teve bola como poucos. E até como em poucos jogos, a rondar uns improváveis 70%. Inimagináveis para um jogo de champions. E á medida que o tempo ia passando ia acentuando a sua superioridade, encostando o adversário lá atrás e criando sucessivas oportunidades para marcar.

Golos é que não, a lembrar a tal sexta à noite. Até que mesmo à beirinha do fim, em cima dos noventa, chegou o golo que deu a vitória. Curiosamente na única oportunidade em que aproveitou uma jogada de bola parada. Nunca em nenhum outro jogo o Benfica tinha estado tão mal nos lances de bola parada, não criando uma única situação perigosa nos inúmeros cantos e livres de que desfrutou.

Sabemos que o um a zero é sempre um resultado simpático neste tipo de competições. Não é um grande resultado mas, para já, é uma vitória moralizadora e capaz de manter a equipa no trilho que trazia. É um resultado que faz de sexta-feira à noite um simples acidente, que não passou de um encontrãozito, insuficente para fazer saltar a equipa do trilho das boas exibições e das vitórias.

Se dá para chegar aos quartos? Isso agora não é o que mais importa.

 

Aplausos na Luz

Por Eduardo Louro

 

 

O Benfica entrou a perder na Champions… Dois anos, e cinquenta e um jogos, depois voltou a perder no Estádio da Luz. Que aplaudiu os jogadores como não imaginavamos possível, mais parecendo um estádio inglês… Por tudo o que fizeram, pelo que jogaram e pelo que lutaram, os jogadores mereceram essa prova de carinho e confiança, que terá certamente grande impacto no futuro.

Foi um grande jogo de futebol, que poderia ter terminado com muitos golos. Que o Benfica poderia ter ganho, como também podia ter perdido, até por mais. Mas foi um jogo marcado pelas suas próprias circunstâncias, e essas foram ditadas pelas contingências da entrada do Benfica, e em especial pelos três ou quatro passes falhados no momento da transição ofensiva que tudo decidiram. Os dois primeiros passes errados resultaram em tudo o que de mau aconteceu ao Benfica: os dois golos e a expulsão de Artur, que obrigaram a equipa a jogar mais de 70 minutos com menos um e com a desvantagem de dois golos.

Claro que o Zenit tem grandes jogadores, alguns deles tinham até saído dali a troco de alguns milhões – nem todos, mas isso são contas de outro rosário – e isso notou-se logo de entrada. E tem Hulk, que pode até estar de rastos, mas frente ao Benfica…

Num grupo tão fechado, certamente o mais apertado de todos da Champions, perder em casa, e logo no primeiro jogo, é pior que mau. Tanto pior quanto o jogo que se segue é precisamente no reduto do adversário tido como o mais forte. Tanto pior ainda quanto vem também de uma derrota, no Mónaco e de todo imerecida, segundo rezam as crónicas. Mas a jogar desta maneira, e com os aplausos da Luz ainda a ecoar nos ouvidos, não há razão para medos nenhuns!

Não há vitórias morais, mas nem todas as derrotas são iguas. Nem nada que se pareça!

 

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics