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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Tourada

Noutras circunstâncias, noutro quadro que não o do actual Benfica, poderia dizer-se que é futebol. Que o futebol é mesmo isto, a velha frase feita do futebolês. Uma equipa joga, ataca, cria oportunidades para marcar, remata, mas a bola não entra. Há sempre mais uma perna a tapar o caminho para a baliza e, quando se consegue desbravar essa floresta de pernas, há um guarda-redes pela frente que defende tudo. E do seu lado há um guarda-redes que não defende nada, que nem toca na bola, Mas que em quatro vezes que vê adversários por perto, é obrigado a ir buscar a bola ao fundo da baliza. Aconteceu isso hoje no joga da Madeira. E o Benfica, que jogou, atacou e construiu mais de meia dúzia de oportunidades claras para marcar, não marcou e só não perdeu por quatro porque dois dos golos do Marítimo acabaram por ser obtidos em fora de jogo.

Mas, nas actuais circunstâncias do futebol do Benfica, não se pode dizer que é futebol. É mais tourada. O futebol do Benfica virou tourada. 

Uma tourada com aquelas pegas em que o forcado da cara se farta de levar tareia do touro. Uma primeira vez, e sai mal tratado. Volta a insistir, e leva mais forte ainda. Está todo partido, a sangrar por todo o lado, mas vai lá outra vez. Volta a levar mais, mas a cambalear e sem se aguentar em pé volta mais uma vez, com o cabo do grupo impávido a assistir ao massacre, de braços cruzados.

Foi neste estado que Bruno Lage hoje entrou nos Barreiros, no Funchal. Estranhamente a equipa até entrou bem no jogo, com vontade de resolver as coisas, como se nada se passasse com o homem da cara. Só que a sorte não ajudou - sabe-se que nestas situações raramente ajuda - , e bastaram pouco mais de 20 minutos para que o fulgor, e alguma qualidade, começassem a desaparecer. 

E lá voltou o homem da cara já não a cambalear mas de rastos. Mexeu na equipa e foi um desastre. E a cada vez que mexia maior era ainda o desastre.

No fim saiu em maca, directamente para ... o cemitério. O verdadeiro destino que o cabo lhe traçara. E que anunciou com o seu habitual discernimento: "no fim do jogo o nosso treinador veio-me dizer que punha o cargo à disposição do presidente ... e que já não treinaria a equipa amanhã".

Que tourada! 

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