Tour de France 2025 (III)

João Almeida não resistiu à sempre terrível, independentemente do traçado, primeira semana do Tour. Não escapou a uma das inúmeras quedas que sempre marcam a primeira semana. Aconteceu-lhe anteontem, na sétima etapa (que Pogaçar voltaria a vencer) , a 6 quilómetros da meta. A seis quilómetros dos 197 entre Saint-Malo e o Muro da Bretanha.
Com uma costela partida continuou até à meta, onde chegaria apoiado pelo Nelson Oliveira (Movistar), mais de 10 minutos depois de Pogaçar. Ontem voltou a fazer das tripas coração para completar os mais de 171 quilómetros da etapa, plana, entre entre Saint-Méen-le-Grand e Laval, discutida pelos sprinters, com a primeira vitória do italiano Jonathan Milan (Lidl-Trek), que conquistou a camisola verde, batendo o belga Wout van Aert (Visma) e o australiano Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck). Parecia desumano, tanto esforço. E perguntava-se porquê. E para quê!
A factura chegou hoje, quando estavam decorridos 89 quilómetros dos mais de 174 entre Chinon e Châteauroux, a uma velocidade média superior a 50 km/hora - a segunda mais alta da História do Tour -, integralmente corridos pelo fantástico Mathieu van der Poel (Alpecin-Deceuninck) na frente. Saiu do pelotão logo na partida, logo atrás do seu colega Rickaert, e foi apanhado pelo pelotão ja na recta final, a 600 metros da meta. Aí, o belga Merlier (Soudal) bateu Jonathan Milan, e atingiu a segunda vitória neste Tour, igualando Pogaçar.
Amanhã, 14 de Julho, dia nacional francês, antes do primeiro dia de descanso, começa a montanha. Antes do Mont Ventoux, dos Pirenéus e dos Alpes, mas já montanha. Onde infelizmente já não teremos "almeidadas".