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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Tour 2024 - VII

João Almeida à porta do pódio da Volta a França - Modalidades - Correio da  Manhã

Terminou o Tour, que Pogacar dominou de princípio ao fim, como poucas vezes na História desta fantástica competição, a maior do ciclismo.

Ontem, na despedida dos Alpes, nos 133 quilómetros entre Nice (onde hoje a corrida voltaria, para terminar em contra-relógio) e Col de la Couillole, no fim aconteceu apenas o que sempre sucedeu nas outras etapas de alta montanha, nos Alpes ou nos Pirenéus. Com uma pequena diferença apenas.

E essa foi a tentativa da Soudal levar Remco Evenepoel ao segundo lugar de Vingegaard. O que estava em aberto já era apenas a discussão pelo segundo e pelo quarto lugar. 

Pela primeira vez se viu a Soudal na frente da corrida, a fazer o que a Emirates sempre fizera. Desta vez na perseguição a um grupo de 10 ciclistas na frente, onde Carapaz ia fazendo por garantir a camisola das bolinhas vermelhas, nas sucessivas subidas dos Alpes marítimos. Marítimos, mas Alpes. 

A 15 quilómetros da meta, no início da subida (a última) ao Col de la Couillole, o grupo da frente levava uma vantagem de quase 3 minutos, e começava a desfazer-se, com os ataques de Mas e Carapaz com a ilusão de poderem ganhar lá em cima. Na perseguição a Soudal já tinha de lançar mão do trabalho de Mikel Landa, o que era uma boa notícia para João Almeida, com vista ao seu quarto lugar da geral.

A 7 quilómetros do alto Evenepoel teve de rematar o trabalho da equipa, e de atacar. Se não o fizesse todo o trabalho da equipa teria sido em vão. Teve resposta imediata de Vingegaard, e acabou por ser João Almeida a ficar na cabeça da corrida, a acelerá-la para arrumar com Landa. E arrumou

Pouco mais de dois quilómetros à frente, já depois da passagem da meta dos 5 quilómetros finais, Evenepoel voltou a tentar Vingegaard. Respondeu de novo, mas desta vez também com resposta de Pogacar. Remco ficou nas covas - a estratégia da Soudal falhava em toda a linha - e os dois primeiros da geral foram embora, apanhando rapidamente Carapaz e Mas, para lhes tirarem o pão da boca. O espanhol ficou logo ali. O equatoriano ainda tentou acompanhá-los, mas só isso. Nas últimas dezenas de metros Pogacar atacou para ganhar pela quinta vez, e fazer o pleno de vitórias nos Alpes e nos Pirenéus. Vingegaard nem respondeu.

João Almeida foi sexto. Ganhou apenas 13 segundos a Landa, mas o suficiente para partir com confortáveis 40 segundos de vantagem para o contra-relógio final de hoje. De 34 quilómetos, do Mónaco a Nice, mais de metade dos quais em crono-escalada, onde os melhores voltaram a ser muito melhores. 

Pogacar, o melhor dos melhores, foi o único com o tempo na casa do minuto 45. Ganhou, pela sexta vez, repetindo o que acabara de fazer no Giro. Por mais de 1 minuto a Vingegaard, que ganhou 11 segundos a Evenepoel. Que ganhou mais de 1 minuto a João Almeida. Quinto -  o americano Jorgensen fez 10 segundos melhor - mas o suficiente para, na estreia, consolidar o brilhante quarto lugar final. 

Mais notável ainda que a classificação final, apenas atrás daqueles três que parecem de outra galáxia, é a regularidade do seu desempenho. Esteve sempre entre os primeiros seis ou sete nas grandes etapas, nas que tudo decidem. Esteve sempre em todos os momentos de decisão da prova. Não teve uma quebra em qualquer dos 23 dias da competição.

Quanto a Pogacar, o que se pode dizer é que ganhou o seu terceiro Tour como Merckx ganhava. Como há cinquenta anos ninguém ganhava!

 

 

 

 

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