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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Tour de France (VIII)

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Pronto. Os Alpes já ficaram para trás. Na frente, nada de muito novo porque, sendo novo que os três primeiros saiam das altas montanhas finais separados por menos de meio minuto, a verdade é que este ano tem sido sempre assim. Tudo preso por escassos segundos.

Quarto e quinto, respectivamente Mikel Landa e Fabio Aru, estão também separados por apenas 19 segundos mas, com as contas a serem feitas ao segundo, o minuto e picos que os separa do terceiro parece uma barreira intransponível. Daí que os três lugares no pódio já tenham dono!

Estas duas últimas etapas de alta montanha, em grande parte corridas acima dos dois mil metros de altitude, confirmaram o guião da Sky e, praticamente, a quarta vitória de Froome. Mas confirmaram mais. Confirmaram a grande corrida de Barguil - ganhou hoje, e pela segunda vez -, que ganhou a classifcação da montanha com uma autoridade raramente vista. Não teve culpa que o seu antecessor, Raphal Majka, tenha sido mais uma das vítimas das quedas, é mesmo um grande trepador, e terá certamete assegurado um lugar nos dez primeiros.

Confirmaram que Aru nunca poderia ganhar este Tour. Faltou-lhe força e faltou-lhe equipa. A Astana nunca se viu como equipa, como a etapa de hoje mostrou com toda a clareza, sem ninguém para ajudar o líder, e no entanto com corredores a integrar as fugas, e até a atacar a etapa, sem nada para de lá tirar. Confirmaram a decepção Quintana, ontem simplesmente penoso. Confirmaram a fibra de Alberto Contador. Quando já não pode dar mais, luta. Ganhou o prémio da combatividade por duas vezes, e acabará mesmo por segurar a última vaga nos dez primeiros, onde tantas vezes entrou e donde tantas saiu.  

Não faltaram quedas, também nos Alpes. Kittel, o rei dos sprints, com cinco vitórias e a camisola verde garantida, foi a última vítima. Logo nos Alpes, que não eram o seu campo de batalha.

E lá vão os três mosqueteiros decidir tudo no contra-relógio de sábado. Com o colombiano Rigoberto Uran e o francês Romain Bardet, separados por seis segundos, sem grandes condições para superarem o britânico Froome. 

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