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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Taxa Robles: uma lição de política

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Sabemos que a política é feita da espuma dos dias e de sound bytes. Só isso conta, porque é assim que se comunica e é disso que se faz a comunicação. Nada disso seria grave se isso nunca subvertesse a realidade e se, no fim, não tivesse por objectivo esconder o essencial, ou matar à nascença qualquer ideia que possa pôr em causa os interesses instalados.

Peguemos no exemplo mais recente de que assim é. De como isto funciona.

Em sede de discussão das propostas para o Orçamento de Estado que aí vem, e de que o mainstream quer fazer um bicho de sete cabeças (é desta que a geringonça se vai, a quem ineteressa e a quem não interessa eleições antecipadas, etc. etc.) o Bloco propõs ao ministério das finanças, em Maio, uma alteração à tributação das mais valias imobiliárias, a incidir na rotatividade das transacções, isto é, a distinguir a venda de um imóvel 20 ou 30 anos depois da sua aquisição, da de uma outra, 6 meses depois da transacção anterior. Ou, como se diz na gíria, com o objectivo de distinguir o tratamento fiscal entre normais operações do mercado e especulação imobiliária. 

No sábado, o Expresso publicava uma pequena notícia com o título: “BE quer tributar alta rotatividade na venda de imobiliário”. No domingo, o Diário de Notícias (DN) fez da pequena notícia do Expresso, manchete. E o tema ganhou asas. Logo que o CDS o viu no ar correu a agarrá-lo, e tratou de encontrar o motor que fizesse dele uma imparável ideia política ao serviço dos seus interesses. Isso mesmo, um nome, o sound byte perfeito: taxa Robles!

Equipado com esse potente motor o assunto disparou, sem que mais ninguém tivesse mão nele. Ontem, de manhã, o DN fazia notícia da garantida disponibilidade do governo para viabilizar essa proposta mas, à tarde, já Carlos César a rejeitava completamente, e António Costa dizia até que nem nunca tinha ouvido falar nisso. E Rui Rio, que dissera que a ideia fazia sentido, era à noite trocidado nas televisões e nas redes socias. 

E pronto: assunto morto e enterrado!

Eu próprio me sinto dividido. Por um lado, acho que é boa, esta ideia do Bloco, anterior ao episódio Robles que o desgraçou, de tributar de forma diferente transacções correntes e transacções especulativas. Mas não consigo deixar de apreciar a habilidade política da máquina da Drª Cristas!

 

 

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